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Donald Trump anunciou sua intenção de assumir o controle da Groenlândia para frear o avanço da China e da Rússia. Como o derretimento das geleiras, o território tornou-se estratégico para novas rotas comerciais e exploração de minerais.

Confira na íntegra: https://youtube.com/live/4KKBgzxE4Ys

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Transcrição
00:00O que vai ser insistente, o presidente norte-americano falou na última sexta
00:04que vai perseguir, do jeito fácil ou difícil, o objetivo de tomar posse do território da Groenlândia,
00:11que pertence oficialmente à Dinamarca.
00:14Assim como no caso do petróleo venezuelano, Trump afirma que a medida é importante
00:18para evitar o avanço de China e Rússia na região.
00:21A Groenlândia, a gente sabe, é um território muito grande, com pouca gente morando,
00:2657 mil habitantes apenas, cheio de minerais de terras raras.
00:31Agora, tem um outro aspecto muito importante, o da navegação.
00:35E é isso que a gente mostra aqui nesse mapa.
00:37O aquecimento global, as mudanças climáticas, têm causado um derretimento muito grande de geleiras
00:43aqui na região do Polo Norte.
00:46E isso leva a crer que as novas rotas comerciais marítimas podem acabar passando justamente por aqui
00:53as margens da Groenlândia.
00:56Por exemplo, uma embarcação que deixa a cidade de Nova Iorque e quer ir para a Ásia,
01:02para Tóquio, para Xangai, para Singapura, pode pegar aqui a passagem do noroeste.
01:07Do mesmo jeito, uma embarcação que sai de Los Angeles, na Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos
01:13e quer ir para a Europa, para o porto de Roterdã, na Holanda, para Murmansk, na Rússia,
01:18também pode usar dessa rota, a rota do norte, e chegar mais rapidamente na Europa.
01:24É uma das várias possibilidades que envolve a Groenlândia e esse é um dos motivos pelo qual
01:30Donald Trump está de olho no território dinamarquês.
01:35Professor Marcos Vinícius, a primeira pergunta que ia ser feita.
01:38A gente viu ao longo de toda semana muitas manifestações de lideranças internacionais
01:43contrárias às ameaças feitas por Donald Trump envolvendo a Groenlândia, incluindo o uso de força militar.
01:50A Dinamarca e Estados Unidos são dois países membros da OTAN.
01:55Isso poderia provocar algum tipo de abalo nessa aliança militar?
01:59Tudo vai depender de como o restante dos países da OTAN completarem a questão.
02:06Mas se você colocar aí dois países membros da OTAN em rota de colisão, é problemático para a OTAN.
02:14E o grande problema, Fabrício, é justamente como a Europa vai se portar nessa situação.
02:19Porque se por um lado existe aí a preocupação da manutenção da aliança, é essencial reconhecer que os Estados Unidos são a principal potência militar da OTAN.
02:33E os países europeus, de acordo com aquilo que nós observamos na Ucrânia, não tem a capacidade de se defender
02:41caso a Rússia opte por fazer algumas outras incursões ou ações no território europeu.
02:48E isso, quando observado por parte dos países do leste europeu, que viveram sob o domínio soviético durante um longo período,
02:57é perigosíssimo e temerário, segundo eles, e como eles reconhecem neste processo todo.
03:04Então, essa é a grande situação que existe.
03:09Aí vem a pergunta fundamental.
03:11Se houvesse este tipo de confronto, os países do leste europeu, que são membros da OTAN,
03:17estariam a favor da Dinamarca?
03:19E a resposta é provavelmente não.
03:22Então, Trump entende que num processo, mesmo com a OTAN,
03:27dividir é essencial para conquistar e atingir os seus objetivos.
03:32Então, a grande dúvida é o quanto ele pretende ainda manter essa organização,
03:38que serve muito aos interesses norte-americanos,
03:41e, eventualmente, como ele poderia administrar isso,
03:46para evitar que a situação piorasse substancialmente no sentido de manter a aliança.
03:52Trump, a impressão que nós temos, não busca aliados.
03:55Ele busca mais vassalos do que qualquer coisa.
03:58Isso é uma coisa importante sempre enfatizar.
04:00Pois é.
04:01Professor, em um minutinho aqui,
04:03essa é uma pergunta que a gente pode ficar bastante tempo debatendo,
04:06mas a gente vai precisar ser bastante resumido na resposta.
04:09A ordem internacional, a lei internacional, nessa última semana,
04:14passou por um verdadeiro terremoto.
04:17Há caminho de volta para uma normalidade?
04:20Dentro do cenário atual, em que, basicamente, a Carta das Nações Unidas foi rasgada,
04:28e isso não é agora, a Rússia fez isso também nesse processo,
04:32o que a gente nota é que há uma deterioração muito grande no espaço multilateral,
04:37o que é problemático para o mundo.
04:39E o que a gente compreende, Fabrício,
04:41é que os atores atuais dificilmente reverterão este custo.
04:47Então, nós precisamos esperar para aqueles que acreditam ainda no valor das Nações Unidas,
04:53e que têm, e isso é importante de enfatizar,
04:56eles terão de esperar um novo ciclo eleitoral,
04:59na expectativa de que aquele idealismo que deu origem à Carta das Nações Unidas,
05:06que deu origem à Liga das Nações,
05:08e que o Liga do Gário depois das Nações Unidas,
05:10volte a imperar, porque o diálogo e a cooperação são importantes,
05:15se as Nações Unidas, apesar dos seus enormes desafios,
05:20serviu aí para impedir que houvesse um crescimento ainda maior de guerras
05:25ao longo do século XX, e principalmente no século XXI,
05:29em que nós vivemos atualmente.
05:31Bom, queria agradecer a participação do professor Marcos Vinícius de Freitas
05:34nessa tarde ensolarada de sábado.
05:37Professor, muito obrigado pela sua disponibilidade,
05:39pela sua participação aqui no JP Internacional.
05:41Volto sempre, hein?
05:42Eu queria agradecer a você para dispensar.
05:46Bom, agora são 5 horas e 57 minutos.
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