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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil tinha cerca de 4,2 milhões de empregadores no trimestre encerrado em novembro, número 241 mil inferior ao pico registrado em 2018, antes da pandemia.

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Transcrição
00:00Vamos agora, estamos de volta com toda a nossa rede de rádio em todo o Brasil, portanto, para trazer agora que o número de empregadores ainda não retornou o patamar pré-pandemia e segue abaixo do pico da série histórica de acordo com dados do IBGE.
00:16Vamos agora voltar a conversar com a nossa repórter Júlia Firmino, que vai trazer todo o detalhamento desta informação muito importante.
00:23Então, não atingimos ainda aquele período pré-pandemia. Seja mais uma vez bem-vinda, Júlia.
00:30Oi, Matos. Obrigada. Boa noite mais uma vez para você, para quem está com a gente aqui no Pingos e nossa audiência também da Jovem Pan.
00:38Pois é. O cenário foge, inclusive, do que foi registrado aí pelos trabalhadores que atuam por conta própria, também os funcionários dos setores público e privado que continuam registrando recordes.
00:51De acordo, então, com o IBGE, o país tinha quase 4,2 milhões de empregadores no trimestre que foi encerrado ainda no ano passado, no mês de novembro.
01:02Isso significa que teve uma baixa aí de 5,5%, ou seja, 241 mil empregadores a menos quando a gente compara com o maior índice da série histórica,
01:14que foi registrado ainda no trimestre encerrado em dezembro de 2018, quando foram registrados aí 4,4 milhões de empregadores.
01:23A pesquisa considera, Matos, empregadores aqueles profissionais que têm um negócio próprio com pelo menos um funcionário.
01:31E o que a gente pode, o que pode explicar essa baixa, né, é justamente o fato da pandemia que você bem citou.
01:38Isso porque desde a pandemia, aliás, a pandemia acabou com muitas empresas, principalmente as empresas menores, as pequenas empresas.
01:49E aí, além disso, nós temos também o avanço do trabalho por conta própria, né, sem funcionários.
01:55Então, a chamada pejotização, que seria a pessoa abrindo a sua própria empresa e prestando um serviço para uma segunda empresa.
02:05E aí, só para a gente fechar, em relação aos empregados, o que nós temos, então, de acordo com a PNAD,
02:09é que tanto os empregados do setor privado e do serviço público, quanto os trabalhadores, por conta própria,
02:15renovaram, de fato, os recordes da série histórica nesse trimestre que foi encerrado agora, em novembro do ano passado.
02:23Volto com você.
02:24Júlia Firmino, daqui a pouco ela volta conosco na programação da Jovem Pan.
02:28Muito obrigado, Júlia.
02:30Eu quero ouvir o Dávila.
02:31Dávila, o seguinte, nós estamos também acompanhando essa proposta do governo, deixando no ar, né,
02:37esse balão de ensaio que ele vai ser totalmente favorável ao fim da escala 6x1, né.
02:43Então, a gente imagina o seguinte, qual a contrapartida que o governo vai dar para os empresários
02:47para que eles possam contratar mais, mas aí o governo não vai fazer nada.
02:51Ele vai falar, batendo as costas do empresário, segue você aí, contrata mais gente e vamos
02:55acabar com a escala 6x1, Dávila, vai ser nessa linha?
02:58Marcelo Matos, a escala 6x1 é dobrar a aposta no que está dando errado.
03:03É uma coisa incrível que o governo está fazendo.
03:06Vamos olhar esses números que mostram algo fundamental.
03:09Primeiro, emprego formal, CLT, ali com o crachazinho dentro da empresa.
03:14O trabalhador brasileiro não quer mais, a maioria não quer mais.
03:18Ele quer trabalhar por conta própria.
03:20Tanto que nós vimos na reportagem o recorde de trabalhadores trabalhando por conta própria.
03:27E depois tem trabalhando com pejotização.
03:29Duas formas que mostram claramente que o trabalhador brasileiro não quer mais saber de CLT,
03:37bater ponto, ir lá nas 8x5.
03:40Ninguém quer mais saber disso, pô.
03:41E por isso que os empregos não voltaram, desde a pandemia, aos níveis anteriores.
03:46Então, é o primeiro sinal.
03:48Se este é o sinal, significa o quê?
03:50Que se este fosse um governo que entendesse os números do mercado, falava, opa, vamos rever então a CLT.
03:57Porque a CLT virou um anacrominismo nesse mundo que você está aumentando emprego individual e pejotização.
04:04É isso que ele devia estar fazendo.
04:05Não, mas o governo está cada vez jogando mais duro.
04:08Ou seja, apoia movimentos.
04:11sindicais com juízes trabalhistas que sabotam a reforma trabalhista aprovada no governo Temer,
04:19que dá esta flexibilidade, que cria o famoso acordo hoje entre empregador e empregado,
04:27que o contrato se sobrepõe à lei, o negociado se sobrepõe ao legislado,
04:33criou o banco de horas, criou flexibilização, tudo aquilo que é importante,
04:38a justiça do trabalho, na sua maioria das vezes, acaba derrubando esse direito que mostra que está indo ao encontro desse desejo do trabalhador
04:49cada vez mais querer ser dono do seu nariz, empregado de si próprio e não ficar trabalhando por meio de CLT.
04:56E aí, o que o governo faz? O que aumentou?
04:58O que não devia ter aumentado?
05:00Emprego público.
05:01Por que emprego público?
05:02No momento que o governo está endividado até a cabeça, como bem lembrou o Diego Tavares,
05:07em 2027, nós vamos ter 100% da arrecadação de imposto pagando conta de pessoal e do Estado,
05:14isso mostra que nós devemos estar freando a contratação.
05:17E esse governo criou um número de cargos recorde, isso é péssimo, isso é o aumento do gasto público,
05:25de benefício, de tudo isso que está agravando as contas públicas, que acaba impactando a taxa de juros.
05:31Por último, mostra o que a reportagem traz, outra informação importante,
05:37parte desses empregos acabaram caindo porque muitas empresas fecharam na pandemia.
05:42Só, Marcelo Matos, que agora nós temos um outro recorde de fechamento de empresas no Brasil
05:49justamente por causa da inadimplência.
05:52Empresas estão fechando porque estão quebrando.
05:54Nós estamos falando de mais de 8 milhões de empresas.
05:57Então, essas pequenas empresas que são responsáveis por contratação
06:02estão fechando porque não aguentam pagar as suas dívidas.
06:07E por que não conseguem pagar as suas dívidas?
06:09Porque o Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo.
06:11E por que o Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo?
06:15Porque o governo está gastando demais.
06:17Este é o ponto central.
06:19Mas essa questão do 6x1 vai ser colocada num período eleitoral.
06:23Já se falou até, é ônibus de graça, Mota?
06:26É.
06:28A época da eleição vale tudo, especialmente para quem já não tinha as ideias muito boas
06:36para começo de conversa.
06:38Agora, não está muito claro como essa estatística da redução de número de empregadores deve ser interpretada.
06:47Há uma visão de que ela representa o aumento no número de pessoas que trabalham,
06:54passaram a trabalhar como pessoa jurídica.
06:56O profissional abre uma empresa para prestar os seus serviços, ao invés de ter a tal carteira assinada.
07:05Ele troca os benefícios da CLT por flexibilidade, por independência e pela possibilidade de uma renda maior.
07:15Eu fico só preocupado, achando que a principal consequência desse estudo vai ser amanhã o governo enviar para o Congresso
07:24um projeto de lei aí atacando todo mundo que faz essa pejotização.
07:30Então, que Deus tenha piedade desse país.
07:32Diego, agora, claro que o governo defende que tem a menor taxa de desemprego, fechou 2025 também,
07:40os números são positivos, menor inflação.
07:43Como é que você avalia também?
07:45Claro que isso tudo vai ser colocado agora no ano eleitoral.
07:48Isso me lembra uma antiga propaganda que foi muito premiada, Marcelo Matos,
07:54que dizia que é possível você dizer mentiras falando apenas verdades.
07:59De fato, nós aumentamos a taxa de empregos formais, mas olha isso que nós estamos noticiando agora.
08:05Que o Brasil não conseguiu recuperar o seu número de empresas.
08:08E se nós temos um processo de pejotização em ascendência,
08:12e nós temos, em 2024, por exemplo, foi estratosférico o número de pejotas
08:17que foram inauguradas para prestação de serviço a outras empresas.
08:21Mais de 54% a mais.
08:23Em 2025 não temos o dado consolidado, mas também esse número de pessoas que optaram,
08:30como o Mota disse, pelo modelo de pejotização cresceu.
08:33Nós não temos um aumento da situação positiva do mercado de trabalho brasileiro.
08:39O que nós temos são mais pessoas, de fato, abandonando a possibilidade do vínculo formal de emprego
08:44para trabalhar com o PJ ou para prestar o seu serviço por intermédio dos aplicativos de entrega,
08:50que também deram um boom no último ciclo aqui no nosso país.
08:54O que isso revela?
08:55Revela que o empregador está com dificuldade, está com dificuldade de manter os seus funcionários
09:01com o vínculo formal.
09:03Como o Dávila lembrou muito bem, nós temos uma Série T ultrapassada,
09:07que não corresponde aos anseios do novo mercado de trabalho.
09:10Uma Série T que foi editada em uma época muito mais próxima do período escravagista
09:15do que do período dos aplicativos.
09:18Então, o que nós temos é a necessidade de modernização do mercado de trabalho brasileiro.
09:23Nós precisamos ouvir o mercado de trabalho para saber exatamente quais são as expectativas,
09:27quais são os anseios dos trabalhadores.
09:30E, claro, o Brasil precisa criar um ambiente mais saudável para os negócios.
09:34Em 2023, nós tivemos um recorde de fechamento de empresa.
09:38Foram quatro empresas fechando por minuto.
09:42Quatro empresas que geravam emprego, que recolhiam impostos,
09:45que faziam a roda da nossa economia girar, morrendo a cada minuto.
09:50O número consolidado chegou a mais de 800 mil empresas no ano de 2024,
09:54fechadas também.
09:55E esse gráfico segue em ascendência.
09:58Então, o Brasil tem um problema com o seu mercado de trabalho.
10:02Não adianta comemorar que um número um pouco maior de pessoas assinaram carteira
10:06se nós não temos a iniciativa privada conseguindo gerar riqueza nesse país.
10:11E é sempre muito bom lembrar.
10:13A canetada do burocrata de Brasília não faz com que o Brasil fique um real mais rico.
10:19Quem produz riqueza no país, quem gera emprego, quem gera renda,
10:23é a iniciativa privada.
10:24E essa iniciativa privada hoje está esmagada no país.
10:28Esmagada por um Estado burocrático, caro e ineficiente.
10:31De fato, eu reitero aqui as palavras do Mota, que Deus tem a piedade do nosso país.
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