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O Itamaraty anunciou que a cooperação humanitária brasileira será intensificada nas próximas horas para socorrer o sistema de saúde venezuelano. Um dos focos principais é a reposição de materiais para pacientes renais, após um centro de diálise ser atingido por ataques durante a captura de Nicolás Maduro.

A diplomacia brasileira reforça que, apesar das divergências políticas sobre a intervenção americana, o foco agora é minimizar o sofrimento da população civil afetada pelo conflito armado. Reportagem: André Anelli.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/xS8SnK6XOrk

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Transcrição
00:00O governo anuncia, enquanto isso, que vai pagar ao estado de Rorâmia uma indenização milionária
00:05com o objetivo de custear os gastos com imigrantes venezuelanos.
00:09O repórter André Anelli, direto de Brasília, chegando agora com as últimas informações.
00:13Qual o valor envolvido nessa ajuda brasileira?
00:16Bem-vindo, André. Boa noite pra você.
00:21Obrigado, Tiago. Muito boa noite a você também e a todos aqui no Jornal Jovem Pan.
00:25Serão pagos 115 bilhões de reais pelo governo federal ao estado de Roraima
00:31como forma de indenização pelos gastos excedentes com a imigração da Venezuela.
00:38A distribuição determina o repasse de 63 milhões de reais para a segurança pública,
00:4436 milhões para a saúde, 10 milhões para a educação e outros 6 milhões para o sistema prisional.
00:51O pagamento desses recursos faz parte de um acordo entre o governo federal e o governo de Roraima,
00:58acordo esse que foi firmado antes do ataque dos Estados Unidos à Venezuela,
01:02que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.
01:06O acordo foi instituído com o aval do STF, o Supremo Tribunal Federal,
01:11sob a relatoria do ministro Luiz Fux, ele que ainda precisa homologar esse documento.
01:17As áreas de destinação dos recursos são aquelas mais impactadas pelo fluxo migratório
01:23intensificado desde 2013, com a crise política e econômica do país.
01:29De lá para cá, o Observatório da Diáspora Venezuelana estima que 9 milhões de pessoas deixaram o país.
01:37O governador de Roraima, Antônio Denário, tem sugerido o fechamento da fronteira
01:43de mais de 2 mil quilômetros de extensão.
01:46Esse fechamento chegou a acontecer no último sábado,
01:49mas agora o governo federal não tem planos de manter, então,
01:54a entrada de venezuelanos impedida aqui no Brasil.
01:58Tiago.
01:59André, e o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, informou que o Brasil vai prestar apoio
02:04justamente à pasta da saúde da Venezuela.
02:07Como é que deve funcionar essa cooperação nesse momento?
02:10André.
02:14Isso mesmo, Tiago.
02:16O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ele disse que o ataque americano no fim de semana
02:21destruiu um centro de distribuição de aparatos médicos na Venezuela
02:26e, por conta disso, ele anunciou o envio de insumos de diálise
02:31para pacientes renais, então, ao país vizinho.
02:34Essas informações foram confirmadas por ele mais cedo em uma coletiva de imprensa
02:39aqui em Brasília.
02:41O ataque bélico destruiu um centro de distribuição de medicamentos e insumos
02:47para diálise na Venezuela, que fica no estado de Goaíra.
02:51Isso foi confirmado pelo escritório da OPAS, Organização Mundial de Saúde,
02:55que fica em Caracas, foi confirmado isso.
02:58A partir daí, a OPAS solicitou aos ministérios, à região, um apoio.
03:03E nós estamos buscando mobilizar com as nossas estruturas do SUS,
03:08com empresas privadas no Brasil, insumos para diálise e medicamentos
03:14e vamos dar esse apoio, sim, para o povo venezuelano,
03:19que teve o seu centro de distribuição atacado, destruído,
03:23que pode significar um desabastecimento desses insumos.
03:26O ministro destacou ainda que o governo brasileiro vai auxiliar a saúde venezuelana
03:34por causa da proximidade geográfica com o país
03:37e também pela ajuda vinda do governo chavista durante aquela crise de falta de oxigênio
03:44em Manaus, no Amazonas, no início de 2021, durante o auge da pandemia de Covid-19.
03:51Padilha também anunciou que foi enviada uma equipe da Força Nacional do SUS,
03:56do Sistema Único de Saúde, para avaliação das estruturas de saúde,
04:01também profissionais, vacinas e outros insumos,
04:04mas isso em Roraima, já que o Estado é a porta de entrada para venezuelanos refugiados.
04:10Isso é a tentativa do governo de ajudar a população daquele local e o próprio país.
04:17André Aneri de Brasília, até daqui a pouquinho, Denise Campos de Toledo.
04:21A fronteira volta à vitrine, a gente volta a falar sobre essa fronteira
04:26e as preocupações econômicas que nós tivemos outras vezes voltam agora também.
04:30E tem muita gente que veio para o lado do Brasil
04:33que está na expectativa de, quem sabe, voltar para a Venezuela.
04:36É, exatamente. A gente viu até essa movimentação no final de semana, Thiago,
04:40alguns registros da fronteira mostrando pessoas que estavam circulando
04:44na fronteira entre Brasil e Venezuela, também entre Venezuela e Colômbia,
04:48e as pessoas vendo com uma certa tranquilidade essa transição política,
04:52pelo menos em princípio.
04:53De início se imaginava que pudesse haver um conflito maior,
04:56uma reação militar na Venezuela, mas por enquanto isso não ocorreu.
05:00Então tem essa movimentação mais tranquila e se imagina
05:03que possa haver um governo mais racional na Venezuela,
05:07que permita um desenvolvimento econômico,
05:09ou pelo menos uma melhoria dessa situação,
05:11que permita, inclusive, que a população de lá retorne,
05:14o que diminuiria custos para o Brasil.
05:16Quando houve a grande imigração aqui para o Brasil,
05:19nós tivemos um custo enorme, uma dificuldade, inclusive,
05:22de conseguir locais para essas pessoas todas ficarem.
05:26Agora, do ponto de vista econômico, eu acho que é importante salientar
05:29que a economia brasileira como um todo não deve sofrer maiores consequências
05:33em relação a esse problema da Venezuela,
05:35mesmo que ela enfrente uma situação mais grave.
05:38Venezuela, ela caiu da quarta posição para a vigésima nona posição
05:42em termos de relações comerciais com o Brasil.
05:44Agora, a situação é diferente em Roraima,
05:47que 46% das exportações do Estado, principalmente na área de alimentos,
05:53depende da Venezuela.
05:55Então, mesmo com a Venezuela numa situação de crise,
05:57tem essas exportações, em 2024, por exemplo,
05:59representou 145 milhões dos 314 milhões de vendas externas
06:05do Estado de Roraima, especificamente.
06:07Pega setores como o de óleo de soja, farinha de trigo,
06:11compostos lácteos.
06:12Então, há essa preocupação também.
06:14Se haverá uma normalidade da economia na Venezuela,
06:17nessas transações comerciais,
06:19já houve restrições em relação às transações,
06:22ao embarque do petróleo.
06:24Isso foi restrito, mas se esta vê,
06:25em relação aos alimentos.
06:27Como o ministro Padilha está falando, inclusive,
06:29dessa ajuda humanitária, do ponto de vista da saúde,
06:32talvez não haja um entendimento
06:34para a continuidade dessa transação comercial.
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