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A especialista em relações internacionais Priscila Silveira analisou a tensão após o suposto ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Segundo ela, uma escalada internacional pode ocorrer caso a operação tenha como foco interesses no petróleo venezuelano. A analista afirmou que potências como China e Rússia podem reagir se interesses estratégicos e comerciais forem afetados.

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Transcrição
00:00Você continua atualizando as informações sobre esse ataque dos Estados Unidos à Venezuela
00:04e a gente convida agora para analisar toda essa tensão, essa situação por lá
00:09a Priscila Silveira e o Jesualdo Almeida.
00:12Priscila Silveira, eu começo com você. Tenha um bom dia.
00:16A gente viu agora o Eliseu falando recentemente sobre esses parceiros, a Rússia, a China, Cuba
00:22e a gente também tem o Irã, que acabou de declarar que condenou esse suposto ataque
00:26com violação flagrante da soberania nacional, integridade territorial
00:31e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que haja imediatamente.
00:35Diante do poder bélico desses parceiros, Rússia, Irã, a gente pode temer uma escalada internacional
00:42que começou em Caracas ou você acredita que a Venezuela neste momento continua isolada,
00:49a refém de toda essa situação imposta pelos Estados Unidos?
00:53Bom dia, Patrícia, a todos os meus colegas, a nossa audiência.
00:57Patrícia, se nesse primeiro momento nós tivermos como objetivo, os Estados Unidos tiver como objetivo
01:04o ataque para repelir um tráfico internacional, penso que não haverá aqui as forças da China,
01:12todos os parceiros como também a Rússia.
01:13Agora, se o objetivo for modificado, como já se suscita, que seria ali para a questão do petróleo,
01:20aí a gente pode observar e vamos esperar que haverá sim a intervenção desses países,
01:26até porque China, como você bem disse, o Eliseu Caetano também já nos adiantou,
01:30China e a própria Rússia são parceiros comerciais com relação a esse petróleo,
01:35que me parece assim ser um interesse obscuro, aliás, escuras do Donald Trump dos Estados Unidos.
01:41Então, se avançarmos para que o objetivo chegue à questão do petróleo,
01:47nós vamos ter preocupações internacionais, porque aí os objetivos mudam, não é, Patrícia?
01:52Aí atinge grandes escalas, inclusive a Rússia que tem um material bélico,
01:58assim como também ali a China.
02:00Agora, ficando dentro da linha do que Trump havia colocado,
02:05que seria para a questão de controlar o tráfico internacional,
02:09já que ele associa Maduro ao grande chefe dessas organizações criminosas
02:15que trazem ali o tráfico internacional,
02:17eu penso que num primeiro momento essas grandes potências
02:20não entrarão de frente ou assim diretamente.
02:23Agora, avançando para o que se diz,
02:26até fontes disseram que seria mesmo o objetivo de Donald Trump atacar
02:32para poder ter ali o comércio, não só retirar Maduro do seu poder,
02:36mas também para pegar o petróleo.
02:38A gente vai aguardar, mas penso que a segunda opção
02:41é o que se aponta mais verdadeiramente, Patrícia.
02:45Também quero ouvir o Gesualdo Almeida.
02:48Gesualdo, nessa altura de 2026, estamos iniciando esse ano,
02:52até a esquerda brasileira já não consegue defender
02:54que não seja uma ditadura hoje na Venezuela, não há democracia.
02:58Mas, de qualquer forma, é uma invasão de uma soberania.
03:03E também, Gesualdo, a questão é muito delicada,
03:07porque se a gente for analisar, os efeitos das drogas nos Estados Unidos
03:11começam na Colômbia, na Bolívia, México,
03:14esses efeitos são muito maiores do que a própria Venezuela.
03:16Quer dizer, esse argumento é muito frágil, não é, Gesualdo?
03:18Bom dia.
03:20Bom dia, bom dia a todos, bom dia a nossa audiência.
03:22De fato, é um argumento bastante fraco, não é, bastante frágil.
03:26Não há como se defender Maduro.
03:28Aliás, nem o governo brasileiro reconhece a eleição de Maduro.
03:31Eles destruíram a Venezuela.
03:33Basta ver que o salário mínimo na Venezuela hoje é de 3 dólares.
03:36Censura, prisão de opositores, um governo ilegítimo.
03:40É como a gente brinca, né?
03:41Entre essa briga dos Estados Unidos e Venezuela, a gente torce pra briga.
03:45Mas, também, aquilo que os Estados Unidos fizeram hoje
03:48de prender um presidente é, claramente, a violação de uma soberania.
03:52E não nos enganemos, não se trata de defesa de democracia.
03:56Fosse assim, os Estados Unidos teriam invadido a Nicarágua de Daniel Ortega,
03:59que é muito pior o regime.
04:01Não se trata de defender direitos humanos.
04:03Fosse assim, teriam invadido a Arábia Saudita,
04:06cujo governo aliado dos Estados Unidos
04:08é um dos que mais ferem os direitos humanos, inclusive das mulheres.
04:12Não é sobre combate a drogas.
04:14Fosse assim, os Estados Unidos de Donald Trump
04:17não teriam indultado o ex-presidente de Honduras,
04:20peso por 45 anos por tráfico de drogas.
04:24Derramou 500 toneladas de drogas nos Estados Unidos.
04:28E o principal, hoje, problema de drogas nos Estados Unidos
04:31é com fentamil,
04:32cujo principal fornecedor de matéria-prima
04:34é a China e a Índia.
04:36Os Estados Unidos vão invadir a China e a Índia?
04:38A questão é eminentemente geopolítica.
04:41É ressuscitar a famosa teoria Morre,
04:44América para americanos.
04:46E como bem observou Eliseu Caetano,
04:48com precisão cirúrgica,
04:49atinge não apenas um governo de oposição aos Estados Unidos,
04:53mas também os seus aliados,
04:55como Cuba,
04:55que hoje ficará ainda mais asfixiada economicamente
04:58por falta do fornecimento do petróleo venezuelano,
05:01e também a China,
05:02que é um dos grandes importadores do petróleo venezuelano.
05:06Agora, o histórico de invasão americana é horroroso.
05:10Quando ele sai dos países invadidos,
05:11vamos citar aqui Vietnã, Iraque
05:13e recentemente o Afeganistão,
05:16a imagem de terra arrasada.
05:18E será que haverá o mesmo para a Venezuela?
05:22Quais são os planos estabelecidos para a Venezuela
05:24no pós-Maduro?
05:26Isso ninguém sabe.
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