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Um item que não pode faltar nas celebrações de ano novo é o espumante!

A jornalista Renata Afonso entrevista no Jornal Terraviva o presidente do Consevitis, Luciano Rebellatto, para falar sobre o fortalecimento da vitivinicultura.

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Transcrição
00:00Para falar mais sobre vinhos e espumantes, eu converso ao vivo com o Luciano Rebelato,
00:04ele é presidente do Concevit, está aqui no telão já.
00:06Boa noite, Luciano, seja muito bem-vindo, obrigada pela participação.
00:11Muito boa tarde, muito boa noite, é uma satisfação estar aqui participando do teu programa,
00:15transmitindo aos nossos ouvintes um pouco de informações sobre o setor do vitivinícola.
00:20A gente que agradece por atender a gente nessa noite especial.
00:23Vamos começar falando do Concevit e explicar um pouco.
00:25É o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura no estado do Rio Grande do Sul.
00:31Explica para a gente como é que funciona.
00:33Ok, o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento do setor vitivinícola, então,
00:38ele foi criado principalmente com o principal foco de fazer uso de um fundo chamado Fundo VITES.
00:44É um imposto, um valor recolhido sobre a comercialização dos produtos derivados da uva,
00:51os vinhos, os espumantes e os sucos.
00:53Esse fundo, então, retorna para o setor, o qual o Concevit, então, faz a gestão investindo desde a parte primária,
01:01como produtor, até a ponta do setor, falando aqui de margem ou de promoção dos nossos produtos,
01:09até internacionalmente falando.
01:10Então, o trabalho principal é estimular a produção?
01:14Isso.
01:15Como eu falei, desde a base, com boas práticas agrícolas,
01:18incentivando também a questão de consumo, passando até do mercado nacional ao mercado internacional.
01:27E como foi esse ano para o setor?
01:28Não sei se você acompanha a matéria anterior, a gente falou das vendas, a matéria falava das vendas aquecidas, né?
01:33Como é que foi esse ano para o setor?
01:35Ok, a reportagem anterior, ela falava muito do espumante, né?
01:39Claro que ainda temos picos de consumo relacionados aos nossos espumantes,
01:44que são as datas comemorativas, né?
01:46No caso aqui, o final de ano, né?
01:47O Natal.
01:48Mas o espumante já é uma bebida consolidada no consumo praticamente do dia a dia, né?
01:55Hoje nós temos moscatéis, né?
01:57Com teores alcoólicos mais baixos, com mais leveza, mais adocicados,
02:02que permitem o consumo desses mesmos em qualquer momento, em final de tarde, em piscina, na praia, em qualquer situação, né?
02:11E também, claro, nós temos aqui outros produtos até desalcoolizados, o suco de uva, né?
02:16Que também é um produto muito valorizado aqui no mercado interno e sem contraindicações.
02:23Eu vi que vocês também trabalham muito com a indicação geográfica, né?
02:26Da importância de valorizar a indicação geográfica, é isso?
02:29Isso. A ID, né? A identificação geográfica, ela já é muito comum em países europeus, né?
02:36Ela trata de assegurar características ao produto de uma região.
02:43Ou seja, as características de um produto no momento do consumo, eles são específicos
02:48e somente da tal região onde está esta denominação de origem, né?
02:53É muito importante esse tipo de, digamos assim, de certificação,
02:58pois o produto, ele carrega consigo, além de um selo, né?
03:03Que identifica essa região, as características.
03:06E essas características são únicas dessa região.
03:09Claro que esse produto, ele passa por várias situações de avaliação,
03:13se ele pode ou não carregar esse selo,
03:16mas no momento que ele chega ao mercado com a denominação de origem,
03:19por exemplo, o Vale dos Vinhedos,
03:21essas características são únicas desse local e elas não podem ser copiadas, digamos assim,
03:28por outras regiões.
03:30Isso é importante para o valor agregado para o produtor, né?
03:34Isso, isso, com certeza, né?
03:35Como eu falei, o consumidor, ele busca por um produto com características específicas de uma região
03:40e tendo esse selo de denominação de origem, ali estarão asseguradas essas características.
03:47Vocês trabalham com essa questão da falsificação?
03:49A gente falou dessa importância para o consumidor também,
03:53mas como é que a gente consegue identificar essa questão da falsificação?
03:56Vocês trabalham com isso também de orientação?
03:59Sim, nós temos uma campanha,
04:01alguns civites têm uma campanha que está em todo o Brasil,
04:04que é vinho legal, né?
04:06A nome, a nomenclatura é esta mesmo, é vinho legal.
04:09E se trata de orientar os nossos consumidores
04:13de como identificar um produto adulterado ou de descaminho,
04:19ou, digamos assim, que chegou ao supermercado ou ao consumidor
04:23por um caminho não lícito, não legal.
04:28A forma mais comum de se identificar um produto que chegou até o consumidor
04:33irregularmente, é verificando o contrarótulo.
04:38No contrarótulo tem que constar o importador e essa escrita,
04:43ela tem que estar, essas informações, elas têm que estar em português.
04:47Isso já é uma forma de você identificar se o produto é ou não de origem lícita.
04:54E vocês têm visto o crescimento desse mercado de produtos ilegais
04:58que entram no país?
04:59Sim, sim, a gente percebe, eu não digo um crescimento,
05:04mas há um volume muito grande de vinhos chegando principalmente
05:09aqui dos países que têm fronteira seca, né?
05:11Argentina, Chile, Uruguai, né?
05:13Pela facilidade de entrada desses produtos, né?
05:18Mas, claro, o nosso consumidor hoje, ele já tem os produtos nacionais
05:22com muito boa qualidade, ele também entende que ao consumir um produto
05:27com essa origem, ele está prejudicando a indústria nacional,
05:31desde o produtor até mesmo as vinícolas.
05:34E temos percebido essa consciência por parte dos consumidores.
05:38Mas, claro, existe um trabalho muito grande ainda a ser feito
05:41no sentido de provocar o consumo do produto brasileiro
05:46quanto aos consumidores.
05:47Com relação ao crescimento dos rótulos nacionais no mercado exterior,
05:52como é que funciona isso?
05:53Como é que tem sido?
05:55Isso, o Concebitis também trabalha a promoção dos nossos produtos
05:58no mercado externo, né?
06:01O vinho, ele compete diretamente com países onde já são muito mais,
06:07já existe uma certa tradição na produção de vinhos,
06:10ou seja, países europeus, Argentina, Chile.
06:12Nós temos dois produtos que consideramos eles caro-chefe
06:17quando a gente busca abrir um mercado, que é o suco de uva e o espumante.
06:22O nosso espumante, ele tem características muito específicas
06:26da nossa região, do Rio Grande do Sul, do Brasil, e o suco de uva também, né?
06:31O suco de uva do Rio Grande do Sul, principalmente, ou do Brasil,
06:35ele é produzido pelas variedades labruscas, ou americanas e híbridas.
06:38E essas características, elas não são as mesmas de um suco produzido
06:42com vítis vinícola.
06:44Então, claro que nós saímos com vantagem quanto aos nossos produtos,
06:48pela refrescância, pelo sabor, pelas características dos nossos produtos.
06:51E o espumante, como eu falei, ele está recebendo, está conseguindo medalhas
06:55ou participando de concursos internacionais e levando premiações pela qualidade.
07:01Ou seja, a qualidade dos nossos produtos, ela já está consolidada.
07:04O que falta é um pouco de marketing, né?
07:08Para fazer com que o mundo entenda que os nossos produtos são, sim,
07:11de excelente qualidade.
07:12E é esse o caminho, então, para a gente ampliar a produção
07:15e também ganhar novas oportunidades.
07:17Luciano, muitíssimo obrigada pela participação.
07:19Ótima virada de ano para você e para a sua família.
07:23Muito obrigado e sempre à disposição.
07:25Ótima virada de ano para você e para a sua família.

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