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Um levantamento dos dados de transparência da Câmara dos Deputados revela que o gasto com o aluguel de veículos e fretamento de aeronaves atingiu a marca de R$ 280 milhões em 2025.

Os valores, custeados pela cota parlamentar, abrangem o deslocamento de deputados em suas bases eleitorais e viagens oficiais. O montante reacende o debate sobre a eficiência do uso do dinheiro público e a necessidade de revisão dos benefícios em um ano marcado por discussões sobre austeridade fiscal e cortes no orçamento federal.

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Transcrição
00:00Estamos de volta para todos que nos acompanham na rede Jovem Pan de Rádio.
00:04Agora a gente vai repercutir que os deputados federais gastaram cerca de 280 milhões de reais
00:10com aluguel de carros, barcos, aeronaves, entre 2019 e 2025,
00:16com um valor que deve aumentar por não ter contabilizado os números totais deste ano ainda.
00:22Em seis anos, o gasto dos parlamentares com esses aluguéis subiu aproximadamente de 18%
00:28e são bancados pela Câmara por meio da chamada cota para exercício da atividade parlamentar.
00:33O valor disponível mensalmente para cada deputado varia de acordo com cada estado,
00:39sendo R$ 36 mil a quantia mais baixa e R$ 51 mil a mais alta.
00:44Os aluguéis de veículos pagos com dinheiro da Câmara entraram no noticiário na semana passada,
00:49especialmente após a operação da Polícia Federal, que mirou Sóstines Cavalcante e Carlos Jordi,
00:55investigados por suposta irregularidade no uso das verbas para alocação.
01:01Ainda há pouco eu estava reparando aqui no chat no YouTube, para quem nos acompanha por essa plataforma,
01:05e muitas pessoas querendo que nós trouxéssemos essa informação.
01:08Então vamos trazer e analisar com profundidade, começando pelo Dávila.
01:12É uma vergonha a utilização de recursos públicos para essas mordomias.
01:22O que deveria ter no Brasil é o salário do parlamentar e acabou.
01:26Ele que se vira.
01:27Se ele quiser alugar carro, andar de Uber, táxi a pé e ir para o Congresso de bicicleta,
01:32ele que se vira.
01:34É assim que funciona.
01:36Em nenhum país democrático, muito mais rico que o Brasil, tem tantos privilégios para parlamentares.
01:45É passagem, apartamento funcional, número excessivo de assessores,
01:51tá tudo nesse grande pacote que faz com que o gasto parlamentar seja extraordinariamente alto.
01:57O parlamento brasileiro, David Tasso, é o segundo mais caro do mundo, só perde para os Estados Unidos,
02:06que é 30 vezes mais rico que a gente.
02:08Então, veja que absurdo.
02:11E se você tirar todos os salários, por exemplo, se nenhum parlamentar recebesse salário,
02:18só o que tem de benefícios já seria o segundo parlamento mais caro do mundo.
02:23Se você tirar todos os salários, só o que tem de benefício.
02:27É uma vergonha, tem que acabar com isso.
02:29Agora, você vai ler lá os deputados, não, porque a minha base é grande lá,
02:34eu no Maranhão só tenho que andar de barco pra chegar às comunidades, tem que alugar barco.
02:38Cada um tem uma desculpa.
02:40Uma das reformas mais importantes que nós temos que fazer no Brasil é a reforma política.
02:46É em a implementação do voto distrital.
02:49Porque o voto distrital acaba com essa história.
02:51O deputado não tem que sair atrás do Estado inteiro.
02:54Hoje, um deputado fala assim, não, mas como é que você vai pra Ribeirão Preto,
02:57São José do Rio Preto, depois você vai pra Itapetininga, aí vai pra Itapeva, no sul do Estado.
03:02Não é assim.
03:03Se você tivesse voto distrital, aquele deputado seria o representante de um distrito.
03:08Isso ajudaria o eleitor a fiscalizar, a cobrar e avaliar com muito mais rigor o desempenho do seu deputado.
03:17E o seu deputado ia custar muito mais barato, porque ele não vai poder justificar esse aluguel de carro, avião e barco
03:24se ele tá circunscrito a um único distrito eleitoral.
03:29Então, é muito importante aprovar o voto distrital.
03:33Seja ele o misto ou o simples ou o que seja.
03:36O importante é a moralização do dinheiro público.
03:39Precisa acabar com todos esses benefícios e o parlamentar tem que ser como qualquer pessoa que trabalha no Brasil.
03:47Viver do seu salário.
03:49É, recentemente a gente repercutiu, né, o último tema, pelo menos antes do intervalo,
03:53sobre as emendas parlamentares e agora sobre esses gastos também, Diego Tavares.
03:58Que a gente, como deu luz à operação na semana passada,
04:02dinheiro que, teoricamente, de acordo com as investigações, teoricamente não.
04:06As investigações evidenciaram isso, estavam sendo desviados.
04:12David Gitarso, eu quero aqui parafrasear o nosso colega Evandro Cine quando falou da Enel.
04:18Nós temos um Congresso Nacional safado.
04:21Isso é uma imoralidade.
04:23O que nós temos que repercutir aqui, a respeito de gasto,
04:26do Congresso, que é o mais caro do mundo, custa 30 milhões de reais por dia de serviço.
04:33Quando o Congresso abre as portas pela manhã e fecha as portas no final da tarde,
04:38o contribuinte brasileiro, em sua maioria pobre, gastou 30 milhões de reais.
04:44E aí, volta e meia, nós temos que noticiar esse absurdo.
04:47O problema não é tanto o gasto de 280 milhões com esses aluguéis.
04:53Isso aí é quase que esperado, considerando a baixíssima qualidade
04:56que nós temos no nosso Congresso Nacional.
05:00Infelizmente, o que salta aos olhos são exemplos pontuais.
05:04Aliás, não tão pontuais assim, né?
05:06Como um deputado do União Brasil, lá da Bahia,
05:08que pediu um reembolso de R$ 123 mil
05:10para gastos com procedimentos estéticos.
05:14Harmonização dentária, lifting facial, também uma rinoplastia.
05:19E o Congresso Nacional autorizou o pagamento de R$ 56 mil
05:24desses R$ 123 mil que o deputado pediu.
05:27Então, não existe qualquer moralidade com o uso do dinheiro público nesse sentido.
05:34Acho que Brasília foi construída, lá no coração do país,
05:38meio afastado de tudo e de todos,
05:40justamente para que os nossos políticos, os nossos parlamentares,
05:45pudessem fazer essa farra com o dinheiro público.
05:48Acreditavam, lá no meio do século passado,
05:51que isso evitaria muita fiscalização do povo,
05:53esse afastamento físico dos grandes centros.
05:56Mas hoje nós temos condição, infelizmente, talvez,
05:59porque é algo tão absurdo que chega a doer.
06:02Nós que pagamos impostos, nós que vivemos nesse país
06:05tão difícil de você empreender, de você manter a sua atividade,
06:09de você consumir, de você ter acesso aos melhores bens de consumo
06:13que o mundo oferece, vê deputado, senador fazendo essa farra com o nosso dinheiro.
06:20Então, eu sugiro à nossa audiência, que é sempre tão qualificada,
06:24que utilize isso como vetor do seu voto no ano que vem.
06:26Veja como o deputado, se você vai votar em um político que já tem mandato,
06:30como ele tem usado o dinheiro de seu mandato,
06:32quais são os pedidos de reembolso que ele tem feito à sua casa legislativa.
06:36Porque isso demandaria, em um país sério, uma grande renovação da nossa classe política.
06:42O brasileiro não pode mais compactuar, porque isso tem custado muito caro,
06:46novamente, principalmente para as pessoas mais pobres,
06:50que aqui no Brasil estão cada vez mais pobres.
06:54E você vê também gastos com combustíveis de pessoas que nem sequer rodam pelas cidades.
07:00Então, são muitos os gastos.
07:02Você citou a humanização facial.
07:04A gente tem também assessores parlamentares que muitas vezes são maquiadores,
07:08em vez de trabalhar em prol da população, em vez de atender no gabinete.
07:11Então, assim, é um escândalo que acontece hoje no nosso país
07:14em relação a esses recursos que são utilizados pelos parlamentares.
07:18Acaso, Miranda?
07:20Exato.
07:21Eu só vou fazer duas ponderações sobre a fala anterior,
07:24antes do intervalo do Diego.
07:26Ele falou dos 513 parlamentares atuais.
07:29A partir da próxima legislatura, serão 531.
07:32Porque foram criados 18 novos cargos de deputados federais.
07:38Então, todas essas emendas e gastos que nós estamos discutindo serão inflacionados,
07:46para falar uma palavra que combina muito com o nosso país atualmente.
07:50Obviamente, muitos deputados discutem porque isso está na regra,
07:56porque isso está no regimento interno,
07:58mas ninguém discute, especialmente a sociedade,
08:01que esses gastos são imorais.
08:05Se nós tivéssemos uma produção legislativa condizente com estes gastos,
08:11se nós tivéssemos uma fiscalização efetiva por parte dos parlamentares,
08:17eu tenho convicção que ninguém aqui estaria criticando.
08:21Pelo contrário, talvez nós estivéssemos brigando por mais recursos
08:26para que essa atividade fosse aperfeiçoada.
08:30O problema é que hoje nós não sabemos a utilidade da maioria dos parlamentares.
08:38Eu li, inclusive, no dia de hoje,
08:40um comparativo que foi feito por um canal de mídia,
08:44que eu confesso que não sei qual era,
08:47dizendo que dos dez parlamentares mais bem votados no Brasil
08:51nas eleições de 2022,
08:54salvo engano, seis ou sete não tiveram um único projeto aprovado.
09:00A pessoa foi votada por milhares de pessoas
09:04e foi incapaz de aprovar um único projeto.
09:10Então, isso mostra, isso é exemplificativo
09:13das dificuldades do nosso sistema parlamentar no Brasil.
09:19Nós somos críticos, e aqui nós somos todos críticos do Supremo,
09:23de um eventual neoconstitucionalismo,
09:26de um ativismo judicial,
09:28mas eu disse diversas vezes e vou repetir,
09:31tudo isso só existe exatamente porque o legislativo se acovardou
09:37diante de discutir temas polêmicos,
09:40o legislativo se acovardou diante do exercício das suas atribuições institucionais,
09:47aí vem um outro poder e toma este vácuo.
09:50E o problema é que esta omissão legislativa custa muito caro.
09:56Custa muito caro em termos sociais, e nós estamos falando aqui.
10:01Custa muito caro em termos financeiros.
10:04E para encerrar minha fala,
10:06uma outra ponderação do Diego.
10:08O Diego fez menção a um cantor sertanejo que foi pago com emendas.
10:13O Diego, ele esconde isso, mas ele tem um passado sertanejo, viu, David?
10:17O Diego já foi cantor sertanejo, inclusive.
10:20Então, ele conhece bem esse mercado e pode falar se é superfaturado ou não.
10:26Esse cachê.
10:28Inclusive, hoje até dancei no Morning Show, né?
10:31A postura é um pouco diferente.
10:32Então, vamos trazer aqui, vamos ao cerne da questão,
10:35para que a gente não possa cair aqui na brincadeira.
10:38Mas fato é que muitos parlamentares fazem uma verdadeira farra com esses recursos.
10:42Você trouxe também a questão do aumento das cadeiras.
10:45De fato, os legisladores, eles queriam essa ampliação.
10:48Mas aí, o Supremo Tribunal Federal entrou no circuito e manteve,
10:53formou maioria para manter os 513 parlamentares.
10:57Então, isso deve ocorrer somente em 2030, pelo menos se nada mudar.
11:02Agora, fato é que com 513, 530, independente do número ser ampliado ou não,
11:09esses recursos são utilizados de maneira completamente assombrosa
11:16e a gente não vê nenhum parlamentar também se colocando dizendo
11:20olha, até tem um ou outro, vai, não posso generalizar também.
11:24Mas aqueles parlamentares que são contrários a essas medidas
11:28são uma pequena, mas uma margem muito insignificante
11:35diante de todo o contexto daqueles que querem, sim, esses recursos sendo utilizados.
11:39Dávila.
11:41É imoral, é totalmente imoral.
11:43E, olha, é uma coisa, é a cultura do patrimonialismo no Brasil.
11:48No momento que você tem um cargo público,
11:49você acha que você tem direito a benefícios, a privilégios,
11:53apartamento funcional, a um cortejo de assessores,
11:59ao acesso à sala VIP no aeroporto.
12:01É uma coisa inacreditável, David Itássio.
12:04Você acha que o cargo público te investe de milhares de privilégios
12:08e você acha que aquilo é um direito, uma espécie de direito adquirido.
12:12Isso é uma vergonha.
12:14Aliás, eu gostaria de mencionar um fato que eu já presenciei duas vezes.
12:18Reunião anual na ONU, em Nova York.
12:23Aí você fica hospedado no hotel, você fica sentado no lobby
12:26e você repara o seguinte, quanto mais subdesenvolvido o país,
12:31maior o cortejo.
12:33Aí sai um cara daqueles países paupérrimos e sai trinta limousines pretas,
12:40sai o elevador, tem que fechar porque tem tanta gente hospedada
12:43naqueles hotéis de cinco estrelas caríssimos e tal.
12:47Aí sai o ministro da Noruega sozinho, ele pega um táxi na rua e vai embora pra ONU.
12:53É uma coisa inacreditável a diferença do tratamento do dinheiro público
12:59entre países subdesenvolvidos e democracias avançadas.
13:04É uma coisa completamente diferente.
13:07E isso mostra uma questão atitudinal.
13:10Nós achamos que exercer o poder precisa dessa parafernália toda.
13:16E olha só que coisa interessante.
13:18Esse ponto que nós estávamos discutindo aqui do aumento das cadeiras parlamentares.
13:24Olha a imoralidade que é.
13:26Hoje existe uma lei que é clara.
13:28É preciso redesenhar o número de cadeiras de acordo com a mudança populacional dos estados.
13:33Então, óbvio, alguns estados perderam população, vão ter que perder cadeira.
13:38O Acasso bem lembrou aqui.
13:39E outros estados vão ganhar cadeira.
13:41Não, mas agora o que eles fizeram na reta final?
13:43Não, não, não.
13:44Então, tudo bem, vai ter um redesenho, mas aqueles estados que perderam vão ganhar cadeira.
13:48Sabe o que que isso acontece?
13:50Não é só uma imoralidade.
13:52É uma distorção da representação pública.
13:54Porque aí os estados, como São Paulo, que já tem uma limitação absurda por causa do teto constitucional
14:00que é lá nas nossas oitenta cadeiras.
14:03O que que acontece agora?
14:04Não.
14:05Vai aumentar a cadeira dos estados com menor população em prejuízo aos maiores colégios eleitorais do Brasil.
14:12Então, tudo é imoral.
14:15Nós precisamos ter pessoas na política que resgatem a virtude da política.
14:21A virtude de exercer o cargo público.
14:24E não de achar que ser eleito para qualquer cargo no Brasil é acesso a emendas, a assessores, a barcos, aviões privados, a passaporte diplomático.
14:36Isso é uma piada.
14:38Isso é coisa de mentalidade patrimonialista de um país que ainda não amadureceu em relação à utilização de recursos públicos.
14:50É por isso que nós, brasileiros, pagamos a carga tributária mais alta entre todos os países emergentes.
14:58Tudo isso para sustentar privilégios descabidos do setor público.
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