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  • há 7 semanas

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Transcrição
00:00Eu sou a mãe da criança autista que foi agredida fisicamente e psicologicamente
00:05por uma servidora dentro do CEMEI Rosália Moter em Cafelândia.
00:10Antes de eu falar sobre a agressão, eu vou estar falando um pouquinho sobre o meu filho.
00:15Ele tem 4 anos e meio e ele teve acompanhamento durante 2 anos com a psicóloga.
00:21Aí ele começou o atendimento com a psiquiatra e no início deste ano,
00:26o neuropediatra deu o laudo de autismo para ele.
00:31Desde o momento que ele recebeu esse laudo, eu já levei no CEMEI e já fomos atrás das terapias para ele.
00:38Também ele começou a fazer o uso de medicação e também levei a receita dele lá no CEMEI.
00:44Tem tudo registrado em ata, foram todos comunicados lá.
00:48Aí ele começou a fazer aula de apoio na APAI no período da tarde, porque ele vai no CEMEI só no período da manhã.
00:57Meu marido mudou de turno para poder estar conseguindo levar ele nas terapias,
01:02foi trabalhar à noite e durante a tarde estar conseguindo levar ele nas terapias.
01:06Então ele vai na APAI na aula de apoio e começou também o atendimento com a psicopedagoga, terapia comportamental.
01:17E agora no dia 10 de dezembro, eu recebi uma ligação de manhã da Secretaria de Educação
01:24pedindo que eu e meu esposo comparecêssemos na prefeitura, na secretaria, para tratar sobre uma situação do Noah, meu filho.
01:36Prontamente a gente já foi e chegando lá, eles perguntaram se a gente sabia de alguma coisa que tinha acontecido com o Noah no CEMEI.
01:44Não sabíamos de nada, porque ela fez uma pressão tão grande na cabecinha dele que ele não nos contou,
01:54porque ele conta tudo, ele fala tudo o que ele comeu, o que ele fez, o que ele deixou de fazer, ele conta tudo.
01:59E isso ele não tinha nos contado.
02:02Aí pelo vídeo dá para ver que as crianças estão no pavilhão, no lugar, e ele não quer ficar ali.
02:11Ele vai saindo, porque ele não gosta, o barulho incomoda, ele fala que dói os ouvidos dele, né?
02:19O barulho sempre deixa ele mais agitado, quando tem muita aglomeração.
02:23E dá para ver que ele está tentando sair, que ele não quer ficar ali naquele lugar,
02:28e a papi dele começa a puxar ele, tentando trazer ele para dentro, e ele não quer ficar.
02:33Aí chega essa senhora, né, lá pega ele, chega daqui, dá um nó na garganta, só de lembrar do vídeo.
02:46Ela chega, na maior brutalidade, na maior ruindade, ela pega ele firme, ergue ele para cima e joga ele no chão.
02:56Coisa que a gente não faz nem, eu falo nem com uma roupa suja que vai pôr na máquina, a gente põe com uma delicadeza.
03:01O que ela fez foi uma brutalidade mesmo, maldade pura.
03:05Ela joga ele forte no chão, e ele corre, foge dela, ele sai correndo,
03:11ela tem a capacidade de pegar o chinelo, correr atrás dele de chinelo,
03:16e ele dá uma volta, ele vem e pega na mão da papi.
03:19Ele está ali segurando, assim, do ladinho da papi dele, segurando na mão dela.
03:24Ele já está contido, está ali quietinho, paradinho, assustado, e ela vem e ainda agride ele fisicamente.
03:32Bate nele, mesmo ele estando ali paradinho, quietinho, e ainda faz ameaças para ele,
03:38agressão psicológica, porque tem lá, mostra no vídeo ela apontando o dedo na cara dele, né.
03:44E, nossa, foi muito difícil para mim, meu esposo.
03:48Tanto é que já passou tantos dias hoje que eu estou fazendo esse vídeo,
03:51porque estava sem condições, por noite sem dormir, só pensando nisso, né.
03:57Mendo aonde que eu errei como mãe?
03:59Como que eu não percebi isso no meu filho, sendo que ele me conta tudo, né.
04:03E, tanto é que daí a gente chegou na hora do almoço aqui em casa,
04:07pegamos ele lá, teve a apresentação de Natal dele, pegamos ele, chegamos em casa,
04:13e eu perguntei para ele, filho, tal fulana, bate em você?
04:17Ele ficou muito nervoso, ele gritava para mim, ah, para, para de falar.
04:21Colocava a mão na minha boca, falava, não fala mãe, não fala.
04:24Eu falo, filho, pode falar para a mamãe e para o papai, tal fulana, bate em você?
04:28Ele não quis falar, ele ficou muito nervoso, nervoso.
04:31E, aí, depois a gente falou para ele, ó, filho, ela não vai mais estar lá,
04:37ela foi afastada, você pode ir tranquilo para o semeio, né, a gente fala creche, né,
04:42aqui para ele, você pode ir tranquilo para a creche, que ela não vai mais bater em você,
04:46ela não está mais lá.
04:48Aí, ele mudou na hora, daí eu falei para ele, ela batia em você?
04:52Dele, sim.
04:53Aí, começou a contar, né, dele sentiu confiança, né, que ela não ia estar mais lá,
04:57e começou, né, nos contar, né, que ela dava chinelada, que ela batia nele, né.
05:05E, a partir daquela noite também, o sono dele, a gente já viu que mudou completamente,
05:11porque, à noite, o sono dele era muito agitado, ele rangia demais, assim,
05:15que, às vezes, parecia que os dentinhos dele estavam quebrando, né,
05:18de tanto que ele rangia os dentes, que, às vezes, eu tinha que acordar ele,
05:21colocar o dedo na boca dele, e, a partir do dia que a gente falou que ela foi afastada,
05:25e ele está dormindo numa tranquilidade, que, às vezes, eu vou lá encostar nele
05:30para ver se ele está respirando de tão calminho que ele está, né.
05:36Então, já está na justiça, né, e a gente espera que a justiça seja feita, né,
05:42tanto a justiça dos homens como a de Deus, e que essa senhora pague pelo que ela fez, né,
05:47e que ela não volte nunca mais a ter contato com nenhuma criança, né,
05:52porque criança nenhuma com autismo ou sem autismo não merece passar por isso, né.
05:59Está sendo muito difícil para mim, para o pai dele, né.
06:04Nossa, mexeu demais com o nosso psicológico também, né,
06:07porque a gente faz de tudo para ele, né,
06:10e tentando ajudar ele o máximo nas terapias,
06:14e o problema dele estava lá dentro, né.
06:17Então, desejamos de coração que nenhuma criança passe mais por isso, né.
06:23Aconteceu com o nosso filho, eu já perguntei tantas vezes,
06:25Deus, por que com o meu filho?
06:27Mas, talvez, foi para ser com ele,
06:29que agora, através dele, foi descoberto o que ela fazia lá,
06:33e que nenhuma outra criança venha, né, a sofrer o que ele sofreu lá dentro.
06:38E que a justiça seja feita.
06:40Esperamos que essa mulher nunca mais tenha contato com nenhuma criança.
06:43E que a justiça seja feita.
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