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O Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) publicou uma nota afirmando que o Mercosul “concluiu os procedimentos internos” para assinar o acordo com a União Europeia (UE). A nota afirma que o acordo “não pôde ser concretizado em razão da ausência de consenso político nas instâncias comunitárias europeias”. Deysi Cioccari e José Maria Trindade comentaram.
Reportagem: Janaína Camelo

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Transcrição
00:00O Itamaraty afirmou ontem que o Mercosul resolveu o processo para que o acordo com a União Europeia seja firmado.
00:07O repórter Janaína Camelo tem aqui mais informações pra gente nesta manhã de segunda-feira em Brasília.
00:11Pois não, Janaína?
00:16Pois é, Nonato, olha só o que aconteceu.
00:18O Itamaraty divulgou uma nota à imprensa dando um resumo ali dos feitos do Mercosul sobre a presidência do Brasil nesse último ano
00:25e falou sobre as negociações com relação ao acordo União Europeia.
00:30A gente separa um trecho dessa nota em que fala exatamente sobre essas negociações.
00:35Nessa nota o Itamaraty diz o seguinte, que o Mercosul concluiu os procedimentos internos pra assinatura do acordo de parceria com a União Europeia
00:43que não pôde ser concretizado em razão da ausência de consenso político nas instâncias comunitárias europeias
00:49e que se espera ali que a União Europeia possa concluir os seus trâmites internos pra que o acordo possa ser finalmente assinado.
00:57Esse tom foi o mesmo tom ali adotado na carta final da cúpula que é assinado pelos líderes, divulgada no sábado
01:05em que disse que esse acordo não foi possível por falta de consenso político
01:09e que se o tratado fosse finalmente ali assinado, isso daria uma sinalização positiva ao mundo
01:15sobre a atual conjuntura ali internacional.
01:17Bom, esse tratado ele estava previsto pra ser assinado nessa edição da cúpula do Mercosul,
01:24não foi muito por conta ali de impasse envolvendo a França e a Itália,
01:28por falta ali de regras, de garantias aos produtores agrícolas.
01:32O presidente Lula no discurso dele durante a cúpula disse que o acordo também não foi assinado
01:39por falta de consenso, por falta de coragem e vontade política,
01:43mas disse que recebeu uma carta assinada ali por líderes da União Europeia
01:47se comprometendo a assinar esse acordo no início do ano que vem, em janeiro,
01:51em uma data a ser combinada entre as partes envolvidas, entre o Mercosul e a União Europeia,
01:57dizendo que também esse acordo só não foi assinado por atrasos em procedimentos internos no Conselho Europeu.
02:05Na cúpula, o presidente da Argentina, Javier Milley, ele disse o que ele tem dito publicamente
02:12há muito tempo com relação a Mercosul, que o acordo não foi fechado muito por conta de burocracias,
02:19excessos burocráticos e que isso tem impedido até outros acordos que o Mercosul pretende assinar.
02:26De qualquer forma, o presidente Lula na cúpula também disse que enquanto esse acordo com a União Europeia,
02:31que é negociado há quase 26 anos, não for assinado,
02:35enquanto isso, o governo brasileiro, junto com o Mercosul, vai continuar tratando ali com outros países, né,
02:41avançar com o livre comércio com outros países, viu, Nonato?
02:46Perfeito. Janaína Camelo, em Brasília. Obrigado, viu, Janaína, pelas informações.
02:50É assunto pra gente trazer aqui mais uma rodada de análises com a Deise Siocari e também com José Maria Trindade.
02:56José Maria, é claro que a burocracia existe, porque são vários atores envolvidos, né,
03:00depois tem que passar pelo parlamento dos países também, tem os ajustes internos de França e Itália nessa história toda.
03:06Mas dá pra gente dizer que tá um pouco mais maduro do que em outras ocasiões, né?
03:10Pois é, agora está mais pragmático, né, o presidente Lula voltou a jogar duro, né.
03:17Informações do Palácio do Planalto indicam que o governo brasileiro não vai ficar correndo atrás insistentemente
03:24sobre a assinatura desse acordo. Ele terá que vir naturalmente a partir de agora.
03:29Dois grandes opositores, né, como você disse, França e Itália.
03:33Os produtores agropecuários da França jogaram o esterco na casa do Macron.
03:37E qualquer coisa eles vão pra Champs-Élysées fazer protesto, porque o produto brasileiro é melhor,
03:44tem o preço mais baixo e é mais competitivo. E vai chegar, sim, à Europa.
03:49Mas é que os especialistas dizem, Nonato, que não se trata de um acordo Mercosul-União Europeia
03:56na área agropecuária. Não é só isso. O Brasil será impactado com esse acordo em outros setores.
04:02Outros setores sofrerão aqui, por exemplo, o têxtil, perfumes, cosméticos.
04:08Nós temos também concorrentes aqui. Os eletrônicos, quer dizer, um acordo total.
04:14Não é setorial. É isso que está dizendo o governo. Não é um lado só.
04:19Todos os lados. A Europa vai ganhar também com esse acordo.
04:22Esse acordo que vem sendo tentado há muito tempo.
04:25A União Europeia é o nosso segundo maior cliente em exportação.
04:29se unir todos os países, né? O segundo é os Estados Unidos em países isolados.
04:36Então, há um grande mercado, mas há que se ter cuidado.
04:40Eu fui alertado aqui por representantes de setores que serão fortemente impactados
04:44e prejudicados com esse acordo.
04:47Pois é. Muitos impactos em relação à assinatura desse acordo desde esse ocário.
04:52Um ponto importante é que isso frustrou, né? A gente tem falado bastante sobre isso.
04:55Isso frustrou em muitos planos do presidente Lula, que esperava já dar esse acordo ainda no final desse ano de 2025.
05:02Enfim, para usar também de pauta para 2026, para poder se reeleger,
05:06mas ainda dá tempo, né? Ficou para janeiro esse adiamento.
05:09Pois é, Paula. Quando a gente olha para trás, né?
05:12Essas negociações, o primeiro tema envolvendo esse assunto, ele começou em 1995.
05:17E de lá para cá foram muitas as variáveis.
05:21E a gente tem que lembrar que entre os anos de 2010 a 2016,
05:27teve o que a gente chama de um acordo zumbi, né?
05:30O tema, ele ficou paralisado, havia a promessa de que ele seria assinado.
05:36E a gente tem que lembrar aqui que a assinatura está prevista para 2026,
05:40mas assinar não é ratificar.
05:43E essa discussão ficou parada entre 2010 e 2016,
05:48porque daí a gente teve aquele protecionismo europeu em torno da agricultura,
05:52que é mais ou menos o tema que volta agora.
05:54A gente vê a França e a Itália com um pé atrás em relação a isso.
05:59Os agricultores franceses estão com receio de que essa entrada do mercado brasileiro
06:04possa prejudicá-los e esse é o grande ponto de embate,
06:07porque a União Europeia quer ter a certeza que seu pequeno agricultor vai ser protegido.
06:12Mas, no fim e ao cabo, tem dois recados importantes aqui.
06:16Assinar não é ratificar, então é óbvio que isso pode servir de narrativa eleitoral
06:20para o presidente Lula, mas o Brasil, ele cede muito e define pouco.
06:26E a União Europeia, ela promete muito, mas ela entrega pouco.
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