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O pesquisador da FGV Agro Felippe Serigati comenta a decisão da União Europeia de adiar o acordo com o Mercosul. O especialista destaca que a principal resistência europeia recai sobre os produtos agropecuários, dificultando o avanço das negociações comerciais entre os blocos.

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Transcrição
00:00E o vice-presidente Geraldo Alckmin acredita que o adiamento do acordo Mercosul-União Europeia será breve.
00:07Nessa semana, após protestos de agricultores, Emmanuel Macron e outras lideranças europeias pressionaram para postergar a assinatura do vínculo.
00:17Sobre isso, nós vamos conversar agora com Felipe Serigatti, professor e pesquisador da FGV Agro,
00:22porque essa instabilidade, tanto o Macron já se pronunciou e também a representante da Itália dizendo que não tem a pretensão de assinar esse acordo,
00:32que seria, segundo o presidente do nosso país, muito viável para as relações comerciais.
00:38De que forma que você analisa tudo isso? Bom dia.
00:42Bom dia, tudo bom? Então vamos lá.
00:45Está um processo aí longo, essa tentativa de celebração do acordo com a União Europeia.
00:53A principal resistência sempre foi essa parte de produtos agropecuários.
01:00E por que isso?
01:01Naturalmente, a resistência entre os países membros da comunidade europeia, ela é elevada.
01:10Vamos lá, não é uma situação confortável você ter que competir dentro do seu mercado com produtores que conseguem operar com maior competitividade,
01:23com maior escala, produzindo uma, duas, três safras em cima da mesma área, como é o caso aqui do Mercosul,
01:30com grande destaque naturalmente para o Brasil.
01:32Mas veja que mais do que essa dificuldade para estabelecer o acordo de União Europeia e o Mercosul,
01:42eu acho que um outro aspecto que a gente pode trabalhar aqui é que a divergência entre os membros da União Europeia,
01:52ela é muito grande.
01:53Então, nesse embate, nós temos de um lado a Alemanha e a Espanha favoráveis ao estabelecimento desse acordo,
02:03e do outro lado, tradicionalmente, a França e a Polônia,
02:08e agora, vamos dizer assim, um novo aliado para a turma que está contra o acordo,
02:13que foi justamente a Itália.
02:15De outra forma, o acordo para nós aqui brasileiros, principalmente pensando no universo agro,
02:23ele traz retornos muito positivos, mas lá na Europa tem revelado justamente a falta de unidade da União Europeia.
02:34O professor, o senhor tocou no ponto, o senhor disse que a divergência entre os membros da União Europeia é muito grande,
02:40e a ideia de deixar essa possível assinatura para janeiro, de fato,
02:44acaba frustrando as expectativas do presidente Lula.
02:49Na sua avaliação agora, o senhor acredita que esse acordo pode sim ser assinado?
02:53Vai ser assinado?
02:56Acredito que sim, tá?
02:58Acho que não vai ser assinado, sei lá, hoje aí, né, no dia 20,
03:04mas, sem a vontade, esse acordo vai ser sim assinado, tá?
03:08Se a gente for lembrar, antes, essa divergência com relação à assinatura do acordo,
03:16ela era até maior.
03:18No entanto, principalmente ali com a chegada do Donald Trump,
03:23houve o interesse das próprias autoridades europeias, no final do ano passado,
03:30de acelerar o processo de celebração desse acordo.
03:34Por que isso?
03:35Então, o mundo estava percebendo que, com a chegada do Donald Trump,
03:41a gente passaria a operar o comércio internacional com um nível maior de protecionismo.
03:47Então, era interessante celebrar o quanto antes esses acordos comerciais.
03:51É fácil ilustrar isso, né?
03:53Então, imagina o Donald Trump estabelecendo tarifas,
03:57a União Europeia retalhando, mas para estar retalhando,
04:02subindo barreiras comerciais de um lado e tentando celebrar acordo de livre comércio do outro,
04:08ficaria um pouco esquisito.
04:10Mas, enfim, o ponto é o seguinte,
04:13essa divergência com relação ao Mercosul já for maior,
04:18o ponto central, novamente, é o quê?
04:20A divergência entre os membros da própria União Europeia.
04:25Entendo o lado do Lula.
04:27Então, ele gostaria de ter a celebração desse acordo assinado
04:32enquanto ele fosse o presidente ali do Mercosul.
04:37No entanto, como essa presidência passará para o presidente do Paraguai,
04:42se essa celebração acontecer em janeiro ou em algum mês mais adiante,
04:47quem vai aparecer na foto principal vai ser o presidente do Paraguai e não será o presidente Lula.
04:52Bom, professor, participam também da nossa entrevista,
04:56dos nossos analistas, a Cássio Miranda e Henrique Kriegner,
04:59começando pela Cássio com a próxima pergunta.
05:03Bom dia, professor.
05:04Você disse sobre as diferenças que existem na própria União Europeia.
05:10A França, pelo menos até aqui, sempre se opôs a esse acordo,
05:15enquanto a Espanha sempre foi favorável.
05:17E quando nós olhamos para a agricultura desses dois países,
05:22elas são relativamente parecidas.
05:25O que leva a essa diferença de posicionamento
05:29quando o mercado que vai ser aberto é um mercado próximo?
05:36O que leva a essa distinção quanto ao posicionamento?
05:40Então, vamos lá.
05:41Os dois grandes produtores da União Europeia,
05:46Justamente, a França e a Polônia.
05:51A Espanha também tem a sua importância, sem dúvida alguma.
05:55No entanto, o fato de você ter ali uma grande produção
05:58não significa que os atores associados ao universo agro
06:03vão ter o mesmo peso político.
06:06Na França, o peso político das entidades de classe associadas ao universo agro
06:13é muito forte.
06:15Então, veja que isso não é uma questão ali,
06:17lá da falta de vontade do Macron.
06:20Não, não.
06:20Ele está simplesmente respondendo ao equilíbrio de forças
06:24que existe ali dentro da França.
06:26E essa resistência maior do lado francês,
06:31ou até mesmo essa forma de manifestação
06:35que para alguns pode até parecer mais agressiva,
06:38além da forma como, por exemplo,
06:40os alguns produtores ou representantes de produtores franceses
06:45fizeram ao longo dessa semana na frente da casa,
06:49vamos dizer assim, de verão do Macron,
06:52vamos ser sinceros,
06:53não foi novidade alguma.
06:55Então, com frequência a gente vê
06:57essas manifestações acontecendo na França.
07:01E de novo, para os franceses,
07:04ou para a agropecuária francesa,
07:06é fácil entender ali a situação,
07:09entender a resistência.
07:11Imagina que o Brasil fosse celebrar
07:14um acordo comercial com a China,
07:17incluindo a parte industrial.
07:19Será que a indústria brasileira ficaria confortável
07:22agora sabendo que vai ter que enfrentar
07:25sem barreiras tarifárias
07:29os produtos chineses aqui no território nacional?
07:33Então, assusta, né?
07:35Caramba, como é que a gente vai enfrentar
07:36um gigante do tamanho da China
07:38aqui no nosso mercado?
07:41O que a China é para o mundo
07:43em termos de produtos industriais,
07:46praticamente o Mercosul,
07:47o emstare para o Brasil,
07:49é para produtos agropecuários.
07:51Vamos pensar aqui no valor
07:53que a gente consegue colocar um franco
07:57pronto, disponível no mercado,
08:03converta isso agora, né?
08:04Que a gente está pensando aqui em reais,
08:06converta isso para euros.
08:08Como é que faz para competir
08:10com um país como o Brasil
08:11que consegue colocar produtos agropecuários
08:14com tal qualidade
08:15a um custo tão baixo?
08:17Então, de um lado,
08:19super natural que nós tenhamos
08:21dessa resistência
08:22do lado do universo agro-europeu,
08:24com grande destaque
08:25para os grandes produtores,
08:27França e Polônia,
08:29mas por outro lado,
08:30a maioria da comunidade europeia
08:33representa ali outros setores,
08:36principalmente setor de serviços
08:37dos seus consumidores,
08:39eles vão se beneficiar
08:40com a podendo acessar
08:42os produtos agropecuários
08:44aqui do Mercosul
08:45a um custo menor.
08:47Professor, o nosso comentarista
08:49Henrique Kriegner
08:50faz a pergunta dele agora.
08:52Bom dia, professor.
08:53A minha pergunta tem a ver
08:55com o posicionamento
08:56do presidente Lula,
08:57que ameaçou, inclusive,
08:59desistir do acordo
09:00caso não seja aceito.
09:03Nesse sentido,
09:04o acordo,
09:05o Mercosul conseguiria avançar
09:08sem o Brasil
09:09ou a possibilidade desse acordo
09:12ela fica inexistente realmente
09:14se o Brasil tiver
09:16esse posicionamento
09:17tão sólido
09:17de não mais
09:18firmar o acordo
09:20com o Mercosul?
09:22Olha,
09:23no caso desse cenário,
09:25se ele acontecesse,
09:26dificilmente o acordo sairia.
09:28Mas veja que
09:29isso foi,
09:32vamos dizer assim,
09:32uma pressão política
09:35que o presidente Lula
09:36tentou criar, né?
09:38E tentou criar,
09:39vamos lá,
09:39se o acordo sai agora
09:40dia 20 hoje,
09:43se o acordo sai em janeiro,
09:45que diferença faz?
09:47A diferença apenas para o Lula,
09:49porque ele vai deixar
09:49de ser o presidente
09:50do Mercosul.
09:52Apenas isso.
09:53Então,
09:54na minha leitura,
09:55isso foi uma atitude
09:57muito mais
09:58do Lula respondendo
09:59a si mesmo,
10:00dizendo,
10:01olha,
10:01eu quero aparecer na foto
10:02como indivíduo que
10:03efetivamente assinou
10:05esse acordo,
10:06do que
10:07o interesse nacional
10:09por esse acordo.
10:10Lula sai e fala assim,
10:11ah,
10:12o Brasil vai sair.
10:12será que realmente
10:14o universo agro-brasileiro
10:17vai ser favorável a isso?
10:19Ou ele,
10:20politicamente,
10:21e é um setor
10:22que tem conquistado
10:23cada vez mais
10:24peso político,
10:25vai dizer,
10:26não,
10:26seu presidente,
10:27pode votar
10:28que esse acordo
10:29é bom para o Brasil,
10:31para o Mercosul
10:31como um todo.
10:33Então,
10:33entendemos ali,
10:35entre aspas,
10:36o blefe do presidente Lula,
10:38acho que está claro
10:39qual era a intenção dele,
10:40no entanto,
10:42assinando agora,
10:44assinando depois,
10:45esse acordo continua sendo
10:46muito positivo
10:47para o Brasil
10:48e para o Mercosul.
10:49E claro que nós
10:50seguiremos acompanhando.
10:52Nós conversamos com
10:52Felipe Serigatti,
10:54professor e pesquisador
10:55da FGV Agro.
10:56Obrigado.
10:58Muito obrigado, gente.
10:59Obrigado.
11:00Obrigado.
11:01Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:02Obrigado.
11:03Obrigado.
11:03Obrigado.
11:03Obrigado.
11:03Obrigado.
11:04Obrigado.
11:04Obrigado.
11:04Obrigado.
11:04Obrigado.
11:04Obrigado.
11:05Obrigado.
11:05Obrigado.
11:05Obrigado.
11:05Obrigado.
11:06Obrigado.
11:06Obrigado.
11:06Obrigado.
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