00:00Já estamos de volta e associações do agronegócio do Brasil celebraram a sinalização dos países europeus
00:07em ratificar a aprovação do acordo com o Mercosul.
00:12Após 26 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e a União Europeia
00:18criou o maior bloco comercial do mundo, reunindo mais de 700 milhões de consumidores
00:23e um PIB estimado em 22 trilhões de dólares.
00:27Mas o curioso também, o interessante, é que não é só para o Mercosul que esse acordo é importante.
00:34Então, às vezes nos dá a impressão de que por fazermos um acordo com a Europa,
00:38para eles teria menor dimensão.
00:40É o contrário, para eles tem tanta importância quanto para nós,
00:44num mundo onde a Europa está pressionada.
00:46Temos vários pontos ainda que vão ficar em aberto e com a Europa se protegendo,
00:53principalmente com alguns gatilhos na comercialização de produtos agrícolas,
00:59principalmente aqui da América do Sul e do Brasil, por exemplo,
01:02onde tem alguns dumpings que eles podem restringir os produtos brasileiros com taxas,
01:09principalmente se fazer uma concorrência muito grande junto aos produtores de lá.
01:14Mesmo com a resistência de alguns países, a assinatura oficial do acordo deve ocorrer na próxima semana.
01:21Esse é um dos maiores tratados comerciais do mundo e deve beneficiar o agronegócio brasileiro,
01:26algo celebrado pelas associações do setor agropecuário.
01:30A Associação Brasileira de Proteína Animal considera positivo o acordo.
01:35No caso do frango, o tratado mantém as cotas atuais e cria um novo contingente de 180 mil toneladas por ano,
01:43sem tarifa, compartilhado entre os países do bloco.
01:47Para a carne suína, fica estabelecida uma cota inédita de 25 mil toneladas anuais, com tarifa reduzida.
01:54Já ovos processados e albúminas terão cotas de 3 mil toneladas cada.
01:59Um acordo dessa envergadura precisa ser celebrado porque ele é um acordo que olha o futuro.
02:03O futuro de parceria, de complementariedade e que nas nossas proteínas vamos ter um bom desenvolvimento.
02:11São volumes que serão implementados através de seis, ao longo de seis anos,
02:16mas sim, são volumes que ajudam o desenvolvimento da indústria e complementam a segurança alimentar europeia.
02:22O Brasil corresponde por 80% das importações de suco de laranja da Europa.
02:27E a indústria brasileira aguarda com expectativa a queda gradual de tarifas.
02:31A Europa cobra uma tarifa que varia de 12,2% a 14% nas importações do suco de laranja brasileiro.
02:40O fim dessas tarifas vão significar cerca de 320 milhões de dólares em economia nos próximos cinco anos.
02:49As tarifas não vão a zero no primeiro momento.
02:52O NFC, que é o suco não concentrado, que é exportado na diluição natural, ele vai zerar a tarifa em quatro anos, o que é bastante positivo.
03:02O suco concentrado congelado, ele vai zerar em 10 anos, chegando a 50% de desgravação em cinco anos.
03:10E o suco concentrado, que não está congelado, que seria um terceiro produto, ele vai chegar a zero a tarifa em oito anos, chegando a 50% em quatro anos.
03:21Então é uma notícia muito boa, muito esperada pelo mercado, que vai ser muito positiva para a nossa cadeia.
03:26O setor cafeiro acredita que o acordo vai impulsionar investimentos no beneficiamento do produto.
03:32O Brasil produz 40% do café do mundo e nós representamos apenas 2,7% na receita global do café.
03:41Enquanto país produtor, nós exportamos muito café verde, portanto em fase de commodity.
03:47Esse acordo, que hoje tributa os cafés brasileiros entre 8% a 9%, prevê uma redução gradual até os próximos cinco anos, até atingirmos a alíquota zero.
04:00Isso abre uma tremenda oportunidade para as indústrias brasileiras exportarem café em forma de produto acabado, em café industrializado.
04:08E aí