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No Direto ao Ponto, o deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP) avalia a condução de Hugo Motta à frente da Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, o presidente da Casa tenta se equilibrar entre diferentes espectros políticos, mas acaba pressionado por interesses externos e pela antecipação do debate eleitoral. Celeguim afirma que a falta de diálogo com líderes tem enfraquecido a autoridade de Motta e tornado votações imprevisíveis.

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Transcrição
00:00Deputado, já quero começar perguntando da última semana ali na Câmara dos Deputados em que a gestão de Hugo Mota foi bastante exposta com algumas decisões polêmicas que foram tomadas lá.
00:10E também o expôs a uma avaliação dos parlamentares sobre a capacidade que ele teria ou não de dirigir a Casa Baixa.
00:18Como é que o senhor avalia e em que time que o senhor está na avaliação da maneira como o Hugo Mota está conduzindo a Câmara dos Deputados?
00:26Bem-vindo.
00:26Bom, primeiro o Hugo Mota é refém da própria eleição.
00:33Ou seja, quando você é eleito com a quantidade de votos que ele foi, com votos de todos os espectros, você tem que tomar um cuidado para se equilibrar diante de uma casa que o debate político é muito intenso.
00:45E talvez o equívoco que o presidente tem tido, não só nessa última votação, mas aí uma opinião particular minha, é de que ele tenta ser uma pessoa equilibrada, justa, numa casa que não tem espaço para você oferecer pautas para todos os espectros.
01:09Você acha que ele vendeu coisas muito opostas para muita gente e agora não está conseguindo cumprir?
01:13Eu acho que ele tem sido influenciado por gente que não participa do dia a dia da Casa e que necessariamente não tem os melhores interesses republicanos com a sociedade.
01:23Você pode dizer quem?
01:23Ciro Nogueira, presidente do PP, o Rueda, presidente do União Brasil, sobretudo.
01:30Eu acho que à medida que o Hugo se reaproxima dos líderes, ele vai ser capaz, obviamente, de tentar reconstruir a sua condição de ter um poder para tocar a casa ali sem maiores problemas.
01:42Agora, enquanto ele, por exemplo, é claro, por exemplo, a intervenção que o governador Tarcísio, o governador Claudio Castro, o governador Ronaldo Caiado tem temas, por exemplo, da PEC da Segurança Pública, em agendas da economia.
02:00Quando você fica sujeito a quem está de fora, que tem o interesse em trazer o debate eleitoral para um momento em que não tem que se discutir isso necessariamente, você vai desagradando todos os lados.
02:14Então, eu creio que o problema hoje de autoridade dele na casa é ouvir poucos líderes, ouvir poucos parlamentares e estar muito suscetível a pressões externas da Câmara que não tem interesse na agenda do país, e sim na agenda de antecipação do debate eleitoral.
02:35Porque para quem está na oposição, quanto antes o debate fizer pauta, o debate eleitoral se antecipar, você diminui o espaço de quem está governando.
02:45Agora, quem perde com isso é o país, né? E o resultado disso é óbvio, as votações estão ficando incontroláveis, né?
02:54Então, tem votações que ele opera para construir maioria e é derrotado, o que aconteceu na semana passada com relação à cassação do deputado Glauber Braga, né?
03:03Então, a gente, você percebe que ele está tentando se equilibrar ali, tentando construir essa imagem, inclusive para a sociedade como alguém de centro, enfim, mas é praticamente impossível hoje se aprovar a agenda que o país precisa, sem ter um posicionamento claro de onde você quer chegar.
03:21Vamos lá, Bruno.
03:22Na semana passada, o ministro Haddad deu uma entrevista para o Globo, dizendo que ele não tem interesse em disputar o governo de São Paulo, não tem interesse em disputar eleições,
03:31mas o presidente Lula pedir, ele vai fazer o que ele quiser.
03:35O PT está com uma dificuldade aqui em São Paulo para indicar um nome, né?
03:40Falam que o PSD, o PSB vai indicar, ou o Márcio França, quem sabe o presidente Alckmin.
03:46Como é que o partido está vendo no estado, eleição estadual no que vem?
03:49Bom, os melhores nomes que nós temos, não só do PT, mas como do campo que a gente reuniu na eleição do presidente Lula,
03:59tanto do PSOL, Guilherme Boulos, PSB, Geraldo Alckmin, Márcio França, do PT, o próprio Haddad e os nossos ministros,
04:08todos eles estão cumprindo tarefas nacionais.
04:11São ministros, portanto, a agenda que eles têm tocado agora é uma agenda de governo.
04:16É imprudente, na minha opinião, qualquer um deles se lançar como candidato nesse momento,
04:21enquanto eles estão cumprindo uma agenda de governo.
04:23Imagina o ministro da Economia, de repente, começar a falar de eleição
04:26e não falar sobre o mercado de capitais, não falar do setor produtivo,
04:31não enfrentar essa crise que a gente enfrentou com relação ao tarifácio imposto pelo governo americano, enfim.
04:37Então, eu creio que nós não temos falta de candidato nesse caso.
04:42momento correto, que a gente desenhar aí o processo de desincompatibilização dos cargos
04:48para poder se apresentar para a sociedade como candidato.
04:51O que nós temos em São Paulo, na minha opinião, é o excesso.
04:54Tem candidatos mais à esquerda, o caso de Guilherme Boulos,
04:58como é o caso de candidatos mais ao centro, o caso do vice-presidente Geraldo Alckmin,
05:02que pode se colocar como candidato.
05:04Eu acho só a questão do calendário.
05:05A gente tem que tomar cuidado com isso.
05:06Porque os candidatos que ele mencionou aqui não são do PT, justamente.
05:12Eu falei do Haddad, falei dos outros ministros, Luiz Marinho, Padilha.
05:15Você pode discursar com relação à performance eleitoral.
05:19Mas hoje, as melhores performances que nós temos aqui,
05:22depois do atual governador que disputa a reeleição, é do Alckmin e do Haddad.
05:26E é uma performance muito positiva, na minha opinião,
05:29se a gente olhar o histórico das disputas em São Paulo.
05:31Acho que nas pesquisas, a diferença entre o Tarcísio, o Alckmin, o Tarcísio e Haddad,
05:37se dá de 8 ou 10 pontos, que é um número, obviamente, completamente competitivo, na minha opinião.
05:44Então, eu acho que o problema não é a falta de candidato.
05:46É a gente respeitar o calendário.
05:48Porque quem está no governo, governa.
05:49E vai fazer isso, para quem é candidato, tem que fazer até final de março, começo de abril,
05:53que é o prazo de desincompatibilização.
05:56Mas só para encerrar essa, o PT, então, admite não ter um candidato da cabeça de chapa do partido, né?
06:01Apoiar uma construção aí com os candidatos do partido.
06:03Vamos lá. Nós temos.
06:04O que a gente admite é reconhecer a possibilidade de apoiar outros candidatos do campo.
06:09Mas o PT tem um nome.
06:11Inclusive, um dos nomes mais bem posicionados dos quais eu falei aqui é o do Fernando Haddad.
06:14Obrigado.
06:21Obrigado.
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