Pular para o playerIr para o conteúdo principal
No Direto ao Ponto, Evandro Cini entrevista o deputado federal Kiko Celeguim (PT), presidente do Diretório Estadual do PT em São Paulo. Ao analisar o cenário da direita, Celeguim comenta a disputa pela sucessão presidencial e a ex-primeira-dama.

O parlamentar afirma que Michelle Bolsonaro foi "tirada da sucessão" e substituída por Flávio Bolsonaro, e crava: "Acho que a Michelle sofreu misoginia". O deputado aborda os rumos do PT e os desafios da esquerda no Brasil.

▶️ Assista à íntegra no canal da Jovem Pan News no YouTube: https://youtube.com/live/eWqhm7cM6kM
#DiretoAoPonto

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/@jovempannews/

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#DiretoAoPonto

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Esse fato ocorreu num encontro de mulheres, a gente tinha se organizado em setoriais no PT
00:05e era um encontro que definia a nova dirigente do setorial de mulheres do PT.
00:11E eu fiz uma reflexão a respeito do quanto as mulheres são vítimas de misosinia na sociedade,
00:19e na política sobretudo.
00:21E fiz uma reflexão de que naquela semana nós tínhamos num outro espectro político, na direita,
00:27um caso evidente de misoginia, que foi...
00:33Deu uma opinião dizendo o seguinte, que a Michele Bolsonaro foi retirada da sucessão presidencial
00:41pelo Flávio, anunciado pelo Bolsonaro naquele momento,
00:46e na minha opinião o que levou em conta foi um preconceito que eles tiveram com ela.
00:53Ou seja, ela fez um movimento lá no Pernambuco, que do ponto de vista do espectro da direita, foi razoável.
01:02Ela falou assim, como é que vocês podem agora fazer uma aliança com um cara que xinga a mim, a família e todo mundo,
01:08de ladrão e tudo que é nome.
01:10E aí ela faz um gesto público, ela é atacada pelos homens de direita que estavam fazendo aquele acordão,
01:16e na semana seguinte, ela que estava sendo uma liderança construída nacionalmente,
01:26nesse espectro da defesa da mulher na política, enfim, foi completamente alijada do processo.
01:31E durante essa atividade, uma militante disse que eu não poderia falar aquilo naquele espaço.
01:38Mas eu estou muito tranquilo porque o PT é isso, você tem um partido diverso,
01:41tem gente que é mais moderada, tem gente que é sectária.
01:44Então, eu acho que é uma opinião do partido.
01:48Na minha opinião, a Michele, nesse episódio, sofreu misoginia,
01:52e não é porque eu sou adversário que eu não tenho que reconhecer
01:58que esse processo de preconceito contra as mulheres existe em toda a sociedade.
02:03Exatamente, contra a mulher progressista e a mulher conservadora.
02:05Exatamente.
02:05Você teve um caso, se não me engano, de uma companheira de um deputado do BOVE,
02:10a Cíntia Chagas, professora Cíntia Chagas, influenciadora digital.
02:14Renunciou à agressão e ela deu uma entrevista longuíssima, aliás, vale a pena todo mundo assistir.
02:20Eu discordo completamente das opiniões políticas e divisão de mundo que ela tem, da Cíntia Chagas.
02:27Inclusive, ela trata o PT e os militantes da esquerda com muito desrespeito.
02:31Mas ela dá uma entrevista grande dizendo o seguinte,
02:33que os maiores gestos de solidariedade que ela recebeu foram das feministas de esquerda.
02:40Então, ou seja, tem questões que não são particularidades de um espectro político ali em toda a sociedade.
02:47Se a gente não fizer essa reflexão, para enfrentar o machismo na sociedade,
02:53nós não precisamos convencer as mulheres que elas têm que lutar pelos direitos,
02:56mas tem que convencer os homens de que isso não é futuro para uma sociedade saudável.
03:00Ou seja, tem pautas comuns a todos nós.
03:03Mas, infelizmente, é isso.
03:05Essa polarização tem debates que são proibitivos em alguns ambientes.
03:09Mas eu estou muito tranquilo com relação a isso.
03:11Eu não acho que eu tenha cometido gafe nenhuma.
03:14Assim, eu não mudei de lado.
03:16Deixei ele pensar o que eu penso.
03:17Tenho clareza da minha tarefa institucional.
03:21E partido político serve para você colocar ideias e você discutir, discordar.
03:24Não tem nenhum problema com relação a isso.
03:26Vai lá, Bruno.
03:26Ah, mudar de assunto de novo.
03:28Hoje ainda deve ter, até agora de tarde, acho que 50 mil imóveis sem energia aqui em São Paulo ainda.
03:36E ao longo da última semana, a gente viu o governo Tarcísio, o governo Ricardo Nunes,
03:42até numa estratégia também de desviar um pouco das próprias responsabilidades,
03:47no caso do Nunes, de pota de árvore e tal.
03:49Mas eles fazendo um ataque muito incisivo à falta de ação do governo federal na fiscalização da Enel,
03:58que é a empresa que distribui energia aqui em São Paulo.
04:02Não está faltando, de fato, um pouco de ação do governo federal nesse tema?
04:05A gente não está muito refém aí de uma regulamentação antiga que está deixando sistematicamente a gente sem luz?
04:12Olha, tem uma declaração de hoje do ministro Alexandre Silveira dizendo o seguinte,
04:16o governo federal não tem nenhum preconceito, caso for necessário, intervir e trocar a concessionária aqui em São Paulo.
04:23A questão é que nós temos um arcabouço organizacional no país que não foi feito pelos nossos governos,
04:30que é essa questão das agências.
04:32E, segundo o próprio ministro, a agência negligencia informações a respeito da real situação e condição da Enel operar o serviço aqui.
04:43Qualquer processo desse tipo tem que passar e ser avalizado pela agência,
04:46porque senão não tem validade na justiça.
04:49Então, acho assim, claro que num momento de crise, que você não tem muito o que fazer,
04:54no caso do prefeito de São Paulo aí, que não fez as portas de maneira adequada.
04:57Vamos lembrar que em 2015, o Haddad era prefeito de São Paulo e ele falou de um grande plano de aterramento dos fios.
05:05Porque ele foi escrachado pela imprensa.
05:08A justiça se abarrou no final, né?
05:09Exatamente.
05:10Ou seja, em 2015, se a época tivesse tido uma ação nessa direção,
05:15porque ninguém vai aterrar os fios em São Paulo em um governo,
05:18tampouco em uma década, você demora muito tempo a fazer isso.
05:21Mas você percebe, quando o Haddad propôs isso em 2015, ele não conseguiu fazer.
05:25Foi execrado pela oposição, pela justiça, pela imprensa, enfim.
05:30Não conseguiu fazer.
05:30Se tivesse começado um processo de aterramento dos fios naquele momento,
05:33hoje, em 2025, talvez nós teríamos uma cidade muito mais imune a esse tipo de eventos climáticos.
05:40Então, eu não vejo negligência.
05:42É uma coisa complexa de ser feita, que depende de um arcabouço colocado aí,
05:45não tem solução mágica para isso.
Comentários

Recomendado