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Alexandre Caramaschi, CMO da Semantics e especialista em IA, analisou no Fast Money o investimento de US$ 23 bilhões da Microsoft na Índia. Ele explicou o impacto estratégico dessa aposta no equilíbrio global da tecnologia e na corrida por talentos em inteligência artificial.

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Transcrição
00:00E a Microsoft está investindo cada vez mais em inteligência artificial.
00:04A gigante norte-americana de tecnologia anunciou novos investimentos na casa dos 23 bilhões de dólares em IA,
00:11com grande parte destinada para a Índia.
00:14Essa é mais uma aposta da multinacional norte-americana nesse mercado que não para de crescer.
00:20E a gente vai ter uma conversa agora desse aporte bilionário que a Microsoft está destinando para a IA.
00:25E o papo é com especialista em inteligência artificial e CMO da Semantics, o Alexandre Karamaschi, que está conectado aqui com a gente.
00:33Tudo bem, Alexandre? Ótima tarde, bem-vindo.
00:36Oi, Natália. Boa tarde. Obrigado por estar aqui mais uma vez com vocês. Espero contribuir com informações relevantes.
00:42Ah, estou super curiosa para te ouvir, porque, Alexandre, estamos falando aí de um anúncio que envolve investimento de 23 bilhões de dólares
00:50e com foco na Índia, que é um dos mercados digitais mais quentes do mundo.
00:56Ajuda a gente a entender a dimensão, então, desse valor, desse investimento, do fato de estar sendo feito pela Microsoft e envolvendo a Índia.
01:04Não, maravilha. Perfeito.
01:06A gente pode separar aí, eu acho que, em três pilares.
01:10Um dos principais olhares da Microsoft dentro da Índia tem a ver com talentos.
01:16Nós estamos falando ali do país que hoje mais forma engenheiros e a gente tem uma escassez imensa de profissionais preparados para esse novo momento.
01:25Falando aí de formar um milhão e meio de engenheiros por ano e sabemos que 300 mil deles estão ali estudando nos Estados Unidos.
01:34Quando a gente olha esse level das grandes big techs, corporações, se a gente puxar ali, pelo menos 50% deles vieram da Índia.
01:42O outro pilar, a gente fala de mercado interno, a China crescendo 6, 7% ao ano, na maior população do mundo, falando aí em um bilhão e meio de pessoas.
01:52E com um bilhão de pessoas conectadas, só o consumo interno já seria um motivo suficiente para se colocar um grande investimento lá.
02:00E o terceiro pilar que a gente tem, que a gente não pode esquecer, é um pilar político no qual a gente pode desdobrar esse assunto aqui em inúmeros outros tópicos.
02:08Porque nós estamos vivendo o que alguns citam aí como se fosse uma nova guerra fria entre Ocidente e Oriente, entre Estados Unidos e China,
02:17disputando quem é que vai estar reorganizando esse novo poder global que tem a ver com a tecnologia.
02:24E a Índia, com uma urbanização imensa, aumentando, e sendo esse país que parece o equilíbrio da balança democrática,
02:32tendo uma conexão maior entre a Ásia e o Ocidente, que é também um pouco de soberania.
02:40E a Microsoft prometeu isso para ela, que vai fazer o desenvolvimento e disponibilizar toda essa tecnologia para que ela tenha isso tudo dentro da Índia.
02:47Alexandre, recentemente a gente viu aquela questão de uma cobrança de uma taxa super elevada para que talentos vão para os Estados Unidos,
02:58com aquele visto HB1, que afetou muitos trabalhadores indianos.
03:01Esse movimento tem alguma relação com isso?
03:05Ele está indiretamente ligado a isso, como a gente acabou colocando aqui agora.
03:09É uma reorganização do poder global e talentos faz parte desse pilar.
03:14A gente tem uma retransformação completa dos negócios e a gente não se prepara em tecnologias,
03:21simplesmente em um fim de semana.
03:22A gente tem que começar como a Índia começou isso lá na década de 90,
03:26quando ainda formava ali 100 mil engenheiros por ano, e agora a gente está falando em um milhão e meio.
03:32Isso tem que começar na escola lá atrás.
03:34Todo mundo tenta proteger seu talento.
03:36Esse, por exemplo, é um dos problemas do Brasil em conseguir acompanhar e surfar esse momento,
03:42porque a gente já tem a formação de poucos talentos e eles são tragados por receitas em dólares.
03:50Muitos vão trabalhar em Estados Unidos.
03:52A China também tem feito uma luta danada para atrair esses talentos.
03:56Então, essa é uma guerra global, porque quem tiver realmente as melhores cabeças tem a maior chance de dominar o mercado.
04:02E aí, como é que ficam e se reorganizam aí os concorrentes?
04:07Seria uma concorrência direta da Microsoft em IA com Google e OpenAI?
04:14O Google teve um anúncio muito recente também, que já tinha falado, que ia colocar 15 bilhões na Índia.
04:22A Índia, por uma série de fatores geopolíticos ali, nacionais, ela tem uma estabilidade,
04:27que é mais um problema também no Brasil de ter essa atração, que poderia receber muito investimento,
04:32mas a estabilidade regulatória, as empresas que olham um aporte desse tamanho precisam escolher no longo prazo.
04:40Mão de obra, jovem à disposição.
04:42Então, o Google foi o que colocou dinheiro, a Amazon anunciando aí também 8 bilhões na compra da Antropic,
04:49ao invés de fazer o desenvolvimento interno, nos dizem que ela comprou o exército inteiro.
04:55A NVIDIA, que tem essa briga ali dentro dos Estados Unidos, em que o Trump tentou segurar a exportação dos chips
05:02para que ele tivesse um passo à frente, por exemplo, da China, e aí dois dias anteriores já liberou
05:07com algumas condições acertadas com o governo chinês.
05:11A Oracle, com essa lógica de soberania, é quem faz a nuvem, a nuvem soberana, fisicamente falando,
05:18consegue construir toda a estrutura de ciber dentro do país, e isso também é irresistível para os países,
05:24já que se a sua informação está passando fora do país, e todos nós estão dependentes de tecnologia,
05:31significa que tem outro país te controlando, ou uma outra companhia te controlando.
05:35Então todas estão se movimentando, todas as bigs, cada uma de uma maneira, cada um jogando um game diferente,
05:41a meta atuando de maneira mais ousada do que todas elas, a gente está falando aí de dezenas de bilhões
05:46sendo investido no que se aposta que é a AGI, ou uma super inteligência, mas que ainda não pode ser comprovada
05:54que a gente vai sequer chegar a ela, é o que eles chamam de moonshot, uns estão construindo estrada,
05:59outros estão construindo carros, e a meta está tentando construir o foguete que vai para a lua,
06:04mas estão todos envolvidos, esse é o assunto.
06:07E Alexandre, a gente está falando então de 23 bilhões de dólares, que vão ser investidos em infraestrutura,
06:13GPUs, parcerias com startups indianas, educação em IA para jovens também,
06:19então formação de uma mão de obra ainda mais robusta.
06:23É quase que a evangelização, imagine você que o produto, o chip, a memória, o data center,
06:30tudo isso está sendo desenvolvido, mas com uma explosão de hubs locais ali dentro da Índia,
06:35você tem as startups todas lá, todos os talentos, e se você consegue como uma companhia evangelizá-las
06:41nos seus produtos, ou no seu rumo estratégico, significa que isso no longo prazo vai lastrar o mundo afora.
06:48Eles, Microsoft e Google, por exemplo, estão olhando um trabalho que já foi realizado pelo próprio governo indiano,
06:56a formação já foi feita, esses hubs de evangelização, ou de desenvolvimento de produtos,
07:01ou de inovação local, é que vai receber boa parte desses aportes,
07:06mas com certeza também tem a parte de infraestrutura, que é o início de tudo isso, como disse o Satya,
07:11vai construir todos os sagas ali dentro, e quem acaba lucrando com um pedacinho de tudo isso é a NVIDIA,
07:17que, como a gente diz, ela vende a pá para pegar o ouro nessa corrida que a gente está vivendo.
07:22E, Alexandre, a gente está falando desse investimento robusto ali para a Índia,
07:26mas a Microsoft globalmente já tem investido muito, em geral, em IA.
07:32No fim das contas, o que isso significa para o cliente, para as empresas que usam ferramentas da Microsoft?
07:40Muda alguma coisa? Abre novas portas? O que vocês podem trazer nesse sentido?
07:44Com certeza, né? Vamos pensar, assim, a título de Brasil, que é algo que a gente sempre torce
07:50para que a gente receba mais investimento, para que a gente saia dessa segunda divisão
07:54e consiga também evoluir, aproveitar essa onda.
07:57Imagine você que, se globalmente essas grandes empresas fazem um modelo completamente generalista,
08:03muitas das vezes no idioma inglês, quando ela vem para o Brasil e consegue fazer algum investimento
08:08e se envolver com os nichos e com o regionalismo, a gente vai poder, por exemplo, ter soluções
08:14que são vinculadas à reforma tributária ou questões tributárias do Brasil.
08:18O sistema financeiro, que tem um PIX, ele não é algo que os modelos globais vão ter informação.
08:24A nossa própria, o agro, que é a potência do Brasil, nenhum desses modelos ou dessas big techs
08:30que desenvolveram produtos generalistas vão saber como é que é o cultivo de soja no cerrado brasileiro.
08:36Então, se eles conseguem se apoplar às comunidades e aos ecossistemas locais,
08:41com certeza eles têm uma oportunidade de extrair muito mais valor do que simplesmente
08:46uma visão global e trabalhando à distância.
08:51Tá certo.
08:51Quero agradecer a Alexandre Karamaschi, CMO da Semantics, especialista em inteligência artificial,
08:56pela conversa super interessante aqui.
08:59Tendo novidades, por favor, volta aqui para a gente repercutir, Alexandre.
09:03Sempre à disposição.
09:04Um grande abraço.
09:05Boa tarde.
09:05Tchau, tchau.
09:06Boa tarde para você.
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