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Igor Lopes, colunista de tecnologia e inovação, explicou no Real Time como os data centers no espaço aproveitam energia solar com alta eficiência, dissipam calor naturalmente e criam oportunidades para novos negócios. Ele detalhou testes da StarCloud e o uso de robôs na manutenção.

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Transcrição
00:00Imagine só um data center no espaço. Pois essa é a bola da vez de empresas de infraestrutura de
00:11tecnologia. Uma dessas empresas é a StarCloud, que lançou no começo de novembro o primeiro
00:17equipamento para testes, que já está orbitando inclusive o nosso planeta. Quem comenta o assunto
00:22é o nosso colunista de tecnologia e inovação, o Igor Lopes. Boa tarde para você, Igor. Seja
00:28muito bem-vindo ao Real Time. Boa tarde, Marcelo. Boa tarde. Você está nos assistindo. Primeira
00:33pergunta, vale a pena fazer data center no espaço, com tanto espaço aqui na Terra, Igor? Olha,
00:39Marcelo, pelo que a gente viu no paper aqui do pessoal, vale a pena sim. Principalmente
00:44assim, como você mesmo falou na abertura, é um novo assunto aí dentro das empresas de
00:51data centers, porque a gente está falando do espaço que você consegue gerar energia
00:56ali com a energia solar, né? Você, estando no espaço, você consegue ter uma absorção
01:00da energia solar com uma eficiência muito maior do que aqui na Terra. Aqui na Terra a gente
01:04está falando de 20 a 25% de eficiência e as plaguas solares no espaço captam ali cerca
01:10de 95%, tem cerca de 95% de eficiência. E a gente está falando, né, que uma outra questão
01:16no caso de data centers é a dissipação de calor. Quando a gente está no espaço a menos
01:19270 graus, tudo fica mais fácil, né? É claro que no vácuo você precisa de algumas
01:24tecnologias ali para poder dissipar esse calor aí da melhor maneira, mas já o pessoal
01:30dessa empresa já está testando esse tipo de coisa também. Como você mesmo falou, o
01:33primeiro data center já foi enviado para o espaço aí agora no dia 1º de novembro.
01:39O segundo vai no primeiro semestre agora de 2026. Esse primeiro está testando exatamente
01:44a questão da captação de energia e como isso funciona, né? Se está servindo para rodar
01:50os data center, esse segundo já vai com poder computacional maior para poder fazer esse
01:57segundo teste, né? De como que o poder computacional vai reagir ali no espaço. Mas se a gente pensar
02:03que a gente já tem computadores que passam muito tempo com satélites, né? Então é uma
02:07tese quase que já comprovada também nesse caso. E o terceiro funcional, eles estão
02:12prometendo lançar já em 2027 com alguns clientes. Então vamos ver como que essa evolução vai
02:17acontecer nos próximos meses. Esse conceito de computação em nuvem está
02:21virando quase uma coisa literal aí, está até acima das nuvens, né Igor? Agora vamos
02:25falar de custo. Vamos falar de custo agora, porque a gente sabe que toda tecnologia nova
02:31custa caro, né? E que depende de uma certa escala aí para conseguir baratear. Por
02:35enquanto esse custo já é algo que se paga? Olha, o custo hoje está caindo muito
02:41também, né? Principalmente com o asfalto ali com a SpaceX do Elon Musk. O custo para
02:46se enviar algo para o espaço é cerca de 30 mil dólares ali por quilo. Eles querem
02:50chegar a 3 mil dólares por quilo. Então é uma economia bastante grande aí nos
02:54próximos anos. E tem uma outra economia quando a gente fala de data certa no espaço
02:57é a economia da energia. É que 100% da energia vai ser gerada pelo solo. Ou seja, custo quase
03:03zero aí contra o custo daqui da Terra, que acaba sendo uma das maiores pontas para
03:06processamento de dados quando a gente está aqui na Terra. E o mais legal que eu acho
03:10também quando a gente pensa assim, né? Em questões muito diferentonas, né? A
03:15gente está falando de um projeto que ninguém nunca fez, né? Datacenter no espaço. Quando
03:19a gente pensa nesse tipo de projeto, a gente acaba criando outros problemas que precisam
03:23ser resolvidos também. Todos esses novos problemas viram oportunidades de novos
03:27negócios. E eu conversei ontem com o Daniel Sarkis, que é um dos partners de um fundo
03:33que chama Mergus Ventures, é um fundo brasileiro, e eles estão investindo nesse projeto de
03:38data centers globais. E eles têm um portfólio muito interessante, porque é exatamente isso
03:41que eu acabei de falar. São outras empresas que, de uma certa maneira, trabalham juntas
03:46para resolver um problema. Então, assim, vai fazer manutenção no data center do espaço?
03:49Preciso de uma empresa para isso. Se a gente está mandando um monte de data center para o
03:53espaço, tem que ter uma empresa para cuidar de lixo espacial. E aí, vou separar um pedacinho
03:57da conversa aí com o Daniel Sarkis, que ele estava comentando exatamente sobre isso.
04:00Vamos ouvir o que ele quer dizer.
04:01A gente investe em empreendedores, a gente fala, empreendedores não convencionais que
04:08estão usando tecnologia de futuro e extremamente disruptiva para mudar o jeito que a gente
04:14vive na Terra e solucionar os nossos problemas de maneira a não danificar o que a gente tem
04:22para as próximas gerações. Então, quando a gente fala de espaço, a gente também tem
04:26algumas empresas que se comunicam entre si. Então, a gente tem a primeira empresa que
04:30vai fazer fusão nuclear no espaço e, assim, poderia listar inúmeras vantagens,
04:35desde o tamanho até o vácuo, até é uma empresa que está criando um projeto de defesa
04:43no espaço. Que, bom, isso é uma coisa, é físico, né? Você está em uma distância
04:50muito grande. Você manda uma micropartícula, ela pega velocidade e o impacto dela é muito
04:56grande. Então, assim, a gente tem no portfólio empresas que conversam entre si, que podem
05:01se ajudar, né? Que a gente acredita que essa sinergia de portfólio é muito importante.
05:08Exato. São várias empresas que se conectam no final das contas, né, Marcelo? Isso eu
05:12acho muito interessante. Piste espacial, mineração no espaço. Então, você tem várias
05:16oportunidades sendo criadas aí dentro desse ecossistema que está sendo montado, né?
05:21É, imagino que vai ter, também, ter muito uso de robô, né? Porque você não vai poder
05:25ficar mandando astronauta ali, que é uma coisa cara, né? Assim, você fazer essa operação
05:30de mandar um astronauta e também exige muita gente muito qualificada, muito preparada, né?
05:36Eu imagino que o robô vai ser muito usado para esse tipo de manutenção aí, não?
05:39Exatamente. A manutenção é toda feita para os braços robóticos. Eles têm essa outra
05:43igreja que é a Space 1, que vai fazer esse tipo de manutenção. E quando a gente fala em GPU,
05:48que é o equipamento que hoje faz o processamento de inteligência artificial, ele demanda muita
05:54manutenção. Toda hora que você precisa ir lá e abrir a jaula lá do data center para fazer
06:01algum tipo de manutenção. E, coincidentemente, agora, uma hora atrás, eu estava conversando
06:05com o presidente de um data center aqui no Brasil e com o gestor de tecnologia de uma empresa
06:10de mineração muito grande aqui também no Brasil. E estavam falando que a gente ia falar
06:14sobre isso hoje na coluna, né? Eles falaram, putz, ah, eu acho que não é a hora ainda,
06:19acho que vai demorar. Mas a gente está falando de mercados que são muito tradicionais, assim,
06:23empresas que precisam de muito compliance, de muita resiliência. Então, quando a gente
06:27fala de projetos novos como esses, né? Sempre assumimos todas as empresas um pouco
06:31mais tradicionais. Mas eu sou do tipo de olhar para o futuro, assim, eu gosto de ver como
06:37essas tecnologias estão evoluindo. Eu li o paper deles aqui também sobre a evolução
06:44desse projeto deles. E eu acabo sendo, eu acabo ficando muito fascinado por esse tipo
06:49de coisa. E até o Sundar Pichai, que é o CEO do Google, falou que nos próximos 10 anos
06:54data center do espaço vai ser o novo normal. Então, a gente tem grandes pessoas aí que
06:59são sponsors, né? Dessas ideias meio malucas a princípio, mas que depois acabam virando
07:05o nosso novo normal. Eu fui com o Pedro me perguntando aqui também como é que fica
07:09o conceito de nação, né? De país. Se você manda um data center para o espaço, ele vai
07:13estar na jurisdição de quem? Ele vai pagar imposto para alguém? Ele vai estar sujeito
07:17a normas, por exemplo, que seriam aplicadas na União Europeia ou nos Estados Unidos
07:22ou no Brasil? Ou faz o que quiser quando está no espaço? Manda as leis para o espaço
07:26junto também. Exatamente. Essa é uma outra questão que com certeza vai precisar de
07:31atona, né? Assim, a gente tem hoje China, Rússia, Estados Unidos, Índia, já
07:35explorando o espaço, né? Como isso vai ficar? Acho que é uma discussão que vai
07:39acontecer nos próximos anos, porque tem muita empresa já trabalhando nesse
07:44ecossistema e, assim, a gente vê a tecnologia sempre provocando essas
07:48discussões, né? Na época do Uber foi a mesma coisa, na época do Airbnb foi a
07:51mesma coisa. Então, a gente vê a tecnologia evoluindo e essas discussões
07:55relacionadas à legislação e à regulamentação desses mercados acabam
07:58vindo da sequência. Então, acredito eu que muito em breve esse tema vai ser
08:03muito debatido e a gente vai falar muito sobre isso aqui na Tais Brasil
08:06também, porque vai ser um assunto quente muito em breve. Igor Lopes, muito obrigado
08:10por mais uma participação e boa tarde para você. Boa tarde, Marcelo. Até a próxima.
08:16Até a próxima.
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