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Mariana Almeida analisou a visita de Emmanuel Macron a Xi Jinping em Pequim, marcada por pressões sobre a guerra na Ucrânia, o déficit comercial francês de 46 bilhões de euros e a busca por mais consumo interno na China. Um debate sobre economia global, poder e comércio.

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Transcrição
00:00O presidente francês Emmanuel Macron apelou a Xi Jinping para que ajude a, por fim, a guerra na Ucrânia e a combater os déficits comerciais.
00:10A afirmação aconteceu hoje, durante um encontro entre os dois líderes, lá na capital chinesa, Pequim, no chamado Grande Salão de Pequim.
00:20Para Macron, a viagem de três dias à China representa uma oportunidade para consolidar o apoio a um cessar-fogo no conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial,
00:33bem como para atrair mais investimentos chineses para a França.
00:38O déficit comercial do país, com a segunda maior economia do mundo, cresceu para 46 bilhões de euros, ou 54 bilhões de dólares, em 2024.
00:49Xi Jinping e a primeira-dama, Peng Liyuan, ofereceram uma suntuosa recepção a Macron e a sua esposa, Brigitte,
00:58com direito a tapete vermelho, guarda de honra e uma fila de crianças acenando bandeiras.
01:04O encontro ocorre em meio a novas tentativas de intermediar o fim da guerra na Ucrânia, que já dura quase quatro anos,
01:12com Macron liderando uma iniciativa para contrariar um plano apoiado pelos Estados Unidos,
01:18amplamente criticado por ecoar as exigências da Rússia.
01:23Devemos continuar a trabalhar pela paz e a estabilidade no mundo, na Ucrânia e em outras regiões afetadas pela guerra,
01:31disse Macron a Xi, acrescentando.
01:34A nossa capacidade de trabalhar em conjunto é decisiva.
01:38O conflito representa uma ameaça vital à segurança europeia, mas também ao respeito pela ordem internacional baseada no Estado de Direito, afirmou.
01:50Xi Jinping enfatizou o apoio de Pequim a um cessar-fogo.
01:54A China apoia todos os esforços em prol da paz e espera que todas as partes cheguem a um acordo de paz justo, duradouro e vinculativo,
02:06aceitável para todas as partes, por meio do diálogo e da negociação, disse ele.
02:12Macron, que vai sediar a cúpula do G7 no próximo ano, instou o Pequim a trabalhar com o grupo por uma governança econômica baseada em regras mais equilibradas e justas.
02:25A visita de Macron a Pequim ocorre após uma viagem a Paris do presidente ucraniano Vladimir Zelensky,
02:32que solicitou o apoio europeu a Kiev, enquanto Washington pressiona por um plano para pôr fim à guerra.
02:42Pois é, Mariana Almeida, vimos aí o encontro do que eu vou chamar dos mais-mais.
02:47China, a segunda maior economia do mundo, a França, a quarta maior economia do mundo e a segunda maior da Europa como um todo.
02:57E ali pontos comuns e pontos divergentes.
03:00A coisa é tão complexa que ao longo do agora a gente volta a tocar nesse assunto, mas vamos pegar aos chamados pontos comuns.
03:08Todo mundo vê a China como um local, um país interessantíssimo para fazer comércio.
03:16Afinal, são 1 bilhão 400 milhões de habitantes e de acordo com o plano quinquenal apresentado em 2025 pelo presidente Xi Jinping,
03:27pelo partido comunista chinês como um todo, que começa em 2026 o chamado plano quinquenal,
03:33em que o governo chinês espera incentivar um comércio, um consumo interno do chinês.
03:40E aí os franceses têm tecnologia de veículos e dispensam a apresentação,
03:46dominam uma boa parte de uma tecnologia de energia nuclear para fins pacíficos,
03:52desenvolvimento de usinas nucleares, transição energética
03:55e todo produto de alto valor agregado com o selo francês, que também dispensa a apresentação.
04:02Moda, alimentos, grifes de luxo, cosméticos.
04:07Obviamente que Macron depois fala de Ucrânia, fala de um monte de coisa, de OTAN e de multilateralismo,
04:16mas está de olho nessa possibilidade de vender para 1 bilhão e 400 milhões de chineses,
04:22que a partir do ano que vem, segundo planos do governo, devem ser mais ávidos por consumo, não é verdade?
04:30É isso, com o detalhe de que esse plano do governo para que a população chinesa, 1 bilhão,
04:36fique mais ávida por consumo, depende de conversas, por exemplo, com pessoas como Macron,
04:40exatamente com quem consegue mobilizar também um aspecto que é bastante complexo na forma de consumo do chinês,
04:46que é ampliar o desejo mesmo de consumo, esse ímpeto de consumir, reduzindo a parcela do que eles acabam colocando
04:54de maneira mais parcimoniosa ali como poupança.
04:58Então, os chineses, eles têm um perfil de consumo muito diferente do que tem, por exemplo, nos Estados Unidos.
05:03A parcela de poupança chinesa é aproximadamente 30%, é bem maior do que a gente tem nos Estados Unidos, na Europa.
05:10E isso tem vários fatores, alguns culturais profundos e milenares, outros também associados com preocupações muito concretas,
05:18que tem a ver com o quê?
05:19Com essa ser uma geração agora, quem está com seus 40 anos, 45 anos, é uma geração de filhos únicos,
05:25que tem pai e mãe, que tem agora uma taxa e uma idade, uma natalidade, perdão, uma possibilidade de viver.
05:34Longevidade, muito obrigada, era essa palavra que eu queria, uma longevidade cada vez maior e a pessoa está sozinha
05:40para pensar como é que vai sustentar essa família.
05:44O sistema de previdência na China não é, ele é pequeno, ele cobra uma parte muito pequena da renda,
05:50portanto, recai muito sobre planejamento privado ainda essa possibilidade de pagamento lá na previdência.
05:57Logo, poupa-se, poupa-se mais do que em outros lugares, não tem um incentivo para parar de poupar.
06:02Esse pedaço é o plano quinquenal e o governo chinês que vai ter que resolver e está no horizonte.
06:09Mas, para dar aquela ajudada, tem o outro lado que é, tá, mas se eu for deixar de poupar, eu ganho o quê?
06:14Qual é o meu benefício?
06:15E aí conversa com essa questão de hábitos e de desejo de consumo.
06:19Cada vez mais as redes sociais fazem uma máxima importante sobre consumo nos nossos tempos,
06:25que é o que você consome comunica quem você é.
06:28Tem uma questão muito forte de consumir para indicar um pouco os seus hábitos, o seu alinhamento.
06:34E uma parte importante do estimulou o consumo na China é na relação ainda com a cultura norte-americana,
06:39que nesse clima também de bastante, digamos assim, divergências públicas e externas,
06:45também dificulta um pouco que isso cresça.
06:47A entrada do perfil francês com toda essa tecnologia e alternativas que Marcelo Favalli nos trouxe,
06:53seja pelo mercado de luxo, que é um mercado muito crescente na China,
06:57porque a renda do 1 bilhão tem um volume grande que tem uma renda maior.
07:02Então, essa conexão com o mercado de luxo, com essas identidades de que o consumo pode trazer,
07:07ampliando um pouco mais esse desejo, é algo que pode vir muito forte da França.
07:11Então, Xi Jinping tem interesse em que esse mercado cresça com a ajuda de quem sabe provocar.
07:17E Macron, que está ali com as voltas de muitas questões, a economia é grande,
07:20mas bastante tropeçando aí, bastante no ritmo de crescimento, também tem interesse nisso.
07:26Vamos ver se eles conseguem armar uma fórmula aí, que aos poucos vai fazer nessa transição,
07:30que não é uma transição rápida, que como eu disse, tem efeitos culturais milenares ali,
07:34mas é uma intenção cada vez mais explícita, fazer o chinês consumir mais.
07:39Vejam quantos detalhes Mariana Almeida nos trouxe.
07:43Isso é apenas a ponta do iceberg, porque nós falamos de relações comerciais,
07:48existem relações políticas que passam por BRICS, Estados Unidos, União Europeia, Rússia,
07:54guerra na Ucrânia, aliás, Macron foi lá falar de guerra na Ucrânia,
07:58o Mao Zedong Pim deu de ombros, mas tudo isso a gente ainda esmiuça ao longo da programação aqui no Agora,
08:06e eu ainda vou deixar um apetite para aguçar a sua curiosidade,
08:10que nos assiste aí do outro lado da tela, conhaque.
08:14O conhaque é um ponto crucial nessa conversa entre Emmanuel Macron da França e Xi Jinping.
08:21Parece que não faz sentido, mas aguarde os próximos detalhes.
08:25O conhaque é um ponto crucial, mas aguarde os próximos detalhes.
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