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O governo italiano publicou um decreto que permite a entrada de descendentes de brasileiros fora do sistema de cotas. Diego Mezzogiorno, correspondente do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, explica como a medida impacta quem busca trabalhar na Itália e os detalhes sobre cidadania e vistos de trabalho.

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Transcrição
00:00Estamos de volta ao vivo com Fast Money e o governo italiano publicou um decreto que facilita a entrada de descendentes de italianos que vivem em países com grande presença de imigrantes.
00:11A norma permite a entrada no país fora do sistema de cotas de imigração para descendentes, então, que tenham cidadania de sete países com mais de 100 mil cidadãos no registro de italianos residentes no exterior.
00:24Entre esses países está o Brasil, com mais de 680 mil registros.
00:30Quem tem mais detalhes e vai ajudar a gente a entender essa novidade é o Diego Messogiorno, direto de Monza, na Itália.
00:37Oi, Diego, boa tarde. Bem interessante essa informação, né?
00:41Ajuda a gente a entender o que muda na prática, o que isso significa para os descendentes, nós descendentes, no caso.
00:48Boa tarde. Estou falando com uma descendente de Vêneto, Zari Ede, né?
00:56Eu acho que é uma coisa importante a gente fazer e dividir um pouco isso.
01:00A primeira coisa é, a gente tem que lembrar que no começo do ano o governo italiano tinha feito um decreto dificultando a cidadania italiana.
01:09Isso aqui, por um lado, é uma facilitação, eles ainda não divulgaram o que vai ter que ser apresentado, por exemplo, se era a mesma dificuldade para se acessar a cidadania italiana,
01:20não para comprovar essa descendência, para ter esse visto de trabalho, talvez seja uma compensação.
01:26A Itália precisa de mão de obra, né?
01:28Mas, como a gente disse, tinha dificultado.
01:31Então, isso aqui pode ser um downgrade também para aquele que era descendente de italiano chegar aqui na Itália, não com status mais de cidadão, mas com status de empregado.
01:40Então, isso há a se ver.
01:42O que diz esse decreto?
01:43Esse decreto diz que sete países onde tem mais italianos registrados nos consulados, né?
01:48Que eles chamam de, o que seria um cartório italiano nos consulados, né?
01:54Entre eles, o Brasil.
01:55O Brasil é o segundo.
01:55O Brasil é o país com mais população italiana, mas com população de italianos registrados é o segundo.
02:01Perde para a Argentina.
02:03Significa o quê?
02:04Que durante muitos anos a regra do direito ao trabalho na Itália é baseada numa coisa chamada o decreto fluxo.
02:11É um decreto que já tem mais de 25 anos, decreto de fluxos, e dava muitos vistos de trabalho para pessoas de vários lugares,
02:19Bangladesh, por exemplo, para a América do Sul, para países historicamente que receberam italianos pouquíssimos.
02:26O que significa agora que esses descendentes, e assim, para a pessoa que está nos ouvindo agora,
02:32que é descendente de italiano, que não sou o povo no Brasil, fica esperto em relação às informações que devem sair agora,
02:38esse decreto da quinta-feira à noite.
02:40Então, deve sair tanto a embaixada quanto o consulado informações de onde você buscar, né?
02:47Para você saber que tipo de documentação você tem que apresentar.
02:50Fica ilimitado.
02:52Então, se você tem origem italiana desses sete países, fica fora do decreto fluxo, então não tem limite.
02:59A Itália espera receber nos próximos anos mais de meio milhão de descendentes para trazê-los para cá.
03:05E assim, por um lado é uma coisa interessante para quem quer vir morar na Itália, ter essa experiência,
03:10viver uma vida como seu antepassado.
03:13Por um outro, realmente, muita gente vai achar ruim, e tem até o porquê disso,
03:19porque a pessoa não chega aqui com direitos de cidadão, e sim de um empregado,
03:24mesmo que esse visto tenha relação com a origem italiana dessa pessoa.
03:29Aí é questão de avaliar.
03:30Mas é uma solução, pelo menos, remediada daquele decreto, pela mudança de lei do começo do ano.
03:37Bom, Diego, e isso, então, na prática, tem o objetivo de reforçar mão de obra.
03:44É gente para trabalhar, que a Itália quer, quer abrir as portas para essa turma, né?
03:51É isso, né?
03:52O que que a Itália...
03:53O que que o governo italiano, esse governo de Giorgio Amelone, está dizendo para a gente assim?
03:58Eu quero o trabalhador, eu quero o empregado, mas eu não quero que esse trabalhador,
04:02por mais que a origem italiana tenha, seja cidadão.
04:05No final das contas, o recado é esse.
04:09Obviamente, falando, né, a gente pode voltar a esse assunto uma outra vez,
04:13falando da lei, né, que é o decreto Tajani.
04:16Tajani é o vice-primeiro-ministro da Itália e ministro de Relações Exteriores da Itália.
04:20Então, esse decreto ganhou o nome dele.
04:22O decreto que dificulta a cidadania italiana para os descendentes
04:27deve ser julgada no final de janeiro pela...
04:30Eles chamam aqui de corte de cassaciona, né?
04:32Porque a Suprema Corte aqui é dividida em duas.
04:34Uma que verifica a constitucionalidade e a outra que simplesmente, né,
04:39diz que uma coisa é legal ou não e faz o julgamento das coisas.
04:42Perante do STF, faz tudo no Brasil.
04:45Então, provavelmente, a grande possibilidade...
04:48Juristas dizem que a grande possibilidade desse decreto,
04:51pelo menos em grande parte dele, cair,
04:53obviamente ele pode voltar, né,
04:55para ser novamente avaliado pelos deputados,
05:00pelo governo italiano,
05:01e até, de repente, ser chamado um referendo, né?
05:04Referendo esse que a gente vai falar agora como o segundo tema, né, Nath?
05:09Então, vamos falar agora dessa outra notícia
05:11que tem a ver com Suíça, né, Diego?
05:14Porque os cidadãos do país rejeitaram de uma forma massiva
05:18a criação de um imposto nacional sobre grandes heranças.
05:23Então, mais de 78% dos eleitores votaram contra a proposta
05:27e o Diego também vai trazer mais informações e mais detalhes
05:30para a gente entender o contexto dessa decisão, né, Diego?
05:33Olha, a gente vai começar por um número interessante.
05:39A Suíça tem hoje mais de 300 super-ricos, né?
05:44Então, a gente tem que entrariam nessa nova lei
05:48caso ela tivesse passado.
05:51Houve um aumento de mais de 10%, quase 11% dos votantes, né,
05:56do último referendo para esse.
05:59Então, ou seja, teve um aumento.
06:01E, provavelmente, por quê?
06:02Porque o Suíço, ele entende que faz parte, né,
06:07também do chamariz da economia suíça, né,
06:09você ter os bancos, os bancos suíços são bastante famosos
06:13e você também faria com que pessoas de várias outras nacionalidades
06:17e até mesmo os suíços que estão, né,
06:20nessa situação desses 300, né,
06:24que poderiam ser taxados em 50% do patrimônio, né,
06:27na morte desse pai, dessa mãe, desse avô, né,
06:34na hora da herança, poderiam tirar o dinheiro do país, né?
06:37Então, o país perderia também divisa com isso,
06:40perderia assets por isso.
06:42Então, houve uma mobilização para que isso não ocorra.
06:46Mas é importante lembrar, a gente está falando de imposto sobre herança,
06:50porque a Suíça cobra muito imposto, especialmente imposto de renda, né,
06:54durante muitos anos as pessoas tinham aquela ideia
06:58de que a Suíça não cobrava imposto para atrair,
07:01como benefício fiscal para atrair investimento,
07:04a Suíça cobra bastante imposto,
07:06mas também dá bastante serviços na Suíça,
07:08que está aqui bem pertinho de mim.
07:10Existem, inclusive, muitos trabalhadores italianos
07:13que vão, o que eles chamam de pendulares,
07:15pegam um trem, vão e voltam aqui no sul da Itália,
07:17especialmente a cidade de Locarno e Lugano que ficam aqui,
07:21e não mantém a residência na Suíça,
07:23mantém na Itália exatamente por conta da cobrança de impostos.
07:27Tá certo, Diego.
07:29Obrigada, viu, pelas informações, pelo contexto todo.
07:32E que noite linda e iluminada atrás de você.
07:35Então, aproveite.
07:36Bom descanso.
07:38Natal chegando.
07:39Boa tarde.
07:40Valeu, boa semana.
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