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A dívida pública bruta do Brasil atingiu 78% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior percentual desde 2021. O aumento, que preocupa o mercado, ocorre apesar do superávit registrado nas contas públicas

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Transcrição
00:00E eu quero contar também que a dívida bruta brasileira atingiu 78,6% do PIB em outubro.
00:05Vamos então com o Matheus Dias, que é quem vai contar isso agora pra gente. Bem-vindo.
00:12Evandro, boa tarde pra você, boa tarde a quem nos acompanha, uma ótima sexta-feira.
00:16Pois é, então a dívida bruta pública do governo federal, dívida essa que corresponde a governo federal, INSS,
00:23governos estaduais e municipais, chegou a quase 10 trilhões em outubro.
00:28Essa dívida que é sempre analisada pelos investidores do exterior, Evandro, já que é o principal indicativo
00:34de como estão as contas públicas do país e se vale a pena ou não investir o dinheiro aqui.
00:40Essa dívida pública é a maior desde 2021. Vale lembrar que naquela época o país sofria ainda os resquícios da pandemia, né?
00:48Em 2020, 2021, todas as metas fiscais que foram colocadas naquele ponto pra tentar suprir ali tudo o que aconteceu
00:54por conta da Covid-19 e agora chegamos então a este marco de 9,9 trilhões, quase 10 trilhões aí em dívida pública.
01:04Vale lembrar que a elevação dessa dívida é muito correspondente por conta da alta taxa de juros do país.
01:10Os gastos com juros sempre ali pressionam as contas da União.
01:15Só pra você ter uma ideia, por exemplo, a cada 1 ponto percentual, ou seja, a cada 1% de aumento na taxa de juros
01:22e que dure 12 meses, esse 1%, ele corresponde a um aumento de 55 bilhões na taxa de endividamento do país, né?
01:31Na dívida bruta. 55 bilhões a cada 1%, hoje nossa taxa de juros está a 15%, né, Evandro?
01:37Se analisar no mês de outubro, os gastos com juros aumentaram 113 bilhões.
01:44Nos últimos 12 meses, 987 bilhões, fazendo então com que a gente chegue nessa dívida bruta de quase 10 trilhões.
01:54Além disso, ainda tem a questão do déficit primário, né, Evandro?
01:56Déficit primário esse que também é extremamente relevante para o cenário do país.
02:01O déficit das empresas estatais é extremamente alto, segundo dados também do Banco Central,
02:07149 milhões de déficit primário nas empresas estatais no mês passado.
02:11E nos últimos 12 meses, 7 bilhões puxados principalmente por conta dos correios.
02:17A meta fiscal do país, inclusive do governo federal pra esse ano, é resultado zero, né, Evandro?
02:22A gente sabe que, então, levado em consideração os gastos do país com os lucros, o resultado tem que ser zero.
02:28Mas tem ali uma taxa de tolerância de 31 bilhões, tanto pra menos ou pra mais.
02:33Só que nesse momento, o déficit primário do país é de 37 bilhões.
02:37Então, supera ali a tolerância que é permitida.
02:40Dívida alta, déficit primário também acima do permitido.
02:44A gente sabe que nesse momento, então, passado agora por recentes eventos de tarifas em postos dos Estados Unidos,
02:51o país ainda teve bastante gastos pra tentar ali minar os efeitos das empresas afetadas pelo tarifácio.
02:57Gastos esses que não foram colocados, muitos deles, na meta fiscal, mas a dívida só aumenta, né, Evandro?
03:02Muito obrigado, viu, seu Matheus Dias, um abraço pra você.
03:07Ô, Bruno Musa, qual que é a leitura que você faz desses números? Conta pra gente.
03:12Vamos lá, é super interessante da forma como ele finalizou a matéria.
03:16Rapidinho, Musa, peraí, peraí, 5,50, quem nos acompanha pela rádio, aquele último intervalo aqui no 3 em 1,
03:21já já espero vocês nas outras plataformas, seguimos.
03:24Pode falar, meu amigo, vai lá.
03:24Vamos lá, é muito interessante a forma como ele terminou o comentário dele,
03:29porque no mês de outubro nós tivemos um superávit nas contas do governo,
03:35mas mesmo assim a dívida aumentou.
03:36Por quê?
03:37Justamente pelo fato que o governo vai fazendo arte e manhas,
03:41encontrando subterfúgios pra colocar as suas despesas por fora do arcabouço fiscal.
03:46Vale lembrar que o arcabouço fiscal foi o próprio governo atual que criou,
03:51em substituição ao teto de gastos do governo criado por Michel Temer.
03:56E quando ele criou a nova regra, matematicamente já era fácil de perceber que ele era um projeto natimorto.
04:03O governo mudou duas vezes a regra e nesse mês a meta, perdão, nesse ano a meta era pra ser déficit zero.
04:11Na regra original já era pra ser superávit,
04:13mas como ele alterou duas vezes porque ele não atingiu as metas que ele mesmo estabeleceu,
04:18pra esse ano seria déficit zero com uma margem de erro de até 31 bilhões.
04:23Como esse déficit já supera 70 bi segundo o governo,
04:27como é que ele faz?
04:28Ele colocou o excedente de 30 pra 70 bilhões de déficit em gastos financeiros e não em gastos primários.
04:37Por quê?
04:38Porque despesa financeira não entra no arcabouço fiscal.
04:42Despesas primárias entram.
04:43Vamos sair um pouco do técnico.
04:45É a mesma coisa que você resolva na tua casa retirar as contas do cartão de crédito do teu saldo mensal.
04:52Ora, esse mês eu gastei muito, grande parte foi no cartão de crédito,
04:55então vamos deixar de fora da minha aba aqui do meu Excel os meus gastos com cartão de crédito.
05:01Só que isso faz com que o seu endividamento continue crescendo.
05:04Você pode tapar o olho para os seus gastos no cartão de crédito,
05:07mas o teu endividamento ninguém esconde, ele continua crescendo.
05:10E vale uma ressalva aqui que a dívida cresceu,
05:14mesmo em outubro tendo esse superávit que veio abaixo do esperado e abaixo de outubro do ano passado,
05:1978,6% do PIB, só que na metodologia do FMI,
05:23essa dívida PIB já bate em 90%.
05:27Por quê?
05:27Qual é a diferença?
05:28A forma como o FMI olha a dívida PIB do restante dos países no mundo todo,
05:34são todos os títulos de dívidas emitidas pelo Banco Central,
05:38inclusive aqueles que estão em posse do Banco Central.
05:41É dívida emitida, mas ainda está com o governo.
05:44E o Banco Central brasileiro utiliza apenas o que foi comprado por investidores.
05:49Então dá essa diferença brutal.
05:51Usando a meta, a metodologia do FMI,
05:54a dívida PIB do Brasil é 90%,
05:56dos países emergentes 69,5%,
05:59dados oficiais do próprio FMI.
06:02Então a dívida brasileira está em um nível insustentável.
06:06Para buscar manter a inflação dentro da meta,
06:12o Banco Central precisa manter juros altos,
06:14juros altos corrigem o estoque da dívida,
06:17que ele não para de crescer.
06:18Como as despesas do governo, em termos reais,
06:22corrigidas pela inflação,
06:23crescem mais do que as receitas,
06:25mesmo com o absurdo da alta dos impostos,
06:28a dívida continua crescendo muito mais do que as receitas.
06:32E cada vez mais as despesas obrigatórias estão comprimidas.
06:37De todas as despesas,
06:39apenas 10% são despesas não obrigatórias.
06:42De um orçamento de, mais ou menos,
06:44um orçamento primário de 3,5 trilhões,
06:47perdão, 2,5 trilhões,
06:50sobra por volta de 200 bilhões com despesas não obrigatórias.
06:5350 bi ainda são emendas parlamentares.
06:56Ou seja, em 2027, segundo o próprio governo,
06:59não tem mais espaço dentro das contas
07:01do orçamento não obrigatório,
07:03que inclui também investimentos.
07:05Ou corta, ou a inflação fará o seu trabalho.
07:08Então,
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