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O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu a presidência nacional do PSDB, retomando o comando do partido em um momento de reconstrução da legenda. Em entrevista, Aécio Neves criticou a polarização política no país, defendendo um campo de centro.
Aécio Neves afirmou que "Não vamos viver eternamente nessa polarização" e que "Existe vida inteligente entre os extremos".
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/ulS9-F5PD0s
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NotíciasTranscrição
00:00Política no Jornal Jovem Pan, o deputado Aécio Neves assume a presidência nacional do PSTB,
00:05já de olho, claro, nas alianças para 2026.
00:08O parlamentar mineiro conversa conosco agora, com a gente na Jovem Pan.
00:13Tudo bem, deputado? Mais uma vez, muito obrigado por nos atender. Bem-vindo, boa noite.
00:17Boa noite, Thiago. Prazer enorme voltar a falar com você, com Dora e com Denise.
00:21Prazer é nosso. Bom, há alguns meses a gente conversava aqui, deputado.
00:25Bom, agora o senhor é presidente nacional do PSTB.
00:28O senhor falava lá atrás que queria trazer o PSTB de volta para o cenário nacional,
00:33dar relevância ao PSTB.
00:36E eu pergunto agora, o senhor tem a faca e o queijo na mão.
00:39Quais serão os desafios a partir de agora?
00:43A minha percepção, Thiago, talvez essa tenha sido a razão maior pela qual eu reassumo a presidência do PSTB,
00:49é de que nós não vamos viver eternamente nessa polarização tão rasa, tão inculta,
00:55tão grosseira que tomou conta do Brasil nos últimos anos.
00:59Eu digo sempre que existe vida inteligente entre os extremos.
01:03E qual o papel do PSTB?
01:05Não só pela sua história, mas até mesmo pelos seus posicionamentos atuais.
01:09Nós somos o único partido que não se curvou nem o governo Bolsonaro e nem o governo Lula.
01:13E nós queremos construir no centro uma alternativa a esse governo que está aí.
01:19Você sabe disso, Thiago, que você acompanha há tanto tempo a política brasileira.
01:23O PSDB faz oposição ao PT de forma conceitual.
01:27Nós condenamos, muito antes de Bolsonaro se transformar em uma figura política nacional,
01:34nós já condenávamos o PT na sua inaptidão para gestão pública,
01:38na sua gastança desenfreada, nas suas alianças externas, sempre baseadas nas relações ideológicas.
01:45O PT fez muito mal ao Brasil ao longo da história.
01:49Nós perdemos, e temos que admitir isso, nosso espaço no momento em que essa polarização é construída.
01:55Mas eu acredito que já a partir de 2026, com Bolsonaro vivendo a situação que está vivendo,
02:01portanto, pessoalmente fora do jogo.
02:03Com Lula, independente do resultado eleitoral, já não será um protagonista para o futuro.
02:09Eu percebo que reabre aí uma avenida ao centro.
02:13E é esse o espaço do PSDB, que condena as políticas públicas do governo atual,
02:19que prefere conviver administrando a pobreza do que efetivamente trabalhar para superá-la,
02:25com portas de saída, por exemplo, para os programas sociais.
02:28E é uma oposição a que nós exercemos dentro das regras da democracia.
02:32E eu acho que, desde que o PSDB deixou de ocupar, com destaque, a cena política,
02:38as coisas não caminharam bem para o Brasil.
02:41Deputado Ayrson Néstor, presidente nacional do PSDB, Dora Kramer faz a próxima pergunta.
02:46Dora.
02:47Boa noite, deputado.
02:50Olha só, para transitar.
02:52Para transitar nessa avenida com sucesso, é preciso ter um bom carro, né?
02:58Partido, para se recolocar, como o senhor diz, vou recolocar, pretendo recolocar o PSDB no mapa do primeiro time.
03:07Acho que esse que é o objetivo.
03:11Agora, partido, para crescer, precisa disputar a eleição.
03:16E, então, eu lhe pergunto.
03:19E aí a gente vê Tiro Gomes se refiliando ao PSDB, né?
03:26Tem o seu nome também, mas parece que o senhor quer mais...
03:30Eu estou te chamando de senhor hoje, o S.
03:34Estão ficando é velho, minha amiga Dora.
03:36Estamos na hora, bola.
03:41Então, para se...
03:42O que eu quero perguntar é sobre a disputa, porque partido, para crescer e ter movimento, precisa disputar.
03:49Aí eu citei o Ciro Gomes, que é uma pessoa que vem sendo colocado nas pesquisas presidenciais, já concorreu.
03:56Como é que se coloca o PSDB nessa questão da eleição de dois mil e vinte e seis, principalmente na presidencial?
04:03Vamos lá, Dora.
04:05Eu tenho dois desafios.
04:07E, obviamente, que não os cumprirei sozinho, né?
04:09O partido está vivendo um momento de plena unidade.
04:12Eu fui eleito hoje com a unanimidade dos votos do PSDB de todo o Brasil.
04:16Algo absolutamente inédito, né?
04:19E você me permite voltar rapidamente no tempo, porque em dois mil e vinte e dois, talvez tenha sido o momento em que o PSDB cometeu o seu mais grave equívoco.
04:28Quando subordinou o projeto nacional do partido ao projeto regional de São Paulo, né?
04:33Quando o governador João Dora comandava o PSDB.
04:37E nós fomos impedidos de ter uma candidatura presidencial, porque ele deixa de ser candidato.
04:42Não em razão dos seus adversários, mas por uma imposição dos seus aliados, que viam na sua candidatura um complicador para a candidatura do então vice-governador Rodrigo Garcia.
04:54Portanto, impede que ele seja candidato.
04:56E a direção do partido impede que o PSDB lançasse naquele momento a candidatura de Eduardo Leite.
05:02Não sei se ganharia a eleição, talvez até não ganhasse, mas permitiria ao PSDB já iniciar essa caminhada ao centro.
05:09Hoje, eu tenho os pés do chão.
05:11Nós estamos reorganizando o partido no país inteiro.
05:14Essa é a minha primeira missão.
05:16Estamos revigorando o nosso discurso.
05:19No Brasil contemporâneo, Dora, e você que acompanha a política brasileira há tanto tempo sabe disso, não há uma mudança estruturante, efetiva e importante que não tenha sido feita pelas mãos do PSDB.
05:32Eu cito o SUS, o Plano Real com estabilização da economia, as privatizações que conectaram o Brasil com o mundo, a lei de responsabilidade fiscal.
05:43Esses são os avanços estruturantes que vieram dos nossos governos.
05:47Então, nós temos que resgatar o que é o PSDB, sobretudo para essa nova geração, a nossa ousadia e a nossa coragem para fazer o que precisa ser feito.
05:58E vamos buscar construir, Dora, uma candidatura ao centro.
06:02Nós não podemos chegar nessa mesa já impondo que essa candidatura seja do PSDB, até porque nós tivemos reveses.
06:08Eu lamento muito, nós tivemos perdas de quadros importantes do partido que sucumbiram ao canto da sereia,
06:14que optaram por atender as suas próprias circunstâncias e não a esse legado ao qual eu me refiro.
06:21Então, nós temos que estar dispostos a sentar a mesa na construção de uma candidatura ao centro.
06:26O ex-governador Ciro Gomes tem que estar sentado nessa mesa, não necessariamente como candidato,
06:32e outras forças de outros partidos também.
06:34Eu espero que nós não tenhamos que chegar em 2026 tendo que escolher, mais uma vez,
06:41entre o que representa o lulopetismo e apenas entre o que representa o bolsonarismo.
06:47Existe vida inteligente entre os extremos.
06:50E é isso que eu venho para dizer.
06:53Se a polarização for muito radicalizada, nós temos sim nós do PSDB que admitimos a possibilidade
06:59de apresentarmos um nome, nem que seja para elevar o debate,
07:04para permitir que as pessoas que hoje votam não, porque boa parte do Brasil,
07:09votam no Lula porque negam o Bolsonaro, ou votam no Bolsonaro porque tem horror ao Lula.
07:14Nós temos que dar a essa parcela expressiva de brasileiros, que elegeu o Fernando Henrique,
07:19que quase me elegeu o presidente da República, a oportunidade de votar sim,
07:23votar a favor de um novo projeto de país.
07:26Deputado, agora a pergunta é de Denise Campos de Toledo.
07:29Deputado, boa noite.
07:32Boa noite, Denise.
07:33Bom, deputado, eu queria saber como é que fica a situação aqui em São Paulo.
07:36O senhor falou que a São Paulo acabou dominando a cena do PSDB na época de João Dória,
07:41mas nós tivemos já nas eleições do ano passado para a Prefeitura uma divisão muito grande,
07:47partidária da posição do PSDB aqui em São Paulo.
07:51E São Paulo é o reduto importante do PSDB.
07:53Eu acho que foi o berço aí, pelo menos, dos mais antigos, mais conhecidos do PSDB,
07:58inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
08:02Eu queria saber qual seria a estratégia no caso de tentativa de reeleição de Tarcísio de Freitas,
08:07no caso dele ser candidato à presidência,
08:09qual seria a posição, inclusive ideológica, do PSDB?
08:12O senhor falou que há vida inteligente em meio a essa polarização toda,
08:16mas a gente percebe que os partidos vão tentando buscar apoio, coligações,
08:22tentar se fortalecer, inclusive, junto aos que têm maior popularidade.
08:28Qual seria a posição aqui no Estado de São Paulo e como fazer o PSDB ressurgir no Estado?
08:34Ô Denise, você tem toda a razão.
08:36Os partidos estão todos buscando se proteger em algum extremo.
08:40O PSDB é uma ilha programática no oceano de partidos pragmáticos,
08:48que crescem com cargos em governo,
08:51inflam seus fundos eleitorais, porque elegem mais deputados,
08:54para, no final, apoiar qualquer governo.
08:56Esse não é o caminho do PSDB.
08:57O nosso caminho é mais árduo.
09:00Eu falo muito, nós temos agora que radicalizar no centro.
09:04O partido hoje é comandado pelo ex-prefeito de Santo André,
09:07Paulo Serra, um extraordinário quadro que está reconstruindo o partido
09:12com a participação de muitos outros companheiros.
09:15Temos aí o companheiro Zé Aníbal e algumas figuras que, como nós, como eu,
09:20preferem o caminho mais difícil, mas o caminho da coerência.
09:24É claro, Denise, se amanhã surge uma candidatura de Tarcísio, por exemplo,
09:29nós precisamos saber se essa é uma candidatura ao centro
09:31ou se é uma candidatura que vem exclusivamente com a agenda bolsonarista.
09:35Se é uma candidatura que se disponha a construir uma agenda para o Brasil,
09:39uma agenda ao centro, nós temos que ter a humildade, a generosidade com o Brasil
09:45de sentarmos em torno dessa mesa.
09:48Mas o que é importante nesse momento é nós virarmos essa página.
09:51Olha, o Brasil viveu, nos últimos 40 anos, muitos solavancos.
09:57Felizmente para todos nós, isso é pouco dito, né?
10:00A democracia que nós alcançamos há 40 anos atrás,
10:04abro um parênteses, sem o voto do PT no colégio eleitoral que elegeu Tancredo,
10:09nos permitiu, e a partir da Constituinte de 88, da Constituição de 88,
10:13que também foi aprovada sem o voto do PT,
10:16nos permitiu superar esses solavancos, passar por impeachment presidenciais,
10:20e temos agora alguém, um ex-presidente,
10:23que atentou contra o Estado Democrático e de Direito, cumprindo pena.
10:27É hora de virar essa página.
10:29Essa agenda, a anistia a favor, a anistia contra,
10:32só interessa aos dois polos.
10:34Esse não é mais um tema para o Brasil.
10:35Não existe mais anistia porque ela é inconstitucional
10:38para quem atenta contra a democracia.
10:41Nós temos que entrar na agenda da segurança pública,
10:43na agenda da educação, na agenda da reforma tributária,
10:46que é preciso ainda de aprofundamentos extremamente importantes.
10:51E o PSDB vem para isso, vem para dizer o seguinte,
10:53ó, chega, essa polarização só interessa a esses dois extremos.
10:59E nós vamos apresentar ao Brasil uma proposta de país.
11:02Se alguém, se uma candidatura, que se mostre mais viável
11:05do ponto de vista eleitoral, abraça essa agenda,
11:08nós temos que estar dispostos a caminhar com ela.
11:11Se nós formos apenas apoiar uma candidatura de algum extremo,
11:15em especial, especula-se a do governador de São Paulo,
11:19se ele vier com uma agenda unicamente do bolsonarismo,
11:23eu acho que o caminho natural é nós reunirmos
11:25as nossas próprias forças e nos representarmos ao Brasil
11:28como partido da transformação, como proposta da mudança,
11:33que nós já fomos lá atrás.
11:34Deputado, temos mais um tempo para um giro de perguntas.
11:37Eu tenho aqui a lista dos líderes partidários
11:40que estiveram hoje acompanhando a aposta do senhor
11:44no PSDB, no Comando Nacional do PSDB.
11:47São sete partidos, Agnaldo Ribeiro, do PP,
11:50Paula Belmonte, Estadania, Sostanis Cavalcante, do PL,
11:54Altineu Cortes, PL, Márcio Alvino, PL,
11:57Isnaldo Bulhões, do MDB, Pedro Campos, PSB,
12:00Renata Abreu, do Podemos, Pastor Everaldo, do Podemos
12:02e Hugo Mota, do Republicanos, presidente da Câmara dos Deputados.
12:05Eu pergunto para o senhor o seguinte,
12:06qual vai ser a relação do PSDB no Congresso Nacional
12:10com o Centrão, principalmente?
12:14Olha, Tiago, esse retrato que você traz aqui
12:18da nossa convenção de hoje, que foi uma convenção
12:21extremamente prestigiada, mostra muito bem
12:24o que é o PSDB.
12:26Nós estamos ao centro, nós não precisamos construir
12:28uma história, nós temos uma história.
12:31Nós temos o que dizer, e talvez seja essa a razão
12:33pela qual eu venho presidir o partido,
12:36pode ser uma utopia para alguns, um sonho,
12:38mas lá atrás, quando nós nascemos também,
12:41a viabilidade eleitoral do PSDB para muitos,
12:43e não existia, nós estamos chegando
12:46para conversar com todos os campos.
12:49Você citou aí, tivemos partidos de centro-esquerda
12:52que apoiam, inclusive, o presidente Lula,
12:54partidos de centro-direita e de direita,
12:57com os quais nós dialogamos.
12:58Essa sempre foi uma virtude, Tiago, do PSDB.
13:01Nós nunca deixamos de aprovar uma proposta,
13:03de votar a favor de algo, em razão da sua origem.
13:06Apoiamos propostas que vinham de governo de direita,
13:09apoiamos propostas que vinham de governo de esquerda,
13:11se nós considerávamos que essas propostas eram positivas para o país.
13:16O que eu quero dizer de forma muito clara e rápida agora.
13:20Nós estamos no centro do espectro político brasileiro.
13:24Nós somos oposição ao PT porque discordamos profundamente
13:29do que eles fazem quando estão no governo.
13:31E eu tenho muita desconfiança, inclusive,
13:34sobre os reais valores democráticos do PT.
13:37A democracia para o PT é muito circunstancial.
13:40Ele interessa muito quando lhe é conveniente.
13:43E também não nos identificamos com essa pauta radical do bolsonarismo,
13:47sobretudo quando ela avança sobre a democracia.
13:51Aí eu que pergunto,
13:52será que não existe no Brasil espaço para nós?
13:55Eu acho que mais da metade dos brasileiros pensa como eu.
13:58Não se identifica nem com um campo, nem com outro.
14:00E é para esses brasileiros que nós temos que falar,
14:03é com esses brasileiros que nós temos que voltar a conversar.
14:06Dora Kramer?
14:10Deputado, muita gente saiu do PSDB, né?
14:13Muita gente se aposentou, para dizer o mínimo.
14:18Hoje, teria uma lista ou alguém que seja o sonho de consumo para o retorno?
14:27Não, eu acho que mais do que nomes nesse momento, Dora, nós temos que, como eu tenho dito,
14:33nós temos que radicalizar no centro, no discurso, rejeitar os dois polos.
14:39E temos quadros muito qualificados.
14:41Olha, o PSDB vai surpreender já na janela partidária.
14:44Nós já vamos vir com um número expressivo de parlamentares.
14:47Vamos mais que dobrar a nossa bancada nas próximas eleições.
14:50Eu estou reunindo, Dora, em torno agora da nova direção partidária,
14:54uma geração nova de economistas, de cientistas sociais,
14:58muitos que me ajudavam lá já em 2014, no nosso programa de governo.
15:03Eu quero dar aos brasileiros a oportunidade de votar a favor de um projeto diferente desses dois que estão aí.
15:10Então, nós temos quadros qualificados, parlamentares, lideranças estaduais,
15:16que serão agora valorizadas.
15:17Eu acho que a minha presença na presidência do partido significa uma transição geracional também.
15:24Dora, eu acho que eu estou preparando o partido para uma nova geração de lideranças assumi-lo no futuro.
15:30Vou repetir.
15:31Quando faltou o PSDB ao Brasil, como um partido influente,
15:35o país, claro que o PSDB perde, mas o Brasil perdeu muito.
15:41Porque aí nós passamos a viver reféns quase que sequestrados por essa polarização
15:47que tão mal vem fazendo ao Brasil nos últimos anos.
15:50Denise?
15:51Agora, deputado, o PSDB também sofreu um desgaste próprio.
15:55Também foi alvo de investigações.
15:57Inclusive, o senhor houve desgaste administrativo aqui do ponto de vista em São Paulo,
16:02no estado de São Paulo.
16:03Chegou um momento em que se tinha dificuldade para escolher um candidato à prefeitura aqui da capital.
16:09Agora, eu queria saber como é que o senhor vê o espaço no país como um todo,
16:13inclusive em Minas Gerais.
16:15Como fica a situação?
16:16Quais seriam as possíveis lideranças?
16:18O PSDB pretende atrair novas lideranças de outros partidos,
16:22porque a gente vê essa movimentação também.
16:24São coligações, partidos que estão se unindo, ganhando força.
16:29E o senhor coloca como um partido de centro, mas o centrão é mal visto em vários aspectos,
16:36até pelas negociações que ocorrem no Congresso.
16:40Então, qual seria o centro do PSDB?
16:43Como atrair essas lideranças?
16:45Como ter representatividade de fato e convencer a população de que seria uma alternativa melhor?
16:51Denise, eu acho que é muito fácil que nós compreendemos que nos diferencia.
16:54É claro que em determinados momentos nós vamos estar votando junto a partidos do chamado centrão.
16:59Mas o centrão tem uma característica.
17:02O centrão apoia governos.
17:04Quais quer que sejam eles.
17:06Vejam os últimos governos.
17:07O centrão tem suas teses, defende determinados pontos de vista,
17:12mas eles estão sempre, de alguma forma, alinhados a governos.
17:16Estão participando, têm cargos públicos, têm ministérios.
17:19Crescem também a partir da sua influência em governos.
17:22O PSDB não.
17:24O PSDB é o único partido brasileiro.
17:26Isso é um ativo político que tem que ser valorizado,
17:28que não participou do governo Bolsonaro, não participa do governo Lula.
17:31E perdemos muitos quadros por causa disso.
17:34Quadros valorosos.
17:35Inclusive de governadores eleitos com a bandeira do PSDB
17:38que atenderam a esse chamamento, vamos dizer, das suas próprias circunstâncias.
17:44Denise, eu não fujo de pergunta nenhuma.
17:46E vou lhe dizer, sofremos muito.
17:47Eu próprio sofri acusações vis, torpes, mas nada como o tempo.
17:53Para esclarecer tudo, eu hoje não tenho nenhuma multa de trânsito para responder
17:57e tenho uma determinação muito grande de não querer deixar para os meus filhos,
18:03para os meus netos no futuro, um país tão pobre politicamente como esse que nós estamos vivendo hoje.
18:09O PSDB está renascendo porque tem história, mas acima de tudo tem coragem para apresentar um projeto para o Brasil
18:16sem precisar se pendurar em governos, sem precisar de fundo eleitoral ou de cargos públicos
18:23para se transformar um partido grande.
18:25Nós jamais, Denise, poderemos ser medidos, mensurados, qualificados pelo número de prefeitos,
18:31de governadores ou de deputados.
18:33Nós já tivemos a maioria deles todos em determinado momento da história.
18:36O nosso tamanho é relativo do que nós inspiramos ao Brasil, do que nós temos condições de apresentar ao Brasil.
18:46O PSDB é um partido grande pela sua história e pelo futuro que eu acredito ainda trará os brasileiros
18:54muito mais rapidamente do que alguns pensam.
18:56Deputado, na nossa última pergunta e na última entrevista que a gente fez com o senhor,
19:01eu perguntei sobre o governo de Minas, mas dessa vez eu queria fazer a seguinte relação
19:06com essa possível disputa no governo de Minas Gerais.
19:11Recentemente, o presidente Lula indicou Jorge Messias, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
19:16gostaria de ter Rodrigo Pacheco.
19:17E o sonho do presidente Lula é tentar contar com o Rodrigo Pacheco na disputa pelo governo de Minas Gerais.
19:24O senhor disputaria o governo com ele, se ele quiser, e o senhor quiser também?
19:26Olha, o Rodrigo, antes de se aproximar do governo Lula, sempre foi um aliado nosso.
19:33Nós disputamos no mesmo campo político, né?
19:36O Rodrigo me sucedeu no Senado.
19:38O Rodrigo seria o meu candidato ao governo de Minas, né?
19:43Porque é alguém qualificado para o cargo.
19:46As questões do Estado, elas não podem ter uma ligação tão direta com a questão nacional.
19:50Não é assim que funciona.
19:52No quadro eleitoral mineiro, eu vi o Rodrigo como uma possibilidade real de candidatura.
19:58Chegamos a conversar algumas vezes sobre isso.
20:01Mas, ultimamente, ele me parece desestimulado a essa disputa.
20:06Temos conversas marcadas nos próximos dias com outras forças que não se identificam também
20:12com o bolsonarismo em Minas Gerais e muito menos com o petismo.
20:16E vamos tentar encontrar também em Minas uma candidatura ao centro.
20:20É claro que o meu nome sempre é lembrado.
20:22Eu apareço liderando todas as pesquisas para o Senado, né?
20:25Apareço muito bem nas pesquisas para o governo.
20:28Mas a minha prioridade, né?
20:30A minha dedicação, o que me move, o que me entusiasma
20:33é entregar ao Brasil novamente um PSDB vigoroso para superar essa polarização que está aí.
20:40A minha candidatura será consequência disso.
20:43E se for necessária para consolidar e fortalecer esse projeto de fazer o PSDB grande de novo.
20:50Deputado Ayrson Neves, eleito presidente nacional do PSDB.
20:53Mais uma vez, obrigado pela gentileza.
20:55Volto sempre à Jovem Pan.
20:56Um abraço ao senhor.
20:57Eu que agradeço.
20:58Muito obrigado a todos vocês e aos telespectadores.
21:00Obrigado.
21:01Obrigado.
21:02Obrigado.
21:03Obrigado.
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