00:00Na delegacia da Boa Vista, no Recife, mais três mães atípicas e a prima de uma das crianças que faziam terapia com esse psicólogo
00:08registraram um boletim de ocorrência contra o homem de 47 anos.
00:13Elas denunciam que foram assediadas ou importunadas por esse profissional,
00:18que atuava em uma clínica particular localizada na região central do Recife.
00:23Nas consultas, ele usou essa profissão dele de psicólogo e se apresentou dentro da sala das consultas como sexólogo.
00:32E uma das consultas, todas as consultas com o meu filho, ficava ali presente, ouvindo,
00:39e todos eram padrão de meia hora, só que comigo ele passava uma hora, uma hora e meia na sala,
00:47e no meio dessas consultas, ele começou a entrar na minha vida pessoal, íntima,
00:52a elogiar minhas pernas, a elogiar meu corpo, e isso me deixou bastante constrangida.
00:59E na frente do teu filho?
01:01Na frente do meu filho.
01:03Todas as consultas, ele também fazia questão de eu estar dentro da sala,
01:08uma coisa que me incomodava muito,
01:11porque se a questão das consultas de terapia é só com a criança,
01:17para o desenvolvimento dela, e ele exigia muitas vezes nas consultas que eu entrasse,
01:23que eu ficasse ali.
01:24E as consultas sempre eram mais comigo do que com o meu filho.
01:30Essa outra dona de casa revela que percebeu algo estranho no comportamento do psicólogo
01:35quando ele passou a abraçá-la com mais frequência.
01:38Quando eu saí, ele disse um abraço, me pediu um abraço.
01:43Eu consegui, porque no momento eu não achei nada demais,
01:45num abraço que ele me deu.
01:48Só que eu achei um abraço estranho, uma primeira vez.
01:51Aí eu pensei que era uma coisa da minha cabeça.
01:53Aí teve a segunda vez de novo, a mesma situação,
01:55já no final, já deu de ir embora, a mesma coisa, esse abraço.
02:00Aí nesse abraço também eu senti estranho,
02:02mas mesmo assim eu pensei que era uma coisa da minha cabeça,
02:05o tempo passou, quando já foi a outra vez que ele veio fazer isso,
02:08eu já botei a mão assim, tudo bem, pode falar.
02:12Falei o nome dele, ele disse, não, você pode falar.
02:14Já cortei.
02:15E me surpreendi depois, há um tempo agora,
02:19com essas novas denúncias das outras meninas,
02:22que até então eu pensei que isso tinha sido uma coisa da minha cabeça.
02:25O filho dessa doméstica fazia terapia há três meses com esse profissional.
02:29No início, a mulher conta que as sessões eram bem tranquilas,
02:33mas com o passar do tempo,
02:35ela percebeu que as falas do psicólogo se tornaram invasivas.
02:39A partir do momento que ele queria entrar na minha vida pessoal,
02:42queria saber como é que eu fazia a aliança com o meu marido,
02:45se meu filho ficava olhando,
02:46eu disse, não, doutor, jamais, não ficar olhando.
02:48E como é que o quartinho dele é?
02:49Ele disse, tem a cama dele e a porta,
02:51mas eu disse, não, acho que ele não olha não,
02:53eu disse, não, doutor, jamais.
02:54Isso aí já foi também me afastando mais ainda dele,
02:57já não estava gostando.
02:59Fugindo a terapia da criança.
03:00Isso, isso.
03:02E o comportamento do meu filho depois,
03:04daí ficou diferente, ficou para pior.
03:07Na última sexta-feira, mostramos aqui na TV Jornal,
03:10com exclusividade,
03:12a primeira denúncia desse caso,
03:14em que a mãe disse ter sido tocada pelo psicólogo.
03:18No dia da consulta, ele me chamou para dentro da sala
03:21e lá ele se soltou.
03:23Ele falou sobre as partes íntimas dele,
03:25o tamanho que era,
03:26ele também falou para mim
03:28que eu tinha uma bunda muito grande,
03:31ele também disse para mim
03:32que ele gostava de fazer certos tipos de coisa com a esposa,
03:35isso tudo com o meu filho,
03:36correndo dentro da sala para lá e para cá.
03:38Chegou a tocar em você durante o atendimento do seu filho?
03:41Ele pediu para eu levantar o vestido,
03:44perguntou se eu estava de short,
03:45pediu para eu levantar o vestido
03:47e passou a mão entre as minhas pernas.
03:49A Polícia Civil investiga o caso.
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