00:00Os cartazes são para reforçar que violência contra a mulher é crime e que o fato deve ser denunciado e o agressor preso.
00:08Em meio aos números de feminicídio no Estado, os órgãos de proteção às vítimas estão cada vez mais preparados para combater as agressões, sejam elas físicas ou psicológicas.
00:20Vamos pensar hipoteticamente, uma mulher chegou agora à delegacia, sofreu uma violência, uma tentativa de feminicídio, vai fazer o boletim, vai fazer os procedimentos na delegacia.
00:29A delegacia vai me acionar e aí a nossa equipe aqui vai em direção à delegacia, vai ouvir essa mulher e comprovado o risco, comprovado a situação, a gente traz ela para o serviço.
00:41Nenhuma mulher que passou pelo serviço de proteção das casas-abrigo, ela foi vítima de feminicídio.
00:47Mesmo antes do serviço, ela ou sofreu uma tentativa de feminicídio ou uma ameaça muito grave.
00:52Depois que ela entra no serviço e a gente passa também a acompanhar a sua saída, nenhuma mulher, desde 2009, quando essa política foi criada, ela foi vítima de feminicídio.
01:01Então a gente tem a comprovação de que efetivamente o serviço funciona.
01:05Em Pernambuco, a ampliação de novos centros de referência tem o objetivo de reduzir a violência, inclusive com risco iminente de morte.
01:14No prédio da Secretaria da Mulher do Estado, que funciona no centro do Recife, as salas são preparadas para vários atendimentos.
01:23As equipes priorizam o atendimento às vítimas.
01:26No local, também são entregues os equipamentos eletrônicos de distanciamento do agressor após decisão judicial.
01:34O acolhimento é realizado de várias maneiras e as mulheres recebem, além de muito carinho, terapias, orientações e encaminhamentos para as casas-abrigos em vários municípios.
01:47Aqui nesse prédio nós temos algum serviço, serviço de proteção, que cuida das casas-abrigos, como eu te informei, o serviço de monitoramento eletrônico, que são as mulheres que os autores estão monitorados
01:58e a gente faz a entrega da unidade portátil de rastreamento, o cadastro no 190 Mulher, para as mulheres terem prioridade ao ligar para a polícia e o acompanhamento das mulheres que têm medida protetiva.
02:10Então, aqui a gente garante uma proteção especializada.
02:13Nos municípios, a mulher é atendida pela rede que existe no município e aqui a gente amplia e especializa essa proteção.
02:21E aqui ela é acolhida de forma psicológica também, né? Ela recebe carinho, ela recebe um toque, ela recebe um abraço, ela é escutada. Isso tudo faz a diferença?
02:32Isso faz a diferença, porque ela é atendida sempre por uma equipe técnica multidisciplinar.
02:36Então, aqui a gente tem psicólogas, advogadas e assistentes sociais que acolhem essa mulher sem julgamento.
02:42E isso faz diferença, porque a partir desse acolhimento das orientações e do encaminhamento para a rede, isso faz com que essa mulher diminua o risco de voltar para a situação de violência,
02:53que é uma coisa que acontece muito quando essa mulher está sem rede.
02:56No Recife, as mulheres podem procurar atendimento no centro de referência Clarice Lispector, que funciona nos bairros de Santo Amaro e Areias.
03:05O atendimento é 24 horas e no local há equipes especializadas para atender essas vítimas.
03:12O espaço também conta com ambiente lúdico para acolher os filhos dessas mulheres que estão em atendimento.
03:20Todo serviço é de graça.
03:22Em Olinda, o atendimento é no centro especializado à mulher, Márcia Dangremon.
03:27Dezenas de mulheres são recebidas mensalmente.
03:30De acordo com a secretária, muitas vítimas conseguem encerrar ciclos antigos com idas e vindas de uma relação abusiva.
03:39Nós estamos aqui para atender e acolher as mulheres.
03:42Nós não estamos aqui para julgá-las.
03:44Todas as vezes que ela chegar aqui para ser recepcionada, para ser atendida, ela será atendida de forma multidisciplinar.
03:51Com o acompanhamento dessa equipe multidisciplinar, ela consegue se empoderar e sair desse ciclo de violência
03:57e seguir a vida sem o agressor.
04:01A mulher que precisar de atendimento em qualquer local do estado deve pedir ajuda, ligar e procurar a polícia e os órgãos competentes.
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