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O delegado de polícia André Santos Pereira analisa a recente megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, afirmando que a ação foi "realizada com base na legalidade". A análise ocorre em um contexto amplo de combate às facções, onde o PCC em São Paulo também foi alvo de operações de desarticulação financeira.

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Transcrição
00:00E a gente já recebe agora no Fast News o delegado de polícia de São Paulo, André Santos Pereira,
00:06que é especialista em inteligência policial para analisar as últimas operações todas da polícia,
00:11em especial a operação no Rio de Janeiro, que deixou mais de 100 mortos.
00:15Doutor André, bem-vindo a Jovem Pão, prazer te receber.
00:21Muito boa tarde, prazer é todo meu, boa tarde a toda a audiência da Jovem Pão.
00:26O prazer é todo nosso. Doutor André, a gente vai falar, claro, desse assunto da semana,
00:30que é essa operação no Rio de Janeiro, vamos falar um pouco também das operações ocorridas aqui em São Paulo,
00:34principalmente com base na inteligência, que é a sua especialidade,
00:37mas a gente não pode deixar de falar dessa mega operação da segurança pública no Rio,
00:42que tem gerado muito debate sobre assertividade ou não das forças de segurança,
00:46sobre a necessidade ou não da participação da Polícia Federal e até mesmo das forças armadas,
00:51o saldo de mortes, presos, armas apreendidas.
00:55Qual a sua avaliação geral a respeito da mega operação ocorrida no Rio de Janeiro?
01:01Olha, primeiro, as nossas condolências às famílias dos policiais,
01:05que infelizmente foram mortos durante aquela operação.
01:09E, segundo, a operação policial foi realizada com base na legalidade,
01:15legalidade estrita, principalmente no período de investigação
01:20e no momento em que essa operação foi deflagrada,
01:24ocorrem variáveis incontroláveis, ou seja,
01:27confrontos que são colocados frente à polícia
01:31por força do poderio bélico dos criminosos
01:34e a polícia agiu fazendo uso da força necessária,
01:39muito embora eventuais excessos que podem ter ocorrido
01:43devem ser apurados com rigor e óbvio que nós temos que ter apurações
01:48em todas as esferas dentro dessa operação policial
01:52pautada pela imparcialidade das instituições públicas
01:57sem que a gente corra para um viés de lado A ou lado B político
02:04que possa influenciar nos resultados dessas investigações.
02:08Doutor André, eu vou trazer para a nossa conversa
02:11o Luiz Augusto Durso vai te fazer a próxima pergunta.
02:14Boa tarde, doutor André.
02:15Prazer em recebê-la aqui na Jovem Pan.
02:17Doutor, a minha pergunta é simples.
02:20Não me parece que a população brasileira está acelerando demais
02:24a solicitação de respostas com relação a essa mega-operação?
02:29Porque o doutor é delegado de polícia,
02:31sabe o prazo normal de uma investigação
02:34diante aí de uma morte de alguém, um inquérito policial,
02:38análise também no ML de um exame de corpo de delito
02:40ou um laudo de um cadáver?
02:43Isso tem um prazo que é normal de se ter.
02:46A população, o próprio Supremo já questionando,
02:49pedindo aí uma resposta.
02:50Isso não está muito prematuro para a gente poder avaliar
02:54se a operação foi exitosa ou não, né?
02:57Para verificar realmente se algum morador faleceu,
03:00se houve ou não eventual abuso.
03:02Não está muito cedo para todo mundo cobrar uma resposta
03:05das autoridades, da polícia?
03:08Isso tudo não está muito prematuro?
03:11Olha, nós entendemos os anseios da população,
03:14principalmente no aspecto de querer respostas.
03:18Até porque é incompreensível para um cidadão comum
03:22como o crime organizado,
03:24como aqueles criminosos estavam e atuam
03:29dentro de um território conflagrado,
03:30ou seja, dominado totalmente por eles,
03:33onde o Estado não tem qualquer ingerência,
03:36até mesmo para prestar serviços básicos.
03:40Então, a população quer respostas.
03:42Nesse ponto de vista,
03:44há uma correção por parte da população.
03:47De outro lado,
03:48o que é incompreensível também
03:50é o próprio Estado não ter condições
03:52de dar essas respostas rápidas.
03:54A polícia civil do Rio de Janeiro,
03:56a polícia militar,
03:57todas as forças que atuam no Rio de Janeiro,
03:59são forças extremamente eficazes, preparadas,
04:03mas necessitam de muito apoio,
04:06muito investimento do poder público,
04:09assim como as polícias de todo o Brasil.
04:11Então, quando a cobrança recai apenas na polícia,
04:15nós temos que entender que existe um histórico,
04:18até mesmo de sucateamento das polícias no Brasil,
04:21que precisa ser considerado num cenário como esse,
04:25e você vê a quantidade de corpos,
04:29a complexidade da operação,
04:32você vê ali naquele ambiente,
04:34até mesmo o fraude processual,
04:36eventualmente sendo praticado,
04:38ou seja, corpos sendo retirados dos locais
04:41onde o crime ali foi realizado,
04:43onde a polícia pôde atuar
04:47para parar aquela agressão injusta
04:51que estava sofrido contra si
04:52ou contra algum cidadão ali da comunidade.
04:55Então, é um cenário extremamente complexo.
04:58A polícia vem fazendo o seu trabalho
05:00com muita dedicação,
05:02com muita eficácia,
05:04mas com os recursos que possui.
05:05Doutor André,
05:07agora entrando um pouco mais na sua área,
05:09que é a da inteligência,
05:11um mecanismo que tem sido adotado
05:13aqui em São Paulo, pelo menos,
05:15é o da via reversa, né?
05:17O de seguir o dinheiro,
05:18estrangular financeiramente a facção,
05:22combater lavagem de dinheiro,
05:25em vez de ir direto na ponta da linha.
05:27E essa é uma crítica que tem recaído
05:29por parte de algumas opiniões,
05:31principalmente de pessoas ligadas ao governo,
05:33em relação ao que aconteceu no Rio de Janeiro.
05:35Fala pra gente
05:36como tem sido essa mudança de perfil
05:39no combate às facções criminosas
05:41por parte da inteligência, principalmente.
05:45É importante destacar
05:47que a inteligência é utilizada
05:49há décadas já, né?
05:51É uma atividade que nasceu
05:53dentro do escopo militar,
05:56foi introduzido na atividade policial
05:59e você tem inteligência policial
06:01sendo utilizada na polícia civil
06:03para subsidiar o inquérito policial,
06:06ou seja, para assessorar
06:07a coleta de provas no inquérito policial.
06:11Isso não significa que elementos,
06:14indícios que tenham sido coletados
06:16durante uma atividade de inteligência
06:17possam ser utilizados durante um processo.
06:20Mas esse é o escopo da inteligência policial
06:23na atividade de investigação.
06:25Você tem inteligência policial
06:26utilizada pela polícia militar
06:28para identificar, por exemplo,
06:30quando torcidas organizadas
06:32vão se encontrar,
06:33então, para colocar o policiamento
06:35no local correto.
06:36Inteligência utilizada
06:37na atividade do corpo de bombeiros
06:40para identificar locais
06:42em que necessitam de uma atuação
06:44mais incisiva,
06:45além de proteção e de prevenção.
06:48Então, você tem diversas esferas
06:50para a utilização da inteligência,
06:52até mesmo na iniciativa privada.
06:54O que ocorre e de distinção
06:58entre as operações do Rio de Janeiro,
07:00por exemplo,
07:01e aquela que foi realizada
07:02aqui no Estado de São Paulo,
07:04intitulada de carbono oculto,
07:06é que nós temos produtos diferentes
07:09para enfrentar.
07:11Houve a atuação mediante inteligência
07:13na atividade realizada ali no Rio de Janeiro,
07:16sim, para enfrentar a organização criminosa
07:18que atua diretamente
07:20na conflagração de território
07:22e utiliza aquele território
07:24como se fosse seu,
07:26intimidando o próprio Estado
07:27e realizando ali
07:30práticas extremamente violentas,
07:32tendo em vista a quantidade
07:33até mesmo de fuzis
07:34que foi encontrada
07:35lá durante a operação.
07:37No caso aqui de São Paulo,
07:39você tem outros níveis
07:40de atuação do crime organizado.
07:42Eles focam muito mais hoje
07:44na atividade econômica
07:46do que em crimes violentos.
07:49E nós não podemos achar
07:50que um local está melhor do que o outro.
07:53Ambos estão com dificuldades
07:56e numa situação extremamente preocupante,
07:59porque o PCC,
08:01aqui no caso do Estado de São Paulo,
08:04utilizou um mercado inteiro
08:06e com capilaridade no Brasil inteiro
08:09dentro de uma atividade lista
08:11que é do abastecimento de combustíveis,
08:14de refino de combustíveis,
08:16de distribuição da gasolina
08:18que nós colocamos nos nossos veículos.
08:20Portanto, dominaram o mercado inteiro
08:23e a Operação Carbono Oculto
08:25teve esse produto para enfrentar.
08:29E óbvio que nessa esfera,
08:31nesse patamar de crime,
08:33você tem que utilizar
08:34de muitos recursos de inteligência,
08:36uma investigação extremamente qualificada
08:39e não se faz nada
08:41sem a integração
08:42entre as forças de segurança pública.
08:44Isso é um princípio básico.
08:45Então, teve a participação da Receita Federal,
08:48teve a participação da Polícia Federal,
08:50das Polícias Civis e Militares
08:52aqui do Estado de São Paulo
08:53no momento do cumprimento dos mandados.
08:55Ou seja, você tem perfis diferentes,
08:57produtos de crime diferentes
09:00para enfrentar nessa comparação
09:04entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
09:06Doutor André,
09:07dá tempo de mais uma pergunta.
09:08Quem vai te fazer é o Durso.
09:11Doutor André,
09:11quando se fala de inteligência,
09:13a gente pensa muito em planejamento.
09:15E essas comunidades,
09:17você tem a dificuldade geográfica,
09:18a dificuldade de quantidade de criminosos
09:20que ali se encontram,
09:22que eles também têm acesso
09:23a armamentos pesados,
09:25fora que há uma dificuldade
09:27porque são a população ali também,
09:29300 mil pessoas
09:31residem em uma comunidade no Rio de Janeiro.
09:34Na sua opinião, doutor,
09:36faltaram policiais mobilizados nessa operação?
09:40Se tivessem mais policiais ali
09:41dando resguardo
09:43ou auxiliando nessa operação,
09:45teria sido mais fácil
09:46a atuação da polícia
09:48para prender essas armas,
09:50para conseguir reagir
09:51à violência que foram recebidos?
09:54Ou a quantidade de policiais,
09:55na sua opinião,
09:56estava adequado
09:57com relação à operação em si?
10:00Olha, Durso Kobayashi,
10:02eu entendo que a operação
10:03foi planejada a contento.
10:06Você tem aí
10:07uma investigação de mais de um ano
10:09pautada pela legalidade
10:11dentro de um inquérito policial.
10:13Diversos alvos,
10:14que é como nós chamamos
10:15na linguagem policial,
10:17das pessoas em que nós vamos prender,
10:20foram identificadas.
10:21Quando você vai fazer
10:23uma operação como essa,
10:24é importante destacar isso
10:25para a população.
10:26A polícia civil,
10:28a polícia judiciária,
10:29solicita mandados,
10:31o Ministério Público
10:32analisa aquele pedido
10:34e o Poder Judiciário
10:35concede aqueles mandados.
10:37Então, passa por um crivo
10:38de muito detalhe
10:41na análise daquilo
10:42que foi solicitado
10:43para que, depois,
10:44a polícia tenha em mãos
10:45os mandados de prisão
10:46para ir lá e cumprir,
10:48com a identificação,
10:49inclusive,
10:49dos possíveis locais
10:50onde esses criminosos
10:52serão encontrados.
10:54Portanto,
10:55a polícia não tem opção,
10:57diante de um mandado de prisão,
10:59de cumprir ou não.
10:59Ela tem que ir lá e cumprir
11:01e tem que fazer
11:02todo um planejamento
11:03nesse sentido.
11:04Então, isso foi realizado.
11:06No momento da operação,
11:08existem variáveis incontroláveis
11:10que são comuns
11:11dentro de qualquer planejamento
11:12e isso, de certo modo,
11:15era esperado e previsível,
11:17tendo em vista o histórico
11:18do Rio de Janeiro
11:19de violência
11:20daqueles criminosos.
11:21Portanto,
11:22o confronto,
11:23ele é previsível
11:24e ele é inevitável
11:27para as forças
11:28de segurança pública,
11:29tendo em vista
11:29que sofreram
11:30uma agressão injusta
11:31daqueles criminosos
11:32contra os próprios policiais
11:34e contra a própria população
11:36ali de bem
11:37daquela comunidade
11:38que é a maioria
11:39esmagadora
11:40das pessoas
11:40que vivem ali.
11:41Portanto,
11:43a gente vê que
11:44houve um planejamento
11:45acontento,
11:46mas existem
11:47variáveis incontroláveis
11:48que a polícia
11:49tem que lidar com isso
11:50ali no campo operacional
11:51e que não é fácil
11:52e que a gente precisa
11:54agora dar o apoio
11:55para as forças policiais,
11:57para as autoridades
11:58do Rio de Janeiro
11:59e corrigir
12:00eventuais excessos
12:01ou erros
12:02que tenham ocorrido
12:03durante a operação.
12:05Conversamos aqui
12:05com o delegado
12:06de Polícia de São Paulo,
12:07André Santos Pereira,
12:09especialista em
12:10inteligência policial,
12:11que analisou conosco
12:12todo o cenário
12:13da mega operação
12:14no Rio de Janeiro.
12:14Doutor André,
12:15muito obrigado
12:16pela sua participação,
12:16é sempre um prazer
12:17te receber aqui
12:18na Jovem Pan.
12:19Muito obrigado,
12:20Kobayashi.
12:22Boa tarde a todos.
12:23Até a próxima.
12:23Obrigado.
12:24Obrigado.
12:25Obrigado.
12:26Obrigado.
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