O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar a criação do partido político do Movimento Brasil Livre (MBL). Caso aprovado, o novo partido poderá participar das eleições de 2026.
Confira na íntegra em: https://youtube.com/live/Q9kEv7lpj2E
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00:00O Tribunal Superior Eleitoral vai analisar nesta semana a criação do Partido Político do Movimento Brasil Livre.
00:08Nós temos mais detalhes sobre esse assunto com a participação da Rani Veloso em Brasília.
00:13Pois não, Rani?
00:17É isso, Nuno Nato. Está na pauta de julgamento presencial do Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira, dia 30,
00:24e entrou na pauta a pedido do relator, o ministro André Mendonça.
00:29Esse partido que tem origem no Movimento Brasil Livre, que a gente lembra que o MBL foi criado em 2014 em apoio à Operação Lava Jato
00:40e teve destaque nacional a partir de 2015 e desde 2023 tenta criar o próprio partido político
00:47e agora conseguiu dar entrada a esse processo de formalização e a gente já está prestes a acompanhar o julgamento.
00:55Eles conseguiram 590 mil assinaturas de apoio por todo o país para a criação do partido.
01:03São quase 43 mil assinaturas a mais do que o mínimo necessário.
01:09A Procuradoria-Geral da República também já se manifestou a favor da criação do partido.
01:16Se aprovado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, além de ter o estatuto analisado e também ter aval no registro da criação do partido,
01:28aí sim o partido Missão, esse é o nome que eles querem e pleiteiam também o número 14 nas urnas eletrônicas,
01:37devem participar das eleições do ano que vem, eleições gerais, então, portanto, terão candidatos à Câmara, ao Senado
01:46e também à Presidência da República, além de ter, claro, uma fatia do fundo eleitoral alioçado em mais de 5 bilhões de reais para o ano que vem.
01:58Os integrantes do MBL estão otimistas para a criação desse partido, uma vez que eles conseguiram aí esse número expressivo de assinaturas
02:09que foram autorizadas pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral.
02:16Lembrando que vai entrar nessa pauta de julgamento, mas depende aí dessa votação dos ministros, pode ser o início do julgamento e pode terminar em outras sessões.
02:26O certo é que há um certo otimismo, pelo que eu falei com alguns integrantes, como, por exemplo, o deputado federal Kim Kataguiri,
02:34que atualmente está em outra sigla, União Brasil, que deve desfalcar essa atual sigla para migrar exatamente para o partido Missão.
02:43Então, vamos aguardar se, de fato, teremos o trigésimo partido político do Brasil.
02:50Bom, vamos acompanhando.
02:52Rani Veloso, muito obrigado, com informações para a gente direto de Brasília.
02:55E é assunto para o comentário do José Maria Trindade, que está com a gente nesta manhã também.
03:00Rani chamava a atenção aí, mais uma sigla, mais um partido que pode aparecer para os brasileiros.
03:06Não é muito partido, não, Zé?
03:09Muito.
03:10Esse é o número 14, né?
03:11Número de representação.
03:14É o trigésimo partido do país.
03:17Já houve um momento que tínhamos 34, mas houve fusões, né?
03:21E junção de partidos políticos.
03:23E isso acabou reduzindo.
03:25Chegamos ao ponto de ter 29 partidos na Câmara dos Deputados, 29 líderes.
03:30Quer dizer, fica impossível levar uma sessão assim, negociar.
03:34Então, não é possível.
03:35Uma reunião de líderes com o presidente da Câmara era uma convenção nacional, quase.
03:40E outros 70 estão com pleitos lá no Tribunal Superior Eleitoral para a formação.
03:47Quer dizer, não existem 100 ideologias no mundo, nem mesmo no Brasil, né?
03:52Mas por que essa profusão de partidos políticos?
03:56Dinheiro, meu amigo.
03:57Grana.
03:58Isso se transformou numa espécie de cartório.
04:01Uma lojinha de família.
04:02São partidos dominados para faturar.
04:05Veja que maneira faturam.
04:07É o fundo partidário, fundo eleitoral, 6 bilhões.
04:11Não é só isso.
04:12Tem também as negociações para tirar um candidato da candidatura, para apoiar outro,
04:19dar tempo de TV, ou seja, virou faturamento.
04:23Há, neste momento, em curso, uma lei que restringe a atividade de partidos que não têm votos.
04:29Isso é natural, né?
04:30E aí está provocando essas fusões e a formação das federações.
04:36Essas federações substituem a proibição das coligações partidárias em nível de legislativo, né?
04:43Tudo isso está fazendo uma concentração.
04:46É natural que tenham muitos partidos, mas que haja uma concentração para a atividade política no país.
04:53Ou seja, muitos querendo aí, Nonato, uma lojinha para faturar politicamente, evidentemente, o dinheiro.
05:00É um pedacinho aí dessa fatia.
05:03Mas pensando que o TSE, então, aprove a criação desse partido MBL.
05:08Zé, você acredita que o movimento vai conseguir força, né?
05:12Se firmar como uma força relevante na política nacional?
05:17Sim, porque é um partido que esse tem propósito, tem base, tem até deputados.
05:22O deputado Kim Kataguiri vem tentando criar esse partido desde 2023, né?
05:28As assinaturas não conferiram.
05:29Olha que complexidade.
05:31Tem que conferir mais de 500 mil assinaturas, quase meio milhão de assinaturas, né?
05:37Tem que conferir.
05:38A Justiça Eleitoral confere.
05:40O MBL tentou, as assinaturas não conferiram, e tentou a novidade, que era a assinatura eletrônica.
05:46E aí ficou meio que eletrônica e meio presencial, né?
05:50E aí o MBL nasce com o propósito, né?
05:54Nasce com a possibilidade ali de uma proposta liberal, de Estado mínimo, objetivo,
06:02e que tenha principalmente candidatos.
06:04Não é obrigatório, mas eu acho que deveria.
06:07A lei eleitoral deveria obrigar o partido a lançar candidato à presidência,
06:12como é o caso desse partido do MBL, em missão, lançar candidato à presidência, governador e tudo.
06:18É para isso que existe o segundo turno.
06:20Se não deu certo no primeiro, há as conexões e acordos para o segundo turno.
06:25Então, assim, é um partido que tem uma ideia e tem principalmente uma base de militância.
06:31Não é como os outros cartórios por aí que a gente nem sabe o nome desta sopa de letrinhas.
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