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O programa Jornal da Manhã deste sábado (25) contou com a participação do professor de ciências políticas Antonio Henrique Lucena Silva para analisar as tensões entre os EUA e a Venezuela, em meio ao envio de porta-aviões para o Caribe.

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Transcrição
00:00Agora a gente volta a falar aqui a respeito das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.
00:05E para isso, a gente recebe o professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Federal de Pernambuco,
00:11Antônio Henrique Lucena Silva.
00:13Professor, bom dia. Muito obrigado por nos atender aqui na Jovem Pan.
00:17Bom dia a todos. Envio um forte abraço a todos os espectadores.
00:20A impressão que dá é que pelas movimentações, de algum modo, a gente tem um alavancar de tensões dos Estados Unidos com relação à Venezuela.
00:33O que é que está por trás disso, professor?
00:35E eu pergunto isso porque há informações de que, por exemplo, os Estados Unidos vivam uma crise de viciados em fentanil.
00:43E essa droga viria muito do México, não necessariamente da Venezuela.
00:48Quando a gente fala de outras drogas, a própria cocaína, por exemplo, Colômbia, Peru, seriam estados que trariam mais esse tipo de droga para os Estados Unidos do que propriamente a Venezuela.
01:03O que é que está pegando com a Venezuela, professor?
01:07De fato, meu caro, as informações são um pouco difusas, as mensagens que são enviadas.
01:15O discurso oficial do presidente Donald Trump é que ele atribui ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro,
01:25assim como outras autoridades venezuelanas, como o Padrino Lopes e de Hortados Cabelho,
01:31como uma das pessoas que lideram o cartel de Los Solos.
01:34Essas que são responsáveis por enviar drogas, como cocaína e outras, para os Estados Unidos.
01:44Como você muito bem colocou, o envio de drogas pela Venezuela é considerado relativamente baixo,
01:51se comparado a outros países.
01:55O que o governo da Venezuela está dizendo é que isso seria um movimento para, digamos,
02:01a desestabilização do próprio governo Maduro e busca por uma mudança de regime.
02:07O que a gente tem de maneira concreta?
02:11Os Estados Unidos vêm realizando operações fora das águas territoriais venezuelanas
02:17na destruição de barcos, que eles atribuem que isso estaria levando droga para os Estados Unidos.
02:26O Battle Group está sendo reforçado agora com o novo porta-aviões, o Gerald Ford.
02:31E, pelo menos, até o momento, eu acredito que a força é relativamente baixa.
02:39Em que sentido?
02:40São 10 mil tropas que estão estacionadas na região,
02:45apesar de o número de destroyers.
02:47E agora, com esse novo porta-aviões, aumentou significativamente.
02:52Até o momento, eu tenho identificado que o governo Trump tem um padrão,
02:56que é o seguinte, quando ele vai realizar algum tipo de ação militar contra seus adversários ou inimigos,
03:03é utilizado força aérea, o uso de mísseis de cruzeiro, de forma mais restrita e pontual,
03:09como que aconteceu recentemente contra o Irã.
03:13Então, ou seja, essas 10 mil tropas, elas seriam muito grandes,
03:17e o tamanho do Battle Group seria muito grande para atuar contra cartéis de drogas,
03:21mas muito pequeno para realizar uma invasão da Venezuela.
03:28Então, a gente precisa observar quais são os movimentos
03:31e também quais serão as próprias mensagens que o governo da Venezuela vão colocando
03:36justamente nesse setor.
03:38Mas eu acredito que as duas figuras, como o Diodato Cabelho,
03:42que o ministro da Defesa e o ministro da Justiça, o Padrino Lopes,
03:47são figuras importantes para a gente entender toda essa dinâmica que está ocorrendo,
03:53já que inclusive os próprios Estados Unidos aumentaram o valor de suas cabeças,
04:00passando de 25 para 50 milhões de dólares.
04:03Agora, professor, quando a gente vê as respostas de Maduro,
04:07ele começou a armar a população.
04:10Ultimamente, nesta semana, a gente também citou nos nossos telejornais
04:13que ele está fazendo exercícios militares também bem fortes por lá.
04:18Mas a última fala dele me pareceu com um certo recuo, com um certo temor.
04:25Ele que vinha tendo falas mais fortes, mais duras contra o governo Trump,
04:30parece que agora está pedindo o fim de uma guerra que ele não quer.
04:35Você acredita que, de alguma forma, Maduro quer acalmar os ânimos?
04:40Qual é a estratégia do governo venezuelano para que, de fato,
04:46eles sabem que vão perder caso aconteça um conflito maior, professor?
04:53Perfeitamente.
04:54A última declaração que o presidente Maduro deu,
04:57que ele não queria nenhuma guerra louca, coisa nesse sentido,
05:01também se deve ao fato de que a Venezuela não consegue fazer frente
05:06aos Estados Unidos caso eles desejam empreender uma ação militar contra Caracas.
05:15As opções venezuelanas são bastante limitadas.
05:19O que eles possuem de mais moderno são caça Sukhoi Su-30,
05:22mas a gente não tem certeza de como está a manutenção dessas aeronaves
05:28e de outros veículos vendidos, como caças F-16, pelos próprios Estados Unidos.
05:35Então, toda essa ação do presidente Maduro, de fato, mostra um recuo.
05:42Eles informaram que passaram a cooperar mais com os Estados Unidos
05:46na apreensão de drogas e de envio de informações,
05:51mas, ao que parece, isso não convenceu o presidente Donald Trump.
05:56O que é que a gente também pode tirar lição de tudo isso?
06:00Esses movimentos não deixam de ser também uma, digamos,
06:04resposta para o público interno dos Estados Unidos,
06:08que quer realmente uma ação mais dura exatamente contra as drogas,
06:13contra a cocaína, contra o caso do fentanil,
06:16que tem até dominado algumas cidades americanas.
06:21Com uma grande quantidade de overdose, realmente se tornou um problema social.
06:27E aí a Venezuela virou a bola da vez justamente nessa ação,
06:31digamos também midiática, por parte do próprio Donald Trump.
06:37Então, a gente precisa ficar observando, de fato, quais serão os próximos passos.
06:43Mas, apesar de todos esses movimentos que o governo venezuelano tem feito,
06:49eles também declararam que a CIA está operando dentro do país
06:53e que sim, algumas ações militares podem ser realizadas contra esses cartéis
06:59que os Estados Unidos estão mencionando.
07:03Lembrando que a denúncia contra o cartel de Los Soles
07:07e outros narcoterroristas, não é algo novo.
07:12Quando eu já morei na Colômbia em 2010, já havia uma crítica dentro da própria Colômbia
07:18e também de informação da SIRIN, que é a Inteligência da Polícia Nacional,
07:22de que militares estariam também envolvidos nesse envio de drogas para os Estados Unidos.
07:29Porém, a dúvida que persiste seria com relação à extensão
07:34e à quantidade de membros do governo venezuelano ligados a esse movimento.
07:41Tá certo, professor. Só ilustrando o que o senhor disse,
07:44de acordo com relatórios, em 2023, que é o dado mais recente,
07:48mais de 105 mil pessoas morreram por overdose nos Estados Unidos
07:51e, desse total, quase 70% por causa do fentanil, não necessariamente outras drogas.
07:57Professor Antônio Henrique Luciana, muito obrigado pela gentileza da entrevista.
08:00Um bom dia para o senhor.
08:01Obrigado a Jovem Pan pelo convite e um forte abraço a todos e até mais.
08:08Obrigado.
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