00:00O Dylan fica prejudicado com esta situação, tal como ele disse?
00:04Não, já volto a dizer o que disse há bocadinho, não acho que ele seja prejudicado pela situação que haverá,
00:09porque é verdade que houve uma agressão física, ninguém é a favor da agressão física,
00:12porque, portanto, até deveríamos estar, eu, falo por mim, até poderia estar a perceber melhor o Dylan,
00:18porque ele foi vítima de quatro champadas, bem dadas, infelizmente, ali.
00:24E a Ju...
00:25Sim, já foi, e sim, diz.
00:28Pronto, e, portanto, ele vai ser lembrado, sim, por esta situação, mas principalmente pelo jogo que ele tem feito,
00:34que não há nada a favor dele, deixa-me dizer que, e eu volto a repetir, houve agressão física, sim,
00:40mas também houve agressão psicológica e verbal, e existe muito, e o problema é que nós, cá fora,
00:46e mesmo lá dentro, no geral, na vida, nós não conseguimos distinguir onde é que acaba a violência,
00:51onde é que começa a violência psicológica, porque não deixa marcas.
00:54Ele levou quatro champadas, nós vimos que fisicamente ele levou.
00:57Portanto, nós é condenável, sim.
00:59E o outro, não é assim tão condenável porque não deixa marcas, mas causa muito, muito,
01:03muito mais sequelas do que quatro champadas.
01:05Eu, na época da base de Stingoff, já estive tendo um relacionamento, uma pessoa,
01:09que me deu uma lambada e era agressivo nas palavras.
01:14Eu, hoje, quando olho para trás, não me lembro uma única vez da lambada,
01:16mas lembro tudo aquilo que me disseram.
01:19Portanto, sim, é o que eu digo, agressão física, não,
01:23mas também não se vergar a este tipo de comentário e a este tipo de atitudes,
01:27que seja homem ou mulher, o que quer que seja, não.
01:30Embora todo este jogo psicológico faz parte deste tipo de jogo,
01:34é impossível termos uma quantidade de seres humanos dentro de uma casa
01:39onde as ações se vão acontecendo e sucedendo e não haja isso.
01:43Qual é o fio de prumo que, no teu caso, impede, depois de haver este excesso,
01:49porque foi um excesso, de facto?
01:50A tua questão é o que é que impede que isto possa acontecer.
01:56É muito difícil.
01:57Eu acho que aquilo que impede tem que ser um autocontrolo
02:01que eles lá dentro, por vezes, nem devem saber que têm,
02:04porque eles estão-se a desistir todos os dias.
02:06Não é fácil.
02:09Eu percebo que é...
02:10Aliás, eu não sei como é que eu reagiria,
02:12nem na posição da Vera, nem na posição do Dylan.
02:16Agora, acho que tem que haver um autocontrolo.
02:19Eu sou a favor, obviamente, do jogo psicológico.
02:22Já o disse.
02:22Acho que pode ser um jogo muito inteligente, muito subtil, bem feito,
02:27sem partir para ofensas, sem chamar familiares, sem chamar terceiros.
02:32Com coisas do jogo ali, é possível fazer um jogo inteligente, psicológico
02:36e completamente legítimo, porque isto é um jogo também muito psicológico.
02:41E cabe a quem o recebe, esse tipo de jogo, saber lidar ou não.
02:45A Vera achou que era assim que tinha que lidar, foi o ato dela,
02:50teve as consequências dela.
02:52O Dylan tem ali uma postura que, por vezes, eu não gosto.
02:55Eu ontem teci duras críticas à Vera, mas eu não percebi o Dylan.
03:00O Dylan, para mim, não é um concorrente que eu gosto de ver,
03:03mas é um concorrente que cria muito a larida dentro da casa
03:07e que acaba por nos dar conteúdo.
03:08Esquecemos sempre que se em vez acaba...
03:10Mas é isso, eu também concordo.
03:11É assim, é verdade que neste tipo de reality show,
03:14tu vais sempre ser submetido a uma grande, grande, grande pressão psicológica.
03:18Acho que é isso, o encanto é como tu resistes a isto.
03:20Agora, esta pressão psicológica não tem que incluir
03:23todo o resto, todas as ofensas, as provocações, humilhações,
03:27pegar na família, filhos, etc.
03:28Não é necessário para fazer esse tal jogo psicológico que tu falas.
03:32Porque é sobre isso, é resistência física e mental ali.
03:34E aliás, o grande desafio, a meu ver, e está aqui a Márcia,
03:38pode dizer até melhor do que eu, é a parte psicológica mesmo.
03:41É estarmos ali com pessoas que não conhecemos nenhum.
03:42Mas ali há uma pessoa que está no epicentro disto tudo,
03:45que se chama Inês, e que, a voz também já lhe perguntou,
03:49como é que vocês olham a resposta que Inês dá à voz no condicionário?
03:53Sobre a ausência de tudo, de palavras, basicamente?
03:58Eu acho que sinceramente que Inês ficou aliviada com a saída da Vera,
04:02porque ela, mais tarde ou mais cedo, ela ia ter que encarar a situação
04:05onde se colocou também, quando a Vera começou a estabilizar.
04:09A Vera não foi sozinha, não é?
04:10Claro que não.
04:11Portanto, isto mais tarde ou mais cedo,
04:12ela não ia conseguir fugir a esta situação há muito tempo.
04:15O assunto iria ser tema novamente dentro da casa.
04:19Portanto, ela aqui foi esperta,
04:21porque ela realmente não queria que este assunto fosse falado.
04:23Ela teve sorte, a Vera foi expulsa,
04:25porque o Dylan não foi expulso.
04:27Sim, mas naquilo que havia sido expulsado.
04:28Isto tinha acontecido, ainda tínhamos a Vera.
04:30E porque fizeram guardar o Dylan.
04:32Bom, a expulsão deverá acontecer.