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A nomeação de Guilherme Boulos (PSOL) para a Secretaria-Geral da Presidência, a convite do presidente Lula (PT), provocou mudanças internas no PSOL e levantou dúvidas sobre o futuro eleitoral do partido em São Paulo. O convite de Lula veio acompanhado do pedido para que Boulos não dispute cargos em 2026, o que faz a legenda repensar suas estratégias e possíveis nomes para a próxima eleição. José Maria Trindade e Cristiano Beraldo comentaram.
Reportagem: Beatriz Manfredini
Comentaristas: José Maria Trindade e Cristiano Beraldo

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Transcrição
00:00A escolha de Guilherme Boulos para o Ministério da Secretaria-Geral da Presidência,
00:05a pasta responsável pela relação do governo com os movimentos sociais,
00:09preocupa o PSOL em relação à eleição de 2026.
00:13As informações chegam ao vivo com a Beatriz Manfredini,
00:16aqui direto das ruas de São Paulo,
00:17que traz para nós também os bastidores políticos depois desse anúncio, né, Bia?
00:22Muito bom dia para você.
00:26É isso, Soraya, bom dia para você também, para o Nonato,
00:29para todo mundo que nos acompanha aqui no Jornal da Manhã.
00:33O pessoal tinha grandes expectativas, né,
00:35para Guilherme Boulos aqui em São Paulo no ano que vem.
00:38Isso porque tinha a possibilidade dele concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados
00:44ou mesmo, ele é cotado ainda, inclusive,
00:47para uma vaga no Senado também por São Paulo.
00:51Guilherme Boulos, na eleição de 2022,
00:53que o colocou na Câmara dos Deputados,
00:55foi o segundo deputado mais votado do Brasil.
00:59Ele teve mais de um milhão de votos
01:01e foi, inclusive, o deputado mais votado aqui por São Paulo.
01:05Então, tem um grande eleitorado
01:08e, claro, que esse eleitorado é considerado pelo PSOL
01:10na hora de fazer as contas para a eleição de 2026.
01:15A preocupação é exatamente, né,
01:18que nas negociações, então, para que ele entrasse,
01:20fizesse parte do governo federal,
01:23foi colocado ali, foi combinado, pelo menos até o momento,
01:26que ele não disputaria um cargo em 2026, no ano que vem,
01:29e permaneceria, então, durante todo o ano,
01:32ao lado do presidente Lula, justamente para ajudá-lo na reeleição.
01:37Mas o fato, então, é que já começa um burburinho interno
01:39aqui no Estado de São Paulo,
01:41pensando o que será feito para quem vão esses votos, então,
01:44que eram de Guilherme Boulos,
01:46que podem mudar, inclusive, para outro partido,
01:48como o próprio PT, o Partido dos Trabalhadores, por exemplo,
01:51ou mesmo para outros candidatos.
01:53Eu ouvi de duas pessoas do PSOL que a avaliação é que
01:56parte desses eleitores mudem em relação à Câmara dos Deputados,
02:01migrem para votos para, também, deputada federal do partido,
02:05Érica Hilton, mas, mesmo assim, a leitura é que ela não abrangeria
02:08todos os votos de Guilherme Boulos e que outros, então,
02:13podem aí ficar soltos, digamos assim, pela população.
02:16A leitura é que o PSOL precisaria de reforçar novos nomes
02:20para conseguir, então, abarcar esse eleitorado,
02:22mas que uma parte migraria, sim, principalmente,
02:24para o Partido dos Trabalhadores.
02:26Apesar de aliados, dessa forma, claro,
02:29o PSOL acaba perdendo força na Câmara dos Deputados.
02:32Além disso, o nome de Guilherme Boulos
02:34ainda é pensado para o Senado Federal.
02:36Ele vem pontuando muito bem
02:38nas pesquisas de intenção de voto nesse sentido.
02:41Inclusive, uma pesquisa recente colocou ele
02:44apenas atrás de Eduardo Bolsonaro,
02:46deputado federal do PL,
02:48que a gente também não sabe ainda se concorre ou não ao Senado,
02:51porque está fora do país, nos Estados Unidos,
02:53e tem ali uma situação delicada.
02:55Mas o fato é que Boulos figura bem, então,
02:57entre essas pesquisas de intenção de voto
02:59e pode significar uma perda de eleitorado para o PSOL.
03:03Relembro que a esquerda aqui em São Paulo
03:05pensa em nomes mais de centro-esquerda.
03:07Já citei o nome de Marina Silva
03:10e também de Simone Tebet
03:11como possibilidades ventiladas.
03:14Mas, claro, que Guilherme Boulos
03:15continua sendo uma opção forte,
03:17uma vez, então, em que puxa muitos votos
03:20e poderia ser um candidato garantido,
03:22entre aspas, para a esquerda no ano que vem.
03:25Interessante a gente ressaltar
03:26que se ele decidir concorrer,
03:27tanto à reeleição da Câmara quanto ao Senado,
03:30precisaria deixar o governo federal
03:32em abril de 2026,
03:34que é justamente a data limite.
03:36Ele passaria só seis meses no governo federal
03:38ao lado do presidente Lula,
03:40o que parece que não está nos planos,
03:42pelo menos por enquanto.
03:43Soraya.
03:44Obrigada, Beatriz, pelas suas informações.
03:46Daqui a pouquinho a gente volta a conversar.
03:48Enquanto isso, vamos trazer esse tema aqui
03:50para a análise dos nossos comentaristas.
03:52José Maria Trindade e também Cristiano Beraldo
03:54que estão conosco nessa manhã.
03:56Beraldo, o que significa essa preocupação
03:58por parte do PSOL com a entrada
04:00e a aceitação de Guilherme Boulos
04:03para o cargo na pasta?
04:07É, sem dúvida alguma,
04:08para um partido político
04:09que teve um candidato a deputado federal
04:11que fez um milhão de votos,
04:12ou seja, só a votação dele fez três cadeiras,
04:15ainda teve sobra para fazer mais cadeiras
04:17para o partido.
04:19Não contar com esse candidato nas eleições
04:21é uma perda significativa.
04:24É óbvio que o cenário indica
04:27que Guilherme Boulos não gostou de ser deputado,
04:30não tem encontrado ali, eventualmente,
04:33um ambiente que lhe é favorável.
04:36Além disso, foi submetido no Conselho de Ética
04:38a relatar o caso de rachadinha
04:41em que ele passou pano
04:43para alguém que confessou ser rachador,
04:46quer dizer, desviar dinheiro dos seus assessores.
04:49Então, a situação de Guilherme Boulos
04:50realmente na Câmara dos Deputados
04:52é uma situação que o afasta
04:56das suas bandeiras tradicionalmente defendidas.
04:59Agora, para o PT tirá-lo das eleições
05:03é muito importante, porque sobra mais voto
05:06para a esquerda e, obviamente,
05:07há a expectativa dos candidatos a deputado do PT
05:10de conseguirem receber parte desses votos.
05:15A Erika Hilton tem uma atuação pelo PSOL,
05:19pelo partido de Guilherme Boulos,
05:20que vem tendo muito protagonismo,
05:22mas eles devem acreditar que o público de Erika Hilton
05:26é, em boa parte, diferente do público,
05:29do eleitor de Guilherme Boulos,
05:32do ponto de vista ideológico.
05:33Afinal de contas, Guilherme Boulos
05:34sempre foi visto como uma pessoa
05:37muito próxima dos movimentos sociais,
05:39atuando no confronto à polícia,
05:42no confronto à lei,
05:43em defesa desses militantes dos movimentos,
05:47dos sem teto.
05:48Então, um tempero adicional para essa disputa
05:53para o Congresso no ano que vem em São Paulo.
05:56José Maria Trindade também com a gente.
05:58José Maria, essa preocupação aí do PSOL
06:00e o Beraldo chamando a atenção
06:01para a quantidade de votos,
06:03como a Beatriz Manfredini também destacou,
06:05só perdeu aí para o Eduardo Bolsonaro.
06:07Ou seja, é muito voto para o partido
06:10e se esse protagonista sai de cena
06:14numa eleição,
06:16causa uma preocupação monstro mesmo, né, Zé?
06:18Eu tenho dificuldades, Nonato,
06:21de entender o Guilherme Boulos
06:23fora da disputa eleitoral do ano que vem, né?
06:27São ali seis meses de trabalho
06:30na presidência da República,
06:31ao lado do presidente,
06:33nesses contatos aí com os movimentos sociais.
06:36Se ele for candidato,
06:37que eu acredito que será, né,
06:38há um tempo grande para isso,
06:40ele deve colocar alguém ali na sua linha
06:44e é como se fosse uma continuidade,
06:46porque é um setor que está paralisado no governo,
06:49esse setor aí da interlocução com os movimentos sociais
06:52e lembrando que o presidente Lula tem a origem
06:55exatamente nesse setor.
06:57Mas o que está acontecendo
06:58é um apagão de líderes de esquerda no Brasil.
07:02Hoje, o PT e o PSOL e o PCdoB e o PDT,
07:09eles lutam ali desesperadamente
07:12no sentido de candidatar o Lula,
07:15porque a única expectativa de votos
07:18e fazer um congresso é ter uma bandeira.
07:21Então ficou com um candidato único,
07:23enquanto a direita está dividida
07:25e com vários candidatos fiáveis,
07:28ex-governadores, lideranças regionais importantes.
07:31E o PT não, o único que apareceu foi o Guilherme Boulos
07:35e está sendo tratado aí pelo movimento esquerda
07:38como uma possibilidade de um substituto para Lula
07:40que terá agora a sua última possibilidade de candidatura
07:44se candidatar no ano que vem, né.
07:47Ele está dizendo que será candidato
07:49e não vejo outra possibilidade de esquerda.
07:52Então não é possível engessar o Guilherme Boulos
07:55num movimento que geralmente é feito por técnicos.
07:59A partir de abril, o governo é tomado por técnicos, né,
08:03representantes de partidos
08:05e alguns que têm o controle remoto
08:07fora do ministério, ali de líderes, né.
08:10Então a realidade é essa,
08:12um apagão de líderes na esquerda
08:14e Guilherme Boulos aparece ali
08:16como uma possibilidade de uma nova liderança desse setor.
08:20Aí sim, mas engessar uma eleição,
08:23eu não estou acreditando
08:25que isso possa ser a estratégia exatamente do grupo de esquerda.
08:29E são as dores do crescimento.
08:32O pessoal é o estela do PT
08:33e nasceu para ser pequeno.
08:35E aí quando cresce tem dificuldades.
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