Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e Donald Trump conversaram por 30 minutos em tom amistoso, reforçando a "boa química" iniciada na ONU. Lula pediu a retirada do tarifaço de 40% (totalizando 50%) e das sanções contra autoridades brasileiras. Reportagem de André Anelli.
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00:00Finalmente eles conversaram por telefone. Em entrevista na Casa Branca, o presidente Donald Trump confirma que virá o Brasil em algum momento e que Lula deve ir aos Estados Unidos.
00:11Repórter André Anelli chegando aqui com as últimas informações. Ainda não existem datas, mas eu pergunto pra você, André, quais foram os detalhes dessa conversa por telefone?
00:21Conversa de meia hora, não é isso, André? Bem-vindo, boa noite.
00:24Exatamente, Tiago. Muito boa noite a você também e a todos aqui no Jornal Jovem Pan.
00:31O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas na Casa Branca que pretende vir ao Brasil em breve, assim como o próprio presidente Lula também pretende visitá-lo.
00:43Essas declarações reforçaram aquelas afirmações que Trump já havia feito nas redes sociais após o telefonema entre ele e Lula na manhã de hoje.
00:53Segundo ele, foi uma ótima conversa em que eles discutiram diversos assuntos como foco principal em economia e comércio entre os países.
01:04O diálogo, que durou cerca de 30 minutos, também foi bem avaliado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que estava ao lado de Lula no momento da ligação.
01:14Bom, o André Anelli atualizando as informações, a gente vai trazer inclusive na nossa imagem inúmeras informações também sobre esse encontro.
01:29Pode complementar, André, por favor.
01:30Pois é, Tiago, a gente ia ouvir então aqui o ministro, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, justamente fazendo uma avaliação positiva, então, a respeito desse telefonema que era muito aguardado entre os dois.
01:52Inclusive, Geraldo Alckmin citou o secretário de Estado americano, Mark Rubio.
01:58Ele já avalia junto ao Itamaraty, ao Ministério das Relações Exteriores, a possibilidade de uma reunião presencial entre Lula e Trump.
02:07Reunião essa que tem mais chances de acontecer na Malásia, onde os dois presidentes devem participar como convidados de um encontro da Associação das Nações do Sudeste Asiático.
02:18Em entrevista agora há pouco à TV Mirante, afiliada da Globo no Maranhão, Lula disse que pediu a Trump para que Marco Rubio converse com o Brasil sem preconceito.
02:31Com essa possível reunião e com o telefonema que aconteceu hoje cedo, agora crescem as expectativas para que Trump derrube o tarifácio imposto aos produtos brasileiros do Brasil.
02:43Esses produtos, então, que são trazidos aqui do Brasil, esse tarifácio que foi imposto no dia 9 de julho.
02:49Relembrando que naquela ocasião foi alegada uma caça às bruxas, uma perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal.
02:59Apesar desse argumento, um argumento, então, de perseguição jurídica, os dois presidentes, Lula e Trump, não citaram nenhum tipo de discussão política
03:10ou qualquer referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro nessa conversa que eles tiveram hoje mais cedo.
03:17Mesmo assim, a oposição aqui no Brasil segue elogiando Donald Trump.
03:22O líder do PL na Câmara, o deputado federal Sostenes Cavalcante, afirmou que Trump marcou um golaço porque mostrou que, segundo ele, era Lula quem não queria dialogar.
03:33Sostenes disse ainda que a escolha de Marco Rubio para continuar as tratativas entre os países é um recado claro aqui ao Palácio do Planalto,
03:43já que o secretário de Estado americano é o mais ideológico da Casa Branca.
03:48O deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro, ele foi na mesma linha, afirmou que Marco Rubio não vai se deixar influenciar
03:57pelo que ele chamou de discurso do governo federal de que o judiciário é independente e de que a soberania do país não é negociável.
04:06Tiago.
04:07Perfeito. André Anelli com todas as informações.
04:09E agora sim a gente vai ouvir o trecho da fala do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin,
04:13detalhando a conversa por telefone meia hora entre Lula e Donald Trump. Acompanhe.
04:19Foi muito positiva, como o presidente Trump reiterou, boa química, conversa proveitosa e é claro que agora teremos os seus desdobramentos,
04:36com conversas entre o próprio presidente Lula e o presidente Trump, que aliás até trocaram os seus telefones pessoais, particulares,
04:47e entre as equipes. O presidente Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, do Departamento de Estado como interlocutor.
04:56Aí a fala do vice-geral do Alckmin. Vou chamar os nossos comentaristas, a Deise Siocari entrando aqui nos estúdios,
05:03o Nelson Kobayashi aqui com a gente também. Deise, boa noite pra você, bem-vinda.
05:07Mais cedo na nossa abertura a gente viu a fala de Geraldo Alckmin, o ganha-ganha, mas ele fez questão de traduzir para o inglês.
05:14Até que ponto essa primeira conversa traz ganhos para o Brasil?
05:18É claro que tem toda a discussão, o discurso político da oposição, dizendo que Donald Trump que marcou um golaço,
05:25mas efetivamente, ao que tudo indica, os dois vão ter um encontro e o Donald Trump falou um encontro aqui no Brasil.
05:33Boa noite, bem-vinda.
05:34Boa noite, Tiago. Boa noite, Kobayashi. Boa noite, audiência da Jovem Pan.
05:38Olha, Tiago, num primeiro momento, óbvio que é um sinal positivo, né?
05:42Porque a gente tem um aparente arrefecimento daquela transgressão, daquela antipatia bilateral, né?
05:49Então, os ânimos parecem que se acalmaram.
05:52O presidente Lula, ele foi muito enfático nas demandas dele, né?
05:55Ele falou o que ele queria, ele deixou muito claro o fim das sanções.
05:59Então, nesse ponto, não se pode reclamar, não houve ruído, né?
06:03Acho que a fala do presidente Lula, ela foi muito clara em relação a isso.
06:06Agora, quando a gente fala de política internacional, ainda mais em relação ao Donald Trump, que tem esses vai e vem,
06:14a gente tem que prestar atenção, principalmente quando eu digo a gente, ao presidente Lula, Itamaraty e o vice-geral do Alckmin,
06:21tem que prestar muito mais atenção no que vai ser feito do que no que é dito, né?
06:25Porque a gente sabe que o Trump, ele oscila de humor ali, uma hora ele quer uma coisa, outra hora ele quer outra.
06:30Então, mais do que nos entusiasmarmos com isso, tem que prestar atenção no que efetivamente vai ser dito.
06:37É, Kobayage, não tem como saber efetivamente, na prática, se esse encontro, essa primeira conversa, o que vai redundar,
06:45se o talifácio vai cair ou se as sanções, autoridades brasileiras serão revogadas.
06:50Mas, pelo que se observa, existe talvez uma tentativa dos Estados Unidos dessa aproximação,
06:58porque isso poderia acabar arredondando em algum benefício para o próprio governo americano.
07:04Você concorda com isso? É uma leitura precipitada ainda.
07:07Não concordo e é característico do governo Trump fazer isso, né?
07:11Boa noite, Tiago. Boa noite, Deise. Boa noite a todos que nos acompanham aqui no Jornal Jovem Pan.
07:15Se a gente pega os precedentes de todas as outras negociações recentes dos Estados Unidos,
07:20a gente vê esse modus operandi muito claro do presidente Trump.
07:24Ele coloca pressão, ele coloca, de alguma maneira, algumas restrições justamente para abrir a negociação.
07:31E aí, ele, diante de uma negociação, vê o que mais interessa aos Estados Unidos
07:37e ao seu próprio interesse como presidente dos Estados Unidos.
07:40Então, isso se repete também agora, nesse momento, com o Brasil.
07:45Ele aplica pressão no Brasil, taxação, sanções às autoridades aqui, especialmente do judiciário,
07:52usa um argumento que, no meu ponto de vista, foi, de fato, um uso mesmo,
07:56que é o argumento do Bolsonaro, e agora, aí sim, diante de um início de negociação,
08:02as coisas vão ser colocadas na mesa justamente para se chegar a um consenso.
08:07Essa questão, ela é muito sensível, principalmente para o presidente Lula,
08:11porque, apesar de envolver questões do interesse da economia brasileira,
08:16principalmente em relação à taxação e do interesse da diplomacia brasileira
08:19em relação às relações internacionais, diante de como vai ficar a relação Brasil-Estados Unidos,
08:25isso também envolve política local.
08:28Qualquer passo mal dado pode prejudicar o presidente Lula nas eleições do ano que vem,
08:32na sua popularidade.
08:33A oposição também encontra sensibilidade nisso, porque, até pouco tempo atrás,
08:39a gente via uma certa exaltação do Donald Trump, que agora diz que gosta da conversa com o presidente Lula.
08:45Muitas coisas para acontecer a partir de agora.
08:47Está dado só o primeiro passo nessa reconciliação entre os dois países a partir de seus presidentes.
08:53Desde o Lado Brasileiro informou que os dois não falaram sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
08:59Será que presencialmente é natural que esse assunto surja?
09:04Eu acredito que pode surgir, sim, principalmente por parte do ex-presidente,
09:08do presidente Donald Trump e não do presidente Lula.
09:12O julgamento aqui no STF teve um componente político muito forte,
09:17então, até para o presidente Lula tocar nesse assunto pode ser incendiar ainda mais essa negociação em relação às tarifas,
09:24mas eu acredito que, pessoalmente, e aí como o Kobayashi falou,
09:28pelo que a gente viu até agora do Donald Trump, essa conversa deve aparecer, sim.
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