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A Polícia Federal (PF) vai investigar os casos de bebidas contaminadas com metanol em São Paulo. Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, é possível que a distribuição também aconteça em outros estados. A repórter Janaína Camelo detalhou o assunto. Acompanhe a análise de João Belucci e Priscila Silveira em Tempo Real.

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Transcrição
00:00A gente já começa essa edição contando que os agentes da Polícia Federal vão investigar os casos de bebidas contaminadas com metanol em São Paulo.
00:11De acordo com o Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, há uma suspeita que essa distribuição também aconteceu em outros estados da Federação, o que acende um alerta, inclusive.
00:23Vamos lá conversar com ela então, Janaína Camelo é quem acompanhou essa entrevista coletiva do Ministro Ricardo Lewandowski, Ministro da Justiça, que é ligado inclusive diretamente à Secretaria Nacional do Consumidor, Janaína.
00:38E aí o que esperar sobre essa investigação que está muito no início, mas com vários casos que nos assustam na verdade, né?
00:45Assusta muito, né, Bruno? Boa tarde pra você, boa tarde pra todo mundo que está assistindo a gente aqui em Tempo Real.
00:55Pois é, depois de vários casos, né, assim, identificados especialmente em São Paulo, todos concentrados ali em São Paulo, de intoxicação por metanol, inclusive mortes, infelizmente.
01:04Então o Governo Federal decidiu tomar uma atitude. E aí, numa coletiva de imprensa que foi convocada pra hoje, o Ministério da Justiça ali, o Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski,
01:13ele anunciou que vai haver essa investigação, né? Ele pediu que seja, determinou ali ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que abra um inquérito pra investigar qual é a procedência dessa droga,
01:25se existe ali uma rede de distribuição. E ele, inclusive, disse que isso pode também estar acontecendo não só em São Paulo, embora esses casos tenham sido identificados até o momento só em São Paulo,
01:36mas que há muitos indícios, vários indícios de que essa rede também possa estar, essa possível rede possa estar atuando em outros estados, Bruno.
01:46A gente separou um trecho do que disse o Ministro da Justiça e a gente vai ouvir agora.
01:50Que é o que tudo indica, transcende os limites de um único estado. No momento, as ocorrências estão concentradas no estado de São Paulo,
02:04mas tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo e, portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado,
02:17isto atrai a competência da Polícia Federal. Lembrando, desde logo, que a adulteração de produtos constitui um crime comum,
02:26capitulado no Código Penal, no artigo 272, e também a venda, a distribuição de produtos adulterados constitui um crime de acordo com o Código do Consumidor.
02:40O que participou dessa coletiva também, Bruno, foi o Ministro da Saúde, viu, Alexandre Padilha, e ele disse que o Ministério da Saúde vai publicar uma nota técnica
02:53para esclarecer quais são os sintomas ali, o que seria a suspeita de sintomas de intoxicação por metanol,
03:00isso para orientar os profissionais de saúde quando lidar com casos suspeitos assim.
03:06O Ministro, inclusive, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Brasil costuma ter cerca de 20 casos por ano de intoxicação por metanol,
03:16e só em setembro, então, desse ano, foi quase metade dessas notificações que costumam terem todo ano,
03:23concentrado ali apenas em São Paulo, e que isso chama muito a atenção, que isso é uma situação anormal,
03:31nas palavras ali do Ministro da Saúde, Bruno, agora a expectativa para saber como que essa investigação vai se dar,
03:38quais vão ser as próximas informações que a gente vai ter acesso com relação a essa possível rede de distribuição,
03:44uma possível organização ali criminosa, né, que acabou levando pessoas à morte, infelizmente.
03:49Bruno e Márcio.
03:50Janaína, Camilo, ao vivo com as informações, repercussões sobre, então, essa entrevista coletiva com o Ministro Ricardo Lewandowski,
03:57que já, já, a gente volta a conversar, Janaína, inclusive, repercutindo sobre os números de óbitos,
04:02mas, antes, vamos, então, iniciar a rodada de análise aqui.
04:06João Bellucci, que nos acompanha nesta super terça-feira, aqui no Tempo Real, na Jovem Pan.
04:12João, a gente vê, ainda está sendo investigado, não tem uma confirmação se há uma digital do crime organizado de fato ou não,
04:19mas, a gente vê essa ousadia dos criminosos atuando em itens essenciais, internet, no combustível, né,
04:28situação ali de escola, supermercado, jovens e quem sai para curtir a noite, um momento de descanso,
04:35acaba comprando uma bebida alcoólica e também com essa complicação.
04:40Isso fica claro, a ousadia do crime organizado, onde nós erramos e autorizamos que o crime conseguisse se instalar
04:49em vários segmentos da nossa sociedade, João.
04:53Boa tarde, Bruno, boa tarde, Márcia, doutora Priscila Silveira e toda a equipe, toda a audiência da Jovem Pan.
04:57Realmente, Bruno, a gente fica na dúvida de qual setor que ainda o crime organizado não está.
05:02E já existem diversos estudos apontando que o crime organizado teria mais lucratividade fora do mercado ilegal, né,
05:09no mercado legalizado, onde ele opera e lava os recursos que ele obtém no crime organizado
05:14e são tamanho recursos, ele procede à lavagem de tal forma que os recursos no mercado legal são maiores.
05:20Agora, não há uma clareza, uma certeza ainda, trata-se de um inquérito inicial,
05:26diz que seria do crime organizado, pode ser inclusive das próprias grandes fábricas,
05:30pode ser de importadores, ainda não há uma clareza.
05:32Certamente, o que foi feito é uma ideia de, ah, vou pôr um produto mais barato aqui,
05:37que sabe-se que é um risco, mas para majorar os lucros.
05:40É bastante lamentável sobre qualquer aspecto que a gente analisa esse tema, não é, Bruno?
05:43É uma questão de saúde pública.
05:45A gente observa que essas pessoas que foram intoxicadas, não é que compraram em locais ilegais
05:51ou fizeram a compra dessas bebidas na rua, em barracas na rua, nada disso.
05:57Foi em locais, em tese oficiais, legais, onde estava tudo dentro dos conformes,
06:01a pessoa não tem como fiscalizar a garrafa, né?
06:03Muitas vezes a bebida chega, inclusive, pronta na mesa das pessoas.
06:07E agora a gente tem essa questão também, infelizmente, de algum contorno midiático sobre o tema.
06:13À medida em que o Ministério da Justiça avoca para si, diz que há uma questão interestadual,
06:18então, de fato, se há uma questão interestadual envolvendo mais de um estado,
06:22você poderia ir para a Polícia Federal, jogar a competência para a Polícia Federal,
06:26já que envolve outros estados.
06:27Mas não há uma clareza ainda.
06:29Os casos estão concentrados em São Paulo e agora vai iniciar mais uma batalha de narrativas.
06:34Governo Federal, governo do estado de São Paulo, quem vai resolver, quem vai aparecer mais?
06:37O que a gente espera é que a fiscalização seja feita e essas pessoas sejam punidas.
06:41Até porque, não é Bruno e Márcia, a questão é de homicídio.
06:44Quem pratica essa falsificação está assumindo o risco de cometer homicídios.
06:49Então, deve responder por tentativa, não, por homicídio consumado e ser preso nas maiores penas possíveis,
06:56porque é um tremendo absurdo.
06:58E a pessoa, como a gente já falou outras vezes aqui, existe o caso da subnotificação também,
07:04porque muita gente consumiu pouco, passou mal, não chegou aí no hospital.
07:07Então, pode ser que tenha muito mais casos.
07:09Vamos aguardar o desenrolar desse caso.
07:11Obrigada, João Bellucci.
07:14Agora a gente chama também a nossa segunda analista, Priscila Silveira.
07:18Muito bem-vinda, Priscila.
07:20Agora, o que a gente tem observado, Priscila, é que ao longo dos anos,
07:25explodiu o número de bebidas falsificadas no mercado.
07:29Não só com o metanol, mas com outros agentes para deixar ela mais diluída e mais barata.
07:34Até 2016, a Polícia Federal rastreava essas bebidas que eram fabricadas aqui no nosso país.
07:42Só que a partir de 2016, o governo Temer tirou esse rastreamento.
07:47E aí, por isso que houve essa explosão de casos.
07:51Será que não seria a hora de voltar a fiscalizar de forma mais efetiva isso, Priscila?
07:57Boa tarde, Márcia, Bruno, meu colega João Bellucci, a toda a nossa qualificada audiência.
08:02Márcia, quando o governo traz um rastreamento nas condutas criminosas,
08:07dentro de um caráter preventivo, a gente observa de forma estatística
08:10que realmente dificulta a manobra criminosa, como você bem colocou, desde o ano de 2016.
08:16Entretanto, o que a gente precisa considerar é que essa nova modalidade, que não é tão nova assim,
08:22ela começa de uma outra maneira, onde os meliantes, os criminosos,
08:26eles modificavam as bebidas colocando um pouco mais de água, um pouco mais de álcool.
08:31permitido, mas não tão como é feito agora o metanol.
08:35O metanol, ele é tóxico e ele não pode ser, em cenário algum, inserido.
08:41E, na verdade, a pessoa não pode tomar, porque acontece de cegueiras, mortes,
08:46e assim como que colocou o João Bellucci, é importante a gente dizer
08:49que essa análise, essa rastreadibilidade deve ser feita,
08:53mas a gente não consegue, por si só, fechar a manobra criminosa.
08:57Porque o criminoso, ele vai pensando assim, se está me rastreando daqui,
09:00eu vou começar a conduta de lá.
09:02Mas é um cenário inicial para a gente começar a pegar esses pequenos criminosos.
09:06Entretanto, também é bom a gente colocar, como aqui também falou já o ministro Lewandowski,
09:11é possível que isso já esteja em expansão na organização criminosa,
09:15tendo em vista que não é só um crime contra a saúde pública,
09:18colocado lá no artigo 272 do Código Penal, como ele colocou,
09:22mas também é crime contra o consumidor, organização criminosa,
09:26e quando a gente fala de saúde pública, a gente restringiria apenas a coletividade.
09:32Mas quando alguém coloca um produto que, se a pessoa tomar, já vai ocasionar a morte,
09:39o direito penal, Márcia, explica para nós sobre o dólar eventual.
09:42O que é isso, para que a nossa audiência saiba de maneira bem didática?
09:46Eu sei que eu posso causar a morte,
09:48mas ainda assim vão colocar essa substância para fins de ganhar sobre ela.
09:53E aí poderia, eventualmente, também se imputar o crime de homicídio
09:58para aquelas mortes que foram consumadas
09:59e algumas tentativas dentro da investigação,
10:02como vai se observar aí na dinâmica criminosa.
10:05Lembrando, por fim, que a grande concentração desse metanol é para ganhar.
10:12Então tem fins econômicos.
10:13E esse dólar específico de fins econômicos deve sim ser apurado,
10:18porque ele vem das grandes organizações criminosas
10:22e fazendo a rastreadibilidade, como você bem colocou,
10:25já pega no início, fazendo com que não haja expansão cada vez mais dessas...
10:30Porque aqui a gente tem falsificação de produtos para fins terapêuticos,
10:34nós temos falsificação de remédios,
10:36nós temos falsificação de bebida,
10:38inclusive, para fechar aqui a minha fala,
10:41é importante dizer que essas pessoas são vulneráveis.
10:44Consumidores, pelo Código do Consumidor,
10:46eles são vulneráveis por quê?
10:47Porque eles não têm como saber que,
10:49ao comprar a sua dose em lugares, em bares,
10:52que são, obviamente, bares que não têm procedência duvidosa,
10:57que eles possam estar tomando o próprio veneno,
11:00causando a sua morte.
11:02E a organização criminosa não está nem aí para a saúde de ninguém.
11:05Ela quer saber em lucrar, né?
11:07É isso que eles estão realmente querendo.
11:09Obrigada, Priscila e João.
11:11Já, já a gente volta com as análises de vocês.
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