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O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), afirmou que o número de envolvidos no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes pode ser maior que o previsto. O PCC teria um grupo de elite para atacar autoridades. Reportagem: Misael Mainetti.

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Transcrição
00:00Faz uma pausa na política para falar sobre as questões da segurança aqui em São Paulo.
00:04O secretário da pasta, Guilherme de Ritchie, aqui no Estado,
00:07declara que o PCC tem um grupo especializado para matar autoridades.
00:13A reportagem é de Misael Mainetti.
00:16O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme de Ritchie,
00:20esteve nesta sexta-feira no Fórum de Segurança,
00:23promovido pela Associação Comercial de São Paulo.
00:26De Ritchie falou sobre os prováveis culpados pela execução do ex-delegado-geral de Polícia Civil de São Paulo, Rui Fontes.
00:34Mas tem algumas linhas, especialmente de criminosos de alta periculosidade,
00:39que saíram recentemente do sistema prisional,
00:42que pode ser que a gente chegue a essa conclusão,
00:44mas para isso eu preciso ainda de mais elementos para acabar isso.
00:46O secretário disse que existem fortes indícios que Rafael Dias Simões,
00:51conhecido como Jaguar, seja um dos executores.
00:54Ele é um dos quatro envolvidos, identificados, que está preso.
00:59Outros quatro estão foragidos.
01:01O atirador que a gente pode cravar, assim, que é o maior indício, é o Jaguar que está preso.
01:08Esse a gente pode cravar porque além do termo de depoimento de um dos presos,
01:11tem um Luiz que é procurado e tem um Luiz que está preso.
01:13Esse Luiz que está preso tinha o apelido Fofão.
01:16Ele, no aparelho celular dele, foi extraído informações que apontavam que ele havia levado o Jaguar
01:21para um outro endereço, ajudado na fuga, e que ele seria um dos atiradores.
01:25Então, a linha de raciocínio nosso com relação a atiradores é de um que a gente pode cravar,
01:31é do Jaguar que já está preso.
01:32O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite,
01:36também afirmou que dentro do PCC existe um grupo treinado para executar autoridades.
01:43Grupo esse que pode ter algum envolvimento na execução do ex-delegado-geral de Polícia Civil de São Paulo,
01:49Rui Fontes.
01:51De uns anos para cá, eles montaram um grupo dentro da organização criminosa chamado Restrita Tática.
01:57Esses indivíduos desse setor chamado Restrita Tática são aqueles que são treinados
02:02para realizar atentados contra autoridades.
02:04Então, eles passam por treinamento de diversos armamentos, enfim.
02:08Então, infelizmente, é uma realidade.
02:11Guilherme Derrite é responsável pelo projeto que restringiu a saída temporária de presos,
02:17sancionada com vetos pelo presidente Lula em dois mil e vinte e quatro.
02:21O secretário acredita que os envolvidos sejam criminosos que não voltaram aos presídios.
02:27A lei aprovada acabou com o benefício para condenados por crimes hediondos ou com violência.
02:33Bom, Cristiano Vilela, Túlio Nassa aqui com a gente também.
02:38É claro que esse assunto estará em pauta na eleição do ano que vem, não é, Vilela?
02:42Mas eu pergunto para você, nessa semana tivemos essa segunda fase dessa operação contra o PCC.
02:47Tivemos, claro, o destaque aqui no Jornal Jovem Pan.
02:50Mas eu pergunto para você o seguinte, até que ponto a inteligência policial precisa melhorar
02:56para que haja mais constatações como essa, como faz o secretário da Segurança Pública?
03:03Porque, claro, é uma denúncia gravíssima.
03:06Pois é, Tiago.
03:06Eu vejo que o ponto principal que deveria estar sendo discutido no Brasil hoje
03:10é uma forma de unificar o trabalho que é feito em cada uma das unidades da federação.
03:16A estrutura do crime organizado é uma estrutura extremamente qualificada,
03:22que tem ramificações em todo o território nacional, no exterior,
03:26e que consegue ter um processo de liderança e de sofisticação
03:31nas diversas partes do território nacional.
03:34Infelizmente, no Brasil, nós temos as polícias estadualizadas,
03:38onde cada unidade da federação tem a sua própria forma de trabalhar,
03:42tem a sua própria estrutura, tem o seu próprio sistema eletrônico,
03:46e com isso acaba tendo uma lentidão, especialmente na atuação
03:51que essas organizações desenvolvem em outros territórios
03:54que não seja aquele mesmo território onde está sendo realizada uma prática criminosa.
04:00Eu vejo que caberia ao governo federal, quando se fala em PEC da Segurança,
04:04quando se fala em Política Nacional de Segurança,
04:07ter o papel de capitão do time, trazendo as unidades da federação
04:11para conversar e para trabalhar em conjunto,
04:13não querendo impor, não querendo diminuir o trabalho que é feito,
04:17não querendo se sobrepor ao trabalho que é feito nos estados.
04:20Mas procurando construir uma convergência,
04:24porque senão o crime vai cada vez mais sair ganhando
04:28e demonstrar força em relação ao Estado.
04:30E justamente, né, Túlio, porque é uma pauta apartidária,
04:33mas que rende votos de uma certa maneira, né?
04:37Com certeza.
04:38É preciso deixar de lado um pouco a política e ir para a técnica.
04:41O que o Vilela falou é perfeito.
04:44É preciso que haja uma integração entre as forças policiais.
04:47E eu vou mais longe ainda.
04:49É preciso uma descentralização, uma capilarização do nosso sistema de segurança.
04:54Eu vou relembrar aqui o presidente antigo do México, Andrés Obrador,
04:58que fez um programa de reforma na segurança
05:00e tornou a segurança unificada em torno da União.
05:03O que aconteceu com o México?
05:05Se tornou um narco-Estado.
05:06Aí nós vamos olhar para a experiência vizinha aqui, a Argentina,
05:09que tem uma segurança absolutamente descentralizada
05:12e tem os mesmos problemas sociais que o Brasil,
05:14mas números de violência muito menores do que o Brasil.
05:18Então é preciso olhar agora para essa PEC da segurança pública
05:21com olhos técnicos.
05:22É preciso aproveitar, por exemplo, as forças de inteligência
05:26e a capilaridade das guardas municipais, das câmaras das prefeituras.
05:30Nós vemos aqui o programa Smart Sampa, que tem dado resultado.
05:33Isso é preciso ampliar para diversos municípios.
05:36Os municípios têm inteligência em relação às unidades de saúde,
05:39onde muitas vezes os criminosos passam por ali,
05:42o que acontece nas escolas.
05:44Então é preciso uma grande, profunda integração e capilarização
05:47para que a gente possa ter o mesmo nível de informação
05:50que esse narco-Estado, que é um Estado paralelo, esse PCC,
05:55que ele também possui.
05:56Se nós ficarmos no campo do que vai ficar com a União,
05:59o que vai ficar com os Estados,
06:00e esquecer que o buraco é muito mais embaixo,
06:03a gente não vence essa guerra, Thiago.
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