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A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) registrou uma queda de US$ 300 milhões nas exportações de alimentos industrializados em agosto, representando redução de 4,8% em relação a julho. O impacto foi especialmente sentido nas vendas para os Estados Unidos, que caíram 27,7%, reflexo do aumento das tarifas de 50% impostas pelo governo americano e da antecipação de embarques em julho. Alan Ghani analisou.
Reportagem: Danúbia Braga
Comentarista: Alan Ghani

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Transcrição
00:00O balanço mais recente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos
00:04mostrou que as exportações de alimentos industrializados
00:08sofreram forte queda no mês de agosto.
00:11Danúbia Braga está de volta para trazer detalhes para a gente.
00:15Danúbia, essa queda foi de quanto? Qual foi o motivo?
00:18Explica para a gente.
00:21Olha, Soraya, uma queda de 300 milhões de dólares
00:25na exportação de alimentos industrializados,
00:27o que representa quase 5% em comparação a julho.
00:32Segundo levantamento, então, o total de exportações
00:36chegou a 5,9 bilhões de dólares.
00:39Mas para destrinchar esse número e a gente entender
00:41o que representa a exportação aos Estados Unidos,
00:44são 332 milhões de dólares.
00:48Uma queda, então, de quase 28%, 27,7% em relação a julho
00:54e 19,9% na comparação com agosto de 2024.
01:01Resultado, naturalmente, o motivo, né,
01:03reflete ali a taxação imposta pelos Estados Unidos
01:06de 50% aos produtos, então, brasileiros.
01:10E aí, com esse reflexo gritante de quase 5%, então,
01:14nessa queda de alimentos industrializados exportados aos Estados Unidos.
01:19Em julho, os Estados Unidos, né, haviam importado 460 milhões de dólares
01:24em alimentos industrializados do Brasil,
01:27justamente prevendo ali a taxação que contaria a partir de agosto.
01:33Então, os produtos mais afetados para os Estados Unidos
01:35foram os açúcares, né, com recuo de quase 70%,
01:40na sequência, proteína animal e depois preparações alimentícias.
01:45Desempenho, então, das exportações nesses últimos meses
01:49evidencia essa questão importante da taxação dos Estados Unidos,
01:54mas, de acordo com o presidente da Associação Brasileira
01:57de Produtos Industrializados, né, alimentícios,
02:02ele diz que o que esse número representa?
02:05A importância que a China teve como âncora ali de receber esses produtos
02:11e também que o Brasil precisa diversificar os seus parceiros
02:16e o seu poder de negociação.
02:18Então, a gente teve ali uma queda de 300 milhões de dólares em exportação,
02:23o que representa quase 5%.
02:25Volto com vocês no estúdio.
02:27Obrigada, Danúbia Braga, aqui direto das ruas de São Paulo.
02:30Daqui a pouquinho ela retorna.
02:31Bom, quem está conosco também nessa manhã é o Alan Gani,
02:34que também vai ajudar a gente a analisar os principais assuntos da economia.
02:39Gani, muito bom dia para você.
02:41Bom dia, Soraya. Bom dia, Nonato. Bom dia a toda a nossa audiência.
02:44Bom, Danúbia falou aqui no finalzinho, né,
02:46diversificar parceiros e poder de negociação.
02:49É esse o caminho?
02:50É, este é o caminho, pelo menos, a médio e longo prazo.
02:53A curto prazo, é claro que a nossa indústria acaba sofrendo.
02:56Houve uma queda das exportações para os Estados Unidos no mês de agosto,
03:02mas o Brasil, de alguma maneira, conseguiu compensar
03:06exportando mais para a Argentina e para a China.
03:08Chama atenção, por exemplo, os produtos derivados de madeira.
03:13Aí, não sei se foi uma estratégia das multinacionais, enfim,
03:17mas o Brasil não conseguiu diversificar para outros mercados.
03:21Agora, de qualquer maneira, vamos ver como esse desfecho na política,
03:26envolvendo o caso de Jair Bolsonaro, a prisão de Jair Bolsonaro,
03:30se as tarifas norte-americanas vão permanecer, de fato, no patamar de 50%,
03:37ou se há uma possibilidade de uma renegociação.
03:42De qualquer maneira, os Estados Unidos são um grande parceiro comercial
03:47e também um grande parceiro de investimento.
03:50Então, o Brasil deve ir numa estratégia de buscar novos mercados,
03:54isso é bem-vindo, mas também reatar essa relação comercial mais robusta
04:00com os Estados Unidos, que é muito importante para a nossa economia.
04:05E, Ani, vamos falar do dólar um pouquinho.
04:06Bem, do dólar.
04:07É, porque encerrou o último pregão com uma leve alta, ainda 5,31.
04:12Chegou 5,29, 5,30, fechou a 5,31.
04:15O que é que levou a isso?
04:17Porque a gente teve aqui manutenção de Selic no Brasil,
04:19corte de juros nos Estados Unidos,
04:22a moeda americana também avançou um pouco pelo exterior.
04:24São todos esses ingredientes juntos, Gani?
04:26É, exatamente, Nonato.
04:28Agora, basicamente, o câmbio de equilíbrio talvez fique rondando próximo de 5,30.
04:35Ontem, a gente não viu um grande movimento no mercado, né?
04:39Basicamente, o dólar operou na estabilidade,
04:43ao contrário do que ocorreu já na quarta-feira,
04:47antecipando o movimento de manutenção da Selic por aqui
04:51e de queda da taxa de juros nos Estados Unidos
04:54e, principalmente, a sinalização do comunicado
04:57dizendo que iriam ocorrer quedas,
05:00mais duas quedas na taxa de juros norte-americana.
05:04Então, isso foi precificado, levou o dólar a 5,30.
05:07Agora, não teve nenhum fato novo, né?
05:10Que pudesse levar a uma queda adicional da moeda norte-americana.
05:15Provavelmente, daqui pra frente,
05:18pesquisas eleitorais vão ditar os rumos do dólar.
05:23Inclusive, a gente viu isso nas eleições de 2014,
05:26a Aécio e Dilma, né?
05:29Quando o Aécio subia lá nas pesquisas,
05:31o dólar caía.
05:33Quando a Dilma acabava subindo nas pesquisas,
05:36o dólar subia.
05:37A gente deve ter um movimento muito parecido
05:40ao longo aí de 2026.
05:43Gani, apesar de ser leve, né?
05:45Foi uma alta.
05:46Pode ser considerada uma reação negativa,
05:49só que a gente já sabia, basicamente,
05:51que aqui eles iam escolher por ficar na mesma taxa,
05:58pela manutenção,
05:59e nos Estados Unidos, possivelmente, esse corte.
06:01É, eu vejo que foi muito mais um movimento técnico,
06:04um ajuste de posições no dia de ontem,
06:07porque também você tem investidores
06:09que aproveitam para realizar os seus lucros.
06:13Então, esse tipo de movimentação ocorre.
06:16Agora, o que chama atenção, Soraya,
06:18é o movimento estrutural.
06:20Aí sim, né?
06:21Porque a gente, se a gente recordar aqui,
06:23lá no início do ano,
06:24o dólar rondava na casa de 6,30,
06:28ou no final do ano passado.
06:29E agora, 5,30.
06:30É uma queda muito significativa.
06:34E essa queda, basicamente,
06:36ela é explicada por juros muito elevados no Brasil
06:40e juros mais baixos nos Estados Unidos.
06:44Com isso, o investidor, o investidor global,
06:48ele vem investir na renda fixa norte,
06:51na renda fixa brasileira, né?
06:54Buscando prêmio aqui na renda fixa brasileira,
06:58dado que os juros estão muito elevados.
07:01Ô, Gani, e essa movimentação aí do dólar também,
07:05tem a ver com a própria moeda americana,
07:08com o próprio momento dos Estados Unidos?
07:11Ou seja, ela acaba, de algum modo,
07:12perdendo um pouco de força em outros mercados?
07:15Ou não tem absolutamente nada a ver?
07:17Perfeitamente.
07:18Existe um índice que eu gosto bastante de olhar,
07:21e muitos economistas também,
07:23que é o DXY, o índice dólar.
07:26O índice dólar mede a força do dólar
07:29perante outras moedas.
07:31Então, basicamente, o euro,
07:33que tem o maior peso, 57%,
07:35nesse índice,
07:36em relação à libra, o yen japonês,
07:40a moeda da Suécia,
07:42e também a moeda da Suíça,
07:44o franco suíço.
07:46E aí, você tem essa cesta de moedas,
07:49e o dólar tem perdido força
07:51em relação a essa cesta de moedas.
07:54Muito em função do tarifácio,
07:56as incertezas comerciais em relação
07:58aos Estados Unidos,
07:59e também por conta
08:01da queda da taxa de juros
08:03anunciada pelo Banco Central norte-americano.
08:06Então, não é que o real
08:08está se fortalecendo perante o dólar.
08:11Nossa, nossa moeda aqui está forte,
08:14porque temos uma economia pujante,
08:16a parte fiscal melhorou.
08:17Não, nada disso.
08:18Na verdade, é o dólar
08:20que perde força
08:22perante as outras moedas internacionais.
08:26E aí, é lógico,
08:27inclusive em relação ao real também.
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