00:00E um comerciante foi assassinado no bairro da Guabiraba, no Recife.
00:04Esse crime foi na noite de ontem, já bem tarde.
00:07Hoje os clientes dele passaram pelo local e ficaram chocados.
00:11Eles são todos unânimes.
00:12Dizem que o comerciante era uma boa pessoa, uma pessoa trabalhadora.
00:16E não entende por que isso aconteceu.
00:18Rafaela Pimentel tem as informações pra gente.
00:21Rafa, boa tarde.
00:23Olá Arthur, boa tarde pra você e pra todo mundo que está acompanhando o JT1.
00:26Eram 11h45 da noite e o movimento aqui na Rua das Flores, no bairro de Brejo da Guabiraba,
00:34bem próximo ao terminal de ônibus, aqui na zona norte do Recife, já tinha diminuído bastante.
00:41Mas era neste ponto aqui, há mais de cinco anos, que o comerciante Wellington Gomes da Silva,
00:47de 37 anos, mantinha um ponto de venda de hambúrgueres.
00:50Inclusive, nas redes sociais, ele costumava postar aí o movimento de clientes e também da venda desses lanches.
00:59Aparecem nas imagens o Wellington preparando aí uma quantidade grande de hambúrgueres e também de suco
01:06que ele costumava vender aqui quase todas as noites.
01:09Isso aqui ficava bastante movimentado.
01:12Então, ontem, uma pessoa, um criminoso, chegou aqui durante esse trabalho de Wellington
01:19e acabou surpreendendo o comerciante, dando diversos tiros.
01:23Moradores aqui da área com os quais nós conversamos disseram ter ouvido sete disparos.
01:30Todos os tiros foram na cabeça do comerciante.
01:33Indícios aí de um crime que a polícia costuma considerar um crime de execução,
01:39já que todos os tiros foram na cabeça.
01:42A gente, inclusive, encontra aqui no local ainda estojos de pistola, arma usada por esse criminoso.
01:49No momento do assassinato, o Wellington estava na companhia de uma funcionária,
01:54uma menina, uma moça, que o ajudava, inclusive, nesse trabalho aí da venda dos lanches.
01:59A gente tem uma entrevista com o pai dessa funcionária,
02:05inclusive, que ele reforça a informação de que ela não viu quem cometeu o crime,
02:11porque foi tudo muito rápido.
02:12Ao ouvir, então, o primeiro disparo, essa moça já se jogou no chão
02:16para se livrar aí também de ser atingida.
02:20E a gente vai acompanhar agora essa entrevista importante que a gente conseguiu.
02:23O que essa moça que ajudava o Wellington contou sobre o que aconteceu?
02:29Ela primeiro falou que não tinha percebido que eram tiros.
02:33Foi quando ela observou, ela estava de costas, as balas batendo no chão, na carroça.
02:40Então, ela jogou-se embaixo da carroça e fechou os olhos de tanto medo que ela estava.
02:46Ela não conseguiu observar quem era, quantos eram, se estavam a pé, se estavam de carro, de moto.
02:52Ela só sabe que foram os tiros e depois ela está, assim, muito nervosa, com muito medo.
03:00Não conseguiu dormir. Foi isso aí.
03:02Ela já trabalhava há muito tempo com ele?
03:04Eu já trabalhava há um bom tempo, sim.
03:05Há quantos anos você está vivendo?
03:06Eu não sei exatamente quanto tempo.
03:08E em relação à vida dele, relações que ele tinha, o que ela falou?
03:12Alguma coisa que pudesse motivar esse crime?
03:14Foi exatamente a pergunta que eu fiz para ela.
03:16Ela disse, eu acredito que ele nem tinha dívidas, nem brigou com ninguém, não tinha inimigos.
03:22Então, ela está, assim, querendo entender também, não sabe.
03:26O Wellington, ele foi socorrido, então, para a UPA de Nova Descoberta, também aqui na Zona Norte do Recife.
03:33Rapidamente, aí, esse socorro foi feito por colegas e por amigos aqui, vizinhos que já conheciam um comerciante.
03:40Ele foi colocado num carro de uma dessas pessoas, mas aí, infelizmente, já chegou sem vida na unidade de saúde.
03:47A gente conseguiu aqui também, no local, importantes entrevistas de clientes, de amigos,
03:53pessoas que conheciam esse comerciante já há bastante tempo, já que ele comercializa aqui neste ponto há mais de cinco anos.
04:01E era bastante conhecido aqui.
04:02E todas elas falaram que ele era querido, que não vinha envolvimento dele com nada ilícito, nada errado,
04:11e que todos estão muito chocados, não entendem a motivação para que esse crime pudesse acontecer.
04:16Vamos acompanhar também essas entrevistas.
04:18Ele é um trabalhador, cidadão de bem, tem sua família, então, sem acreditar, né?
04:23O senhor era amigo dele?
04:24Era, conhecido.
04:25Foi criado tudo já...
04:27Quando eu morava onde eu falei com ele, ele ia descendo ali, depois da manhã, na hora dele.
04:32Mas sem esperar, né?
04:34Ele não espera nada, né?
04:34O que o senhor pode falar a respeito dele, de como ele era, levava a vida?
04:38Não, porque ele é uma cidadão de bem, né?
04:40Levava a vida numa boa, tranquilidade, comerciante, gente fina, cuidava da sua família, né?
04:45Dedicado, não tenho como explicar, né?
04:47Para mim, era uma ótima, excelente pessoa.
04:49Eu disse, meu Jesus, menino novo, hein?
04:53Muito grande para a gente, rapaz.
04:55Menino trabalhador, rapaz, um pai de família, rapaz, aconteceu uma coisa dessa.
04:59Muita gente frequentava.
05:00Ele frequentava, ele botava aqui umas cadeiras, umas mesas.
05:04Ele arretou isso aqui tudinho, cadeira, mesa aqui, para vender os hambúrgueres.
05:09Parava o carro até na BR.
05:11Parava o carro ali em cima e descia na escada ali, ó, para comprar hambúrguer ele.
05:15Chocada e sem entender, porque é uma pessoa tão boa e tão digna e ia acontecer um negócio desse.
05:20Eu não entendo.
05:21É um pai de família.
05:23Eu mesmo estou impressionada.
05:25Como é que está a violência nesse mundo?
05:27Porque está um caso sério.
05:29Porque o que é que a gente vai acontecer mais?
05:31Porque uma pessoa que está, se fosse um assalto, mas chegar assim do nada e sair atirando,
05:37não tem que ter um motivo, né?
05:38A gente espera que a justiça resolva, investigue e resolva, né?
05:44E seja feita.
05:45Quando a senhora chegava aqui para pedir um lanche aí de hambúrguer?
05:47Eu sempre venho com o meu marido, porque...
05:49Como é que foi um atendimento?
05:50Maravilhoso.
05:51Ele atendia a gente como família.
05:55Família.
05:56E é isso que a gente está sem entender.
05:57Porque como é que uma pessoa trabalhadora e, de repente, se fosse um assalto,
06:02a gente até que dizia, não, foi um assalto.
06:04E, assim, assaltar o quê?
06:06Uma pessoa que vende lanche para se sustentar.
06:10É incrível um negócio desse.
06:12E estarrecedor, né?
06:13Porque como é que pode um negócio desse?
06:15Meu Deus.
06:15Essa é a atenção que foi numa área movimentada.
06:17Uma movimentada.
06:18Hoje em dia as pessoas estão chegando.
06:19Se você olhar de cara feia, assim, olhar assim para uma pessoa,
06:22já está perguntando o que é e já vai matando.
06:25É isso que está acontecendo.
06:26A gente, nós precisamos de justiça.
06:29Nós precisamos de pessoas, de polícia mais na rua, de tudo, né?
06:35A gente está precisando de tudo.
06:36O crime foi registrado, então, pelo Departamento de Homicídios e Proteção
06:40à pessoa que já ouviu, inclusive, a esposa da vítima lá na unidade de saúde
06:46no momento, então, que ela ficou sabendo de que ele não havia resistido a esses tiros.
06:53E ela falou para a polícia de que não entendia o motivo de alguém ter matado o marido dela,
06:58já que era um homem trabalhador, que todas as noites vinha para cá
07:02para exercer, então, a sua atividade de venda de lanches.
07:05A gente continua, então, acompanhando esse caso para entender, então,
07:10e para que a polícia esclareça quem cometeu o crime e a motivação que teve para isso.
07:17Eu volto contigo no estúdio.