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  • há 2 dias

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Transcrição
00:00O áudio que você vai acompanhar agora, vai ouvir agora, é de uma mulher desesperada,
00:06pedindo para o companheiro dela largar a arma.
00:11A cena de desespero foi gravada por uma menina de 11 anos de idade,
00:16filha da vítima de uma tentativa de feminicídio,
00:20que aconteceu aqui no bairro das Graças na noite do último domingo.
00:24A mulher estava em casa, no apartamento do quarto andar de um prédio aqui no bairro das Graças,
00:36acompanhada do marido, do companheiro, da filha de 11 anos.
00:42Quando estava conversando ali com o homem, inclusive duvidou que ele pudesse atirar,
00:50ele estava lá mostrando uma arma, ela acreditava que ele não seria capaz de atirar.
00:57A discussão aumentou quando o homem provavelmente apontou a arma para essa jovem de 28 anos de idade,
01:06foi quando ela gravou o vídeo, foi quando ela pediu, desesperada, e a filha gravou um vídeo,
01:14ela dizendo que ele soltasse a arma, mas foi em vão.
01:18O homem acabou atirando na boca da companheira.
01:24Essa mulher foi levada, socorrida, para o hospital da restauração,
01:29de onde foi transferida para o hospital Getúlio Vargas,
01:33que está no aguardo de uma cirurgia.
01:35Ela está com uma bala alojada, de acordo com os familiares,
01:40com o rosto muito inchado e só aguardando essa cirurgia.
01:44A mãe dessa jovem mora em Salvador, na Bahia,
01:50e recebeu a notícia que foi dada pela menina de 11 anos de idade,
01:55a neta dela, e filha da mulher vítima do feminicídio.
02:01Vamos acompanhar agora o que contou para a nossa equipe a mãe dessa jovem.
02:07Ela, nesse momento, está internada no hospital Getúlio Vargas,
02:11porém, não teve assistência médica, assistência de enfermagem o quê?
02:16Porque disseram que era cirúrgico, mas até agora nada, e ela sangra até hoje.
02:21Inclusive, eu botei uma fralda descartável no lugar do curativo e está todo melado de sangue.
02:27Aí, o pessoal disse que não tem como evoluir ela, porque no sistema não tem o nome dela,
02:30não tem como evoluir.
02:31E até agora, até o momento, oito e pouco, é que eu saí de lá, não tinha passado médica ainda.
02:36Eu quero saber se vai fazer cirurgia, se não vai.
02:38Ninguém fala comigo.
02:40Então, estou achando já descaso.
02:43A sua filha precisa de que tipo de cirurgia?
02:45Eu sei que tem uma bala alojada.
02:47O tipo eu não sei, porque eu não sei como é que está.
02:48Eu não cheguei nem a ver a tomografia que foi feita lá na restauração.
02:54Mas diz que tem uma bala alojada.
02:56O rosto dela ficou muito edamaciado agora.
02:59Está bem pior do que ontem.
03:01Ontem não estava tão feio o rosto dela.
03:03Já hoje está.
03:04Muito chato, é?
03:05Está muito.
03:06Hoje está uma bola mesmo, redonda o rosto dela.
03:08A senhora não mora aqui, não, né?
03:10Não sou de Salvador.
03:10Eu vim correndo na madrugada, consegui um voo de emergência.
03:14Vaquinha familiar.
03:15Porque eu saí sem dinheiro.
03:16Eu peguei minha bolsa.
03:18Do dia que eu vi minha filha no chão, eu pensei que ela estava morta.
03:20Gritei, peguei minha bolsa e vim.
03:22Porque minha neta me ligou e eu sabia que ela estava só na rua.
03:25Aí vim, cheguei aqui um e meia, fui para a delegacia, que ela estava lá descalça, toda suja de sangue.
03:32Horrível ver minha neta daquele jeito.
03:35Como foi que a senhora recebeu a notícia?
03:36Minha neta que me ligou, filmou.
03:39Filmou até.
03:40Tem uma filmagem que ninguém tem ela, porque ela está despida.
03:43Ela tentando tomar arma.
03:45Por favor, largue a arma.
03:46Pedindo por favor a ele.
03:47Aí você pergunta, sim, mas os familiares dessa jovem conheciam esse engenheiro que atirou nela?
03:56Conheciam, sim.
03:58Esse homem já tinha ido em Salvador, visitado os familiares.
04:02Foi agradável com todo mundo.
04:04Era um relacionamento considerado saudável, tranquilo.
04:09Até que a mulher começou a perceber um comportamento estranho no companheiro, que passou a beber com mais frequência.
04:18Estava um pouco violento, com atitudes mais grosseiras, vamos dizer assim.
04:23E aí ela pediu a separação.
04:25Depois que ela pediu a separação, mudou tudo.
04:28Esse homem passou a ser mais ciumento, passou a fazer ameaças e aí terminou nisso.
04:38Ele atirou na mulher e por pouco não tirou a vida dela.
04:44Uma cena de violência terrível que aconteceu na frente de uma criança de 11 anos de idade, a filha da vítima.
04:53Vamos acompanhar a fala, né, o que conversou com a gente, a mãe dessa jovem.
05:00Lá em Salvador, conheceu a família, inclusive fez um noivado lá, familiar.
05:03Foi até bonita a festa.
05:05Não aparecia essa pessoa, não.
05:08Por que ele fez isso?
05:09Quem sabe ciúme, como ele disse mesmo, que ela a cada dia fica linda e qualquer hora ia descartar ele.
05:15Antes de cometer o vídeo, ele falou isso com ela.
05:19Ela é bem mais jovem que...
05:20Ela tem 28 anos, ele tem 57.
05:22Só isso?
05:23Só isso.
05:24Não tinha motivo, estava bem.
05:25Até a menina falou, vó, estava bem.
05:27De repente, eu estava deitada com minha avó, com minha mãe assistindo.
05:31Só foi eu levantar que começou.
05:33O autor dessa tentativa de feminicídio foi preso.
05:37A arma utilizada no crime foi apreendida pela polícia e tinha mais armas no apartamento, mais três.
05:45Ou seja, esse homem portava quatro armas.
05:49Ele tinha autorização para andar armado?
05:53Tinha.
05:53Só não deveria, de jeito nenhum, atirar na companheira.
05:59E ninguém, né?
06:00Tinha essas armas ali para usar no momento em que pudesse se livrar de alguma cena de violência na rua,
06:09talvez uma tentativa de assalto.
06:10Mas não, em momento algum, ele deveria ter utilizado essa arma para atirar na companheira dele.
06:19Agiu motivado por ciúmes?
06:22Isso não justifica.
06:24Esse discurso já não justifica.
06:26Nunca justificou.
06:27E agora, mais ainda.
06:29Uma tentativa de feminicídio que é quando a mulher é vítima de uma agressão ou morre pelo simples fato dela ser mulher.
06:39Aí você pergunta, e essa jovem, ela quer permanecer morando no Recife?
06:44Não.
06:45Disse para a mãe que assim que receber alta hospitalar, volta para Salvador para morar com a família.
06:53E quer morar numa casa que não seja a casa que esse homem já visitou.
06:58Vai procurar uma casinha lá em Salvador para recomeçar a vida junto com a filha.
07:03Mas para isso, ela precisa passar por uma cirurgia aqui no Recife.
07:09E aí, essa cirurgia, de acordo com a mãe dela, está demorando para acontecer.
07:14Vamos acompanhar.
07:16Ela está traumatizada, ela quer sair o contorte, mas a gente não pode sair agora.
07:19Até porque não tem como, né?
07:23Até saber realmente o que ela tem, se vai fazer a cirurgia mesmo.
07:27Eu acho que é preciso, né?
07:28Até resolver a situação dela, a gente está de mãos atadas aqui no Recife.
07:32Medo ela tem, está morrendo de medo.
07:34Ela chora o tempo todo, chora o tempo todo.
07:39Voltar para ele, ela não quer mais, né?
07:41Nunca.
07:42Ela nem sonha, ela quer sair de Recife, quer ir para Salvador urgente.
07:45Mesmo assim, em Salvador, ela está procurando casa, esse tipo assim, condomínio, proteção.
07:50Porque ela está com medo.
07:51Mesmo em Salvador, ela está com medo dele mandar.
07:53Porque ele falou, vou te matar, vou te matar.
07:56Recebendo alta, ela não fica mais aqui?
07:58Não.
07:59Por isso que até hoje já estou com a transportadora, para agilizar algumas coisas, as coisas grandes, né?
08:04A maioria das coisas dela daqui já vai levar hoje para Salvador.
08:08Eu volto com você no estúdio, na esperança de que essa mulher de 28 anos de idade, uma jovem, portanto,
08:17possa recomeçar a vida junto com a filha.
08:20Fica o trauma?
08:21Fica.
08:21Para a criança, uma menina de 11 anos de idade, e para a mãe dela, mais ainda.
08:27Eu volto com você.

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