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O PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, mostrando desaceleração frente ao 1º trimestre, mas 2,2% acima do ano anterior. Vinicius Torres Freire destacou queda nos investimentos e gastos do governo, enquanto serviços e agropecuária sustentaram a economia.

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Transcrição
00:00A economia brasileira, como se esperava, desacelerou no segundo trimestre.
00:05O PIB cresceu, mas bem menos do que no primeiro trimestre.
00:08O resultado veio um pouco acima do que a média do mercado estava esperando.
00:13A economia brasileira somou R$ 3,2 trilhões.
00:17Para a gente olhar para os números que o IBGE divulgou hoje,
00:20eu já estou aqui no estúdio com o Vinícius Torres Freire.
00:23Vinícius, começamos olhando aqui o lado da demanda.
00:27A primeira coluna, em cinza mais claro, traz a comparação do segundo trimestre com o trimestre anterior, o primeiro.
00:34E a coluna da direita, com cinza mais escuro, é o segundo trimestre versus o mesmo trimestre do ano passado.
00:40Então, tivemos agora um crescimento do PIB de 0,4%, mas em relação ao mesmo período do ano passado, 2,2% acima.
00:49O consumo das famílias cresceu 0,5% e na comparação anual, 1,8%.
00:53Os investimentos das empresas tiveram uma queda importante de 2,2%, mas em relação ao ano passado, ainda 4,1% acima.
01:04Gastos dos governos, uma queda de 0,6%, mas ainda 0,4% acima do nível do segundo trimestre do ano passado.
01:14Exportações cresceram 0,7% e 2% na comparação anual.
01:20Importações, uma queda de 2,9% e uma alta de 4,4%, comparando com o segundo tri de 2024.
01:28O que você destaca aqui, Vinícius?
01:30Olha, Fábio, primeira coisa, vamos olhar trimestre contra trimestre, que é o dado na ponta mais interessante.
01:36O que aconteceu é que teve o consumo das famílias, teve um crescimento de 1% no primeiro trimestre, agora foi meio, teve uma desaceleração.
01:44Investimentos das empresas que estavam subindo, a partir de uma base baixa, mas estava subindo.
01:51Há oito trimestres caiu, taxa de juros.
01:54Gastos do governo, isso aqui não é todo gasto do governo, tá gente?
01:57É só uma parte do gasto do governo, envolve federal, estadual, municipal.
02:02É aquilo que paga, compra coisas, paga pessoal da educação, saúde, Bolsa Família, Previdência, essas coisas.
02:10Não é gasto do governo aqui no PIB, tá? Caiu.
02:13Então deve ter alguma coisa acontecido em educação e saúde aí.
02:16Exportações subindo um pouquinho, exportações no PIB não é só de bens, coisas, é serviços também.
02:21Importações a mesma coisa, caiu.
02:24Resumindo, fazendo umas contas ponderadas aí, o que aconteceu?
02:27A parte doméstica do PIB, o que que é?
02:30Gasto aqui no Brasil, consumo das famílias, privado, investimento e gasto dos governos.
02:35Se você faz a conta ponderada, caiu.
02:38Teve uma retração nesse trimestre.
02:40O PIB no trimestre só não foi em vermelho, subiu 0,4%, 0,37%,
02:48porque a diferença entre exportações e importações foi positiva.
02:53A gente gastou menos dinheiro lá fora.
02:55Então, assim, houve uma desaceleração, mas o sinal da desaceleração está mais forte quando você faz essa conta.
03:01Mostra que aqui no Brasil a gente está gastando menos em investimento e as famílias, as pessoas estão consumindo menos.
03:08Essa é a mensagem central desse PIB desse trimestre.
03:12Agora a gente olha a variação do PIB pelo lado da oferta.
03:17A agropecuária que tinha sido destaque no primeiro trimestre com a super safra de grãos,
03:22teve agora uma leve queda, ficou ali perto da estabilidade.
03:24A gente continuou colocando na linha de cima o resultado geral do PIB só para efeito de comparação.
03:29A agropecuária, então, caiu 0,1%, mas olhando em relação ao segundo trimestre do ano passado, uma alta de 10,1%.
03:38A indústria cresceu meio e 1,1% na comparação anual.
03:42Serviços, uma expansão de 0,6% e de 2% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
03:49Vinícius.
03:49A agropecuária, se esperava que fosse cair mais, mas safra de soja e milho, aparentemente, vazaram para o segundo trimestre, teve mais resultado.
04:00Em geral, o PIB é sazonal, depende da estação, depende da safra.
04:04Em geral, o PIB da agricultura é muito, a agropecuária é muito forte no primeiro trimestre, cai mais.
04:08Se esperava queda maior, a agropecuária aguentou, que deu um bom, melhorou o resultado do PIB.
04:14Indústria, indústria que, gente, envolve um monte de coisa, tem.
04:17Indústria de transformação, fábrica que faz coisas.
04:20Indústria extrativa, você tira ferro, petróleo do chão.
04:24Serviços de utilidade pública, eletricidade, essas coisas.
04:27Construção civil, está tudo nesse pacotão.
04:29Por que cresceu?
04:30Por causa de petróleo e ferro.
04:33Indústria extrativa, a indústria de transformação vai mal.
04:37E serviços continuam segurando a peteca da economia brasileira, especialmente transportes, viagens e serviços de tecnologia de informação e serviços financeiros.
04:45Serviços é aquilo que está fazendo com que o PIB brasileiro, desde 2022, esteja crescendo de maneira mais surpreendente.
04:52E é uma parte da atividade que não tem um impacto direto de juros altos, né, Vinícius?
04:57Diretamente, não.
04:58Acaba chegando lá, porque indústria agropecuária pedem serviços, contratam serviços.
05:05Então, se eles começam a cair, cai lá também.
05:07Se o consumidor está endividado, ele vai viajar menos.
05:10Coisas assim.
05:12Diretamente, não.
05:13Eles são mais resistentes, mas estão resistindo.
05:17Aí entra o impacto do emprego em alta, né?
05:19O desemprego recorde de renda.
05:21O emprego em alta, o emprego muito forte, o salário muito bem ainda.
05:25Apesar das famílias estarem endividadas, os salários continuam subindo.
05:28E o mercado de trabalho apresenta a desaceleração muito pequena.
05:32Por isso que a economia brasileira ainda está, em quatro trimestres, né, como se fosse um ano terminado em junho, crescendo 3,2%.
05:41No final do ano passado, o ano passado inteiro, ela cresceu 3,4%.
05:46Até, se você contasse o ano do segundo semestre do ano passado e o primeiro desse, teria crescido 3,2%.
05:52Então, mesmo com essa taxa de juros de 10% real, 15% da Selic, a economia ainda está crescendo de maneira razoável.
05:59É como se você tentar correr com um saco de cimento nas costas e a economia brasileira está correndo.
06:06Com esses resultados, a indústria e o setor de serviços ampliam as sequências de trimestres consecutivos de crescimento,
06:15que estão próximas de recordes da série histórica.
06:18Vamos trazer aqui esses destaques, então.
06:21O setor de serviços, com o resultado agora do segundo trimestre, ele tem 20 trimestres seguidos de alta.
06:27Isso só aconteceu na série histórica que vem desde 96, entre 2003 e 2008.
06:34Também ali houve 20 trimestres seguidos de alta.
06:38Então, a gente está igualando aquela marca histórica.
06:42Aliás, ali foram 21.
06:43Eu acho que está faltando essa informação na arte, mas foram 21 trimestres.
06:48Então, a gente está quase batendo um recorde histórico.
06:51Aqui embaixo, um destaque da indústria.
06:53A indústria chega agora a nove trimestres seguidos de alta.
06:58Na verdade, num período de dez trimestres, Vinícius, você que tem uma cabeça fotográfica,
07:03são dez trimestres sem cair, sendo nove de alta e um de zero a zero, que foi o primeiro trimestre desse ano.
07:09E aí, em sequência, a gente iguala nove trimestres seguidos de alta da indústria, entre 2009 e 2011.
07:18Só que lá, com uma magnitude de crescimento muito maior do que essa que a gente tem visto agora nesses últimos trimestres.
07:25Primeiro, 2003 e 2008 foi o período de maior crescimento em 40 anos.
07:312009 teve a crise de 2000, foi um ano de estagnação por causa da crise de 2008.
07:36Mas, em 2010, a economia brasileira cresceu 7,5%.
07:40O PIB cresceu 7,5%.
07:42A indústria está bem, tem nove trimestres de alta.
07:46Quer dizer, estava tendo uma recuperação, mas vamos lembrar.
07:49Desde 2011, a indústria caiu e ainda não voltou àquele patamar lá por volta de 2011 e 2012.
07:57Então, a indústria é um setor que está afundado.
07:59Esse é um problema grave, a indústria de transformação mais ainda.
08:02E serviços é aquilo que a gente falou, são cinco anos de crescimento contínuo.
08:07E, apesar do crescimento de serviços trazer mais mão de obra para o mercado,
08:12empregar mais, que é quando se chega em um exagero e isso causa inflação,
08:16aconteceu alguma coisa no setor de serviços e com o mercado de trabalho,
08:20que mesmo estando já nos extremos, com um desemprego muito baixo,
08:25teve uma pressão inflacionária, mas foi muito menor do que a gente tinha visto nos outros anos.
08:29Então, no mercado de trabalho e no setor de serviços,
08:31tem algo que a gente ainda precisa pesquisar muito bem,
08:34porque teve, talvez, uma melhoria tecnológica e teve impacto da reforma trabalhista no mercado de trabalho.
08:40Mas teve uma mudança aí que sustentou essa recuperação mais rápida do que a gente imaginava nos últimos cinco anos.
08:45Vamos continuar olhando aqui uns destaques ainda na indústria.
08:49O Vinícius falou disso agora há pouco.
08:51Os tipos de indústria e o resultado diferente para cada um.
08:55Indústria extrativa teve uma alta, nesse segundo trimestre, de 5,4%.
09:00E os outros setores todos tiveram quedas.
09:03Transformação, 0,5% de queda.
09:06Eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos, uma queda de 2,7%.
09:11E construção civil, uma queda de 0,2%.
09:15Então, um crescimento focado na atividade extrativa, não é, Vinícius?
09:19Petróleo e ferro.
09:21A Petrobras aumentou a produção, teve uma recuperação agora no segundo trimestre.
09:26Teve uns problemas no final do ano passado, no começo, voltou a recuperar.
09:30Indústria de transformação, é o mais óbvio, está sentindo o impacto da taxa de juros.
09:35Porque está vendendo menos bens caros, como carro, quer dizer, o crescimento parou.
09:40E as empresas estão comprando menos máquinas, trator, menos insumos para investir.
09:47Então, a indústria de transformação padece.
09:49Alta de juros, não tem jeito, a indústria de transformação sofre.
09:53E o resultado está aí, queda de 0,5%.
09:55Agora, a gente vai ver aqui um gráfico com a evolução do PIB, desde o início de 2023,
10:02naquela base que o Vinícius acabou de comentar, base do acumulado em 12 meses.
10:06Então, cada ponto aqui tem o crescimento acumulado em 12 meses até esse trimestre aqui.
10:12A gente está começando no primeiro trimestre de 2023.
10:16E aí, a gente vê, então, Vinícius, uma barriga ali no finalzinho de 2023, começo para o 2024,
10:21segundo trimestre de 2024, depois o PIB acumulado em 12 meses volta a subir,
10:27e agora tem essa queda, mas sempre num nível aí, na casa, acima dos 2,5%.
10:33O que aconteceu ali?
10:34A gente tem uma certa ilusão de ótica no primeiro trimestre de 2023,
10:38que a gente ainda vinha de recuperação da epidemia.
10:42Então, o crescimento ali estava, primeiro, estava se recuperando daquele desastre,
10:46claro que já tinha passado, 2021 tinha sido já um grande ano de recuperação da perda de 2020.
10:51Mas ali tinha mudanças, como eu já falei, nos serviços, e tinha o impulso ainda de duas coisas.
10:58A taxa de juros, a Selic, no Brasil, chegou a 2%.
11:032%.
11:04Essa mesma que está em 15% agora.
11:0615%.
11:06Ela ficou abaixo da inflação, que no Brasil, coisa que só acontecia na época da hiperinflação.
11:12Então, a gente teve uma taxa Selic negativa.
11:15Isso foi um grande impulso de refinanciamento para as empresas e estava funcionando até pouco tempo.
11:20E tem gente que disse que esse impulso vinha até, pelo menos, no ano passado.
11:24E teve um grande aumento no gasto público.
11:26É claro que em 2022 ela recuou, mas esse aumento de gasto ficou no quê?
11:31Como é que ele permaneceu?
11:32A poupança das famílias aumentou.
11:35Mesmo com uma renda que não crescia já muito mais rápido, elas tinham um estoque,
11:39na média, né, gente?
11:40Não estou falando que todo mundo tinha poupança sobrana,
11:42mas, na média, tinha uma poupança das famílias que sustentou um consumo ainda pelos outros anos.
11:49Esse efeito acabou lá por 2024, depois teve outros estímulos do governo Lula, etc.
11:54Mas a gente está vendo, né?
11:56O PIB, 3,4%, chegou ao pico do crescimento depois de 2023.
12:01Caiu, mas ainda estamos crescendo equivalente a 3,2% ao ano.
12:05A gente não vai, provavelmente, ficar com esse resultado em 2026, em 2025.
12:11Embora, mesmo que a economia cresça zero no terceiro trimestre e zero no último,
12:17a gente vai estar com um crescimento de 2,4%, que é o que está previsto.
12:21Então, a previsão que a gente tem para o ano implica que a gente vai ter estagnação no segundo semestre.
12:27Vamos ver se acontece.
12:28Inícios, para a gente encerrar aqui essa apresentação,
12:31a desaceleração da economia brasileira no segundo trimestre desse ano
12:36colocou o Brasil para baixo da metade
12:40num ranking mundial de crescimento do PIB nesse período.
12:45Com resultado de 0,4% de crescimento do PIB,
12:48o Brasil ficou em 31º lugar nesse ranking,
12:52que tem 50 países que são aqueles que já divulgaram o PIB trimestral.
12:57Então, a gente tem aqui liderando a Indonésia,
12:59que teve uma expansão do PIB de 4% no segundo trimestre desse ano.
13:04Depois, Taiwan, bem atrás, com 3,1%.
13:07A gente tem aqui outros países, China, 1,1%, ficou em 12º lugar.
13:12Estados Unidos, em 17º, com 0,8%.
13:16Aí, México, 22º, com 0,6%.
13:19E o Brasil, em 31º, com 0,4%.
13:24Fraquinho aí, né, Vinícius?
13:27Perto dos demais.
13:28Parece, mas eu tenho uma ligeira implicância com esse dado.
13:30Vamos ver uma coisa?
13:32Que, às vezes, o dado do PIB...
13:34Às vezes, fora esses países que estão crescendo taxas meio alucinadas,
13:38de China para cima, que é realmente bom,
13:40os outros dados só podem ser enganosos,
13:42porque eles dependem do crescimento dos últimos oito trimestres
13:46para a gente saber se eles são bons ou não.
13:48para fazer a conta bonitinha.
13:50Vamos ver os Estados Unidos.
13:51Os Estados Unidos estão crescendo, mais ou menos,
13:53a uma taxa anual de 1,6%.
13:55E a gente está crescendo a 3,2%.
13:59Então, o número do trimestre, às vezes,
14:01não diz necessariamente o que está acontecendo nos outros.
14:04Nos últimos três, para a gente ver o que está acontecendo em um ano,
14:06e para a gente ver o que está acontecendo no último ano,
14:08a gente tem que saber o que aconteceu no ano anterior.
14:11Então, é claro, se a gente estivesse lá com 3,1%,
14:15claro que não precisa nem fazer muita conta.
14:17A gente está crescendo, a não ser que tenha acontecido uma tragédia,
14:19não tenha crescido nada, tenha tido uma epidemia,
14:22mas ele cresce sempre bastante.
14:24Quando a gente está crescendo 1, 3,1%, a gente fala, está ótimo.
14:27Quando os números são um pouco menores, eles podem ser enganosos.
14:30Por exemplo, Reino Unido, França,
14:32estão com a mesma coisa de crescimento do Brasil,
14:350,3%, 0,4%, estatisticamente é irrelevante.
14:37Só que o Reino Unido e a França vão crescer entre 0,1% e, olha lá, este ano.
14:43E a gente vai crescer pelo menos 2,4%.
14:45É claro que a situação do Reino Unido e da França é um pouco mais invejável que a nossa,
14:49eles são um pouquinho mais ricos.
14:51Mas, no ritmo atual, o Brasil, este trimestre não foi bom,
14:54mas se você junta os últimos tempos, a figura fica melhor.
14:59Obrigado, Vinícius, pela sua análise aqui.
15:00Obrigado, Vinícius.
15:01Obrigado, Vinícius.
15:02Obrigado.
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