A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira tinha ciência que seu marido, que confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes, usava a arma de fogo pessoal dela. A servidora foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo, por ceder seu armamento a terceiros. Ana Paula está afastada do cargo desde 13 de agosto, por motivos médicos.
Imagens: Clara Mariz/EM/D.A Press
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NotíciasTranscrição
00:00O Hertas, chefe do DHPP, estou comigo aqui o doutor Saulo, o porta-voz da Polícia Civil,
00:07que nos acompanha aqui nessa apresentação, doutor Adriano, chefe de visão de crimes contra a vida,
00:13também doutor Evandro e doutor Matheus, os delegados responsáveis pela investigação da morte do Laudenir.
00:21As investigações foram concluídas, iremos apresentar para os senhores tudo que foi apurado pela Polícia Civil
00:28e que será encaminhado na data de hoje ao Poder Judiciário para a continuidade de todo o processo penal.
00:38Irei passar agora para o doutor Matheus, para o doutor Evandro, para que eles possam esclarecer
00:43e peço a todos que aguardemos o final dos esclarecimentos para que possam fazer as perguntas e esclarecê-las em seguida. Obrigado.
00:53Boa tarde a todos. Meu nome é Evandro Radaeli e, junto com o doutor Matheus, a gente está responsável pelas investigações
01:02referentes à morte do Laudenir.
01:09Mais uma vez, nos solidarizamos com a família da vítima.
01:13Apresentamos aqui um trabalho sério, eficaz e imparcial, referente às investigações que apresentaremos a seguir.
01:25E, com base nas provas colhidas nos autos até o final das investigações que vamos apresentar na data de hoje,
01:32como bem disse o doutor Álvaro, baseado em provas testemunhais, no próprio interrogatório do investigado,
01:39nas perícias realizadas, na análise das imagens colhidas no local dos fatos, na empresa em que o investigado trabalhava,
01:49na residência em que o casal residia, bem como baseado na extração do aparelho celular do investigado
01:57e pelos dados fornecidos pela empresa montadora do veículo que o investigado dirigia,
02:04pudemos concluir pelo indiciamento do investigado, confirmamos todas as investigações,
02:12confirmaram a autoria do fato por investigado e, na data de hoje, o indiciamos pelo crime de homicídio
02:20duplamente qualificado, pelo motivo fútil, bem como pelos meios que impossibilitaram a defesa do ofendido, da vítima.
02:28Também o indiciamos pela prática de ameaça contra a motorista do caminhão de lixo que estava parado,
02:38em que a vítima também estava trabalhando, com quem a vítima também estava trabalhando.
02:42E, por último, indiciamos pelo porte ilegal de arma de fogo de uso permitido,
02:47que era a arma de fogo que ele portava no momento do crime, que ele usou para praticar o crime de homicídio,
02:52que era uma pistola calibre .380.
02:57A pena máxima para esses crimes é de numar de até aproximadamente 35 anos,
03:06e, bem como, ao final, com base na extração de dados do aparelho celular do investigado,
03:13nós podemos concluir que esse investigado, ele realizou, após a prática do crime,
03:21já no período do início da tarde, após ele sair da empresa, quando ele retornava para a sua casa,
03:27ele realizou diversas pesquisas no seu aparelho celular,
03:30referentes às consequências do que ele havia praticado.
03:36Bom, então, concluímos que ele, mesmo quando apresentou a versão na qual ele confessa ter disparado com a arma de fogo,
03:47e disse que não sabia que havia praticado um crime de homicídio,
03:51nós conseguimos desclassificar ou desqualificar essas declarações que ele prestou,
03:58justamente porque conseguimos apurar que ele teve, sim, ciência do que ele praticou,
04:03tanto é que ele estava pesquisando, fez pesquisas com palavras,
04:07Gari, pesquisando, inclusive, pesquisou, inclusive, o nome da rua em que ele estava,
04:13e fez esse tipo de pesquisa pelo aparelho celular.
04:16Nessa extração de aparelho celular também,
04:19a esposa do investigado se tornou investigada também,
04:25a partir do momento em que nós notamos que ela tinha ciência,
04:29que ele fazia o uso dessa arma de fogo com constância,
04:34e naquele dia ele estava com aquela arma de fogo que era de propriedade dela,
04:38como todos os senhores já sabem, já amplamente noticiado pela imprensa.
04:43Em razão disso, também a indiciamos pelo porte ilegal da arma de fogo,
04:49de uso permitido, em razão de estar previsto na lei os verbos ceder e emprestar,
04:55e ela vai ser responsabilizada com base nessa conduta que foi apurada com base nas investigações empreendidas.
05:05Bom, o que nós podemos dizer, mais uma vez, é o que está nos autos.
05:11Nós podemos concluir pelas investigações,
05:14até mesmo pelo comportamento que ele apresentou nos momentos em que ele prestou declarações para nós,
05:19é que ele tinha um fascínio por armas de fogo,
05:25nós tivemos acesso a algumas imagens em que ele exibe armas de fogo,
05:32vídeos em que ele dispara com armas de fogo, com uma arma de fogo antiga,
05:37que não necessariamente é essas que estão no caso,
05:41mas ele tinha sim um fascínio,
05:44e até mesmo ele tinha um fascínio pelo cargo que a esposa ocupa.
05:47Ele tinha, ele exibia, tivemos acesso a imagens em que ele exibiu,
05:53algumas imagens em que ele exibiu o distintivo da esposa,
05:58e ele, não tivemos acesso a mensagens,
06:01mas possivelmente ele compartilhava mensagens com pessoas do seu convívio, sobre isso.
06:06Essas imagens foram pelo telefone dele, que vocês conseguiram, né?
06:10Agora, doutor, há quanto tempo eles estavam casados?
06:12A doutora Ana Paula tinha ciência que ele já tinha outros processos,
06:18inclusive de violência doméstica, que era uma delegada da mulher, né?
06:23Ela tinha ciência que ele tinha outros processos,
06:26que ele responde ao processo em São Paulo, no Rio,
06:29não querendo entrar na intimidade deles,
06:31e nem querendo julgá-la por causa disso,
06:33mas é porque chama a atenção,
06:36essa coincidência, né?
06:37De ele ter se passado e ela ser a delegada dessa área.
06:41Tá, até auxiliando os colegas essa resposta,
06:43como já foi dito aqui,
06:45a delegada dela foi ouvida na corredoria, né?
06:47A oitiva dela foi compartilhada com provas
06:49para o inquérito de homicídio,
06:52ter em vista para não ficar com grandes repetições de ações.
06:55E em momento nenhum foi demonstrado
06:58que ela tinha ciência disso,
07:00ou que ela encobertava,
07:02ou qualquer circunstância.
07:03A gente tem que ter em mente que todos esses processos
07:06que foram divulgados,
07:07as participações de eventuais crimes,
07:09não são em Minas Gerais,
07:10são em outros estados,
07:11como Rio de Janeiro e São Paulo, tá?
07:13Então, sim, a gente não tem nada,
07:15nenhum tipo de comprovação
07:17que indique que ela tinha ciência disso,
07:22e muito menos que ela corroborava
07:24com a atitude dele perante esses processos.
07:27Eu pergunto assim,
07:27as polícias não têm essa troca, essa conversa?
07:31É importante a gente esclarecer esse ponto,
07:33porque as polícias têm registros estaduais.
07:37A gente não tem um banco de dados nacional
07:39que divulga as informações processuais
07:43ou de inquérito de outros estados.
07:45Para que a gente possa ter essa informação,
07:47eu tenho que pedir uma colaboração formal
07:49para outro estado.
07:51Esse estado verifica quem está solicitando
07:53e envia formalmente.
07:55Eu acho que é uma falha do nível federal
07:58sobre divisão de informações,
07:59mas o nosso estado brasileiro é dividido...
08:01As funções de polícia são estaduais,
08:03não são federais.
08:04Então, você tem vários bancos de dados diferentes.
08:07Então, é impossível para nós, como policial,
08:09ter um acesso direto a qualquer banco de dados
08:11de qualquer outro estado.
08:13Então, qualquer informação tem que servir à colaboração.
08:15Então, se ela não desconfiar...
08:17Nunca teria pedido a colaboração.
08:19Perfeito.
08:20Então, mais uma pergunta alguém gostaria de fazer
08:22sobre a situação dele agora, né?
08:24A gente está sabendo que ele foi...
08:26Boa tarde, Amanda.
08:27Boa tarde a todos.
08:27Meu nome é Saulo, sou delegado de polícia,
08:30porta-voz, desculpa, da Polícia Civil de Minas Gerais.
08:33Fazendo esse esclarecimento, no dia dos partos,
08:36a Corregidoria, desde o primeiro momento,
08:38esteve presente ao local
08:39e conduziu a delegada até a sede da Corregidoria,
08:43onde ela prestou suas primeiras declarações.
08:47Então, tecnicamente, ela não foi presa,
08:49ela não foi autuada.
08:51Ela, naquele momento, apresentou sua versão dos fatos.
08:55Houve o recolhimento do seu telefone particular
08:58e também, na residência do casal,
09:01o recolhimento das duas armas.
09:03E essa arma da instituição acompanha o inquérito
09:05que ainda tramita na Corregidoria, né?
09:09Além desse inquérito na Corregidoria,
09:11há também um procedimento disciplinar
09:13e tudo está sendo apurado de maneira minuciosa,
09:16técnica e imparcial, né?
09:19Todas as informações produzidas no inquérito
09:22que tramita aqui no DHPP
09:24serão compartilhadas com a Corregidoria
09:27e, naturalmente, em relação ao crime de porte
09:31ilegal de arma de fogo,
09:33não haverá uma duplicidade de indiciamentos, né?
09:36Porque é o mesmo fato
09:37e isso vai ficar a cargo da Corregidoria.
09:40Eventuais outras infrações
09:44poderão ser apuradas ao longo das investigações.
09:47O que acontece com a carreira dela?
09:49Ela, como eu informei para a senhora,
09:51está respondendo a um procedimento disciplinar
09:54na Corregidoria, assim como o inquérito.
09:56A depender do que for apurado,
09:59será, naturalmente, imposta uma penalidade.
10:01Como eu falei na última coletiva,
10:04a nossa lei orgânica,
10:05no tocante ao nosso regime disciplinar,
10:08prevê diversas penalidades
10:10que vão desde uma repreensão
10:11até, em casos mais graves, uma demissão.
10:14Ela está afastada por motivo médico.
10:17Agora, com o ensinamento do prévio criminal,
10:20há uma previsão de afastamento
10:21independente dessa primeira saída dela?
10:26Como a senhora bem observou,
10:29ela está afastada por questões médicas,
10:31é uma licença médica.
10:33E, finalizada essa licença,
10:35se não houver nenhum tipo de impedimento legal,
10:38ela retorna às suas atividades.
10:40Exceto se, ao longo das apurações,
10:42tiver algum tipo de ordem judicial
10:44em sentido contrário.
10:45Doutor, você falou que o celular dela
10:47foi apreendido, algo feito em casa?
10:50Ainda não foram finalizados
10:51os exames periciais desse celular.
10:53Doutor, o Enem insiste em dizer
10:56que foi um acidente.
10:58Vocês não pensaram na possibilidade
10:59de fazer uma reconstituição
11:00para tirar essa dúvida?
11:03Olha, as investigações foram suficientes,
11:08as provas são muito robustas
11:10e, como eu já disse, irrefutáveis
11:12com relação à autoria desse crime
11:14para o investigado.
11:17Outros tipos de prova
11:19nós julgamos desnecessárias
11:22e que poderiam tumultuar
11:24as investigações,
11:25até mesmo prolongar mais
11:27essas investigações.
11:29E, como nós temos
11:30um conjunto robusto,
11:32muito robusto,
11:33de probatório,
11:34a gente julgou o suficiente.
11:35Agora, caso o Ministério Público
11:37ainda entenda
11:38pela necessidade
11:39da realização de novas provas,
11:41nós vamos realizar.
11:42Delegados, boa tarde.
11:44A última vez que conversamos,
11:45ele ainda não havia confessado o crime.
11:47Eu queria que vocês
11:47trouxessem bastidores
11:49de como foi essa confissão.
11:50O que a visão do senhor
11:51foi predominante
11:52para que ele confessasse o crime?
11:54E também questiono,
11:54ele disse,
11:55a gente teve acesso
11:56a parte desse depoimento,
11:57ele disse que não sabia
11:58que havia ferido,
12:00que ele havia atingido
12:00uma pessoa que havia matado.
12:02As provas que os senhores
12:03coletaram dão
12:04e disse que, de fato,
12:05ele saiu do local
12:05sabendo que havia matado
12:06o nome do Mico?
12:07Bom, a conclusão
12:09que o motivo foi fútil
12:10é com base
12:11no depoimento
12:12de todas as testemunhas
12:13que foram uníssonas
12:15em afirmar
12:16que não houve
12:16qualquer discussão.
12:18Na verdade,
12:20ele sim,
12:22nas suas declarações
12:23prestadas pela segunda vez
12:24que ele compareceu
12:25aqui na sede do DHPP,
12:27ele afirmou,
12:28ele sustentou
12:29que foi motivado
12:31por uma discussão
12:32e que, possivelmente,
12:34ele afirma
12:34que os garis
12:35teriam o ameaçado,
12:37partido para cima dele,
12:38mas tudo isso
12:39foi desclassificado também
12:40com base
12:41nas investigações,
12:42com base
12:43nos depoimentos testemunhais.
12:45Fica claro também
12:46que, com base
12:46no comportamento
12:47do investigado,
12:50isso foi amplamente
12:52apurado
12:53nas investigações,
12:54está nos autos,
12:55que ele tinha
12:55um fascínio
12:56pelo poder
12:56que o armamento
12:58o concedia.
13:02Ele se embriagava
13:04com aquele poder
13:05das armas
13:06e ele fazia
13:07o uso das armas
13:08com frequência.
13:10Então,
13:10acreditamos que
13:12na situação
13:13em que ele
13:15disparou contra
13:16o Laudemir,
13:17ele estava, sim,
13:19demonstrando ali
13:19um poder,
13:21porque ele se julgou
13:22naquele momento,
13:24ele julgou
13:25que o trajeto,
13:26que a pressa
13:27que ele tinha
13:28era mais importante
13:29do que o trabalho
13:30que os garis
13:31realizavam
13:31na coleta de resíduos.
13:32Aquele trajeto
13:34era...
13:34Com licença,
13:35é uma pergunta
13:36correta,
13:37então a gente
13:38vai passar a vez
13:39para o outro.
13:39Deixa só se quiser
13:40uma pergunta.
13:41Só para a gente
13:42o crime
13:43em que a delegada
13:44foi indiciada.
13:46Ela foi indiciada
13:47pelo artigo 14
13:48da lei
13:4910.826,
13:50que é a lei
13:50de arma de fogo,
13:53né,
13:53de...
13:53lei de desarmamento,
13:56perdão,
13:56que é o porte
13:59ilegal
14:00de arma de fogo
14:01de uso permitido.
14:03Por que ela foi
14:04indiciada
14:05nesse crime?
14:06Porque a lei
14:07prevê,
14:07dentre os verbos
14:08que classificam
14:11o crime,
14:12os verbos
14:13ceder
14:14e emprestar.
14:15Aquele era o trajeto
14:17dele mesmo,
14:17ele estava fazendo
14:18o que naquela rua?
14:19Isso.
14:20Olha,
14:21nós apuramos
14:23que o trajeto
14:24que ele realizou
14:25é justamente
14:26o trajeto
14:27que o Waze
14:28indica
14:29quando há um
14:30grande fluxo
14:31de veículos
14:31na Avenida
14:32Tereza Cristina.
14:33No relatório,
14:34isso está
14:34minuciosamente
14:35explicitado
14:36com o print
14:37do Waze
14:37no horário
14:39em que ele
14:39saiu de casa.
14:40Então,
14:41realmente,
14:41para fugir
14:42do trânsito,
14:43o Waze
14:43joga ali
14:44para dentro
14:44do bairro
14:45e sai
14:46lá na frente
14:47na Avenida
14:47Tereza Cristina.
14:48Só uma dúvida,
14:49delegados.
14:50O fato dele
14:51responder por ameaça
14:53em relação
14:54a motorista
14:54não seria
14:55uma tentativa
14:55de homicídio
14:56por ele ter
14:57apontado a arma
14:58atirando?
15:00Olha,
15:01a gente
15:01não entendeu
15:03por inícios
15:04dos atos
15:05executórios
15:06numa eventual
15:08tentativa
15:09de homicídio
15:09contra a motorista
15:10do caminhão.
15:11Apesar dele
15:12ter apontado
15:12a arma,
15:13ele não
15:14puxou o gatilho.
15:16Então,
15:16não houve
15:17início da execução
15:18e como a gente
15:19trabalha
15:19de forma técnica,
15:20não restou
15:21caracterizado
15:21o homicídio,
15:22mas estão
15:22somente
15:23a ameaça.
15:23Delegado,
15:24como é que está a relação
15:25da delegada
15:26com o Renê?
15:27Ela viu ele,
15:29encontrou com ele,
15:29teve contato?
15:31Não temos qualquer
15:32informação relativa
15:34a isso.
15:35As nossas investigações,
15:36elas são focadas
15:37na apuração
15:38do homicídio
15:39e dos outros crimes
15:43conexos a ele,
15:44que foi o que nós
15:45concluímos na data
15:46de hoje
15:46com o indiciamento
15:48dele e da sua esposa.
15:49Não, na verdade,
15:57toda movimentação
15:58que envolve
15:58o sistema prisional
15:59cabe à polícia penal.
16:00A polícia civil
16:01não participa,
16:03não dá opinião,
16:05não solicita nada
16:06sobre movimentação
16:07externa da polícia penal.
16:08O que a gente faz,
16:09às vezes,
16:10é dar alguma informação
16:11que eles precisam
16:12para a decisão
16:13interna deles.
16:14Ah, não,
16:15se ele praticou
16:15um crime
16:16que internamente
16:17tem envolvimento
16:18com crime sexual,
16:20ele participa
16:20de um crime organizado.
16:22O que a gente passa
16:23para eles
16:23é a informação
16:24da investigação.
16:25Agora,
16:26qualquer movimentação
16:26interna de decisão,
16:27se ele passa
16:28um presídio para o outro,
16:29análise de pericolosidade
16:30interna,
16:31análise de escolha
16:32de cela,
16:33é tudo da polícia penal
16:34e a gente não tem
16:35nenhum tipo de participação
16:36nisso.
16:37Qualquer pergunta,
16:37ele chegou a falar
16:38que ele faz
16:39um uso de remédios
16:40controlados.
16:41Tem alguma coisa
16:43em relação a isso?
16:43Pode comprar outra?
16:44É importante dizer,
16:45gente,
16:46porque a análise
16:47de culpabilidade
16:47de questão pericial
16:48ela pode ser citada
16:49posteriormente.
16:50Foi uma declaração
16:51que ele colocou
16:52no dia da suetiva,
16:53mas então não tem
16:54nada,
16:55nenhuma informação
16:56que nos leve a isso,
16:58que nos faça
16:59presumir
16:59que ele possui
17:00uma pessoa
17:01supostamente
17:01doente mental
17:02e expediria
17:03esse pedido
17:05de sanidade.
17:05Não tem essa informação,
17:07não foi coletado
17:08nada disso
17:08e durante a investigação
17:10tanto o doutor Matheus
17:11quanto o doutor Evandro
17:12não viu
17:13essa necessidade,
17:14pode ser
17:15uma tese de defesa,
17:16mas como tese
17:17de investigação
17:18que a gente visa
17:19apurar autoria,
17:20materialidade,
17:21dinâmica e motivação
17:22criminal no caso
17:24de homicídio de crimes
17:24conexos,
17:25não foi necessário
17:26a obtenção
17:27dessa informação.
17:27da pena prevista
17:36para o crime
17:37que é de 2 a 4 anos,
17:38ela por ser
17:39servidora pública
17:40aplica-se a ela
17:41uma causa
17:42de aumento
17:42de metade
17:43da pena
17:43a ser analisada
17:44obviamente
17:44pelo poder judiciário
17:45para que se chegue
17:47a uma conclusão
17:48final
17:48sobre essa
17:50sobre essa
17:51conduta
17:51da agora
17:53investigada
17:53servidora
17:54dessa instituição.
17:57Doutor,
17:58a gente pode
17:58passar de uma pergunta
17:59após o crime
18:02a gente teve
18:02essa zinha de margens
18:03ele falando
18:04ao telefone
18:05inclusive
18:05quando confiava
18:06com o cachorrinho
18:07há uma informação
18:07de que
18:08o crime
18:09tem contato
18:10para expor
18:11o que aconteceu?
18:12Primeiro que eu acredito
18:13que ele tinha ciência
18:14claro, inclusive
18:14deve ter acompanhado
18:15e faz notícias
18:16sobre o crime
18:18ela teve conhecimento
18:19nesse período?
18:20Eles tiveram contato
18:21com educações
18:22de interjetivos
18:23telefones
18:24e tudo?
18:25Olha,
18:26a gente teve ciência
18:28que eles tiveram contato
18:29a partir da extração
18:30de dados
18:31realizados
18:31no aparelho
18:32do investigado
18:33a gente pôde notar
18:34diversas ligações
18:36e mensagens
18:37de áudio
18:37só que esse tipo
18:38de conteúdo
18:39a gente não consegue
18:40acessar
18:41pela extração
18:42então a gente não sabe
18:43o que foi
18:44conversado
18:46entre eles
18:46então a gente não pode
18:47afirmar
18:48se ela tinha certeza
18:49sobre a prática
18:51criminosa ou não
18:52ele manteve
19:00sua rotina
19:01normal
19:01de fato
19:03a gente apurou
19:03que eles se
19:04comunicavam
19:05frequentemente
19:06e no dia do fato
19:07não foi diferente
19:08porém
19:09como eu disse
19:10em razão
19:10da impossibilidade
19:11de acessar
19:12o conteúdo
19:13de ligações
19:14telefônicas
19:15via aplicativo
19:16de mensagem
19:17e também
19:17áudios
19:18a gente não conseguiu
19:20confirmar
19:21se ela teve ciência
19:22logo após o fato
19:23ou se
19:24essa ciência
19:25se deu somente
19:26no momento
19:26que ele chamou
19:27ela para
19:28acompanhá-lo
19:29no momento
19:29que a polícia
19:32militar
19:32o encontrou
19:33na academia
19:33os áudios
19:34foram apagados
19:35essas mensagens?
19:36olha
19:36há várias
19:37mensagens
19:38apagadas
19:39no celular dele
19:40e isso dificultou
19:42essa conclusão
19:43sobre a ciência
19:44dela ou não
19:45da prática
19:46criminosa
19:47por parte dele
19:48porém
19:49alguns áudios
19:50foram recuperados
19:51o que possibilitou
19:52a gente chegar
19:53à conclusão
19:54que ela tinha
19:55ciência
19:55do porte
19:56de arma
19:57por parte dele
19:58então por isso
19:59que ela foi
20:00indiciada
20:00por emprestar
20:02ou ceder
20:02o armamento
20:03para o investigado
20:04o inquérito
20:05conseguiu descobrir
20:06qual foi a motivação
20:07vocês falam
20:08que foi motivação
20:08fútil
20:09e eu queria entender
20:10se ele
20:11forçou
20:13durante os depoimentos
20:14o que foi dito
20:15pelos garis
20:17pela motorista
20:18se foi mesmo
20:19um excesso
20:19de raiva
20:20bom
20:22na verdade
20:24a esposa
20:25ele contando
20:26alguma coisa
20:27o que vocês podem dizer
20:29sobre essa troca
20:30de mensagens
20:30a gente apurou
20:33que ela tinha
20:34ciência
20:35que ele andava
20:35armado
20:36de forma habitual
20:38e que consentia
20:39com tal comportamento
20:40porque
20:41a gente
20:42analisou
20:43é
20:44preteritamente
20:46todas as conversas
20:48que eles tiveram
20:49porém
20:49no dia dos fatos
20:50como a maioria
20:51das mensagens
20:52foi apagada
20:53apagadas
20:54e como eles
20:55conversaram
20:56via
20:56chamada de voz
20:58a gente não teve
20:59acesso ao conteúdo
21:00por isso a gente
21:01não pode concluir
21:02nem que sim
21:02nem que não
21:03uma dúvida
21:03a perda do sigilo
21:05telemático
21:06não dá acesso
21:06a sensibilização?
21:08não
21:08dá para dizer
21:11o que vocês repararam
21:12no perfil desse homem
21:13como vocês disseram
21:14ele que está bem
21:15êxtase
21:15com armamentos
21:17a gente
21:17depois que são
21:18provavelmente divulgados
21:19ele fez várias
21:20passagens
21:21para outros crimes
21:22no Rio de Janeiro
21:23algo outro
21:24impacto aqui
21:25em Minas Gerais
21:26relacionado a
21:26apresentou a sua
21:28versão dos fatos
21:29ele confessou
21:30ter disparado
21:31e disse
21:32que não sabia
21:33que havia atingido
21:34uma pessoa
21:35no entanto
21:37ele
21:38embora tenha
21:39tenha dito
21:40que não sabia
21:41e ele
21:42tentou manter
21:44a rotina dele
21:45indo ao trabalho
21:46conversando
21:48com outras pessoas
21:48de forma natural
21:49ele
21:50buscou
21:51informações
21:52sobre
21:53sobre o que
21:55ele havia praticado
21:56então
21:57ele
21:57queria saber
21:58das consequências
21:59da conduta
21:59que ele havia praticado
22:00então
22:01ele
22:01isso
22:02isso
22:02traz para nós
22:04que ele
22:04a versão que ele apresentou
22:06embora
22:06tenha sido tratada
22:07pela imprensa
22:08como uma confissão
22:10a gente
22:10não tratou
22:11como uma confissão
22:12a gente tratou
22:12como uma versão
22:13dos fatos
22:14que ele apresentou
22:15porque ele
22:16tendo em vista
22:17quando ele veio
22:19pela segunda vez
22:19ele teve ciência
22:21do grau
22:22de robustez
22:23das provas
22:23apresentadas contra ele
22:24então acredito
22:25que nesse momento
22:26ele se pôs
22:27a apresentar
22:28uma versão
22:28possivelmente
22:30plausível
22:31mas que nós
22:31que para nós
22:32não foi plausível
22:33obviamente
22:33sobre os fatos
22:35restou muito
22:37claro que ele
22:38buscou saber
22:38as consequências
22:39do fato
22:40não só pela extração
22:40de dados
22:41mas também
22:41um dado importante
22:42foi que a montadora
22:43do veículo
22:44nos forneceu
22:45um comando de voz
22:46que ele deu
22:47ao veículo
22:47solicitando
22:50ao veículo
22:51isso era
22:52às 13h05
22:54da tarde
22:54ele solicitou
22:55o veículo
22:56que sintonizasse
22:57a rádio
22:57Itatiaia
22:58para que
22:59ouvindo
23:01possivelmente
23:02as informações
23:03que a rádio
23:03estava divulgando
23:04para saber
23:05o que tinha
23:05acontecido
23:06e possivelmente
23:07saber
23:07confirmar ali
23:09se já havia
23:10alguma suspeita
23:10sobre ele
23:11sobre as
23:13investigações
23:13em um primeiro
23:14momento
23:15teve-se a informação
23:16de que ele
23:17teria chegado
23:18na empresa
23:19em Betim
23:1911 minutos
23:21após o horário
23:22das câmeras
23:22de segurança
23:23flagraram
23:24o Valdemir
23:24sendo variado
23:25essas informações
23:26foram repassadas
23:27pela própria
23:27empresa
23:28eu queria entender
23:29se as imagens
23:30foram adulteradas
23:31ou se de fato
23:32a câmera
23:33estava com o horário
23:33errado mesmo
23:34olha
23:36a gente
23:36especificou
23:37essa questão
23:38detalhadamente
23:39no relatório
23:40cada DVR
23:42que é o aparelho
23:43que grava as imagens
23:44ele tem ajustes
23:45próprios
23:46então a gente
23:47precisou
23:48ir em loco
23:49para verificar
23:50realmente
23:51a compatibilidade
23:52do horário
23:52que aparece
23:53nas imagens
23:54com a compatibilidade
23:55do horário real
23:55e verificamos
23:58que foi
23:58realmente possível
24:00todo esse deslocamento
24:02desde a casa dele
24:03até a empresa
24:04passando pelo
24:05local dos fatos
24:06nós temos
24:08um
24:08um cronograma
24:11aqui
24:11com os horários
24:13aproximados
24:14ele praticou
24:15o crime
24:16aproximadamente
24:17às nove e nove
24:19da manhã
24:19e ele chegou
24:20à empresa
24:21às nove e trinta e três
24:23da manhã
24:24então
24:24essa
24:25informação
24:27de onze minutos
24:28não procede
24:28agora
24:30sobre as mensagens
24:31que ele trocou
24:32vocês falaram
24:32que tiveram acesso
24:34conseguiram recuperar
24:35algumas
24:35sobre o conteúdo
24:36dessas mensagens
24:36que o
24:37que ele tem
24:39a
24:40que ele tem
24:40ou
24:41que ele tem
24:41ou
24:42de
24:43que ele tem
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