Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) trouxe novos dados sobre a relação entre o Bolsa Família e o mercado de trabalho. A pesquisa analisou beneficiários em diferentes regiões do Brasil e levantou pontos importantes sobre jovens, renda e empregos formais.
Neste vídeo, explicamos os principais resultados do estudo, o impacto regional e os desafios que surgem para o futuro do programa social que atende mais de 50 milhões de brasileiros.
00:00E olha só, um estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou um dado preocupante sobre o Bolsa Família.
00:06A cada duas famílias que recebem o benefício, uma acaba deixando o mercado de trabalho.
00:12O impacto é maior entre jovens de 14 a 30 anos, principalmente no Norte e no Nordeste,
00:18onde o valor médio do auxílio, em torno de R$670, fica muito próximo do que muitos ganhariam em empregos formais.
00:26Então aí, com medo de perder a renda garantida pelo programa, muitos beneficiários evitam se registrar em trabalhos formais.
00:33Só que essa escolha pode sim custar caro no futuro.
00:36Ao adiar o primeiro emprego, o jovem acaba perdendo experiência, aprendizado e até mesmo pode ter salários mais baixos ao longo da sua vida profissional.
00:45Especialistas sugerem que o programa seja integrado à educação e à qualificação profissional,
00:51garantindo renda, mas também estimulando os jovens a estudar e também a conquistar o primeiro emprego.
00:57Só para você ter uma noção, hoje o programa Bolsa Família atende mais de 50 milhões de brasileiros
01:03e consome cerca de R$170 bilhões por ano.
01:08O grande desafio agora é encontrar um equilíbrio nesse jogo,
01:12que é proteger quem mais precisa sem desestimular também o mercado de trabalho.
01:16O grande desafio agora é encontrar um equilíbrio nesse jogo,
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