O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), embarca na terça-feira (27) em viagem oficial ao México. O objetivo é fortalecer a corrente de comércio bilateral, que alcançou US$ 13,6 bilhões no ano passado, além de ampliar parcerias econômicas entre os dois países. Cristiano Beraldo e Roberto Motta comentaram. Reportagem: Igor Damasceno Comentaristas: Cristiano Beraldo e Roberto Motta
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00:00O vice-presidente Geraldo Alckmin vai para o México nesta semana para ampliar relações comerciais após o tarifaço dos Estados Unidos.
00:09O Igor Damasceno está de volta aqui no Jornal da Manhã, tem mais detalhes para a gente a respeito dessa viagem do vice-presidente.
00:16Igor, mais uma vez, bem-vindo aqui ao Jornal da Manhã.
00:22Oi Roberto, mais uma vez bom dia para você, também para Soraya, bom dia também para todos que nos acompanham aqui no nosso Jornal da Manhã.
00:29Olha, ainda na esteira de medidas contra o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, o vice-presidente ministro do desenvolvimento da indústria, Geraldo Alckmin, e a ministra do planejamento, Simone Tebet, embarcam amanhã para o México.
00:46E eles não vão sozinhos, eles vão acompanhados de um grupo de empresários que pretende expandir os compradores lá entre os mexicanos.
00:56A agenda começa na terça-feira e vai finalizar na quarta-feira.
01:01E é uma agenda considerada estratégica pelo governo federal por dois motivos.
01:06Primeiro, porque assim como o Brasil, o México também tem passado maus bocados com as tarifas do presidente norte-americano Donald Trump.
01:16E assim como o Brasil, o México também quer expandir os seus parceiros comerciais.
01:21O segundo motivo é que os mexicanos são alguns dos nossos maiores compradores de carne.
01:28Então, Geraldo Alckmin, ele quer ampliar essa parceria comercial, principalmente com a venda de carnes.
01:35Só que o Brasil quer expandir um pouco mais.
01:38Setores como saúde e agroindústria também devem oferecer os seus serviços e os seus produtos para os mexicanos.
01:47E por isso, esse grupo de empresários também estará presente nessas reuniões, nesses encontros com a presidente do México, Cláudia Sheinbaum.
01:58A Sheinbaum, assim como o governo brasileiro, é mais voltado para a ala da direita.
02:03Ela tem uma certa proximidade com o presidente Lula.
02:07Então, as negociações com o México tendem a ser um tanto facilitadas por conta dessa convergência de ideologia.
02:15Então, expandir o comércio de carne, criar um comércio maior de agroindústria e saúde,
02:21são os grandes objetivos de Geraldo Alckmin e de Simone Tebet nesses dois dias de encontro com a presidente do México e também empresários mexicanos.
02:32Agora, essa é uma alternativa às medidas de Donald Trump.
02:37Mas Alckmin continua dizendo que não mede esforços para continuar tentando negociar com os Estados Unidos,
02:44pelo menos a redução das tarifas impostas desde o mês passado.
02:50E ele disse ainda que a grande expectativa do governo brasileiro é,
02:55se não dá para reduzir as alíquotas de 50%, então que mais produtos sejam isentos.
03:01Mas, enquanto isso, a melhor alternativa, segundo o governo federal, é realmente o multilateralismo expandir o comércio.
03:09Voltamos ao estúdio.
03:11Muito obrigado, Igor Damasceno, com informações em Brasília.
03:14É assunto para os nossos comentaristas também.
03:16Cristiano Beraldo e Roberto Mota estão com a gente nesta manhã
03:19e participam aqui do Jornal da Manhã, trazendo os comentários a respeito desses temas mais relevantes.
03:24Vou começar contigo agora, Beraldo.
03:26Como é que você vê essa viagem do vice-presidente ao México?
03:29Lembrando que o México é um dos países que conseguiram, de algum modo,
03:33empurrar um pouco as tarifas americanas por mais algum período,
03:38até para tentar negociar nesse período.
03:42E, como destacou o Igor, está no mesmo espectro político do governo Lula, mais à esquerda.
03:47Mas, ainda assim, conseguiu espaço para conversar com o Trump.
03:50Olha, Nonato, a gente vê dois assuntos que são distintos
03:55e que acabam sendo misturados para atender a uma conveniência do atual governo.
04:02Existe uma questão de relação comercial com os Estados Unidos.
04:06Então, Brasil e Estados Unidos precisam se entender,
04:09a partir de negociações da atuação da diplomacia,
04:12para encontrar um caminho para seguirem como países.
04:17Que não tem nada a ver com esse trabalho que o governo Lula tem feito,
04:23de ser o porta-voz, ser o garoto propaganda daquela empresa que eles escolheram
04:31para dominar o setor de carnes no Brasil.
04:33O pecuarista brasileiro está com a corda no pescoço,
04:38porque o atual governo fez todo um trabalho, desde o primeiro mandato,
04:45de colocar uma única empresa brasileira controlando todo o mercado de carne do país.
04:52E agora fica aí, rodando o mundo.
04:54Já esteve na China, já esteve no Japão, agora vai ao México,
04:57mobiliza essa estrutura do governo para servir de garoto propaganda.
05:01Relação comercial, Nonato, tem que ser tratada pelos empresários.
05:06A partir do momento que existe ali algum entrave
05:09que pode ser resolvido a partir desse diálogo,
05:13o governo vai atuar para facilitar um mercado todo brasileiro
05:19para que ele possa atuar no novo mercado.
05:21Mas não fazer do jeito que está sendo feito,
05:24atuando para favorecer uma única empresa.
05:27O México é parte do problema, assim como o Brasil.
05:29Não se pode ignorar o fato de que o México tem um problema gravíssimo
05:34de segurança pública, como também não se pode ignorar o fato
05:38de que o Brasil é um grande exportador de cocaína para os Estados Unidos.
05:43Então, agora, vamos abraçar aqueles que têm problema para ficar chorando juntos?
05:47Isso não faz nenhum sentido.
05:49Os grandes mercados para os produtos brasileiros,
05:52aqueles produtos que são produzidos para quem está aí,
05:55atuando, correndo risco, trabalhando,
05:58esses têm que ser trabalhados de uma forma completamente diferente.
06:02Mas este governo mistura as coisas para atender a sua própria conveniência.
06:08Ô, Mota, o governo tem investido em duas frentes,
06:11negociar diretamente com os Estados Unidos
06:14e também com essa tentativa de ampliar novos mercados.
06:18em países como o México, por exemplo,
06:20que buscam também alternativas semelhantes.
06:22Essa ida ao México pode ser produtiva?
06:25É, eu acho 100% improvável.
06:30A gente ouve falar desse tal de multilateralismo.
06:34Isso é um termo que não tem significado nenhum.
06:37É uma bobagem inventada para justificar
06:40uma política externa marcada pela insensatez.
06:44Eu acho muito improvável que o atual governo
06:47consiga ampliar relações comerciais,
06:50porque quem faz isso é a iniciativa privada.
06:53Mas o governo e o Estado brasileiro
06:56podem, sim, ajudar a acabar com as sanções americanas.
07:02Basta mudar o rumo de suas ações
07:04e recuar naqueles pontos
07:07que Donald Trump já mencionou diversas vezes
07:10como sendo os motivos das sanções.
07:14Perseguição a Jair Bolsonaro,
07:16medidas contra a liberdade de expressão
07:19através de ordens de censura
07:21e ataques a adversários políticos.
07:25Foi o Estado brasileiro que se colocou
07:28em rota de colisão com o governo americano.
07:31E o que o governo e o Estado brasileiro estão fazendo?
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