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NotíciasTranscrição
00:00Olá, o Check-Up de hoje vai falar sobre próstata.
00:06A próstata é uma glândula situada entre a bexiga e o uretra do homem à frente do reto.
00:12Sua principal função é produzir parte do sêmen, líquido que nutre e protege os espermatozoides,
00:18além de intensificar os efeitos da testosterona e regular o fluxo de urina.
00:23Entender como a próstata atua e sua importância é fundamental para manter a saúde em dia,
00:28além de prevenir problemas comuns que podem surgir com o passar do tempo.
00:33No Check-Up desta semana, o Dr. Claudio Lutenberg recebe o médico urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Leonardo Borges.
00:41Quais são os principais problemas que acometem a próstata?
00:44Como saber o momento certo de buscar um especialista?
00:47Exames, tratamentos, medicamentos, tudo isso e muito mais.
00:52Fique ligado, o Check-Up já está no ar!
00:58CICAP Jovem Pan
01:01Condutor Claudio Lutenberg
01:03Léo, seja muito bem-vindo.
01:07Obrigado, Claudio.
01:09Gostaria de agradecer o convite e vai ser um prazer a gente poder conversar um pouco aqui sobre urologia,
01:14sobre doenças da próstata e também conscientizar o máximo possível a população entre que está nos acompanhando de casa.
01:19A grande preocupação que surge, e se fala muito, é sobre câncer de próstata.
01:25Além do câncer de próstata, o que você chamaria atenção das doenças que acometem a próstata?
01:31Sem dúvida, câncer é a doença que mais traz preocupação da população e da saúde masculina pelas complicações que podem trazer em casos avançados.
01:39Mas a gente tem que discutir também as doenças benignas da próstata.
01:42Existem dois grupos de doenças principais que eu chamaria aqui de o crescimento benigno da próstata,
01:48a hiperplasia prostática benigna, que é mais frequente que o câncer, na verdade.
01:51Então, a presença de hiperplasia prostática benigna, ela acomete em quase sua totalidade dos pacientes da terceira idade.
01:58Então, isso, a HPB, como nós dizemos, deve sempre ser lembrada e muitas vezes é isso que traz o paciente à consulta,
02:03é o sintoma urinário, é a dificuldade que traz esse paciente.
02:06A prostatite também, uma infecção da próstata, uma inflamação da próstata, também é uma causa de procura em consultas médicas.
02:13Então, além do câncer, eu destacaria a hiperplasia benigna e a prostatite.
02:17Na verdade, se falava muito do câncer numa época também diferente.
02:21Eu acho que hoje as pessoas falam sobre qualidade de vida, né?
02:25Quando você tem a hiperplasia, existe algo que nós chamamos de prostatismo,
02:30que traz uma dificuldade miccional, as pessoas acordam várias vezes.
02:34Então, hoje é uma percepção de que as pessoas procuram o urologista bastante por isso também.
02:40Sem sombra de dúvidas, né?
02:42A hiperplasia sempre é o motivo que acaba trazendo o paciente à consulta.
02:47Ele se queixa pelo crescimento prostático, há um estrangulamento da uretra e uma dificuldade urinária.
02:52Esse paciente vai ter um jato mais fraco, ele vai ter uma dificuldade para urinar,
02:55uma dificuldade para esvaziar a bexiga.
02:57Às vezes, ele tem uma frequência urinária aumentada, uma urgência, o acordo da noite.
03:01E isso traz o paciente ao médico e aqui nessa oportunidade de saúde,
03:05a gente acaba fazendo um screening, um check-up para outras doenças também.
03:09Mas isso sim é uma doença que acaba afligindo a qualidade de vida do paciente.
03:13E é aí que a gente tem que agir.
03:14E os pacientes, muitas vezes, eles têm um certo preconceito em relação ao exame da próstata,
03:19o toque prostático.
03:21Além disso, eu acho que eu queria que você falasse também disso,
03:25mas quais os exames que são necessários para que alguém possa fazer o diagnóstico dessas doenças?
03:31Perfeito, Cláudio.
03:32O exame de próstata ainda é necessário, né?
03:35A gente sempre busca exames cada vez menos invasivos,
03:38exames cada vez com melhor qualidade de informação,
03:41mas uma consulta clínica minuciosa, uma escuta atenta,
03:45um exame físico ainda é necessário para avaliação de próstata.
03:48O exame é um exame em dolor, que dura menos de 5 segundos,
03:51e o urologista experiente vai ter capacidade de avaliar o tamanho da próstata,
03:55a consistência, a presença de nódulos,
03:57e perceber ou não se tem algum indício de tumor prostático.
04:01Para avaliação de sintomas urinários,
04:03sempre a gente utiliza a realização de uma ultrassonografia de bexiga,
04:06de próstata, para ver o bom esvazamento da bexiga,
04:08uma fluxometria para ver a força do jato urinário,
04:11um exame de urina para descartar a infecção,
04:13e quando a gente pesquisa e tem alguma dúvida em relação ao câncer, ao tumor,
04:17a gente vai fazer uma ressonância.
04:18A ressonância, sim, foi um exame que teve uma mudança de paradigma.
04:21A gente hoje consegue descartar, às vezes, as biópsias necessárias
04:24ou, eventualmente, fazer uma biópsia de próstata dirigida para a imagem
04:27que a ressonância nos mostrou.
04:29Então, esse é um exame que nos ajuda bastante na prática clínica.
04:32E a partir de que idade o paciente deve procurar o urologista
04:36pensando especificamente na próstata, o paciente assintomático?
04:40Perfeito.
04:41Isso é importante quem está de casa gravar muito bem, né?
04:44Então, na população geral, tanto a Sociedade Brasileira de Urologia
04:48quanto a Associação Americana e Europeia, elas concordam que o paciente,
04:51a partir dos 50 anos de idade, deve procurar rotineiramente o urologista.
04:55E aí, uma decisão compartilhada de qual vai ser a periodicidade dessas consultas,
04:58mas a partir dos 50 sempre.
05:00E esse exame deve envolver a realização do PSA
05:03e a realização também do toque retal, do toque prostático.
05:06Mas existem grupos de risco, e esses grupos de risco devem começar mais cedo.
05:10Aqueles pacientes que são afrodescendentes, os pacientes negros
05:14e os pacientes com história familiar positiva, ou seja, um parente de primeiro grau,
05:17pai ou irmão com câncer de próstata, eles devem começar 5 anos mais cedo,
05:21aos 45 anos de idade.
05:23E tem um subgrupo ainda mais perigoso, aqueles pacientes que têm história familiar
05:27e indivíduos jovens, indivíduos jovens com tumores mais agressivos,
05:31geralmente eles são coincidentes, mais jovens e mais agressivos.
05:34Esses pacientes devem começar aos 40 anos de idade.
05:36O check-up foi entrevistar um paciente do Dr. Leonardo, Dr. Selim.
05:41Vamos ver o que ele tem aí para dizer para a gente?
05:43Um belo dia, uma bela manhã, digamos assim, eu resolvi, acordei e falei assim,
05:50bom, eu acho que eu preciso fazer uma ressonância magnética.
05:53Não tinha a nível de próstata, não tinha assim uma sintomatologia,
05:57mas acho que a gente lê tantos artigos, tantas coisas,
06:00e eu fiquei, me deu uma síndrome, vamos dizer assim.
06:04Aí fui fazer o exame e no exame constatou que havia uma parte com o ACP,
06:10cadê no carcinoma de próstata, à esquerda da minha próstata.
06:13E lógico, a sisma sempre vem, né?
06:16Você fica com o síndrome, toda vez que você vai fazer uma cirurgia de próstata,
06:19mil questões surgem para você, né?
06:23Mas eu vou fazer a cirurgia, uma cirurgia radical,
06:26como é que fica o meu pós-operatório,
06:28de que maneira ele se conduz?
06:29Porque como médico, eu sabia que seria um pós-operatório,
06:34que às vezes não é incontinência urinária,
06:35eu sabia que no pós-operatório eu podia ter algum problema a nível de ereção
06:39por causa dos nervos, da próstata, tudo isso.
06:42Bom, independente disso, eu falei, vou procurar com quem fazer,
06:46aqueles que me indicaram.
06:47Aí eu procurei com o doutor Leonardo, fiz a consulta com ele,
06:51gostei muito da postura dele, da maneira dele conversar,
06:55da maneira dele explicar o que era a doença, né?
06:58E que havia a possibilidade que a gente tinha que fazer,
07:02erradicar mesmo, porque não há outra maneira.
07:05Você não adianta que ele ficar com tratamentos paliativos,
07:08porque não vai resolver absolutamente nada.
07:10Então, fui ao doutor Leonardo, ele me deu toda a orientação,
07:14e marcamos a cirurgia.
07:15Fui operado agora em março, se não me engano,
07:18foi dia 11 de março de 2025, fiz a cirurgia.
07:22E, para surpresa minha, com uma semana depois,
07:27não tive incontinência nenhuma.
07:29Claro que isso depende muito da pessoa.
07:33Não é porque você fez com um profissional ou outro,
07:36mas é claro, foi muito bem feita com um profissional
07:38que, especificamente, conseguiu tirar aquilo que era necessário
07:43e conseguiu, principalmente, preservar aquilo em termos de enervação.
07:47Não adianta a gente fugir daquilo que é a realidade.
07:51Você tem que encarar a realidade e tem que ir atrás e resolver a solução.
07:57Interessante. O que você tem para comentar?
07:59O doutor Celinha, ele mostra aí, é bastante importante o testemunho dele
08:02e ele poder dizer o quanto a vida continua
08:05depois de um diagnóstico de câncer de próstata,
08:08continua e continua bem.
08:09E o paciente adequadamente tratado,
08:11quando ele faz esse tratamento inicial,
08:13a chance de cura dele é elevadíssima.
08:14Ele chega acima de 90%.
08:16Eu digo mais ainda, o paciente tratado inicialmente,
08:19a cirurgia pode ser feita de forma mais delicada,
08:21preservando estruturas novas,
08:22mantendo aspectos funcionais pós-operatórios
08:26sem gerar nenhuma sequela para o paciente.
08:28Ele é um bom exemplo disso.
08:29Agora, isso não exclui o paciente de ter uma doença
08:32num período mais precoce.
08:35Quais seriam os sinais e os sintomas
08:37que um paciente poderia referir, ainda jovem,
08:40para que ele procurasse o médico urologista?
08:43Perfeita essa pergunta,
08:44porque aí é onde a gente precisa bater na tecla.
08:46O paciente que procura o urologista,
08:50geralmente, é por sintoma de hiperplasia prostática benigna.
08:53E se ele for esperar ter algum sintoma de hiperplasia
08:56para procurar o urologista, ele já chegou atrasado.
08:58O tumor de próstata inicial não vai trazer sintomas.
09:00O tumor de próstata inicial é indolente,
09:03ele é silencioso,
09:04e é por isso que a gente precisa convocar esse homem
09:06para vir em consulta e fazer o check-up
09:08enquanto ainda é assintomático.
09:10Os sintomas que podem aparecer,
09:11geralmente, são em casos de doença avançada
09:13ou de hiperplasia benigna, onde a próstata está aumentada,
09:17obstruindo o canal e o paciente urinando mal.
09:19Mas a grande maioria dos pacientes que fazem diagnóstico
09:21de tumor de próstata são pacientes assintomáticos
09:23que fizeram o diagnóstico por conta de alguma alteração no check-up,
09:26ou PSA, ou TOC, ou mesmo uma ressonância.
09:29Então, a mensagem aqui é não esperar ter sintomas
09:31para procurar o urologista.
09:32A COVID mudou a vida de todos nós
09:35e trouxe um impacto nas doenças cardíacas,
09:38nas doenças mentais.
09:41Qual é a correlação do COVID e a prostatite?
09:44Essa pergunta é interessante.
09:46O vírus Sarkovs 2,
09:48ele tem uma predileção por algumas células principais no organismo.
09:52E ele penetra nesses tecidos,
09:54nesses órgãos onde ele se replica,
09:56e potencialmente seriam alguns santuários
09:57para a presença do vírus no corpo.
09:59E investigou-se quais são as células,
10:02quais são os órgãos principais
10:03que teriam receptores onde esses vírus conseguiriam se ligar.
10:06E a próstata foi um dos órgãos
10:08que mais mostrou receptor para a avidez ao Sars-CoV.
10:11Isso não quer dizer que vai trazer uma prostatite,
10:14ou menos ainda,
10:14não quer dizer que exista alguma conduta diferenciada para isso.
10:17Isso ainda é algo em estudo.
10:19Mas, na verdade, se observa
10:21que alguns pacientes jovens
10:22que sobreviveram à forma de COVID grave
10:24desenvolveram dores pélvicas crônicas,
10:26dores de prostatismo, como a gente diz,
10:28eles precisam ser tratados para a prostatite.
10:31Mas ainda não um tratamento direcionado
10:33para a COVID específica,
10:34mas para uma doença inflamatória crônica.
10:35Quer dizer, a COVID teve um impacto importante
10:37no atendimento dos seus pacientes.
10:39Exato.
10:40Hoje, os pacientes procuram mais
10:42por conta também daquilo que a COVID trouxe.
10:45E fator hereditário,
10:47qual é o impacto nas doenças da próstata?
10:49Isso é muito importante.
10:50Já é sabido
10:51que existe um grupo de genes alterados
10:54que trariam chance maiores para tumor de próstata.
10:57Portanto, aquelas famílias
10:59que têm aí uma chance,
11:01um número aumentado de pacientes
11:02com tumores prostáticos,
11:03elas devem ser investigadas
11:04com painel gênico para saber
11:06se tem algum gene alterado
11:08e os seus descendentes todos
11:09devem procurar esse gene alterado
11:10no caso índex.
11:11Isso já é sabido.
11:13Um paciente que tem parênteses
11:14de primeiro grau com câncer de próstata,
11:16ele tem uma chance aí,
11:17duas, três, até quatro vezes aumentada
11:20para ter risco de tumor de próstata
11:21também nesse indivíduo.
11:22Ou seja, com história familiar,
11:24a gente tem que mudar a abordagem,
11:25a gente tem que ser muito mais próximo.
11:26Isso vale para a hiperplasia também.
11:28O paciente que tem história familiar
11:30de pacientes com hiperplasia
11:32que fizeram cirurgia,
11:33ele também tem um risco aumentado
11:34de precisar operar ao longo da vida.
11:35Eu, na minha época de escola médica,
11:38ouvia muito sobre a RTO.
11:40E hoje se fala muito
11:41sobre cirurgia minimamente invasiva.
11:44É uma evolução natural
11:46de tipo de acesso
11:48ou existem casos que estão reservados
11:51ainda para os procedimentos tradicionais?
11:53Eu acho que sim.
11:54Eu acho que existem casos específicos
11:55para cada uma das tecnologias.
11:57A gente não pode jogar fora
12:00ou descartar o que a gente já tem
12:02de conhecimento de muitos anos.
12:04A RTU, a raspagem, como é dita,
12:06ainda é a cirurgia mais realizada
12:08mundo afora para essa patologia,
12:10para a hiperplasia prostática.
12:12Mas por que não a gente lança a mão
12:13do que se tem de nova tecnologia,
12:15do que se tem de avanço?
12:16Em suma, o procedimento é muito parecido.
12:19Todos são minimamente invasivos.
12:20A própria RTU também é.
12:21É uma cirurgia endoscópica
12:22que se passa uma cama pela uretra
12:24com o paciente anestesiado
12:25e se faz retirada de material.
12:27Hoje a gente pode fazer isso com laser,
12:29com menor sangramento,
12:30com recuperação mais rápida.
12:31O que se está tendo de novidade hoje
12:33é diferentes fontes de energia
12:35para uma cirurgia que, na verdade,
12:37em teoria é muito parecida.
12:39Você pode usar energia elétrica,
12:40laser, vapor d'água,
12:42diferentes fontes de energia
12:43para fazer a mesma cirurgia.
12:44Se faz a cirurgia de ressecção de próstata
12:47abrindo a cavidade pélvica?
12:51Sim.
12:52Tanto no nosso país
12:53quanto no mundo afora,
12:54ele é muito díspere.
12:55Você tem diferentes acessos
12:56tanto na saúde suplementar
12:57quanto na saúde pública.
12:59Então, em muitos locais ainda tem.
13:01E aí vai tendo cada vez mais tecnificação
13:03para que você consiga fazer
13:04em próstatas cada vez maiores
13:06cirurgias ainda endoscópicas
13:08minimamente invasivas.
13:10Esse é o desafio.
13:10E aí vai a especialização de cada cirurgião.
13:12Em muitos locais,
13:14o cirurgião está habituado
13:15a fazer próstatas grandes
13:16e somente aberta.
13:17Nós, por exemplo,
13:18podemos fazer por via robótica.
13:19Existe a possibilidade
13:20de se fazer por via endoscópica
13:21e por aí vai.
13:22Vai muito da prática do cirurgião.
13:23Mas já existe tecnologia para isso.
13:25Vamos um pouquinho agora
13:26falar sobre microbioma prostático.
13:29Explica primeiro o que vem a ser isso
13:31e se tem algum tipo de impacto
13:33em doenças de próstata.
13:35Eu acho que o microbioma
13:35ainda é uma fronteira
13:37a ser expandida na medicina.
13:38A gente, não só em tecido prostático,
13:41como também em outros órgãos
13:42como orofaringe,
13:43na orofaringe,
13:44a gente tem aí
13:47uma flora bacteriana local
13:48e essa flora potencialmente
13:51vai manter um equilíbrio
13:52naquela região.
13:53Quando há uma desbiose,
13:54uma alteração dessa flora,
13:55potencialmente pode haver
13:57uma alteração que favoreça
13:58o desenvolvimento
14:00de processos inflamatórios
14:01e até processos tumorais.
14:02Na próstata não é diferente.
14:04Isso ainda está em estudo,
14:05mas já em estudo real,
14:08já em pesquisas acontecendo
14:09quanto a isso,
14:10a gente já sabe, por exemplo,
14:11que em pacientes
14:12que têm tumores prostáticos
14:13há a presença
14:14de certas bactérias
14:15em maior número,
14:16especificamente
14:16algumas bactérias
14:17já conhecidas,
14:18diferentemente
14:19em tecidos prostáticos
14:20de pacientes
14:20que não têm câncer de próstata.
14:22E aí, nos pacientes
14:23que têm câncer de próstata,
14:24quer dizer que essa bactéria
14:25tem uma relação
14:25de causalidade com a doença?
14:27Talvez não,
14:28mas existe aí talvez
14:29um campo para se conhecer
14:30no futuro
14:30e fazer uma terapia baseada
14:32em alterações do microbioma.
14:34E dentro das novidades
14:35tecnológicas,
14:37cirúrgicas
14:38e medicamentosas,
14:39em que ponto nós estamos
14:41e qual a perspectiva
14:43daquilo que nós podemos
14:44chegar em breve?
14:45Muita coisa nova saindo?
14:47Muita coisa nova.
14:47Falando em termos de câncer,
14:49a gente tem que dizer
14:50que houve uma sedimentação
14:51da terapia robótica,
14:53da cirurgia robótica,
14:53que é uma cirurgia
14:54minimamente invasiva
14:55e que entrega
14:55excelentes resultados,
14:57tanto os resultados
14:57oncológicos
14:58quanto funcionários.
14:59Os pacientes hoje
15:00têm se apresentado
15:01cada vez menos,
15:02com menos sequelas,
15:03com menor índice
15:04de disfunção erétil,
15:05com incontinência urinária,
15:06isso já é realidade,
15:07isso já está sedimentado.
15:09E aí a gente diria também
15:10no âmbito da oncologia,
15:12onde os oncologistas
15:12nos auxiliam,
15:13existem novas drogas,
15:15imunoterapia,
15:16terapia gênica,
15:16terapia-alvo,
15:18que têm trazido
15:18cada vez melhores resultados.
15:20O paciente hoje
15:20que tem tumor de próstata,
15:22ele quase que tem
15:23uma doença crônica,
15:23porque ele tem
15:24diferentes tipos de tratamentos
15:25que prolongam
15:26a sobrevida dele
15:27por muito tempo.
15:27prostatite,
15:31responsável também
15:32por aproximadamente
15:3225% das consultas anuais.
15:36O distúrbio do trato urinário
15:37é mais comum em homens
15:39com menos de 50 anos
15:40e o terceiro mais comum
15:41em homens
15:42com mais de 50 anos.
15:44De acordo com um estudo
15:45epidemiológico envolvendo
15:46mais de 10 mil homens,
15:48a taxa média de ocorrência
15:49da condição
15:50é de 8,2%
15:52em todo o mundo.
15:53hiperplasia prostática benigna,
15:55relacionado diretamente
15:57com a idade.
15:58O problema pode acometer
15:59até 60% dos homens
16:01por volta dos 60 anos de idade
16:03e até 80% dos pacientes
16:05com 90 anos.
16:07Câncer de próstata,
16:08a doença mais comum
16:09que afeta a glândula
16:10e um dos cânceres
16:11mais frequentes
16:12entre os homens.
16:13Responsável por 28,6%
16:15das mortes por câncer
16:17no Brasil
16:17e 375 mil óbitos
16:20por ano em todo o mundo,
16:21o câncer de próstata
16:22é o segundo mais incidente
16:24entre os homens no país,
16:25atrás apenas
16:26do câncer de pele
16:27não melanoma.
16:29Tem hábitos de vida,
16:30muita gente comenta,
16:31olha,
16:32faz xixi sentado,
16:34não segura a urina.
16:36Existem hábitos
16:37do cotidiano
16:38que podem interferir
16:39na progressão
16:39de uma hiperplasia
16:41prostática benigna,
16:42por exemplo?
16:43Sim,
16:44acho que hábitos de vida
16:45para a hiperplasia prostática
16:47e também para a câncer
16:48de próstata
16:48caminham juntos.
16:50Para a gente falar
16:50de prevenção,
16:51quando vem um indivíduo jovem
16:52no meu consultório
16:52e perguntam
16:53o que eu posso fazer
16:54para eu não ter um problema
16:54de hiperplasia?
16:55O que eu posso fazer
16:56para eu ter uma história familiar
16:57para eu não ter um câncer
16:58de próstata?
16:58Isso já é sabido
16:59e muito bem sedimentado.
17:01O paciente não deve ser obeso
17:03ou ter sobrepeso,
17:04ele deve estar magro,
17:05ele deve se exercitar regularmente,
17:07ele está ativo
17:09do ponto de vista esportivo
17:10e ele tem algumas alterações
17:11de dieta
17:12que ele tem que seguir.
17:13Geralmente é aquela dieta padrão
17:14que a gente sabe,
17:15rica em verduras,
17:16legumes,
17:17ômega 3,
17:18pobre em gordura saturada,
17:19principalmente gordura de origem animal
17:21e carne vermelha,
17:23reduzir o consumo de álcool
17:24e abandonar o tabagismo.
17:26Esse conjunto de medidas
17:29muitas vezes diminui
17:30de forma já sabida
17:31e documentada
17:33que vai diminuir
17:33a chance de progressão
17:34de hiperplasia
17:35e o risco
17:36para câncer de próstata.
17:37E hábito sexual,
17:38ele tem algum impacto
17:39no crescimento da próstata?
17:41Isso já se pensou
17:42no passado
17:42em relação aos pacientes
17:43que são grandes ejaculadores
17:44e tem maior frequência
17:45de ejaculação.
17:47Isso não tem
17:47uma correlação forte,
17:48já foi mostrado
17:49em alguns estudos
17:49e não foi comprovado
17:51em outros.
17:51Então é uma fraca associação
17:53que a gente não pode considerar
17:54como um fator
17:54a se orientar
17:56e dizer para os pacientes.
17:58Nós estamos chegando
17:59perto de novembro azul.
18:00Isso é uma conscientização
18:01a respeito
18:02das doenças de próstata,
18:04o câncer em particular.
18:06Você tem sentido
18:07que esse tipo de iniciativa
18:09está diminuindo
18:10a resistência
18:11e o preconceito
18:12dos homens
18:12em se submeter
18:13às avaliações
18:14por parte
18:15dos médicos urologistas?
18:17Sem dúvida.
18:18Eu acho que eu
18:18como médico
18:19e como urologista
18:20eu enxergo o novembro azul
18:21com entusiasmo
18:23como uma oportunidade
18:24de saúde
18:25não como uma campanha
18:26de marketing.
18:27A gente observa
18:28que o novembro azul
18:28pelo paciente
18:29ou pelo familiar
18:30pela filha do paciente
18:31ou pela esposa
18:32traz esse paciente
18:33que às vezes
18:33tem alguma certa resistência
18:35e ele tem às vezes
18:36até um desconhecimento
18:37de como é o exame
18:38qual o tabu
18:39que está envolvido nisso
18:40e a gente consegue
18:40desconstruir
18:41nessa oportunidade.
18:43É importante a gente
18:44frisar que o novembro azul
18:45é uma campanha
18:46para diagnóstico precoce.
18:48A gente já falou aqui
18:49anteriormente
18:50para falar em prevenção
18:50mas o diagnóstico precoce
18:52é o que a gente faz
18:53com o novembro azul
18:54ou seja
18:54para pegar aquele paciente
18:55assintomático
18:56que veio em consulta
18:57e que se conseguiu
18:58fazer um diagnóstico
18:59em uma fase ainda curável.
19:01O diagnóstico precoce
19:02em câncer de próstata
19:03ele traz a chance de cura
19:05para taxas superiores
19:06a 90%.
19:07Por isso é tão importante
19:08a gente preconizar
19:08esse screening populacional.
19:10Quando você olha
19:10para a urologia
19:11no cenário do nosso país
19:13sistema universalizante
19:15como é que você enxerga
19:17as dificuldades
19:18quais seriam
19:19as grandes dificuldades
19:20para ter uma política
19:21nacional
19:22focada em urologia
19:23e prevenção
19:24de câncer de próstata?
19:26Perfeito.
19:26Eu acho que o novembro azul
19:27já é uma excelente medida
19:28que é encabeçada
19:29pela Sociedade Brasileira
19:30de Urologia
19:31mas também
19:32campanhas de prevenção
19:33devem ser mais utilizadas
19:35falando nos hábitos
19:36que nós sentamos aqui
19:37tanto dietéticos
19:38quanto de exercício
19:39mas em termos de desafios
19:40que a gente encontra
19:41em urologia
19:42eu acho que a gente tem que ter
19:43a população de urologista
19:44que acompanhe
19:45a faixa etária
19:46da população
19:47a gente sabe
19:47que a pirâmide etária
19:49do Brasil
19:49e também em mundo afora
19:51ela está cada vez mais
19:52com os pacientes
19:53com mais idade
19:54a nossa expectativa
19:55de vida tem aumentado
19:56portanto pacientes
19:57mais velhos
19:57vão aumentar
19:58a incidência de problemas
19:59de hiperplasia
19:59de câncer de próstata
20:00nós precisamos ter
20:02os urologistas
20:03também em maior número
20:04e também habituados
20:05com as novas tecnologias
20:06que estão trazendo
20:06então acho que esse é um desafio
20:08o urologista tem que
20:09se atualizar
20:11e aí medidas de educação médica
20:12continuada
20:13pós-graduação
20:14formações
20:15congressos
20:16para que ele também
20:16acompanhe esse processo
20:17para um número maior
20:19de pacientes que vai vir
20:20direto
20:21objetivo
20:21e cirúrgico
20:23como nós gostamos de dizer
20:24quem assistiu
20:25realmente
20:26deve ter percebido
20:27que Leonardo
20:28é uma das
20:28feras na área
20:29uma pessoa que tem muito orgulho
20:31e é um privilégio
20:32poder conviver com ele
20:33mas o nosso programa
20:34Léo
20:35ele tem uma sessão
20:37que é a última sessão
20:38que fala de mitos e verdades
20:39eu falo
20:40e você
20:41me responde
20:42mitos e verdades
20:45PSA
20:49que é justamente
20:50o artígeno
20:51prostático específico
20:53o fato de ele estar baixo
20:54significa que não tem
20:55câncer de próstata?
20:56não
20:57de forma alguma
20:57existem formas agressivas
20:59de câncer de próstata
21:00que não alteram o PSA
21:01a célula se torna
21:03tão indiferenciada
21:04ela se torna
21:05tão diferente
21:05da célula original
21:06que ela perde a capacidade
21:07de produzir o PSA
21:08e nesse paciente
21:10o PSA
21:10ele não vai poder ser baseado
21:11como um screening
21:12ou mesmo como
21:12uma sequência de tratamento
21:14daí a importância
21:15de vir em consulta
21:16daí a importância
21:17de fazer um toque retal
21:18quer dizer
21:18pra você que só dose o PSA
21:20pode ser um perigo
21:21homem negro
21:22tem maior incidência
21:23de ter câncer de próstata?
21:25tem maior incidência
21:25nesses pacientes
21:26a gente observa
21:27uma incidência maior
21:28em relação à população
21:30em geral
21:30e também
21:31uma precocidade
21:33de doença
21:33as doenças são
21:34mais precoces
21:35em indivíduos mais jovens
21:36e portanto
21:37doenças mais agressivas
21:39por isso que eles devem
21:39começar o screening
21:40mais cedo
21:40aos 45 anos de idade
21:42qualquer aumento de próstata
21:43significa câncer?
21:44de forma alguma
21:45na verdade
21:46o aumento de próstata
21:47está relacionado
21:48à hiperplasia prostática benigna
21:49o tumor de próstata
21:50eu costumo dizer
21:51para os pacientes
21:52em consulta
21:53na verdade
21:53ele vai ser
21:54uma pequena ilha tumoral
21:55dentro de uma próstata
21:56completamente aumentada
21:57por hiperplasia
21:58então o aumento de próstata
21:59não deve ser pensado
22:00dessa forma
22:00e deixar de ter
22:01atividade sexual
22:02previne a ocorrência
22:04de algum tipo
22:05de doença de próstata?
22:06não
22:06não teria relação
22:07quanto a isso
22:08para você que assistiu
22:10nós tivemos aqui
22:11participação do doutor
22:13Leonardo Borges
22:14ele que é urologista
22:16doutor em urologia
22:17é professor de pós-graduação
22:19em robótica
22:20no hospital israelita
22:21Albertans
22:21Leão, muito obrigado
22:23muito obrigado
22:24Cláudio
22:24espero que a gente tenha
22:25tirado o máximo
22:25de dúvidas possíveis
22:26com certeza
22:27o check-up
22:28fica por aqui
22:29para você que tem dúvida
22:31que quer perguntar
22:32alguma coisa
22:32ou alguma sugestão
22:33escreva
22:34doutorcláudio
22:36arroba jovempan
22:37ponto com
22:38ponto br
22:39semana que vem
22:40a gente volta
22:41um abraço
22:42e até lá
22:42no check-up de hoje
22:44você viu
22:45quais exames
22:46permitem identificar
22:48problemas na próstata
22:49exames e diagnósticos
22:51a idade adequada
22:52para buscar um urologista
22:54além do fator hereditário
22:56grupos que estão
22:57mais propensos
22:58a desenvolver
22:59problemas na próstata
23:00o avanço
23:01nos procedimentos
23:02para tratamentos
23:03menos invasivos
23:04e campanhas
23:05de prevenção
23:06muito além do marketing
23:07visando a conscientização
23:09de toda a população
23:10CICAP Jovem Pan
23:17com doutor
23:18Cláudio Lotenberg
23:19a opinião
23:22dos nossos comentaristas
23:23não reflete
23:24necessariamente
23:25a opinião
23:26do grupo
23:26Jovem Pan
23:27de comunicação
23:28Realização Jovem Pan
23:34Jovem Pan
23:35Jovem Pan
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