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  • há 4 meses
O autor traz na obra a história inspirada em sua tia-avó e mescla memoria, romance e ficção em uma obra que já ganhou adaptação para o teatro e boas críticas dos leitores.

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Transcrição
00:00Esse livro agora, Neto, ele tem uma pegada diferente.
00:03Eu tinha feito biografias, mas agora não.
00:08Não deixa de ser uma biografia, mas uma biografia romanceada
00:12de uma pessoa de Cajazeiras, da época do Império.
00:18Essa história se estende até o final da República Velha.
00:23A Maria Olívia, que é a protagonista,
00:26ela é uma figura além da sua época,
00:33uma jovem criada num contexto totalmente conservador,
00:39num contexto de muita ordem, de muita disciplina,
00:43e Maria Olívia foi diferente de tudo, com um detalhe.
00:48Maria Olívia não sofreu influência externa,
00:51eu gosto sempre de dizer isso,
00:52porque Cajazeiras era uma cidade muito pequena
00:55e se dissesse assim, ah, mas aí chegou a universidade,
00:58chegou a televisão e tal, o Maria Olívia endoidou.
01:01Não, não foi isso.
01:02Neto, ela nasceu diferente.
01:05Ela nasceu com uma personalidade muito forte
01:07e dizendo que quem mandava no coração dela era ela.
01:13Aquela época que os casamentos eram arrumados,
01:17todo mundo sabe que era assim.
01:19A irmã dela, que é minha avó, conheceu o futuro esposo,
01:24faltando uma semana para o casamento,
01:27mas Maria Olívia não aceitava isso.
01:30E aí a história traz muita coisa nesse sentido.
01:34A questão feminina, a questão do patriarcalismo,
01:38a questão do colonialismo.
01:40Então, todas essas coisas,
01:42elas são jogadas para dentro da história de Maria Olívia,
01:45porque foi assim que ela viveu.
01:48E aí Maria Olívia vai para um colégio de freiras
01:52e ela não se adapta e ela fica com medo de voltar para Cajazeiras
01:56e já ter um casamento arrumado.
01:59Maria Olívia foge.
02:01E a história se desenvolve assim,
02:03onde a gente vai jogando os elementos da época.
02:07A gente compara muito com obras
02:09obras de Zé de Alencar,
02:12obras nesse, vamos dizer, nesse gênero, né?
02:16De Zé de Alencar,
02:19de Raquel de Queiroz,
02:20enfim, outros escritores daquele tempo,
02:24como também cita certas,
02:27faz alguma comparação mesmo,
02:28que rápida,
02:30com outras figuras
02:31que a Maria Olívia,
02:33a gente acha que ela teve assim uma identificação,
02:37como Juvita Feitosa.
02:38A gente fala do contexto do colégio,
02:43a gente pesquisou os colégios da época.
02:45Ela foi para um colégio de freiras vindas da Europa,
02:50freiras conservadoras,
02:52e aí Maria Olívia e a irmã, né?
02:55Porque ela foi com a irmã.
02:56Tinham que se adaptar a tudo isso, né?
02:59Aquelas regras,
03:01muito cheias de disciplina,
03:03mudança de hábito, enfim.
03:05Maria Olívia passou por tudo isso.
03:07No prefácio,
03:08a gente vê justamente esse entendimento,
03:11que essa trama se desenvolve
03:13por intermédio de três vozes narrativas,
03:16que intercalando diferentes visões dos acontecimentos,
03:19conferem,
03:21enquanto recurso narrativo,
03:23diversidade e dinamismo,
03:25com relação à visão dos fatos.
03:27Ou seja,
03:28há também esse confronto
03:31da interpretação dos autores,
03:33de Hélder,
03:34mas também de Aila.
03:36Aila.
03:38Quando eu convidei a Aila
03:40para fazer esse trabalho,
03:41Aila é uma professora de literatura,
03:43esse trabalho eu devo demais à Aila,
03:45eu digo em qualquer lugar,
03:46esse trabalho não tinha como ficar assim
03:49se não fosse a participação.
03:51Aila chegou e disse,
03:52eu não consigo fazer só.
03:54Eu disse,
03:55eu também não,
03:55do jeito que eu queria.
03:56Se fosse uma biografia comum,
03:59podia fazer.
04:02Mas, enfim,
04:04ela disse que seria um trabalho a quatro mãos,
04:07ela é uma professora de literatura,
04:10ela é brilhante,
04:11eu digo que Aila tem a mão de seda
04:15para escrever.
04:16E aí nós juntamos tudo,
04:18a pesquisa que eu tinha,
04:20a oralidade,
04:21que é o que sustenta a história no Brasil,
04:26já que nós não temos
04:27muita preocupação com memória.
04:30Mas fica a oralidade.
04:31A oralidade vai sustentando.
04:33E aí nós tivemos a pesquisa,
04:36que quem tinha era o doutor Sabino,
04:38doutor Sabino Rulim de Maranhes,
04:40cunhado de Fra Salos.
04:42O Fra Salos pegou esse material,
04:43passou para mim.
04:45Fra Salos também é um dos pais da criança,
04:48porque Fra Salos nos ajudou muito.
04:49Colaborou também.
04:51Outros escritores de Fortaleza,
04:53amigos da Aila,
04:54meus amigos também,
04:56tiveram participação,
04:57liam,
04:58davam opinião.
04:59Nós fizemos assim de uma maneira bem...
05:01O lançamento de Maria Olívia
05:03aqui em Cajazeiras.
05:04Vai ser quando?
05:04Amanhã,
05:06depois do desfile,
05:07está marcado para sete horas,
05:09mas pode ser...
05:10Um pouquinho mais tarde.
05:12Onde?
05:13No casarão do comandante Itaú,
05:14que é a casa João Braz.
05:17Ali no começo da Pada Rulim,
05:18atrás da igreja de nosso Sábado de Fábio.
05:20Exato.
05:21Ali nas Cajazeiras.
05:22Das Oiticicas.
05:23Das Oiticicas.
05:23Das Oiticicas.
05:25E no sábado,
05:25dia 23,
05:26tem um bate-papo com...
05:28E no sábado, 23,
05:28o bate-papo com Júlio Maciel
05:30na Câmara Municipal.
05:32Às 15h30 da tarde.
05:33Vai apresentar para a comunidade teatral de Cajazeira
05:39a peça que ele já fez a adaptação.
05:41A adaptação do livro.
05:42Tchau, tchau.
05:44Tchau, tchau.
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