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A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (21) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno na disputa para a Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo o levantamento, o atual presidente se descolou de todos os nomes pesquisados em um eventual segundo turno. Os comentaristas Zé Maria Trindade e Cristiano Beraldo analisaram o assunto.

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00:00O presidente Lula lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno na disputa para a presidência da República nas eleições de 2026.
00:11Ao menos é o que mostra a pesquisa Quest divulgada hoje.
00:14Segundo o levantamento, o atual presidente descolou de todos os nomes pesquisados em um eventual segundo turno,
00:20inclusive do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com quem estava em empate técnico no limite da margem de erro na pesquisa anterior do mês de julho.
00:31A pesquisa Quest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 13 e 17 de agosto,
00:37portanto, antes do indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do filho Eduardo Bolsonaro.
00:43Ao todo foram ouvidas 12.150 pessoas e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos,
00:51além do nível de confiança, que é de 95%.
00:54É mais um assunto para a gente abordar aqui com os nossos analistas hoje,
00:58José Maria Trindade e também o Cristiano Beraldo, que estão junto com a gente.
01:03José Maria, qual é a tua impressão aí dessa pesquisa da Quest?
01:07É mais uma, dessa vez apontando um descolamento do presidente Lula, dos seus principais perseguidores.
01:15Tem muito a ver com o tarifaço, ou até mesmo com a resposta ao tarifaço.
01:20Qual é a tua impressão, Zé?
01:23Bom, houve um momento em que se colocava em dúvida a possibilidade da candidatura do presidente Lula à reeleição, né?
01:30Mas me disseram aqui grupos ligados ao PT e à esquerda de que é impossível Lula não ser candidato.
01:38Ou seja, o PT e a esquerda daqui do Brasil dependem desesperadamente da candidatura Lula.
01:45Não há outra possibilidade para a esquerda.
01:48É só ver aí as possibilidades pesquisadas, né?
01:53É Lula e o resto, né?
01:54Ou Lula contra um, contra outro, contra outro.
01:56O que acontecia que patinava Lula nas pesquisas era que a resistência era pessoal.
02:03Não adiantava o governo entregar obras, minha casa, minha vida, não sei o quê,
02:09que a popularidade do presidente patinava.
02:13Mas agora a situação está se invertendo diante do debate político.
02:18É uma demonstração clara de que a política está em primeiro lugar até das aspirações pessoais.
02:24Essa pesquisa mostra o normal.
02:27Lula sempre teve esse patamar ali.
02:32E empata exatamente com Jair Bolsonaro, que seria a grande possibilidade.
02:36Os dois são líderes populistas e populares.
02:40Os dois.
02:41São duas personalidades que, na chapa ou fora da chapa, serão os grandes eleitores desta eleição.
02:48A gente vê claramente ali que Lula patina em Minas Gerais e São Paulo.
02:53Eu estive olhando, tradicionalmente, quem ganha em Minas, ganha a eleição.
02:59Não só pelos votos, já que Minas é o segundo colégio eleitoral do país,
03:03mas pela característica de Minas Gerais, que é um estado ali da interseção,
03:08é um estado que tem ali quatro estados ao mesmo tempo, né?
03:12Que é a Minas Central, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
03:16Então, a gente vê que a situação está indefinida.
03:21Lula é o presidente.
03:22O Brasil tem tradição de reeleição de presidente.
03:26O Bolsonaro ganhou por questões ali complexas, né?
03:29Mas tem essa tradição.
03:31Então, Lula é um nome forte, sim, e tudo indica que será candidato.
03:36E qualquer um que se candidate contra o Lula vai para o segundo turno
03:42e terá exatamente essa possibilidade de vitória ou mesmo ali uma disputa acirrada.
03:49E é por isso que os candidatos, governadores que não podem se eleger,
03:53batem muito e tentam fazer um confronto direto com o Lula.
03:57Conversamos com o Ronaldo Caiado aí nos últimos dias.
04:00a gente vê claramente a tentativa dele de se colocar como o grande adversário de Lula,
04:05assim como os outros candidatos.
04:07Então, a eleição continua polarizada, senhoras e senhores.
04:12Nada mudou das últimas eleições para agora.
04:16Agora, Bernardo, mesmo com parte do eleitorado dizendo que Lula não deveria disputar a eleição de 2026,
04:24como que você interpreta o fato dele liderar ali todos os cenários?
04:30Bom, Soraya, o Lula construiu esse cenário em que ele próprio não tem alternativa,
04:37porque não foram construídos ao longo do tempo lideranças na esquerda brasileira.
04:42Lula sempre concentrou nele todas as atenções, todo o poder.
04:47Não houve generosidade da parte de Lula em ter ali alternativas, sucessores e tal.
04:54E agora, a esquerda brasileira se vê dependente do presidente que vai disputar essas eleições com 82 anos,
05:03ou seja, com a expectativa de, se reeleito for, terminar o mandato com 86,
05:09uma idade bastante avançada para qualquer pessoa.
05:12E, no meu ponto de vista, vejo que a esquerda depende dele para ganhar ou para perder.
05:19Por quê?
05:20Ele precisa fazer bancada.
05:22E para fazer bancada, precisa de um candidato à presidência forte.
05:25Os partidos só pensam em bancada.
05:27Quanto mais deputados tiverem, mais acesso a dinheiro público o partido tem.
05:32Portanto, essa é a estratégia não só de sobrevivência,
05:34mas, sobretudo, de fortalecimento da esquerda brasileira.
05:37Pois bem, quando a gente olha essas pesquisas,
05:40a pesquisa é feita pegando uma tendência.
05:43Ela não é a decisão de voto depois de uma campanha que dura 45 dias,
05:49onde as pessoas passam a se interessar de forma mais objetiva
05:52no processo eleitoral e na escolha de um candidato.
05:56Portanto, ela revela que Lula está num bom momento.
05:59Essa situação com os Estados Unidos deu uma justificativa
06:04para que Lula aparecesse como o grande defensor do Brasil,
06:08que os Estados Unidos, Donald Trump, está tentando se aproveitar do Brasil
06:13e interferir no Brasil, interferir na soberania brasileira.
06:16Então, esse é o discurso que eles foram construindo.
06:19E é preciso admitir, houve sucesso.
06:21Agora, quando a gente olha para uma campanha
06:23em que serão explorados a realidade do Brasil,
06:26os aspectos da realidade brasileira,
06:28e demonstrar de forma inequívoca que este governo
06:31não contribuiu para a melhora da situação brasileira,
06:34não contribuiu para a melhora da economia brasileira,
06:37não contribuiu para a melhora da infraestrutura básica,
06:40saneamento básico, nossa infraestrutura de transporte,
06:44que esse governo está entregando o Brasil cada vez mais
06:47nas mãos da China.
06:48Está usando, inclusive, essa briga com os Estados Unidos
06:50em razão das tarifas,
06:51para entregar, nos colocar numa bandeja,
06:54com uma maçãzinha na boca,
06:56para os chineses nos devorarem.
06:58Isso tudo vai ficar evidenciado.
07:00E eu acho que, na hora H,
07:02terá muita dificuldade o presidente Lula de ser reeleito.
07:04Sobretudo, só para terminar,
07:06destacando que, na direita,
07:08quando não há uma definição clara do candidato,
07:11também fica muito difícil.
07:12As pessoas não sabem o que vai acontecer.
07:14E há, por exemplo, o Tarcísio de Feito,
07:16dizendo que não vai ser candidato,
07:18ele que seria o mais forte.
07:19Há muita indefinição na direita
07:21e uma certeza na esquerda.
07:23Zé Maria, só para a gente trazer números aqui
07:25para quem nos acompanha.
07:27No primeiro turno, Lula e Bolsonaro.
07:28Lula tem 34%,
07:29Bolsonaro 28%.
07:31Em relação ao Tarcísio,
07:34Lula teria 35%
07:35e o Tarcísio 17%.
07:37E para o segundo turno,
07:39aí Lula e Tarcísio.
07:41A simulação indica que Lula teria 43%,
07:43Tarcísio 35%.
07:45Lula cresce dois pontos
07:47em relação à pesquisa de julho
07:48e Tarcísio desce dois pontos também
07:51em um eventual segundo turno
07:52em relação à pesquisa anterior.
07:54Você citou, Zé,
07:56a respeito da polarização que ela continua.
07:59Beraldo dizendo que quem é esquerda
08:01ou centro-esquerda
08:02fica refém do Lula,
08:04que é o único candidato.
08:05À direita ou centro-direita,
08:06a gente tem uma série de nomes
08:08colocados à mesa.
08:10A polarização vai seguir
08:11ou esses outros nomes
08:13que estão aparecendo
08:14pode fazer com que isso diminua?
08:15Pois é, e a direita fica refém
08:19do Bolsonaro e o seu grupo, né?
08:22Sem o apoio deles fica muito difícil.
08:24Daí a grande articulação.
08:26Eu queria traçar aqui um cenário.
08:28Essa pesquisa é uma fotografia
08:30do momento e é uma indicação
08:32do que pensa o eleitor.
08:34Eu vejo aqui pesquisas
08:36setoriais e qualitativas
08:38que tentam imaginar a alma
08:40do eleitor.
08:42E tudo indica
08:43e são pesquisas não publicadas
08:45porque não obedecem
08:46os critérios
08:46do Tribunal Superior Eleitoral
08:48e servem para a cozinha,
08:50ou seja,
08:50para o ordenamento ali
08:52dos discursos dos candidatos.
08:53E tudo indica
08:54que a polarização
08:55está aumentando
08:57e o grupo que quer Lula
08:59e o grupo que quer Bolsonaro
09:01está aumentando.
09:03É esta a polarização.
09:04Vou traçar aqui.
09:06O Tacísio é candidato
09:08e vem a bordo
09:09de um leque
09:10de partido
09:11nunca visto,
09:12muito grande.
09:14Ele é o candidato
09:15e quem está organizando
09:17a candidatura do Tacísio
09:18é o grupo empresarial
09:21e força
09:22e chama o grupo político.
09:24Portanto,
09:25podemos preparar
09:26esse debate.
09:27Será entre Tacísio
09:28e Lula
09:29no ano que vem.
09:30Beraldo,
09:31tem cenários
09:32de primeiro turno
09:33em que a pesquisa
09:34mostra que há um volume
09:35relevante
09:36de votos brancos
09:37e também de indecisos.
09:39Como que essa fatia
09:40do eleitorado
09:41pode conseguir mudar o jogo?
09:45Soraya,
09:45esse tipo de informação
09:47nessas pesquisas
09:48reflete o desinteresse,
09:50o desânimo
09:51do eleitor
09:52em relação
09:52ao que está acontecendo
09:53porque você tem
09:54aquelas pessoas
09:55que são muito
09:56conectadas
09:58a Jair Bolsonaro
09:59ou a Lula
10:00e essas pessoas,
10:01não importa o que cada um faça,
10:02sempre vão estar ali
10:03defendendo,
10:05justificando o seu apoio
10:06a essas duas figuras
10:09políticas,
10:10mas
10:11há um meio
10:12ali,
10:13um centro
10:14do eleitorado
10:15que realmente
10:16fica assistindo isso
10:18e cuidando
10:18da própria vida.
10:20Não dá contorno
10:22de política
10:22à sua vida
10:23do dia a dia,
10:24tem conta para pagar,
10:25tem filho para criar.
10:26Então,
10:26essas pessoas
10:27estão vendo
10:28o cenário político
10:29com desânimo,
10:30até porque não há
10:31uma grande novidade
10:33que faça
10:34cada um deles
10:35empolgar.
10:36Lula vai disputar
10:36seu quarto mandato,
10:38isso tendo eleito
10:39Dilma e reeleito
10:40Dilma Rousseff.
10:42Nós temos
10:42do lado da direita
10:44um candidato
10:44que vai buscar
10:46de todas as formas
10:47e com todas as forças
10:48o apoio de Bolsonaro.
10:49Bolsonaro que foi eleito
10:50com um discurso radical,
10:53mas no exercício
10:54da presidência
10:55tomou medidas
10:56completamente
10:56contraditórias.
10:58Indicou Augusto Aras
10:59para a Procuradoria-Geral
11:00da República
11:00totalmente ligado
11:02à esquerda brasileira,
11:03colocou no Supremo
11:04Tribunal Federal
11:05Cássio Nunes Marques
11:06que agora acaba
11:07de libertar
11:08de todas as acusações
11:10o ex-ministro
11:11da Fazenda
11:12Antônio Palocci
11:13que confessou
11:14ser corrupto.
11:15Então,
11:16essas decisões
11:17de Jair Bolsonaro
11:17vão causando
11:18esse desânimo
11:19nas pessoas
11:19que olham
11:20com um pouquinho
11:20de sobriedade
11:21e veem que realmente
11:22não virá ali
11:23uma grande revolução
11:24pela direita.
11:25Obrigado.
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