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O presidente da Argentina, Javier Milei, fez uma exibição no palácio presidencial argentino do filme Homo Argentum, que satiriza figuras progressistas e fez sucesso no país. O longa tem 16 personagens e não foi feito com dinheiro público. O cinéfilo Josias Teófilo comenta sobre a ocasião. Comentaristas: Mano Ferreira, Jess Peixoto, Priscila Silveira

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Transcrição
00:00Milley, que é outro que está incentivando e muito a agenda que ele fala
00:04anti-woke, anti-woke na cultura, né? Daquele jeitão dele.
00:07Milley, inclusive, fez uma exibição, né, Josias, no Palácio Presidencial Argentino,
00:11do filme argentino Homo Argentum, que satiriza figuras progressistas
00:16e fez um baita de um sucesso no país.
00:18O que você achou dessa iniciativa do Milley?
00:20Ah, eu achei legal, eu acho interessante que um presidente de direita
00:23traga representantes da cultura e dialogue, não é com a agenda que for, não tem problema.
00:29Eu queria muito que o pessoal da direita no Brasil tivesse essa consciência, né?
00:33Infelizmente, quando estiveram no poder, não tiveram esse diálogo com a classe artística.
00:38E o filme parece bem interessante, é um filme que tem 16 personagens
00:43feitos pelo mesmo ator argentino e foi feito um filme sem dinheiro público,
00:48o que também é interessante.
00:50Agora, eu não concordo, evidentemente, com o discurso de Milley
00:53sobre o filme que é dizendo que não é necessário.
00:55Eu vi você indignado aí também com o meme que anda circulando do Milley,
00:59dizendo que, basicamente, artista que depende de financiamento público,
01:02na verdade, é um funcionário público, basicamente.
01:04Pois é, então, Aleijadinho, Heitor Villa-Lobos, eram todos funcionários públicos.
01:09Eu não concordo com isso, isso é absurdo, né?
01:12Eu acho que, evidentemente, olha só, a verdade é a seguinte,
01:15o artista, ele usa o que tiver à disposição para fazer os filmes.
01:19E a qualidade não vai depender de como ele é financiado, né?
01:23Agora, é claro que existe uma arte bem estatizada no Brasil,
01:26existe artistas dependentes, existe todo um discurso da classe artística
01:30que é muito de defesa do incentivo, que é uma coisa assim até hostil a quem discorda.
01:36Na verdade, todo mundo tem direito de discordar ou concordar do financiamento público de cultura.
01:41Agora, é muito interessante que ele esteja trazendo para junto de si a classe artística
01:46e dialogando com a classe artística, porque isso é uma coisa que Trump também está tentando.
01:52E é o que Lula sempre fez aqui, né?
01:55Ele leva lá, eu lembro que teve exibição no Palácio da Alvorada dos Dois Filhos de Francisco,
02:01vai ter agora Cléber Mendonça Filho assistindo.
02:03Pois é, não, e vale a pena até comparar com a exibição do filme O Agente Secreto,
02:09de Cléber Mendonça Filho, que foi feita lá no Palácio da Alvorada.
02:14Aliás, eles fazem, na época de Dilma, eles faziam sessões também no Palácio da Alvorada.
02:18Eu acho até interessante essa iniciativa do presidente Lula, não vejo problema nenhum em trazer o filme para debater.
02:26Isso é muito legal, eu acho que todo presidente devia fazer isso.
02:29Aliás, eu acho que o Tarcísio devia fazer isso também no Palácio dos Bandeirantes.
02:33Seria muito bom trazer a classe artística, debater, criticar, não precisa elogiar, não precisa gostar de tudo.
02:39Mas o fato é o seguinte, chama a atenção que esse filme, para mim, é o filme mais woke da história recente.
02:47Eu tive a oportunidade de ver em Cannes, eu vim aqui comentar com vocês.
02:50Esse filme do Millen?
02:52Não, o filme de O Agente Secreto.
02:54Ah, O Agente Secreto.
02:54O Agente Secreto.
02:55Esse que está passando o trailer, O Agente Secreto, é um filme bastante woke,
02:59porque ele quis colocar todos os temas do woke dentro do filme.
03:03Tem machismo, racismo, homofobia, preconceito contra nordestino,
03:09que é um tema que eu acho muito curioso, viu?
03:11Porque é o seguinte, eu moro há oito anos em São Paulo, nunca na minha vida, eu nunca sofri isso.
03:19É claro que gente mais pobre, mas ele repete sempre esse tema, está em Bacurau também,
03:25o que é uma coisa bastante, para mim, é fora da minha realidade.
03:28Mas o fato é o seguinte, ele quis colocar todos os temas do woke dentro do filme,
03:32o que deixa o filme bastante disperso.
03:35É o sujeito que se orienta pelas famosas Olimpíadas da opressão, né?
03:40Ele vai tentando realmente subir na hierarquia, ticar cada caixinha,
03:44para sinalizar a virtude cada vez mais.
03:46E outra coisa, olha que coisa curiosa.
03:49Essa sessão foi uma coisa que eu nunca vi na minha vida, que é o seguinte,
03:54eles trouxeram a equipe inteira do filme, e até os figurantes do filme,
03:59para a sessão.
04:00Eu digo, imagina o gasto de dinheiro público, que é para fazer isso.
04:04Olha, até no Oscar, as pessoas vão com os atores principais,
04:07os principais membros da equipe, e é isso.
04:11Até parece que nós não estamos vivendo uma crise,
04:13nós não estamos tendo que cortar gasto, né?
04:18É, exatamente.
04:20Agora, eu tenho uma pergunta aqui antes da gente seguir,
04:22tem várias outras pautas aqui para falar com o Josias,
04:24mas eu não vou resistir com uma pergunta aqui que vale milhões
04:27nas bilheterias brasileiras.
04:29Até quando, afinal de contas, você acha que os nossos produtores,
04:32cineastas, roteiristas brasileiros, seguirão tendo o regime militar
04:36encerrado há 40 anos atrás como principal fonte de inspiração criativa
04:40e poética deles, né?
04:42Ah, olha, sinceramente, eu tenho notícias aí de mais dois filmes,
04:48grandes, filmes grandes.
04:50Que é um do Bruno Barreto, que é um excelente cineasta.
04:54Baita cara.
04:55Cineasta muito importante, já foi indicado ao Oscar,
04:58fez a maior bilheteria do Brasil, que é a Dona Flor e seus dois maridos.
05:02E tem outro, que é o baseado no Brasil Nunca Mais,
05:08que já está aprovado na Lei Rouanet, na Lei Dual Dual,
05:11que é a Lei Rouanet do Cinema, né?
05:12Então, lá vamos, e o sucesso, o efeito colateral do sucesso,
05:16ainda estou aqui, que é um filme que eu apreciei muito,
05:19que levou um grau de profissionalismo no cinema brasileiro,
05:22encheu os cinemas brasileiros, foi uma beleza de filme,
05:24ganhamos o Oscar, mas o fato é o seguinte,
05:28lá vamos ter que aguentar muito mais filme,
05:31e até ópera baseada no livro do Marcelo Rubens Paiva,
05:36que é uma figura muito complicada,
05:38figura muito ideológica, está sempre envolvido em polêmicas,
05:45e está sempre recuando de discurso woke, enfim,
05:48é uma coisa complicadíssima.
05:50Mas eu acho muito importante que a gente faça filme
05:52sobre o período da ditadura militar,
05:54e que a gente lembre o que é uma ditadura.
05:56Até acharia muito interessante que mostrasse
05:58o momento de início dessa ditadura,
06:00que para muita gente passou desapercebido,
06:03e aí a opressão foi começando, a perseguição começando,
06:05e quando viram já era o AI-5,
06:08e toda perseguição.
06:09Então eu acho que o brasileiro precisa ter mais consciência
06:12do quão cara e importante é a democracia,
06:15e como muitas vezes a democracia vai morrendo
06:18sem as pessoas perceberem isso,
06:21por meio dessas perseguições,
06:24por meio de modificações,
06:25e de repente já é tarde demais,
06:27e aí nós temos pessoas que foram caladas,
06:30silenciadas pela ditadura,
06:32assassinadas pela ditadura,
06:33que essa memória precisa ser lembrada.
06:36E tem um processo de elaboração
06:37que a cultura ajuda a fazer também.
06:40Pensando o próprio Marcelo Rubens Paiva,
06:42ele é vítima na família do desaparecimento,
06:46a morte terrível do pai dele.
06:49Então o livro que ele faz,
06:51que depois inspira o filme,
06:53não deixa de ser também uma elaboração sentimental
06:56de tudo o que aquilo significou para ele.
06:59e temos como país diversas outras pessoas
07:02que passam por um processo semelhante.
07:05Então eu acho que às vezes esses fenômenos históricos,
07:09eles vêm em ondas de reelaboração
07:12que eu acho que são saudáveis e são parte da cultura.
07:16O que eu acho triste, por exemplo,
07:18é a gente ter pouca representação até hoje
07:21do que foi o movimento abolicionista, por exemplo,
07:24de questões que são cicatrizes profundas da nossa cultura,
07:29como a escravidão,
07:30que eu acho muito pouco retratados no cinema nacional.
07:33Previo comentário, José, se fica à vontade.
07:35Pois é, eu concordo.
07:37Eu acho que, na verdade,
07:38poderia ter muito tema a se explorar
07:40dentro desse subgênero,
07:42que virou um subgênero do cinema brasileiro,
07:44que é filme de ditadura.
07:45Tem também documentário sobre Tropicália,
07:48que é outro subgênero.
07:49Tem vários subgêneros do cinema brasileiro.
07:51Mas o fato é o seguinte,
07:52poderiam ser novas visões,
07:54visões um pouco diferentes daquele tema.
07:57Agora, é natural que temas se repitam.
07:59Por exemplo, quantos filmes tem sobre a Segunda Guerra?
08:01Tem muitos filmes.
08:02E sempre vai ter, não vai acabar nunca mais.
08:04Vai parar de ter filmes sobre a Segunda Guerra.
08:06Agora, a gente poderia elaborar mais pontos de vista distintos
08:09ou outros momentos,
08:11outras regiões do Brasil,
08:12que não seja só o Rio e São Paulo.
08:15Isso vale a pena.
08:16Falando em guerra, vamos falar, por que não,
08:18da pivô da guerra cultural americana do momento,
08:21que a atriz Sidney Sweeney,
08:22a 8-girl do momento,
08:24ela que, enfim, é fato, pessoal,
08:26que a campanha polêmica dela,
08:28que acabou gerando um burburinho danado
08:29ali para a marca de roupas American Eagle,
08:32aumentou de forma estratosférica as vendas da marca.
08:36Mas, por outro lado,
08:37a primeira estreia da atriz no cinema
08:39foi, pelo visto, o maior fracasso de bilheteria.
08:42Meus amigos, o que explica esse fenômeno na tua cabeça?
08:45Josias Estófilo,
08:46tem gente boicotando o filme americana por causa da atriz?
08:50Não, veja bem,
08:50boicote não atrapalha a bilheteria do filme.
08:55Boicote ajuda muito.
08:55Geralmente ajuda, né?
08:56Você fala em primeira pessoa, né, Josias?
08:58É, eu conheço essa experiência,
08:59eu ganhei muito dinheiro com história de boicote.
09:01Você tem o lugar de falar.
09:02É, eu tenho o lugar de falar, é verdade.
09:04Filme, olha, se quiserem boicotar tudo o que eu faço aí,
09:07pode boicotar.
09:08Porque ajuda...
09:10Tudo o que é proibido é mais gostoso.
09:11É, exatamente.
09:12Aliás, dia desse eu tava, fui ver uma ópera no Municipal,
09:15uma dessas óperas, o OUX, eu tava com ódio.
09:18Pensei em vaiar, mas eu pensei,
09:19eu não vou dar essa glória a eles.
09:22Eles não merecem nem a vaia.
09:23Porque a vaia é a glória.
09:25Nelson Rodrigues dizia a verdade.
09:26A vaia é a glória do indivíduo, do artista.
09:29Pois bem, mas o que eu acho é que não tem nada a ver
09:32com a campanha do Jeans.
09:33Eu acho que tem a ver com a própria qualidade do filme
09:36e a própria repercussão do filme.
09:38Às vezes um filme não funciona
09:40porque não tem polêmica, não tem grande repercussão
09:43e aí as pessoas não vão ver e não se interessam.
09:46E só a Sidney Swine não garante a bilheteria.
09:49Só uma atriz não garante a bilheteria.
09:51Tem uma série de profissionais e de critérios de qualidade
09:54que fazem as pessoas assistirem.
09:56Mas o fato é o seguinte,
09:57a Sidney Swine tem grande sucesso.
10:00Inclusive o melhor filme da história recente do mundo
10:03que era Uma Vez em Hollywood.
10:05Se você for ver, aquelas atrizes que atuaram...
10:07Casa e forte.
10:07O melhor filme da história recente do mundo.
10:09O Planeta Terra é 2019,
10:11que foi um ano de grandes filmes.
10:14Um ano excepcional para o cinema.
10:16Foi o ano de 2019.
10:17Lançado era Uma Vez em Hollywood.
10:19De Quentin Tarantino,
10:21que tem Sidney Swine
10:22e uma grande quantidade de atrizes
10:24que bombaram, fizeram sucesso estrondoso.
10:27Todos os atores daquele filme
10:29estão fazendo um sucesso tremendo.
10:32Isso é um sucesso de bilheteria,
10:33de crítica,
10:34nos festivais de cinema autoral,
10:36no Oscar.
10:38E a Sidney Swine
10:39também virou a musa anti-woke.
10:41É a nossa musa.
10:42A verdade é essa.
10:45Impressionante.
10:45Até o Donald Trump
10:47está apaixonado por...
10:48I love Sidney.
10:49Sidney, she's so great.
10:51Sidney Swine.
10:52Sidney Swine lover.
10:53Mas o pessoal é tão...
10:54É tão especialista
10:56em problematizar tudo
10:57e ver coisa onde não tem
10:58é que o pessoal da esquerda,
11:00problematizando isso,
11:01já está dizendo
11:01que até as iniciais dela,
11:03SS,
11:04remeteriam a
11:05Schutzenstaffel,
11:06que era ali,
11:07se não me engano,
11:08a força aérea
11:09do terceiro Reich de Hitler.
11:11É uma coisa inacreditável.
11:13Tem algo...
11:13Tem isso também.
11:14Tem isso, é.
11:15Não, é porque
11:16essa coisa de banalizar
11:17a recorrência ao nazismo, né?
11:20Dizer que tudo é nazismo.
11:21Lady Goodwin.
11:22Procurem, pessoal, não é isso?
11:23Lady Godwin ou Goodwin.
11:25Procurem.
11:26Basicamente, perdeu o argumento?
11:27É Hitler.
11:28Basicamente,
11:28isso aí mostra a fraqueza.
11:30Esse filme novo dela é ruim.
11:31Em resumo.
11:32Eu não sei.
11:33Eu ainda não vi.
11:35Eu vou ver para comentar.
11:37Mas que ela é maravilhosa, ela é.
11:39Ela é maravilhosa.
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