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  • há 5 meses
EPISÓDIO COMPLETO _ TED BUNDY_ A MENTE DE UM MONSTRO - S1 EP1 _ INVESTIGAÇÃO DISCOVERY

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Transcrição
00:00Eu estou tendo muita dificuldade, dificuldade de verdade, em entender as coisas.
00:15Há um número infinito de jeitos de explicar como um homem chega ao ponto de destruir a vida humana.
00:31Eu costumava olhar uma garota bonita e pensava em como seria legal sair com ela.
00:48Aí eu imaginava como a cabeça dela ficaria legal numa vara.
01:01Você quer entender o que se passa na cabeça de alguém que comete o que nós chamamos de assassinato em série?
01:20Eu acho que consigo pensar no que estava acontecendo dentro de mim bem melhor do que as outras pessoas, de uma forma que elas possam entender.
01:38Eu acho que todo mundo concorda que eu fiz coisas ruins, então a pergunta é o que, e claro, como, quando, e talvez o mais importante, por quê?
01:54Ted Bundy, a mente de um monstro.
01:59O que devo saber primeiro?
02:00O que eu devo saber primeiro?
02:02Meu nome é Robert Cappell, e eu era investigador da delegacia de King na década de 70.
02:10Testando, um, dois, três, testando.
02:13Esta é a gravação de um interrogatório entre Bob Cappell e Ted Bundy.
02:20Sr. Bundy, tem alguma objeção à gravação desse depoimento?
02:24Não, não tenho.
02:25O que nós aprendemos quando conversamos com ele, foi que ele, mesmo que tentasse falar de outras pessoas, ele estava falando sobre ele mesmo e sobre o que fez nos assassinatos.
02:40Quem pode dizer o que se passa na cabeça de um homem?
02:43Para ele, é lógico, há um motivo por trás do que faz.
02:46Para ele, faz sentido.
02:47A estratégia era fazê-lo falar, porque eu sei que a única coisa que ele poderia fazer era falar sobre suas experiências.
02:57Então, ele estava contando para mim o que ele fez.
03:03Se ele percebeu isso, se percebesse, não falaria.
03:09Com certeza não abriria a boca.
03:10Tudo começou no estado de Washington, era onde eu morava, foi onde eu passei a infância, e foi onde eu me tornei adulto, e onde os primeiros crimes, ocorrências, assassinatos aconteceram.
03:2414 de julho de 1974, foi um dia extraordinário na região nordeste do Pacífico, típico domingo, com pessoas de folga, a temperatura em torno de 32 graus.
03:53Um dia ótimo para sair ao ar livre, colocar uma toalha no chão e tomar um sol, ou ir nadar naquela parte do lago por ali.
04:09Meu nome é John Sandford, mas eu era conhecido como McGrath, o farejador de crimes.
04:17Eu era repórter policial e de crimes.
04:19Eu ia atrás de muitos dos homicídios, quase todos, na região de Seattle.
04:27Havia 40 mil pessoas por aqui naquele dia, e algumas se lembram de ter visto Janice Ott ser abordada por um jovem bonito, com um gesso no braço, pedindo ajuda para colocar um veleiro no carro, no estacionamento ao fundo.
04:39Janice Ott tinha ido ao parque estadual do lago Samamichi sozinha, para tomar sol.
04:53Ela estendeu uma toalha por ali, e foi quando chegou um jovem com uma tipóia no braço, se apresentou a ela e começaram a conversar.
05:08E ele a convenceu a se levantar e ir com ele até o estacionamento, onde o Fusca dele estava estacionado.
05:16Como ele a convenceu a entrar no Fusca, nós não sabemos.
05:25Em pouquíssimo tempo, ele voltou aqui, ao parque estadual Samamichi, onde ele sequestrou Denise Nesland.
05:34A Denise tinha somente 18 anos.
05:42Ela tinha acabado de discutir com seu namorado, e foi até o banheiro feminino.
05:48Ela desapareceu do banheiro, como se evaporasse no ar.
05:54Para mim, ele matou uma, e sentiu que não era o suficiente, então voltou para mais.
05:59Os desaparecimentos no lago Samamichi foram um soco na cara da comunidade local.
06:09Começamos uma investigação de rotina para desaparecimentos.
06:14Meu pensamento inicial era que precisávamos divulgar as informações,
06:22porque nós imaginávamos que alguém devia ter visto essa pessoa.
06:27E no final das contas, estávamos certos?
06:32Eu sei que tem várias testemunhas por aí.
06:35Pessoas que viram um homem com as meninas, mas sem ter muita certeza do que viram.
06:39Ele foi visto sozinho, depois abordando as garotas, e depois foi visto com elas.
06:44Mas ninguém lembra muito bem dos detalhes que testemunhou.
06:47Ele não é um fantasma.
06:48Ele é bom, se porta bem, sabe como abordar as pessoas, sabe como calcular bem os riscos.
06:54Esse cara não quer ser apanhado.
06:57As testemunhas do parque descreveram basicamente a mesma pessoa.
07:04Jovem, bonito, camisa branca, bermuda branca, eloquente, bem vestido,
07:12meias brancas, tênis brancos e com o braço em uma tipóia.
07:16Disseram que o sotaque dele não era o sotaque da região.
07:20Acharam que era um sotaque britânico.
07:23As pessoas próximas ouviram partes da conversa.
07:34E eles ouviram quando ela disse,
07:37meu nome é Janice.
07:41E ele respondeu, meu nome é Ted.
07:43Só porque ele disse para uma moça na praia que se chamava Ted, não significava nada.
07:53Ele poderia estar mentindo.
07:55Talvez ela tivesse ouvido o nome errado.
07:58Talvez o nome dele fosse Fred, ou Ed, ou Ned.
08:02Algumas das testemunhas conseguiram identificá-lo e até mesmo dar informações para um retrato falado.
08:17Nós divulgamos o nome Ted e o retrato falado da polícia extensivamente.
08:23Estampamos em jornais e recebemos cerca de 3.500 ligações.
08:29Se seu nome fosse Ted e você morasse no oeste de Washington,
08:34alguém ia denunciar você para a polícia.
08:43Minha amiga que morava em Utah veio para Seattle porque queria sair de Utah e começar uma vida nova.
08:50E ela tinha acabado de chegar por aqui e tudo ainda estava uma bagunça.
08:55Então fomos para o Bar St. Piper Tavern naquela noite.
08:58Foi quando conhecemos ele.
08:59Nunca me esqueço da primeira vez que eu vi.
09:01Ele estava entrando pela porta vestindo uma camiseta amarela e estava deixando a barba crescer.
09:08Ele tinha um olhar que eu nunca tinha visto, um jeito de encarar.
09:11E eu acho que ele foi até ela.
09:13E a chamou para dançar e ela disse, não, não sei dançar.
09:16E aí ele se sentou.
09:18A noite continuou.
09:19Eles beberam mais álcool até que ela disse, eu gostaria de dançar agora.
09:23E ele disse, você tinha razão, você não sabe dançar.
09:25E quando saímos do bar no final da noite, ele saiu com ela.
09:30Ela pensou que ele era um príncipe encantado.
09:35Ele era gentil, era muito eloquente.
09:38E ele era o advogado perfeito que ela sempre quis.
09:44Ele estava prestes a entrar na faculdade e a se tornar um advogado.
09:47Já imaginei eles casados.
09:49E continuaríamos amigos e ele advogaria pelo país todo.
09:52O jornal divulgou o retrato falado e minha amiga foi até a minha casa com o jornal na mão.
10:02Jogou o jornal na mesa e perguntou, quem é esse?
10:05Quem você acha que é?
10:06E eu respondi, nossa, é o Ted.
10:08E ela começou a chorar.
10:12Deixa eu voltar um pouco.
10:13Meu nome é Marilyn Chinon.
10:17E eu conheci o Ted Bundy em setembro de 1969, quando ele se envolveu com uma amiga minha.
10:24E a gente meio que virou um trio em Seattle, Washington.
10:30Quando divulgaram um desenho, a minha amiga ficou muito perturbada.
10:35E ela não quis ligar para a polícia.
10:37Ela morria de medo que o Ted descobrisse que ela falou sobre ele para a polícia.
10:44Então eu liguei para a polícia por ela e disse,
10:47vou falar para vocês sobre o retrato falado e sobre o Fusca.
10:55Tinha sido divulgado que a pessoa do lago Samamish dirigia um Fusca aqui.
11:01Eles disseram que era de cor bronze.
11:03E eu perguntei, certeza que não é bege?
11:05Porque o dele é bege.
11:07Não é bronze.
11:08E aí eu desliguei o telefone e disse para ela,
11:10tudo certo, é um Fusca bronze.
11:11Não temos com o que nos preocupar.
11:13E quando ela descobriu que o carro era bronze,
11:16ela ficou aliviada e parou de pensar nisso.
11:26Eu sei que não dá para menosprezar o valor de cidadãos ligando
11:31e expressando seus medos a vocês sobre diferentes indivíduos.
11:35porque de cada cinco, dez ou vinte mil denúncias que vocês recebem,
11:40uma delas pode ser do seu suspeito.
11:43Mas como vocês vão saber?
11:44É impossível que ele esteja escondendo isso a vida inteira
11:49e que seja agora da natureza dele esconder o máximo das pessoas ao redor.
11:54Garotas em idade universitária estavam com muito medo.
12:02Crimes desse tipo se destacam e são horríveis para a comunidade.
12:08Algo estava acontecendo.
12:10Mas não sabíamos o que e não sabíamos quem, assim como a polícia.
12:13Meu parceiro, Roger Dan, e eu
12:29estávamos em Tacoma, na caminhonete dele,
12:33ouvindo o rádio
12:34e descobrimos que encontraram restos mortais
12:37ao leste de Issaquah.
12:44Aí Roger Dan e eu nos olhamos
12:47e eu disse
12:48Bom, é isso aí.
12:50É o que estávamos procurando o tempo todo.
12:52E foi quando tudo começou
12:56e fomos examinar a encosta.
13:12Ficamos no local em Issaquah
13:14por uns sete dias
13:16procurando de uma ponta a outra
13:18de cima a baixo
13:20olhando todos os possíveis indícios.
13:25Em 1974
13:27era mais ou menos como é agora.
13:29Mas quando cheguei
13:30havia pelo menos dois detetives aqui
13:32e havia
13:34muitos ossos no capô da viatura
13:37que estava estacionada nessa trilha.
13:40E antes de conseguir sacar
13:42nossa câmera para tirar fotos
13:44da ossada
13:45um dos investigadores, Roger Dan
13:47pegou todos os ossos
13:50e tirou do capô da viatura
13:52com o braço.
13:53Não queria que gravássemos os ossos
13:55e talvez estivesse certo.
13:57O que você tem aí, Bob?
13:58Por enquanto, só alguns ossos.
14:00Na verdade, são ossos de mandíbula, não são?
14:02Olha, um deles parece ser a mandíbula, sim.
14:05E ainda tem os dentes?
14:06Tem.
14:06Os dentes têm restaurações?
14:09Aparentemente, sim.
14:10Achamos o osso da mandíbula
14:19de uma das mulheres
14:20um crânio
14:21e a mandíbula de outra mulher
14:24além de ossos
14:26de uma mandíbula fraturada
14:27e um crânio que estava fraturado.
14:33Eram só os ossos
14:35sem carne.
14:36Também encontramos cabelo
14:41que era loiro.
14:45Era o cabelo de Janice Hodge.
14:51E encontramos cabelo preto
14:54que era de Denise Nesland
14:58e estava bem perto
15:00de onde encontramos o crânio dela.
15:02A mãe da Denise Nesland
15:12ficou arrasada.
15:19Ela nunca superou
15:21a perda da filha.
15:25Isso literalmente
15:26a destruiu.
15:32Acho que todos
15:38que estavam fazendo
15:39a cobertura
15:40estavam horrorizados.
15:42Que tipo de homem
15:43faria isso?
15:44Que tipo de animal
15:45faria isso?
15:49É uma ótima pergunta.
15:51É difícil
15:52descrever em palavras.
15:55O ato de matar alguém
15:56não é uma experiência comum.
15:58Pode ler todos
15:59os suspensos de assassinato
16:01e por mais que alguns
16:02desses escritores
16:02tentem ser bem gráficos
16:04sabe que não é real.
16:05Dá pra saber
16:06que o cara nunca
16:07presenciou algo assim.
16:08Não acontece
16:09como nos livros.
16:13Todos os restos
16:14mortais que encontramos
16:15estavam bem
16:16na superfície do solo.
16:18Mas também
16:19achamos ossos
16:20que não eram
16:21de
16:21Oti
16:23ou de Nesland.
16:24E naquela altura
16:27não sabíamos
16:27de quem eram.
16:30Bom, vamos começar assim.
16:32Pelo que eu sei
16:33foram encontrados
16:34gestos mortais
16:35de três mulheres
16:36em Issa
16:36duas foram identificadas
16:38e uma não.
16:39A mulher não identificada
16:41eu posso
16:42sussurrar pra você.
16:45Olha
16:46dá pra ouvir assim?
16:48Dá sim.
16:50Beleza.
16:50O nome dela
16:51era
16:52Jorgen Walkins.
16:58Provavelmente
16:58encontraram
16:59o crânio fraturado
17:00e a mandíbula
17:02estava quebrada.
17:03Eu não me lembro
17:21de qual noite
17:21da semana era.
17:22Era a noite
17:24de quinta-feira.
17:24Eu não sei.
17:26Entre onze e meia-noite
17:27provavelmente
17:27mais perto
17:28de meia-noite.
17:29Uma noite quente
17:30de Seattle.
17:31Eu acho que
17:31não tinha nuvens.
17:33eu estava
17:33andando pela viela
17:34com uma
17:36maleta
17:36e muletas
17:38e uma jovem
17:40andou na minha direção
17:41e na metade
17:43do quarteirão
17:44cheguei até ela
17:45e pedi pra que
17:46ela me ajudasse
17:47a carregar a maleta
17:48e ela ajudou
17:49e continuamos
17:50andando pela viela.
17:57Basicamente
17:58quando chegamos
17:59no carro
17:59o que aconteceu
18:00foi que eu
18:01eu bati nela
18:03deixei ela
18:04inconsciente
18:05com o pé de cabra
18:07e eu tinha
18:09umas
18:10umas algemas
18:11junto
18:12com o pé de cabra
18:13eu algemei
18:15ela
18:16e coloquei
18:18ela no banco
18:20de passageiro
18:20do carro
18:21e eu saí dirigindo
18:25ela recobrou a consciência
18:45um pouco depois
18:46e
18:47e nesse momento
18:49ela ficou
18:50bem lúcida
18:51falou sobre
18:52coisas
18:53ela disse que
18:56todas as chamavam
18:57de George
18:58é engraçado
19:00é meio engraçado
19:01mas
19:02é estranho
19:03o tipo de coisas
19:04que as pessoas
19:04dizem
19:05nessas circunstâncias
19:07ela disse
19:12que achava
19:12que
19:12tinha uma prova
19:14de espanhol
19:14no dia seguinte
19:15que ela pensou
19:16que eu sequestrei
19:17ela
19:18para ajudar
19:19a estudar
19:19para a prova
19:20de espanhol
19:20coisa
19:22esquisita
19:24de se dizer
19:24
19:24eu estacionei
19:41tirei as algemas
19:43e tirei
19:45ela do carro
19:46é um resumo
19:49da ópera
19:50e que
19:50eu bati nela
19:51de novo
19:52ela ficou
19:54inconsciente
19:55eu estrangulei
19:57ela
19:58e arrastei
19:58seu corpo
19:59até um pequeno
19:59bosque lá perto
20:00a cabeça
20:06da menina
20:07foi arrancada
20:08e levada
20:10pela estrada
20:10por uns
20:1120
20:15a 45 metros
20:17e foi
20:19enterrada
20:20a uns
20:2010 metros
20:21a oeste
20:22da estrada
20:23em uma encosta
20:24de pedras
20:25eu
20:29pulei
20:29alguns detalhes
20:30vamos ter
20:31que falar
20:31disso
20:31de novo
20:32em algum
20:32momento
20:33é difícil
20:34falar
20:34sobre isso
20:34agora
20:35nunca
20:49nunca conseguimos
20:50encontrar
20:50nem mesmo
20:51agora
20:51algo positivo
20:52não encontramos
20:53nada
20:54além de restos
20:54mortais humanos
20:55nem o botão
20:56nem o anel
20:57havia uma pressão
20:58tremenda sobre a polícia
21:00para resolver esse caso
21:01e que fosse
21:02resolvido
21:03rápido
21:04mas o que o público
21:05não sabia
21:06era que esses crimes
21:07não eram
21:08solucionáveis
21:09naquele momento
21:11específico
21:11não havia evidências
21:12para isso
21:13ele não
21:17deixa
21:18nenhuma roupa
21:19nas vítimas
21:19ele quer
21:20deixar
21:20o mínimo
21:20de evidências
21:21na cena
21:22do crime
21:22ele leu
21:23bastante
21:23sobre casos
21:24nos jornais
21:25ou talvez
21:25em revistas
21:26de investigação
21:27ele sabe
21:27sobre fibras
21:28ele sabe
21:29sobre fios
21:30de cabelo
21:30e coisas assim
21:31ele simplesmente
21:33joga as coisas
21:33pela janela
21:34do carro
21:34enquanto ele
21:35sai dirigindo
21:36não é um jeito
21:37ruim de se livrar
21:38desse tipo
21:38de coisa
21:39porque há todo
21:39tipo de lixo
21:40nas beiras
21:40das estradas
21:41que sempre
21:42é coletado
21:43eu decidi
21:53que a melhor
21:53coisa a se fazer
21:55era encontrar
21:56outras ocorrências
21:57parecidas
21:58com a do lago
21:59Samamis
22:00e é claro
22:02que não encontramos
22:03nada de imediato
22:05mas depois
22:06encontramos
22:06uma nova
22:09possível testemunha
22:10eu ouvi um barulho
22:12atrás de mim
22:13e quando eu virei
22:15vi um homem
22:16derrubando uns livros
22:17ele estava abaixado
22:19tentando pegar os livros
22:20e eu reparei
22:20que ele tinha
22:21uma tipoia
22:22em um braço
22:23e uma munhequeira
22:24ortopédica
22:25no outro
22:25então eu fui até ele
22:27e disse
22:27precisa de ajuda
22:28e ele disse
22:29preciso
22:29pode me ajudar
22:30era bem óbvio
22:32que ele precisava
22:33de ajuda
22:33ele disse
22:34que sofreu
22:35um acidente
22:35esquiando
22:36por isso
22:37ele estava
22:37daquele jeito
22:38então começamos
22:39a conversar
22:39e ele disse
22:40meu carro está parado
22:41logo ali
22:42então passamos
22:48andando pela ponte
22:49era um fusca
22:50acho que era marrom
22:52ele foi abrir
22:54a porta do passageiro
22:55e derrubou a chave
22:56e me disse
22:57será que consegue
22:59achar a chave
23:00eu não consigo sentir
23:01nada com esse negócio
23:02na minha mão
23:02eu estava esperta
23:04e não quis me abaixar
23:05na frente dele
23:06então eu disse
23:07vamos para trás
23:08e ver se vemos
23:09o reflexo da chave
23:10na luz
23:11então fomos
23:12para a traseira
23:13do carro
23:14eu me abaixei
23:16e por sorte
23:17vi o reflexo
23:18da luz
23:18nas chaves
23:19aí eu peguei as chaves
23:21coloquei na mão dele
23:23e disse
23:23tchau boa sorte
23:25você consegue descrever
23:27talvez um metro e oitenta
23:30não mais do que isso
23:31com certeza
23:32ele tinha um cabelo
23:33castanho claro
23:34meio desgrenhado
23:35sem muito estilo
23:37ou corte
23:38ele era magro
23:39e com umas roupas
23:40meio desleixadas
23:41nada sujo
23:43mas também não era arrumado
23:44foi uma conversa
23:50bem normal
23:50na verdade
23:51percebemos que esse cara
23:54tinha feito isso antes
23:55e que
23:57ele não iria parar
23:59era algo que ele sempre quis fazer
24:15e fazia com que ele se sentisse
24:17como a pessoa que ele queria ser
24:19tipo
24:20eu venho de uma família de prestígio
24:21vou para a faculdade de direito
24:23porque ele sempre quis ser algo
24:24que ele não era
24:26ele sempre quis usar
24:32as melhores roupas
24:33ele queria ser o melhor advogado
24:35e ele queria ser melhor
24:36o dia em que o Ted
24:40saiu para morar em Utah
24:42foi muito triste
24:43para a minha amiga
24:44ela ficou arrasada
24:46ela não queria que ele fosse
24:48e eu lembro que ela chorava
24:50e chorava
24:51o homem que ela amava
24:53estava partindo
24:54depois da descoberta
25:00dos restos mortais
25:01em Issaquah
25:02nada foi feito
25:04realmente
25:05central para unidades
25:07na rodovia 75
25:08os assassinatos
25:14em Washington
25:14pararam
25:15os policiais
25:17não estavam trabalhando
25:18muito
25:18porque o suspeito
25:20mal sabiam eles
25:21fora embora
25:22eu conheci o Ted
25:28quando ele cursava
25:29a faculdade de direito
25:30da universidade de Utah
25:32em Salt Lake
25:32ele era muito amigável
25:36e era interessado
25:37em música gospel
25:38na bíblia
25:38e nos livros dos mormons
25:40e sempre nos encontrávamos
25:41para falar da igreja
25:43nosso objetivo
25:45era convertê-lo
25:46meu nome é
25:48Larry Anderson
25:50eu ensinei o Ted
25:51sobre a igreja
25:52de Jesus Cristo
25:53dos Santos
25:53dos últimos dias
25:54e fui eu
25:54quem o batizou
25:55ele era muito
26:00extrovertido
26:01muito amigável
26:02um cozinheiro ótimo
26:03as garotas gostavam dele
26:04ele era um cara bonitão
26:05faziam muitas coisas
26:06com o Ted
26:07em uma noite
26:09a gente decidiu jantar
26:10na casa do Ted
26:11ele era um cozinheiro ótimo
26:12e naquela época
26:15os jornais daqui
26:15já tinham publicado
26:16histórias sobre
26:17o assassino Ted
26:18e eles mostravam
26:20o tempo todo
26:20um retrato falado
26:23nós os caras
26:26tirávamos o sarro
26:27pensando no que
26:28a gente faria
26:28se a gente pegasse
26:29esse cara
26:30bem
26:31era coisa de machão
26:32e levamos essa imagem
26:33para o jantar
26:34mostramos para todo mundo
26:35e passamos a foto
26:36por todos que estavam lá
26:38para ser sincero
26:42não parecia com o Ted
26:44mas enfim
26:48começamos a rir
26:49e o Ted disse
26:50olha
26:50eu sei
26:52como alguém pode
26:53se safar de algo assim
26:54ele disse
26:56é só matar a pessoa
26:58em uma cidade
26:59desovar o corpo
27:01em outra
27:01as roupas
27:03em uma terceira cidade
27:04e as ferramentas
27:05ou sei lá
27:06em outra cidade
27:07e as polícias
27:08nunca vão conversar
27:09então se um policial
27:10encontrar
27:11uma roupa com sangue
27:12em algum lugar
27:13isso acabaria ali
27:14eles não iriam conectar
27:16as outras cidades
27:17e
27:18a gente nem
27:20achou estranho
27:21isso na hora
27:22só demos
27:22risadas
27:23e achamos
27:24engraçado
27:25mas pensando agora
27:28eu acho que ele estava
27:29provocando a gente
27:31tentando dizer
27:33eu já fiz isso
27:34e vocês
27:34nem se tocam
27:35depois que as mortes
27:53pararam
27:54no estado
27:54de Washington
27:55começaram a acontecer
27:57quase que imediatamente
27:58em Utah
27:59ele sai por aí
28:16e vê uma coisa
28:17que gosta
28:17aí estaciona o carro
28:19num lugar
28:20que dê pra agir
28:21ele faz tudo
28:22muito eficientemente
28:23e ninguém consegue escapar
28:24isso é impressionante
28:26eu me formei
28:40no ensino médio
28:41na primavera
28:42de 1974
28:43um dia
28:45decidi
28:46que ia dar
28:46uma passada
28:47no shopping local
28:48que ficava
28:49a poucos quilômetros
28:50da minha casa
28:51meu nome é Carol
28:58Wanderont
28:59e eu fui sequestrada
29:00por Ted Bundy
29:01em novembro
29:02de 1974
29:04eu passei
29:09pelo shopping
29:09e parei
29:10pra olhar
29:10a vitrine
29:11da livraria
29:12e um homem
29:13veio até mim
29:14e se apresentou
29:15como um policial
29:16ele disse
29:18que o nome dele
29:19era policial
29:20Rosalind
29:20e disse
29:21que alguém
29:22tentou arrombar
29:23o meu carro
29:24ele perguntou
29:26se eu queria ir
29:26até o carro
29:27com ele
29:27pra ver
29:28se tinham
29:29levado alguma coisa
29:30chegamos no meu carro
29:34eu abri a porta
29:35demos uma olhada
29:35e nada tinha desaparecido
29:37e foi quando ele disse
29:38bom
29:39nós temos
29:40um suspeito
29:41que estava tentando
29:42arrombar o seu carro
29:43na subdelegacia
29:45do shopping
29:45você teria tempo
29:47pra ir até lá
29:48e registrar
29:48uma queixa
29:49eu disse
29:50é claro
29:51eu vou sim
29:52
29:53atravessamos
29:54a rua do shopping
29:55e fomos até
29:56outro prédio
29:57que ficava
29:57atrás de uma lavanderia
29:58e ele tentou
29:59abrir a porta
30:00como se ali
30:03fosse a sala
30:04de segurança
30:04e é claro
30:05estava trancada
30:06ele disse
30:06bom
30:07devem ter levado
30:07ele pra delegacia
30:08ele não está aqui
30:10e foi então
30:11quando eu senti
30:12um leve cheiro
30:12de álcool
30:13no hálito dele
30:14eu perguntei
30:16posso ver
30:17sua identificação
30:18ele abriu a carteira
30:20e mostrou um distintivo
30:21pra mim
30:22eu falei
30:22ah beleza
30:23meu truque
30:29ou minha isca
30:29principal
30:30seria o distintivo
30:31da polícia
30:32é uma coisa
30:33com muito poder
30:33pelo menos no começo
30:35até estragar o disfarce
30:36é uma coisa
30:37muito boa
30:38eu sempre
30:44respeitei
30:44as autoridades
30:45por isso
30:46acreditei nele
30:47e quando ele disse
30:48pra eu ir com ele
30:50pensei que era
30:50o correto
30:51a se fazer
30:52nós fomos
30:56até a lateral
30:57da rua
30:57e ele tinha
30:58estacionado
30:59um fusca ali
31:00o que eu achei
31:01que era
31:01meio estranho
31:02mas pensei
31:04que ele era
31:04um policial
31:05disfarçado
31:06entramos no carro
31:08dele
31:08mas eu não
31:09me senti
31:10à vontade
31:11e foi quando
31:11eu pensei
31:12que eu tinha
31:13cometido um erro
31:14ele deu a volta
31:25com o carro
31:26e se afastou
31:27do shopping
31:28estávamos na metade
31:35do caminho
31:36até a delegacia
31:37quando
31:38de repente
31:39ele virou o carro
31:41e parou encostado
31:42no meio fio
31:43ali eu percebi
31:44que estava
31:45tudo errado
31:45e comecei a gritar
31:46o que está fazendo
31:47o que é isso
31:48aqui não é delegacia
31:49por que parou
31:50o que está acontecendo
31:51eu estava
31:52em estado
31:53de pânico
31:54e não sabia
31:55o que estava acontecendo
31:56ele não dizia
31:57nada
31:58para mim
31:59não respondia
32:00nada
32:00e enquanto
32:02ele tentava
32:02segurar minhas mãos
32:04ele prendeu
32:05uma algema
32:05em um dos meus pulsos
32:06eu estava me debatendo
32:07e ele não conseguiu
32:08prender o outro
32:09eu dava socos
32:10e gritava
32:12e brigava
32:13com ele
32:13até quebrei
32:15todas as minhas unhas
32:16eu sabia
32:20que ele ia me matar
32:21pelo rosto dele
32:22pela maneira
32:23que ele agia
32:24ele estava louco
32:25ele se transformou
32:26num monstro
32:27minha vida inteira
32:30passou pelos meus olhos
32:32e eu pensei
32:33meu Deus
32:35meus pais nunca vão saber
32:36o que aconteceu comigo
32:37ele sacou uma arma
32:39e disse
32:40eu vou estourar
32:40sua cabeça
32:41e eu pensei
32:45pode atirar
32:46eu não vou com você
32:47e foi então
32:48que de alguma forma
32:50eu alcancei
32:51a maçaneta da porta
32:52e consegui sair
32:53pelo lado do passageiro
32:54começamos a brigar
32:59do lado de fora
33:00do carro
33:00e eu vi
33:02um pé de cabra
33:03na mão dele
33:04meu braço
33:04estava para cima
33:05empurrando
33:06para ele não me bater
33:07e então
33:09eu vi um carro
33:10surgindo
33:11na direção oposta
33:12e eu consegui
33:15correr para a rua
33:16o carro parou
33:18eu abri a porta
33:20e pulei para dentro
33:21eu estava chorando
33:26estava descontrolada
33:27e falava
33:28um homem
33:29um homem tentou
33:30me sequestrar
33:32eu pensei que ele poderia
33:37fazer a mesma coisa
33:38com outra pessoa
33:39e quando eu fugi
33:41ele dirigiu
33:43até
33:43Bountiful
33:44que é uma outra cidade
33:46Bountiful
33:49era uma comunidade
33:51bem calma
33:51era quase como
33:52uma cidade usada
33:53para dormir
33:54por pessoas
33:55que trabalhavam
33:56em Salt Lake City
33:57meu nome é William O'Colland
34:01as pessoas me chamam
34:03de Bill
34:03eu trabalhei no caso
34:04de Ted Pundin
34:05lá em 1974
34:07Debra Kate
34:11era uma jovem
34:12de 17 anos
34:14muito cativante
34:15sempre confiável
34:16era uma garota
34:17maravilhosa
34:18no dia 8 de novembro
34:23de 1974
34:25ela foi assistir
34:26uma peça
34:27na escola secundária
34:28Wilmont
34:29em Bountiful
34:30com os pais
34:31e quase no final
34:32da peça
34:32eles pediram
34:33que ela fosse buscar
34:34um irmão
34:34que praticava patinação
34:36no giro
34:36mais tarde
34:38eles saíram
34:40e notaram
34:40que o carro deles
34:42ainda estava
34:42no estacionamento
34:43e souberam
34:45que algo
34:45estava terrivelmente
34:46errado
34:47ela foi morta
34:51ali mesmo
34:52na escola
34:52não
34:53mas foi você
34:54o responsável
34:55pela morte dela
34:56isso mesmo
34:56ela foi morta
34:58no seu carro
34:58não
34:59foi na casa
35:01onde eu morava
35:02e você levou
35:04ela pra casa
35:04isso
35:05eu mantive ela
35:07lá por um certo tempo
35:08um dia
35:0924 horas
35:11e ela
35:12estava viva
35:14durante esse tempo
35:15deixa eu pensar
35:18durante metade
35:19do tempo
35:20vasculhamos
35:25a área
35:26e
35:27encontramos
35:28uma chave
35:29de algemas
35:29e determinamos
35:30que eram
35:31as mesmas marcas
35:32deixadas
35:33pelas algemas
35:34que foram retiradas
35:35do pulso
35:36de Carol
35:36Daront
35:37apenas duas horas
35:39antes
35:39do
35:41desaparecimento
35:42de Deborah Kent
35:43estávamos convencidos
35:49de que era a mesma pessoa
35:51que tinha efetuado
35:52o sequestro
35:53na escola
35:53mas não tínhamos
35:55nenhuma pista
35:56eu estava
35:59em estado
35:59de pânico
36:00eu estava
36:01apavorado
36:02eu precisava jogar
36:04pra fora do carro
36:05tudo que me lembrasse
36:06daquele incidente
36:07o quanto antes
36:08eu saí dirigindo
36:09pela estrada
36:09jogando as muletas
36:11a corda
36:11as roupas
36:12tudo pela janela
36:13e o pé de cabra
36:15as algemas
36:16tudo
36:16eu fiquei irritado
36:18comigo mesmo
36:19algumas semanas
36:21depois eu teria que
36:21comprar outras algemas
36:23não é engraçado
36:24mas é o que ia acontecer
36:25eu me senti culpada
36:30por sobreviver
36:31porque como ele
36:33não conseguiu me pegar
36:34ele saiu dirigindo
36:35e
36:36deveria estar com muita raiva
36:38quando chegou a ela
36:39eu ainda penso
36:45por que não fui eu
36:46por que eu sobrevivi
36:47por que eu consegui fugir
36:49e outra pessoa não
36:51os pais nunca mais
36:56a viram
36:57ainda penso com tristeza
36:59na família quente
37:00não dá pra imaginar
37:02o vazio
37:02que algo assim
37:03deixou na vida deles
37:04não fazíamos ideia
37:11do que estava acontecendo
37:12em Utah
37:12as polícias
37:13não costumavam
37:14conversar entre si
37:15parte disso
37:16por inveja
37:17parte disso por
37:19vamos chamar
37:20de incompetência
37:21e parte disso
37:22porque era algo
37:23não feito
37:23a polícia
37:24investigava seus crimes
37:26locais
37:27seus homicídios
37:28etc
37:29e imaginava
37:30que não havia
37:31conexão com homicídios
37:32em outros lugares
37:33vamos
38:00vamos logo
38:01gente
38:02os estudantes
38:08de engenharia florestal
38:09da faculdade comunitária
38:10de Green River
38:11encontraram um crânio
38:12ou pelo menos
38:14um fragmento de crânio
38:15na montanha Taylor
38:17a montanha Taylor
38:19é uma região
38:20bem acidentada
38:21a uns 32 quilômetros
38:23ao leste de Seattle
38:24fica na encosta
38:25da cordilheira Cascade
38:27quando chegamos
38:30vimos 6, 7, 8
38:32viaturas
38:33da polícia
38:33parecia que tinha
38:35uma equipe
38:36vasculhando as florestas
38:38e a montanha
38:39eles acabaram chegando
38:41na área florestal
38:42vou mostrar pra você
38:44que fica bem ali
38:46o principal porta-voz da polícia
38:51com quem conversamos
38:52foi o investigador
38:53Bob Kepler
38:54um homem é capaz
38:55de carregar um corpo
38:57por quase 300 metros
38:58naquele tipo de terreno
39:00seria algo muito difícil
39:02de fazer
39:02mas
39:03mas
39:04tudo é teoricamente possível
39:05mas não é muito provável
39:06que isso tenha ocorrido
39:08aqui não
39:08a busca pela montanha Taylor
39:11ocorreu a pelo menos
39:12300 metros
39:14da estrada de terra
39:15então vasculhamos
39:17uma boa parte
39:18daquela região
39:19de cima a baixo
39:21de uma ponta a outra
39:23eu caí de cara no chão
39:28e quando eu olhei pra cima
39:30eu vi um crânio
39:32nunca encontramos
39:35em um ou outro osso
39:37somente fragmentos
39:38do crânio
39:38isso indicava
39:47que o assassino
39:48havia decapitado
39:50cada uma das vítimas
39:51e aí
39:53ele levou
39:54os crânios delas
39:55para essa região
39:56mas como ele fez isso
39:59ele colocou os crânios
40:00em uma fronha
40:01ou em um saco de juta
40:03ou trouxe todos
40:04no banco de trás do carro
40:05não sabemos
40:06quatro crânios
40:17foram descobertos
40:18na montanha Taylor
40:19Linda Ann Healy
40:21Susan Rancourt
40:24Roberta Parks
40:29e Brenda Ball
40:32isso foi um grande choque
40:47para toda a comunidade
40:49agora não temos somente
40:50restos mortais
40:51de Issaquah
40:52que já eram três
40:53temos mais quatro vítimas
40:55na montanha Taylor
40:56e só pode existir
40:58uma conexão
40:59o responsável
41:00era responsável
41:01por todos
41:02as agências de notícias
41:11ficaram doidas com isso
41:13a resposta que recebemos
41:22do público em geral
41:23chegou a 500 ligações
41:26por dia
41:26e tínhamos cerca
41:28de 3 mil possíveis
41:30suspeitos
41:31como lidar
41:32com um volume
41:32tão grande
41:33de informações
41:34muito obrigado
41:35pela ligação
41:36como dar prioridades
41:40o que fazer
41:41com tudo isso
41:42foi um pesadelo
41:46cada vez que
41:47investigávamos algo
41:48mais 100 novas coisas
41:50surgiam
41:50que também tinham
41:52que ser investigadas
41:53começamos então
41:57uma força tarefa
41:58chamada
42:00GBU
42:02em inglês
42:04unidade de negócios
42:05500
42:06fui convidada
42:10a participar
42:11da força tarefa
42:12porque eu tinha
42:13experiência
42:14em investigar
42:15crimes sexuais
42:16meu nome
42:17é Kathleen
42:18McChesney
42:20eu era investigadora
42:21da polícia
42:22de King
42:22em Seattle
42:23reunimos
42:26todas as informações
42:27que coletamos
42:28analisamos tudo
42:30e conseguimos
42:31determinar
42:32quem eram
42:32os suspeitos
42:33mais prováveis
42:34de todos os nomes
42:36que reunimos
42:37e estávamos
42:38confiantes
42:38de que o assassino
42:40estava provavelmente
42:41entre os milhares
42:42de nomes
42:43que reunimos
42:44e eram nomes
42:44de suspeitos
42:45que possuíam
42:46Fusca
42:47e que provavelmente
42:48se chamavam Ted
42:49homens da idade
42:50correta
42:50com descrição
42:51física correta
42:52homens que conheciam
42:54o distrito
42:55da universidade
42:56de Washington
42:56e o parque
42:57do lago
42:58Samamish
42:58e interrogamos
43:01os 100 homens
43:02que acreditávamos
43:03se encaixarem
43:04nesses critérios
43:06damos um número
43:10a cada um
43:11dos 100 suspeitos
43:13e o número 7
43:15o número 8
43:17que acreditávamos
43:20e o número 6
43:20de
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