- há 6 meses
Vender plano de saúde pode dar uma renda mensal acima de R$ 40 mil. É o que afirma o CEO da administradora de QualiSaúde, Flávio Cirilo.
Ao Histórias Empresariais, Cirilo falou do mercado da saúde e até de como a busca por atestados médicos prejudica o atendimento a quem realmente precisa de cuidados.
--------------------------------------
🎙️ Assista aos nossos podcasts em
http://tribunaonline.com.br/podcasts
📰 Assine A Tribuna aqui
https://atribunadigital.com.br/assinatura/
💻 Fique bem informado com as notícias do Brasil e do Mundo aqui
https://tribunaonline.com.br
Ao Histórias Empresariais, Cirilo falou do mercado da saúde e até de como a busca por atestados médicos prejudica o atendimento a quem realmente precisa de cuidados.
--------------------------------------
🎙️ Assista aos nossos podcasts em
http://tribunaonline.com.br/podcasts
📰 Assine A Tribuna aqui
https://atribunadigital.com.br/assinatura/
💻 Fique bem informado com as notícias do Brasil e do Mundo aqui
https://tribunaonline.com.br
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00:00Ele está à frente da administradora de benefícios que já vendeu o plano de saúde para mais de 40 mil pessoas em 18 estados brasileiros.
00:00:17O Histórias Empresariais recebe Flávio Cirilo, CEO da Quali Saúde.
00:00:22Bem-vindo aqui ao nosso podcast, Flávio.
00:00:25Prazer, obrigado pelo convite, prazer estar com vocês aqui hoje.
00:00:28Eu que agradeço. Bom, queria começar falando sobre a Quali Saúde, sobre a história, sobre a atividade, como que funciona, como que opera a empresa.
00:00:36É, a Quali, nós fundamos a Quali em 2014, uma necessidade na época do meu sócio, o doutor Walter, que era dono do São Bernardo Saúde.
00:00:46Ele queria ter uma venda, uma administradora que fosse mais específica pra ele, que você tem nesse mercado várias...
00:00:51Ele era médico, doutor Walter?
00:00:52Ele é, doutor Walter é médico.
00:00:53É médico, é médico, doutor pedista. Não atua mais, né? Hoje em dia ele está mais, ele está mais...
00:00:59Na área empresarial?
00:01:00Não, ele está mais curtinho da vida.
00:01:01Ele já trabalhou muito aí, depois que ele vendeu a empresa, ele está mais com a família.
00:01:06Mas era uma necessidade da gente ter uma empresa que pudesse fazer a venda exclusiva, né?
00:01:09Pra São Bernardo Saúde.
00:01:11Nós fundamos a empresa com esse objetivo e essa empresa, depois veio o processo de venda, a empresa ficou um pouco...
00:01:20Não stand-by, mas ela ficou um pouco mais, assim, devagar no processo de expansão.
00:01:27E no ano passado eu fiquei ausente também um tempo da empresa, por uma questão empresarial, por questão de no-compete.
00:01:32No ano passado eu voltei pra empresa em março, e aí a gente retomou todo o processo de crescimento, né?
00:01:38Todo o plano que a gente havia montado pra empresa, desde março do ano passado.
00:01:42A gente saiu de março do ano passado, nós tínhamos 9 mil vidas, e chegamos, finalizamos dezembro com 30 mil vidas,
00:01:49e hoje a gente tem 40 mil vidas.
00:01:51Então a gente fez um processo de expansão interessante.
00:01:55Administradora, né? O que você perguntou aqui é uma administradora?
00:01:57Uma empresa que faz a gestão de três coisas, basicamente, de uma operadora.
00:02:03Ela faz a venda pra operadora, ela faz a emissão, né?
00:02:07O faturamento da cobrança dos boletos pro usuário, e ela faz o atendimento.
00:02:12Então um atendimento, o usuário que precisa de pegar a segunda via de boleto, tirar alguma dúvida sobre o plano,
00:02:17ele liga pra administradora de benefício.
00:02:21Cobrança, então ele terceiriza, né?
00:02:22A cobrança e a venda e esse faturamento são a área da operadora que é terceirizada pra uma administradora.
00:02:28É a parte financeira, por assim dizer.
00:02:30É, é uma parte mais burocrática, que você deixa a operadora mais livre pra cuidar da parte médica da saúde do usuário.
00:02:37É isso, basicamente isso.
00:02:38Então assim, não é só a venda, existe toda uma gestão ali, a estrutura pra atender o cliente.
00:02:46Você tem que ter os canais de atendimento obrigatórios da NS, tem que ter o 0800, tem que ter chat pra falar com ele.
00:02:52Tem o aplicativo, tem o WhatsApp, a emissão das cobranças, o descritivo da cobrança, enfim.
00:03:01Você manda imposto de renda, declaração de imposto de renda, toda a parte de faturamento,
00:03:06porque você tem tanto o plano coletivo por adesão que é vendido pro individual, pra pessoa física,
00:03:12enquanto o empresarial, que você tem que mandar faturamento pra empresa, emissão de nota,
00:03:16tudo é a gente que faz, é uma administradora faz.
00:03:18Então, tem uma parte do relacionamento com o cliente muito importante aí do plano de saúde
00:03:24que é realizado pela administradora.
00:03:26Muito dia a dia, é.
00:03:26O dia a dia tem um contato muito grande com o usuário e com as empresas.
00:03:29Você tem uma relação muito próxima com o usuário e com as empresas.
00:03:31Mas pra marcar um exame, por exemplo.
00:03:33Aí é a parte médica.
00:03:33Aí é a parte médica.
00:03:34Isso, aí é o que a operadora fica mais livre pra poder, no seu dia a dia,
00:03:40tomar conta do usuário na parte médica.
00:03:41Aí é a marcação de exame, marcação de cirurgia, é a relação da operadora com o prestador de serviço,
00:03:48com a clínica de imagem, relação com o médico, relação com os hospitais.
00:03:52Então, ela fica mais preocupada na saúde realmente do usuário e a parte de venda burocrática com a gente.
00:03:58O mercado de plano de saúde movimentou em 2024 um valor de 5 bilhões de reais ao todo.
00:04:05É um mercado muito grande e aqui no Espírito Santo ele tem uma fatia ainda mais expressiva do que nacionalmente.
00:04:13Isso, o Espírito Santo é um case em várias coisas no Brasil na área de saúde.
00:04:19Hoje o Espírito Santo tem uma taxa de cobertura percentual da população com o plano de saúde, 33%.
00:04:26A gente tá empatado ali com Brasília.
00:04:28A gente só perde pra São Paulo e Rio de Janeiro.
00:04:30Vitória Capital com a maior taxa de cobertura, 61% da população tem plano de saúde.
00:04:38Nossa, a maioria.
00:04:39A maioria.
00:04:40Isso é um case aqui no Espírito Santo.
00:04:43Isso é plano de saúde tanto empresarial, aquele que a empresa oferece, quanto o particular.
00:04:48Isso.
00:04:48Você tem três tipos de plano de saúde que são oferecidos no Brasil todo.
00:04:52Não é diferente aqui no Espírito Santo.
00:04:53Você tem o plano de pessoa física, que é a relação contratual ali da operadora direto com o usuário final.
00:04:58Você tem os planos coletivos por adesão, que é aí onde entram as administradoras de benefícios,
00:05:03que é a venda do produto que é criado pra uma categoria.
00:05:08Então você tem um produto que é criado pra advogados, ele é comercializado via a caixa de assistência do advogado ou pela OAB.
00:05:15Você tem um produto pra engenheiros, ele é comercializado via o CRE ou via mútua.
00:05:19Você tem um produto pro comércio, ele é comercializado via as entidades do comércio.
00:05:23Então, o que a lei criou lá em 2009, a lei das administradoras, foi pra categorizar e você dar preços corretos pra cada nicho.
00:05:32Porque antes da lei, existia um problema, até já entrando um pouco assim no porquê dessa legislação de 2009, que cria as administradoras.
00:05:39Você tinha as entidades de classe que elas comercializavam sem ter um critério atuarial, né?
00:05:49Porque o atuário, quando ele faz o preço, ele vai pegar qual o perfil dessa base aqui.
00:05:54Se é um grupo de advogados, entende-se que é um grupo que vai trabalhar mais no escritório.
00:05:59Se é um grupo de construção, entende-se que é uma atividade um pouco mais de risco.
00:06:03Então, ele vai trabalhar na construção, no prédio.
00:06:06Então, existem utilizações de planos de saúde diferentes ali.
00:06:09Então, por isso que existem preços diferentes.
00:06:12Quando isso era misturado, antes de 2009, o problema é que você, no final de 12 meses,
00:06:17sempre tinha um reajuste muito alto pra população que tava ali naquele contrato.
00:06:21E a INS começou a perceber que isso foi cada vez mais sendo difundido no Brasil
00:06:25com associações de serviço, chegou no escritório uma vez a Associação dos Consumidores de Energia Elétrica,
00:06:33pra você ter ideia.
00:06:34Você não tem como calcular risco atuarial de um negócio desse.
00:06:38Então, a lei de 2009 foi pra separar, ela criou a figura da administradora justamente
00:06:44pra ela poder separar as entidades de classe, os perfis de público,
00:06:48pra você precificar isso de forma correta.
00:06:51Pra evitar que esse reajuste fosse um reajuste exorbitante.
00:06:54Isso sempre sobrava pro usuário final, porque aquele que tava em tratamento,
00:06:58ao final de dois meses ele tomava um reajuste muito alto,
00:07:01que ele não conseguia pagar, e ele tentava migrar pra um outro plano,
00:07:04mas ele já tinha uma pré-existência.
00:07:06Ele não conseguia migrar de plano.
00:07:08Sempre sobrava pro usuário final.
00:07:10Ou ele tava em tratamento e não tinha como ir pra outro plano,
00:07:13teria que assumir, arcar com aquele reajuste lá de 40%, 50%, 60%.
00:07:17E aí a INS teve que intervir, que isso tava ficando uma coisa descontrolada,
00:07:23e ela criou essa figura da administradora.
00:07:25Então hoje a venda é uma venda, ela é mais dentro dessas caixinhas,
00:07:29que são as caixinhas atuariais, que a gente chama,
00:07:32e a INS conseguiu corrigir um pouco desses reajustes por conta disso.
00:07:38Então essa é a figura do coletivo por adesão.
00:07:40E o terceiro é o empresarial.
00:07:41O PME é direto, tanto via administradora, a gente também vende empresarial,
00:07:47quanto a operadora direto pras empresas, que aí é o funcionário da empresa.
00:07:50É a relação CNPJ com a operadora, ou CNPJ via administradora com a operadora.
00:07:56Isso é o mais comum até.
00:07:58Falando em reajuste, desde a pandemia,
00:08:01acho que o processo se tornou ainda mais dramático depois da Covid.
00:08:07Os reajustes passaram a ser um pouco salgados, um pouco pesados para a população.
00:08:12Houve um aumento de preço que era maior do que o que se via até então.
00:08:17Isso, você acredita que vai se atenuar, ou esse processo deve continuar?
00:08:22E como fazer para evitar que o preço suba tanto?
00:08:25Tem um controle de custo?
00:08:27É, se não mudar, eu vou dizer assim,
00:08:29que eu acho que esse processo de...
00:08:31O formato da saúde no país, ele precisa realmente ter uma mudança geral
00:08:37em alguns pontos especificamente, e eu vou dizer por quê.
00:08:40Porque você tem uma inflação de 17, inflação médica de 17, 18% ao ano.
00:08:46Nossa, mano.
00:08:47Você vai concorrer com reajuste salarial...
00:08:49Mais de três vezes maior do que...
00:08:50Não tem como competir.
00:08:52Você tem ideia?
00:08:52O plano pessoa física foi reajustado, agora a autorização de reajuste 7%.
00:08:56E isso é até ruim para a operadora, porque o produto tem um controle do reajuste lá
00:09:03do pessoa física, isso exclusivamente com o plano pessoa física.
00:09:07Ele tem um reajuste de 6, 7%.
00:09:08A inflação médica de 17, 18%, só por isso o plano já não fecha a conta.
00:09:14Em dois, três anos essa conta já não fecha mais.
00:09:16E foi por isso, foi por esse motivo lá atrás que quando essa regra do reajuste ser controlado
00:09:24pela Agência Nacional de Saúde, todo mundo parou de vender, quase todo mundo parou
00:09:27de vender pelo plano pessoa física.
00:09:29Ou vendia com um preço muito mais caro.
00:09:32Você inviabilizou esse mercado.
00:09:34Por isso que o mercado coletivo para adesão se formou nessa regra de segurar o reajuste.
00:09:40Então você tem uma inflação médica muito alta, você tem tecnologias que são imputadas
00:09:46hoje no hall da ANS, desconsiderando uma série de, vou dizer, uma série de premissas.
00:09:53A gente discutiu isso até num seminário recente agora jurídico da área da saúde.
00:09:59Tecnologias que não passam pelo Conitec, Comitê Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias.
00:10:06Você tem drogas que são incorporadas e aí tem alguns casos que nem foram incorporadas
00:10:17no hall, mas que são autorizadas pelo judiciário.
00:10:21E não é dizer que isso é culpa do judiciário, porque também não é, porque o judiciário
00:10:24ele quer preservar a vida e as decisões que ele toma são basicamente em cima disso, de
00:10:31preservar a vida.
00:10:32Então você tem uma droga que tem chance de salvar o indivíduo, ele vai autorizar.
00:10:36Mas isso na balança, isso não para de pé, porque se você está autorizando algo sem
00:10:42conhecimento do Conitec, sem a percepção de orçamento do SUS ou das próprias operadoras
00:10:51de saúde, isso sempre vai sobrar essa conta para o usuário final, em forma de reajuste.
00:10:58Então você está colocando novas tecnologias, você está tendo um aumento, você tem um aumento
00:11:04da questão das liminares.
00:11:07Isso vem desde a Constituição Federal, depois que foi criado, e depois foi criado essa percepção
00:11:13após a Constituição que garantiu a saúde como livre e total para todo cidadão brasileiro.
00:11:22Isso cada vez mais vai ganhando um regime de cobertura total e de urgência, porque você
00:11:27está com o liminar para ter o processo garantido mais rápido.
00:11:29Isso vem aumentando ao longo dos anos, isso é desde a Constituição, e aí você vai
00:11:35somando isso tudo, novas tecnologias, você vai ao reajuste da área da saúde, da inflação
00:11:41médica, as liminares judiciais.
00:11:44Isso vai piorando o atendimento do usuário, porque a operadora tenta se esforçar aqui para
00:11:49garantir pelo menos o básico para o usuário.
00:11:51Mas, no final, com essa inflação médica que sobra, isso sempre vai cair no colo do beneficiário.
00:11:59Então, existe alguma coisa para ser feita?
00:12:01Eu acho que existe.
00:12:02O governo tentou fazer um plano agora, tentou criar um plano agora popular.
00:12:08E isso foi, que é o plano que garantia pelo menos a consulta e exame, que muita gente
00:12:12depende disso no SUS e não consegue.
00:12:15Porque o volume, a demanda é tão alta e o SUS não consegue atender essa demanda.
00:12:18Você tem uma quantidade enorme, uma fila enorme de alguns tipos de procedimentos, de
00:12:24alguns tipos de exames e algumas consultas com alguns especialistas.
00:12:28O governo entendia que esse plano popular viria para poder pelo menos garantir que o usuário
00:12:33tivesse o diagnóstico daquilo que ele estivesse sentindo.
00:12:38Se você tem esse diagnóstico mais rápido, a possibilidade de você tratar aquilo que você
00:12:43tem também, precocemente, de você sair daquele problema também seria mais, percentualmente
00:12:49mais eficiente.
00:12:51Só que isso teve uma chuva de entidades indo contra essa proposta do governo que esse plano,
00:13:00esse sandbox da INS, que era um teste que a INS ia fazer, caiu por terra.
00:13:04Estimava-se que nós teríamos, hoje a gente tem um pouco mais de 50 milhões de usuários
00:13:09no plano de saúde, estimava-se que mais 50 milhões seriam cobertos, pelo menos, nesse
00:13:16tipo de produto de consulta e exame, que era um produto que sairia na faixa de 80 reais.
00:13:21Se isso passa, você desafoga muito o SUS.
00:13:24Você iria criar uma condição para o sistema privado de saúde, que você é princípio
00:13:33ali do mutualismo, quanto maior a base de gente pagando, maior você está diluindo o risco.
00:13:38Então você ia incorporar o sistema privado de saúde mais 50 milhões de vidas, você
00:13:44desafogaria as operadoras de saúde e você melhoraria a capacidade de diagnóstico da população
00:13:50e deixaria com o SUS apenas o que fosse ali, o hospitalar, a urgência e emergência, o
00:13:55tratamento continuado.
00:13:57Eu acreditava muito nesse projeto do governo, eu acho que seria um primeiro passo, não para
00:14:02um ObamaCare, como foi feito nos Estados Unidos, mas eu acho que seria um grande passo para
00:14:10a gente, pelo menos, ter o diagnóstico precoce da população e incentivar a população a tratar,
00:14:14a se tratar e a buscar um check-up, a fazer o diagnóstico precoce.
00:14:20Infelizmente isso caiu, porque as entidades, várias entidades, eu não vou ficar citando
00:14:24quais são as entidades, porque eu acho que isso é ruim, mas várias entidades foram contra
00:14:28esse projeto e infelizmente esse projeto caiu, esse projeto da INSS caiu.
00:14:33Essa seria uma busca por uma solução?
00:14:35Essa seria uma das poucas em anos que a gente assistiu uma iniciativa em anos que tivesse
00:14:43um impacto tão profundo, tão positivo na área de saúde do brasileiro.
00:14:47Muita gente disse assim, das entidades, como eu falei, eu não vou ficar citando as entidades,
00:14:50mas, ah, mas isso não é o tratamento completo do usuário.
00:14:53Não é o tratamento completo, mas hoje ele tem?
00:14:56É, não tem.
00:14:57Quer dizer, tem, mas tem uma demanda tão grande.
00:15:00A demanda é tão grande, a demanda, quando você, o SUS é universal, o SUS tem a característica
00:15:07de ser universal, ele não pode ter escolha de raça, cor, ele é para todos os cidadãos
00:15:13brasileiros.
00:15:14Então, assim, quando você criou esse plano de saúde público, vamos chamar assim, não
00:15:22se calculou a demanda disso.
00:15:25Desde o início, desde a Constituição Federal, quando a Constituição colocou que a saúde
00:15:31é universal para todo cidadão brasileiro.
00:15:33Então, assim, a demanda do SUS é uma demanda que ela é praticamente, é impossível você
00:15:43resolver a conta, o SUS resolver a conta sozinho.
00:15:46Então, por isso que eu falei que era uma das poucas, em anos, iniciativas que talvez
00:15:54melhorasse muito, principalmente o diagnóstico precoce da população.
00:15:57Porque hoje ele tenta, no SUS, uma consulta com um especialista, ele demora meses no especialista
00:16:04dependendo da especialidade.
00:16:07Eu vou citar um exemplo de um caso aqui, clássico que a gente teve no ano passado aqui
00:16:10no Estado, que foi uma fila de 600 crianças que precisavam de um neuropediatra no hospital
00:16:17infantil.
00:16:17E aí você vai colocar a culpa no governador?
00:16:21A culpa não é do governador, não tinha, a gente não conseguia fazer, não conseguia
00:16:26primeiro achar o especialista, porque você tem o neuropediatra para fazer um plantão
00:16:30lá, é muito específico, não tinha no Estado, você tinha que trazer a gente de fora.
00:16:36E veja, uma fila de 600 crianças para fazer uma consulta, e não é só uma consulta, porque
00:16:41ele faz a primeira consulta, mas depois ele tem que ter o tratamento continuado, de um
00:16:44neuropediatra, era uma fila que, o que resolveu?
00:16:48O que resolveu nesse caso foi a telemedicina, ele colocou lá a telemedicina e resolveu a
00:16:51fila de 600 crianças.
00:16:54Mas nós estamos falando de uma especialidade, você imagina isso em todas as especialidades.
00:16:58Uma fila de vários meses para atender uma especialidade, imagina as outras especialidades.
00:17:04Aí você conseguiu a consulta, aí o médico vai e te pede uma tomografia, você vai
00:17:12conseguir essa tomografia depois de dois, três meses, o que você estava tentando, o
00:17:17que a família estava tentando identificar, que poderia ter sido um diagnóstico no primeiro
00:17:23momento aqui, vai ser diferente daqui a três, seis meses.
00:17:27E esse era o ponto que essa medida do plano básico, desse plano popular, ela viria para
00:17:34mitigar isso, para tentar resolver isso.
00:17:36Então assim, infelizmente, eu não sei se isso vai voltar, essa pauta ainda volta nesse
00:17:42governo, não sei se ainda volta, mas era uma coisa que era o primeiro passo em anos que
00:17:45a gente enxergou que tinha algum tipo de solução, porque você, só complementando, eu acho que
00:17:52esse tema está longo, mas eu acho que é importante.
00:17:56Tem um outro mercado que tinha, existia um medo do outro mercado, de um mercado dos cartões
00:18:01de benefícios, desse mercado acabar, mas eu acho o contrário, eu acho que isso ia
00:18:07fortalecer essas empresas.
00:18:08Os cartões de benefícios são uma espécie de planinho ali.
00:18:11É, os cartões, eles não têm uma legislação.
00:18:14A partir do momento que a ANS implanta uma legislação que te obriga a dar todas as
00:18:19especialidades e todos os exames, os cartões de benefícios que quisessem se manter nesse
00:18:24mercado, eles teriam que cobrir isso, eles teriam que oferecer isso, essa cobertura
00:18:30obrigatória do hall de consultas e exames da ANS.
00:18:33Eu acho que seria bom não só para as operadoras de saúde, mas também para os cartões de
00:18:37benefícios, porque é um novo segmento que você estaria criando.
00:18:41Existem cartões de benefícios enormes, com uma população enorme, eu acho que isso
00:18:45iria ajudar a ser um segmento, a se tornar perene, porque hoje é um segmento que não é
00:18:52regulado.
00:18:53Você contrata hoje um cartão de benefício, um cartão que te dá consulta e exames,
00:18:57ele não tem obrigação de te dar todos os exames, nem todas as consultas.
00:19:00Geralmente com desconto, não é isso?
00:19:01Ele te dá o desconto, tem alguns que tem até uma rede credenciada, que ele paga até
00:19:05a consulta, mas ele não tem uma regulação para ele.
00:19:08A partir do momento que esse sandbox da ANS passasse, vigorasse, existia uma grande chance
00:19:13desse mercado se tornar um mercado perene, esses cartões começarem a vender isso.
00:19:17Tudo bem que era uma lista pequena de empresas que começaria o teste, mas tinha tudo
00:19:20para dar certo esse teste.
00:19:22E essas empresas incorporarem essa legislação e passarem a vender esse plano.
00:19:26Então, é uma pena que isso não tenha dado certo.
00:19:31Acho que perde a população.
00:19:33Mais uma vez, eu sempre falo, a conta sempre cai no colo da população.
00:19:37Sempre cai no colo da população.
00:19:39E essa foi mais uma que poderia ter dado certo.
00:19:42Voltando aqui à questão do número de pessoas, o número de usuários de plano de saúde é
00:19:47de 61%, eu não lembro se é em Vitória ou se é no Espírito Santo.
00:19:51Em Vitória, em Vitória.
00:19:52Só em 33%.
00:19:53Pois é, 33% da população capixaba tem plano.
00:19:57Em Vitória, 61%.
00:19:58Tem espaço para crescer mais?
00:20:01Conquistar mais gente?
00:20:02É, a taxa de cobertura está diretamente ligada à taxa de emprego.
00:20:07Isso histórico.
00:20:09Historicamente, você tem uma oscilação da taxa de emprego para cima ou para baixo,
00:20:14a taxa de tanto plano coletivo por adesão, que são comprados por profissionais liberais,
00:20:21quanto para o próprio seletista, o empregador e o empregado.
00:20:24Eu acho que, dado o cenário que nós temos hoje no Estado de estabilidade fiscal,
00:20:31o Estado é um Estado, principalmente o governo tem feito um trabalho muito grande de estabilidade
00:20:36fiscal, é um Estado que tem todas as contas em dia, isso ajuda no cenário do Espírito
00:20:41Santo a ser o terceiro maior Estado de cobertura do país.
00:20:44A taxa de emprego do Brasil, quanto mais ela melhora, isso obviamente vai impactar aqui.
00:20:52O Espírito Santo tem uma diferença aqui, tem muita empresa vindo para cá, tem uma
00:20:56atratividade, tem um saldo, tem uma matéria que saiu agora recentemente, um saldo de migração
00:21:03entre os Estados, o Espírito Santo ganhou uma quantidade expressiva, mais de 108 mil pessoas
00:21:08novas vindo morar aqui.
00:21:10E isso também aumenta a taxa de cobertura do plano localmente, mas assim, são os fatores,
00:21:16você ter estabilidade fiscal, você ter mais pessoas vindo de fora para cá.
00:21:19Crescimento populacional.
00:21:21Crescimento populacional, da faixa etária que trabalha, da faixa etária que compra o
00:21:24plano de saúde e a própria evolução da população, nascimento de habitante.
00:21:32Aqui tem essa vantagem e aqui tem uma força, é impressionante isso aqui no Estado.
00:21:40Você tem um ambiente de negócio em alguns setores que também ajuda muito a contratação
00:21:46do plano de saúde ser tão alto aqui no Estado.
00:21:48Comércio, construção civil, serviço e alguns específicos, serviços de limpeza, conservação
00:21:57e limpeza, serviço de segurança, algumas categorias aqui no Estado são muito fortes.
00:22:06E essas categorias são categorias que conseguiram nas suas convenções coletivas implementar
00:22:13o plano básico, que é o plano ambulatorial, o plano básico em suas convenções.
00:22:17Então você aumenta com isso, não é só a base de beneficiários, mas você aumenta a base
00:22:22de pessoas que, com uma diferença pequena, já que o patrão paga para ela o plano básico,
00:22:28ela complementa e ela pula para um plano completo.
00:22:31Por isso que a taxa nossa aqui é uma taxa tão grande, é um dos fatores.
00:22:34Você tem o fator estável da economia local, do governo, você tem o fator de...
00:22:38Então tem uma projeção ainda de uma capacidade de crescimento.
00:22:42Existe uma capacidade de crescimento, existe, existe sim.
00:22:44Esse percentual tão alto da população que tem plano de saúde, isso também acredito
00:22:51que seja um desafio para as operadoras de manterem ali a qualidade do atendimento, conseguiria
00:23:00ampliar, às vezes até é necessário ampliar a rede, a estrutura de atendimento.
00:23:05Sim, sim, sim, é necessário.
00:23:07Isso desafia também a administradora?
00:23:11Para nós, para a administradora, eu acho que esse desafio, ele não chega a ser impactante
00:23:20para a administradora, mas para a operadora, a operadora ela tem ali uma responsabilidade
00:23:28de ter os seus pontos de atendimento sem fila.
00:23:31Ela tem a necessidade de ter coberturas de hospitais que ela consiga atingir a população
00:23:36que ela vendeu ali.
00:23:38Isso a INS mede isso.
00:23:41Inclusive a INS, se você tem uma quantidade de reclamação, por exemplo, em Cariacica
00:23:46por falta de atendimento hospitalar, isso gera um número, um número de reclamações
00:23:51num ambiente chamado NIP.
00:23:54E essa NIP, quando ela aumenta o número daquele produto, aumenta o número de reclamações
00:23:58na INS, ela pode intervir e suspender a comercialização daquele plano.
00:24:01Então isso é medido pela agência.
00:24:03Por isso que a operadora tem a responsabilidade de manter o produto que ela comercializa com
00:24:09cobertura, com taxa de cobertura, sem fila, com acesso ao usuário que ela comercializou.
00:24:16Eu acho que isso não é desafio para a operadora, se a operadora está numa crescente, se ela
00:24:20está comercializando, ela tem condição, até porque ela está vendendo, ela está entrando
00:24:24no recurso, entrando no receito, ela tem condição de ampliar a sua rede, sua estrutura.
00:24:28Não é desafio.
00:24:29Eu acho que o desafio é mais quando a gente fala de SUS, porque o governo do estado,
00:24:36por exemplo, ano passado entregou um hospital, entregou em Guarapari.
00:24:40Guarapari a gente tem um hospital que atende no privado, que é o São Pedro.
00:24:44E aí o governo entregou um baita hospital, belo hospital, para atender o SUS.
00:24:48Então assim, o desafio é maior no caso do governo do estado, do governo federal, eu
00:24:54acho que é mais desafiante.
00:24:55Tipo, para a operadora de saúde não, porque eu acho que quanto mais ela vende, mais ela
00:24:59tem receita, mais ela tem recurso para investir na rede.
00:25:01Tem um cenário famoso de alguns clientes reclamarem do tempo para ser atendido, por
00:25:07exemplo, numa situação de urgência.
00:25:10Muita gente vai lá e faz o uso equivocado, por exemplo.
00:25:13Nem é uma urgência, a pessoa vai lá.
00:25:15Esse é um problema global dos planos de saúde.
00:25:18Não tem relação então com a quantidade de pessoas, tem relação com uma má utilização.
00:25:22É, você tem uma parcela pequena da população que utiliza de forma indevida o plano.
00:25:28Assim, eu falo que sempre estoura...
00:25:29Não é uma parcela grande.
00:25:31É, eu sempre falo que estoura sempre o beneficiário final, mas tem uma parcela que tem culpa.
00:25:37Você, vou pegar o governo de Cuiabá, a prefeitura de Cuiabá, como exemplo.
00:25:41Eles tentaram instituir, nas unidades de saúde, zerar o atestado.
00:25:53E aí, o prefeito de Cuiabá, ele tem lá as câmeras de cada UBS dele lá.
00:25:59Depois que ele implementou isso, as UBS não tinham fila.
00:26:03Zerar o atestado, o atestado não pode ser emitido numa situação...
00:26:05Não pode ser emitido lá, na UBS.
00:26:07Não tinha fila mais o atestado.
00:26:09Uma sexta-feira à noite ficava lotado, não tinha fila.
00:26:11Segunda-feira de manhã ficava lotado.
00:26:13Muita gente vai lá só pra pegar um atestado médio.
00:26:15Então, existe uma população...
00:26:17Minha esposa é médica, já atendeu o plano de saúde no posto de saúde aqui, no posto de saúde da família, né?
00:26:22Chamava posto de saúde da família.
00:26:25Ela chegou a um ponto que tinha um grupo durante a semana que ela tentou bater de frente com o sistema.
00:26:32Até o dia que ela foi, teve uma conversa lá.
00:26:35Ela não foi nem ameaça, mas ela teve uma conversa com um líder...
00:26:40Não foi sindical, mas foi um líder da empresa que teve uma conversa...
00:26:44Você vai continuar dificultando aqui, nós vamos fazer de tudo pra você sair daqui.
00:26:48Não foi uma ameaça a ela.
00:26:49Foi uma ameaça, pô, você tá atrapalhando meus funcionários aqui.
00:26:53Isso é ruim pra quem precisa de utilizar.
00:26:55Então, assim, dizer que não tem culpa também de uma parte...
00:26:58Tem, tem uma parcela pequena, mas tem que usar de forma incorreta o plano.
00:27:02É, mas assim, até pra conseguir um atestado, mesmo que a pessoa, ela realmente necessite, né?
00:27:09Ela tem de ir lá e buscar no atendimento que estiver disponível.
00:27:14Então, é realmente um desafio.
00:27:16A teleconsulta, por exemplo, é uma solução...
00:27:18Ninguém faz, por exemplo, teleconsulta, ninguém faz atestado.
00:27:22É.
00:27:22Porque isso virou um problema.
00:27:25Todas as empresas que colocaram na teleconsulta a emissão de atestado, retiraram.
00:27:30Praticamente todas.
00:27:31Não tem mais a teleconsulta, porque senão você acaba com o modelo de teleconsulta.
00:27:35Porque todo mundo ia de casa mesmo entrar, né?
00:27:37Todo mundo não, porque a gente não pode...
00:27:41Como eu disse, é uma parcela pequena da população que faz isso.
00:27:43É, entrar na telemedicina, ir lá e pedir um atestado de casa.
00:27:49Sem, sem, ao menos ir na empresa, sem, ao menos ir no médico.
00:27:52Isso assim, tava virando, aí sim ia virar um negócio descontrolado.
00:27:56Eles tiraram isso da telemedicina.
00:27:57Todas as empresas que eu conheço, que trabalham com isso, não fazem mais.
00:28:00Motivava fraude, pessoas que...
00:28:01Isso motiva fraude.
00:28:02Isso motiva a utilização indevida.
00:28:04Aí aumento de custos sobra pra quem?
00:28:05Sobra sempre pra população.
00:28:07A utilização indevida também volta a isso como reajuste pra população.
00:28:11Importante dizer isso.
00:28:14Se você vai no posto de saúde pra pegar um atestado médico,
00:28:18não precisando do atestado médico, isso é custo.
00:28:21Nós estamos falando de, ah, mas só eu, fui lá rapidinho, peguei.
00:28:24Não, mas quantos tem na semana?
00:28:26Isso volta pra população em termos de reajuste.
00:28:28Isso volta contra a população quando você chega lá,
00:28:31a clínica tá cheia, o BS tá cheio.
00:28:32Sim, é verdade.
00:28:33Você chega no pronto-socorro, às vezes, com teu filho com necessidade de urgência,
00:28:38emergência lá, coloca uma pulseira vermelha ou uma pulseira amarela.
00:28:41Às vezes tem gente lá dentro, dentro do consultório,
00:28:44que não era pra estar.
00:28:45Era seu filho que era pra estar lá.
00:28:46Que ele sim tá numa pulseira vermelha ou uma pulseira laranja.
00:28:49E tem alguém lá dentro que tá pra pegar o atestado.
00:28:51Entendi.
00:28:52Existe isso, infelizmente, né?
00:28:55Agora, é um problema que, assim, se resolve da noite pro dia, não resolve.
00:28:58É conscientização, é mostrar cada vez mais pra população
00:29:01quanto que isso reduz custos, tiver uma utilização realmente quando precisar.
00:29:06Então, assim, mas é um trabalho...
00:29:08Não é um.
00:29:09É uma série de coisas que tem que mudar.
00:29:11Então, fraude com o atestado, além de ser um problema, né?
00:29:14Pra economia como um todo, ainda é um problema pra quem paga o serviço.
00:29:19Tanto pro particular quanto pro serviço público.
00:29:23É o problema dos dois.
00:29:24Olha só.
00:29:25É o problema dos dois.
00:29:26É, a gente sempre vê, né?
00:29:27Pela perspectiva do empresário que fica sem a pessoa ali trabalhando.
00:29:30Porque ela contou uma mentira lá pro médico, né?
00:29:34Não, isso tem nos dois.
00:29:35Eu vivenciei isso dentro de casa ao longo de vários anos, né?
00:29:39Que é a minha esposa atendendo no PSF.
00:29:41E era um funcionário de uma empresa que, tudo bem, não tinha plano de saúde,
00:29:45eles eram atendidos na OBS.
00:29:47Mas você vê isso tanto no público quanto no privado, infelizmente.
00:29:50Bom, falar aqui um pouquinho sobre mercado, né?
00:29:53Mercado de trabalho, profissional.
00:29:56Quali Saúde, ela atua com quantos colaboradores?
00:30:00Hoje nós temos colaboradores diretos, são 82 colaboradores diretos.
00:30:05Corretores vinculados hoje, a gente já passou de 13 mil corretores.
00:30:09Nessas 18 praças que nós estamos, você vai credenciando as corretoras
00:30:14e as corretoras tem os corretores, né?
00:30:16Os consultores.
00:30:17Ah, então são mil e...
00:30:19São 13 mil nos 18 estados.
00:30:23Aqui no estado nós temos hoje ativos, 1.200 corretores ativos.
00:30:27São Paulo é uma praça que a gente entrou agora recente,
00:30:32a gente já está com quase 5 mil corretores lá.
00:30:34Só em São Paulo.
00:30:35Só em São Paulo.
00:30:36Empresa Capixaba, fundada no Espirito do Estado.
00:30:37Empresa Capixaba, fundada aqui e atua em 18 estados.
00:30:40Em 18 estados.
00:30:41Em 18 estados.
00:30:42A gente tem 7 filiais.
00:30:435 mil filiais e 5 mil corretores só em São Paulo.
00:30:46A gente tem 7 filiais e esses, os demais estados, a gente vai abrindo à medida que vai crescendo
00:30:53a venda, né?
00:30:54Porque pra você não colocar muito custo na frente da venda.
00:30:58Então a gente vai abrindo à medida que vai crescendo a venda.
00:31:00Mas a gente já comercializa hoje com corretores em 18 estados.
00:31:03A gente tem equipes de venda em 18 estados.
00:31:05E vale a pena trabalhar como corretor?
00:31:07Vale muito.
00:31:08Vale?
00:31:09Olha, eu falo isso demais.
00:31:10Isso é uma coisa que assim, eu fico até feliz em falar isso, em divulgar isso.
00:31:14Porque é o mercado que, assim, primeiro que é o mercado que precisa de ter proteção.
00:31:21O consultor de plano de saúde não tem proteção.
00:31:24E quando eu falo isso é porque assim, você tem um corretor de seguros que tem a SUSEP.
00:31:28Ele tem uma legislação que toma conta dele.
00:31:31Ele tem lá o sindicato dos corretores, que é um sindicato extremamente forte.
00:31:35Você tem a FENACOR, que é a Federação Nacional dos Corretores.
00:31:39Você tem, então, toda uma estrutura que tem a proteção para o corretor.
00:31:43O consultor de plano de saúde, ele não tem isso.
00:31:47Não tem um...
00:31:49A ANS não tem uma ala dentro da ANS, ou uma normativa que cria a figura do consultor de plano de saúde.
00:31:56E quanto mais eu falo sobre isso, quanto mais a gente vê isso no mercado, assim,
00:32:01mais as pessoas...
00:32:02Todo mundo que eu converso sobre isso, falou,
00:32:04mas eu não sabia que o mercado era tão grande de plano de saúde,
00:32:06de consultor de plano de saúde.
00:32:07Não sabia que ganhava tanto dinheiro isso.
00:32:09Desde 2000, quando eu entrei nesse mercado, 25 anos atrás,
00:32:15a gente tem sempre uma média de venda por vendedor.
00:32:18Desde 2000.
00:32:19O vendedor não seletista, tá?
00:32:21O seletista, ele até tem uma média maior.
00:32:23Mas o vendedor de plano de saúde, ele vende, em média, 5 vidas mês.
00:32:275 vidas mês numa praça como Vitória, ele pode ganhar até 5 mil reais.
00:32:33Estou falando de 5 vidas.
00:32:355 mil reais por venda.
00:32:37Mil reais por vida.
00:32:38Porque o mercado aqui é muito aquecido, tem muito concorrente.
00:32:40Então, o CAC da região, o custo de aquisição de cliente das administradoras aqui é muito mais alto.
00:32:47Ele vende uma vida, ele ganha mil reais.
00:32:49Ele pode ganhar até mil reais.
00:32:50Porque você tem um produto mais baixo, que ele ganha menos,
00:32:52e o produto que vende mais ali, que é o estadual, até mil reais por vida.
00:32:55Eu tenho, nos últimos, de março do ano passado, até agora, os top 10 nossos, vendedores,
00:33:04e eles variam, os top 10, todo mês você tem top 10 diferentes.
00:33:09Não ganham menos que 40 mil reais por mês.
00:33:12Nossa.
00:33:13Aí a gente vai pra uma praça, por exemplo, Caxias, Rio Grande do Sul.
00:33:17Não tem corretor.
00:33:19Tem 3 corretoras e as 3 corretoras, tem uma equipe pequena de 3, 2, 3 corretoras.
00:33:23Não tem, o pessoal não conhece, não sabe o que é.
00:33:25A venda de plano de saúde, como que ela é uma profissão não reconhecida,
00:33:30que paga-se muito bem ao consultor.
00:33:33Então, assim, isso é uma coisa que eu falo há anos.
00:33:36Aqui paga-se muito, então.
00:33:38Aqui paga-se muito.
00:33:39São Paulo paga-se muito.
00:33:40Belo Horizonte paga-se muito.
00:33:41Rio de Janeiro.
00:33:42As praças que tem um volume grande de negócio na área da saúde, paga-se muito.
00:33:45Então, se você encontrar uma empresa aí com mil funcionários que resolve fazer...
00:33:50Ele resolve a casa dele, vai construir a casa dele, ele vai...
00:33:53É sério.
00:33:53Assim, é óbvio que quando você faz cotação, plano empresarial, você não vai ganhar mil por vida, você vai ganhar menos.
00:33:58Mas ele ganha no volume.
00:34:01O PMEzinho do dia a dia, que é até 29 vidas, é isso.
00:34:04É mil reais por vida.
00:34:04É um baita negócio, né?
00:34:06Uma baita atividade, então.
00:34:07É um baita que não tem reconhecimento.
00:34:10E eu falo que não tem reconhecimento porque muitos dos consultores de plano saúde que a gente tem hoje, ele continua ainda sendo Uber, ele continua ainda não dando foco na venda do plano saúde.
00:34:22Mesmo ganhando tão...
00:34:24Ele é um servidor público municipal que ele complementa a renda dele com a venda do plano saúde pra família, ali dentro do órgão mesmo.
00:34:31Um professor de escola municipal que complementa a renda.
00:34:35Não se profissionaliza, não se torna atividade principal.
00:34:38Não é, por falta de reconhecimento da categoria, por falta de ter uma categoria, por falta de ter alguém que tome conta do consultor de plano saúde.
00:34:47Nós tivemos uma iniciativa, nós lançamos esse ano em parceria com o SINAC, o primeiro curso profissionalizante de consultores de plano saúde.
00:34:56Nós formamos a turma ontem.
00:34:58Ontem, nós entregamos ontem no auditório lá da Qualy.
00:35:01Hoje é terça-feira, né?
00:35:02Hoje é terça-feira.
00:35:03A entrevista vai sair no domingo.
00:35:04Vai sair no domingo.
00:35:04Ontem é segunda-feira.
00:35:06Nessa semana.
00:35:07Nessa semana nós formamos a primeira turma de 30 alunos, curso técnico, 36 horas, validado pelo SINAC Nacional.
00:35:16A gente criou, isso é o primeiro do Brasil, Sionkese Capsaba.
00:35:19Olha aí.
00:35:20É o primeiro do Brasil, curso profissionalizante, realizado pelo SINAC, pra formação de um consultor de plano saúde.
00:35:27E essa turma tá entrando no mercado que paga 40 mil reais.
00:35:31Se ele for um cara que foque realmente, que trabalha as 40 vidas dele por mês, né?
00:35:36Porque nós estamos fazendo mais ou menos isso.
00:35:38É 40 vidas por mês.
00:35:40E não precisa ser uma empresa de 40 vidas.
00:35:42Se ele focar todo dia, vender uma vidinha hoje, duas vidinhas amanhã, uma vidinha depois de amanhã.
00:35:45Tem que ter um conhecimento grande na área.
00:35:47Tem que ser muito bom em vendas.
00:35:49Ele tem que ser esforçado.
00:35:50Ele não tem que ser um expert.
00:35:52Existem formas de você fazer uma produtividade média de 20 vidas.
00:35:56Que eu falo sempre assim.
00:35:57Cinco vidas de média desde quando eu entrei nesse mercado em 2000.
00:36:01Por que que alguns se destacam mais?
00:36:03Porque ele foca.
00:36:05Por que que o seletista, a média do seletista são 20 vidas por mês?
00:36:09O cara que é funcionário de uma corretora, funcionário ou funcionário de uma operadora,
00:36:13ele vende 20 vidas por mês.
00:36:14Por quê?
00:36:14Porque ele é focado.
00:36:17Ele entra às 8 da manhã, sai às 18 só trabalhando na venda do plano saúde.
00:36:21Cuidando, fazendo follow-up de quem ele visitou, fazendo follow-up de quem ele ligou.
00:36:25Cuidando da lead que caiu pra ele do Instagram, do Facebook, da internet, do Google.
00:36:29Ele pega lá e vai ligar e vai fazer o follow-up.
00:36:32Ele ser um vendedor focado, ele vai fazer 20 vidas por mês.
00:36:37Basta ele ser focado.
00:36:39Agora, por que que muita gente desiste?
00:36:40Porque você não tem incentivo.
00:36:42Você não tem ninguém cuidando de você.
00:36:44Eu falo isso muito no mercado.
00:36:46Todo erro que tem na venda do plano saúde sempre é culpa do consultor.
00:36:49É óbvio que tem vezes que você tem culpa do consultor.
00:36:52Tem, mas não é 100% dos casos como é colocado hoje.
00:36:57O consultor precisa dessa proteção.
00:36:59Porque a primeira pancada que ele toma dessa, que a culpa vai ser dele, ele desanima do mercado.
00:37:04E quem quiser, por exemplo?
00:37:05Quem tá assistindo aqui.
00:37:06Quem tá assistindo.
00:37:08Eu quero.
00:37:08Qual é o caminho?
00:37:09Tá vendo que assim, nem o caminho.
00:37:11Isso é tão pouco divulgado.
00:37:13Por isso que é importante.
00:37:14Só bater na porta lá da coadição.
00:37:16É, é importante isso.
00:37:17É importante esse momento pras pessoas saberem.
00:37:19Qual é o caminho?
00:37:20O caminho pra se tornar.
00:37:22Hoje, existe no SENAC um curso profissionalizante de consultor de plano de saúde.
00:37:28Por professores que são do mercado, que são de operadoras, ou que são donos de corretora,
00:37:32que fazem o curso.
00:37:34O caminho hoje no Espírito Santo existe.
00:37:36Via SENAC.
00:37:37Ah, mas eu quero entrar primeiro pra ver como é que é.
00:37:41É só ele procurar qualquer uma das cento e...
00:37:44O mercado aqui do Espírito Santo tem cento e vinte e poucas corretoras, né?
00:37:47Você tem mil e duzentos consultores e você tem cento e poucas corretoras de plano de saúde.
00:37:53Procurar uma corretora que ele se identifique.
00:37:56Só pegar na internet.
00:37:57Tem várias corretoras.
00:38:00Procurar a corretora.
00:38:01Quero me tornar um consultor de plano de saúde.
00:38:04Todas elas.
00:38:05Isso eu posso garantir.
00:38:07Todas elas vão receber bem.
00:38:09Porque não existe...
00:38:11É necessário no mercado.
00:38:11Não existe...
00:38:13Assim, o curso, a ideia do curso é justamente pra atrair mais pessoas.
00:38:17Porque os próprios corretores, os donos das corretoras,
00:38:21estão em busca de profissionais de venda e não conseguem achar.
00:38:24Caramba.
00:38:25Não conseguem achar profissional de venda de plano de saúde.
00:38:28E como a gente não tá reconhecimento, como não tem reconhecimento pra essa...
00:38:31Nós não temos esse reconhecimento da INS, o órgão...
00:38:35Que fosse regulador dos consultores de plano.
00:38:39Como a gente não tem reconhecimento,
00:38:41a pessoa vai, às vezes, tenta uma, duas, três vezes, não tem nenhum incentivo,
00:38:44não tem reconhecimento, ela desiste.
00:38:47Porque a venda de plano de saúde é como a venda de sapato.
00:38:51Você vai tentar uma vez, você vai tomar um não.
00:38:53Você vai tentar a segunda vez, você vai tomar um não.
00:38:54Você tem que persistir.
00:38:55Se você é o funcionário de uma loja, pelo menos você tem lá o seu salário,
00:38:59você tem o treinamento, você tem o incentivo,
00:39:00você tem condições de ir testando até você se tornar bom na venda do sapato.
00:39:05O consultor de plano de saúde, ele não tem hoje.
00:39:07A gente não tem isso hoje.
00:39:08Nossa categoria não tem um reconhecimento.
00:39:10Não tem alguém que nos impulsione.
00:39:12O trabalho que a gente faz na qual é justamente tentar fazer isso.
00:39:16Nós criamos o curso do Senac pra tentar incentivar que ele venha pra cá.
00:39:20Nós criamos uma, não foi nem criação, a gente adquiriu 49% de um aplicativo
00:39:26que ele gera lead pro vendedor de plano de saúde.
00:39:30E a gente incentiva muito isso, pagar a lead pros consultores.
00:39:32É tipo um Uber do plano de saúde.
00:39:34Ele tá com o aplicativo aberto, aparece uma lead pra ele.
00:39:37Olha, Unimed, três vidas, pum, aperta.
00:39:41Qual é saúde e PME?
00:39:42Isso tá em operação?
00:39:43Tá em operação.
00:39:44Tá em operação aqui no estado, agora a gente levou pra São Paulo.
00:39:47Como é que é o nome mesmo?
00:39:48É Cliente Com.
00:39:49Cliente Com.
00:39:49Cliente Com.
00:39:50É um aplicativo.
00:39:51Dá pra baixar, né?
00:39:52Dá pra baixar, ele precisa fazer um cadastro, ele faz o cadastro e vai começar a pitar
00:39:57a lead pra perto dele, ali onde ele estiver.
00:40:00Ele apertou o botão, pegou a lead, ele vai ligar pro cliente, olha, vi que você tá
00:40:04precisando aqui de um plano med sênior pra 59 anos, eu sou consultor de plano de saúde,
00:40:10gostaria de te atender e vai trabalhar aquela lead.
00:40:13Então assim, veja, a qual ele montou o curso pra ensinar ele a comercializar.
00:40:18Fizemos a aquisição de 49% desse aplicativo que eu vou levar o cliente até ele.
00:40:25O que ele precisa fazer é só se vincular a uma corretora e ter o apoio dessa corretora
00:40:29e todas dão apoio.
00:40:30Todas as corretoras aqui do estado, não só aqui do estado, onde a gente tem prazo,
00:40:34os corretores dão apoio pros consultores.
00:40:36Mais uma vez, por quê?
00:40:38Ele tá precisando, o corretor precisa de mão de obra e a gente precisa, isso é uma
00:40:44voz que eu vou levantar sempre, nosso segmento não tem uma proteção que alguém que olhe
00:40:49pros consultores de plano de saúde.
00:40:51Nosso segmento não tem isso, infelizmente.
00:40:52Certo, fica aí até uma mensagem pros legisladores aí, de repente.
00:40:59De tomarem conta dos consultores de plano de saúde, porque é uma profissão, uma baita
00:41:03profissão que tem pouco reconhecimento.
00:41:07Certo, bom, vamos falar aí sobre a QualiSaúde, que atua em 18 estados, tem 40 mil clientes,
00:41:1540 mil vidas, quais são os planos aí pro futuro, pelo menos no médio prazo pra empresa?
00:41:25Médio prazo, a gente tá falando agora até dezembro, a gente atingia 60 mil vidas, eu
00:41:30acho que nós estamos num caminho muito legal pra atingir as 60 mil vidas.
00:41:36A rampa de crescimento nossa tem sido, assim, com a ajuda dos consultores principalmente, das
00:41:42operadoras que a gente trabalha, a gente tem vendido a média de 3.500.
00:41:45das vidas mês.
00:41:48Existem alguns contratos que a gente, um deles a gente conseguiu tombar agora por dentro
00:41:52da Quali, que é um contrato que nos possibilitou entrar na Apivida, inclusive.
00:41:57Eu acho que, assim, o plano nosso era estar em todos os estados brasileiros até 2026.
00:42:04E a gente antecipou, e tá antecipando muito isso, porque a gente tá em quase todos os
00:42:08estados.
00:42:10Hoje a gente fez, tem um mapinha lá.
00:42:11Tem mais nova, Libra.
00:42:12É, tem um mapinha lá, que a gente fica olhando um mapinha e a nossa visão, né, de
00:42:17longo prazo já tá quase, tá com a meta quase cumprida.
00:42:23Eu acho que o que a gente precisa agora, o salto da Quali, a gente atingindo 60 mil vidas,
00:42:28é consolidar as praças com a abertura das filiais.
00:42:33Porque é muito diferente a relação com o corretor quando você faz a venda à distância,
00:42:38quando você toma conta dos corretores, por exemplo, do Nordeste, que a gente tá começando
00:42:43a implementar as filiais lá.
00:42:45É diferente quando você tem a filial.
00:42:46A relação com o corretor, ele passa a ter confiança que você não vai abandonar ele.
00:42:50Porque se você faz a venda lá, naquela região, só abre a tabela pra comercializar, mas não
00:42:56tem presença física, ele acha que você tá ali momentaneamente.
00:43:00E aí ele fica com medo de fazer uma carteira com você.
00:43:03E depois você abandonar, ele para de receber.
00:43:06Então é importante que você se instale e não é instalar em co-work.
00:43:10Porque o corretor sabe que quando você vai pra um co-work naquela praça, você tá
00:43:14indo momentaneamente.
00:43:15Você tem que ter um espaço.
00:43:17Um monte de espaço.
00:43:18Estou falando isso, eu tô até alimentando o concorrente aqui, mas assim, não existe
00:43:24mercado pra todo mundo, não existe esse negócio da concorrência.
00:43:27Quem sabe trabalhar e trabalha muito, não tem esse negócio de concorrência.
00:43:31Mas isso faz uma diferença brutal quando você tem um espaço teu, com a sua logomarca
00:43:37na porta, com o seu time na porta.
00:43:39O corretor, ele quer se sentir protegido por alguém.
00:43:42Como eu falei, ele não tem proteção de ninguém.
00:43:43Se você monta a unidade, é impressionante como a curva de venda muda.
00:43:50Ele passa a confiar que você tá lá.
00:43:52É segurança que você não vai sumir com a carteira dele.
00:43:54Que ele vai continuar recebendo o recorrente dele, do que ele vendeu.
00:43:58Porque a gente paga o recorrente pro corretor que vende lá.
00:44:00As corretoras, eles recebem o recorrente.
00:44:02Então, isso pra ele é uma segurança, ele ter uma estrutura sua lá.
00:44:06Então, assim, o que a gente precisa como quali?
00:44:08É primeiro chegar a 60 mil vidas agora até o final do ano e fazer isso mantendo a taxa
00:44:14de perda nossa, a taxa de exclusão nossa baixa.
00:44:19Manter o que a gente vem fazendo.
00:44:23Ano que vem, consolida a presença em todos os estados.
00:44:26Consolidando a presença em todos os estados, com a bandeira nacional da Apivida, com a bandeira
00:44:31nacional da Atena Saúde, é consolidar também operadoras locais.
00:44:37Porque você dá mais uma opção pro corretor e pra população.
00:44:40Você tá entrando numa praça com a Apivida, com a Atena Saúde.
00:44:44E você tem mais uma ou duas operadoras locais, você tá dando mais opção pra população
00:44:48e mais opção pro corretor vender.
00:44:50Então, a sequência do nosso plano é esse.
00:44:53Nós, primeiro, atingirmos o objetivo desse ano, consolidarmos as 18 praças ano que vem
00:44:59com as filiais e, nas filiais, abrirmos as operadoras locais.
00:45:05Pegar as operadoras de cada estado desse e criar parceria com essas operadoras.
00:45:10Pra atender a maior parte da população, que aí você tem duas, três bandeiras,
00:45:13consegue vender bem numa praça nova.
00:45:16E aí ampliar o número de corretores aí desses 13 mil...
00:45:19Isso, aí vem por osmose, né?
00:45:20Vai ampliando o número de corretores, você começa a ter...
00:45:23A amplia muito a sua base de venda, a sua carteira cresce muito.
00:45:28É isso.
00:45:28Houve muito investimento, muita compra, muita aquisição, fusão no setor de plano de saúde.
00:45:36Essa é uma tendência que deve se prolongar?
00:45:40Deve acontecer mais coisas na sua visão?
00:45:42Já foi?
00:45:42Já foi, já está um pouco devagar o mercado nos últimos anos, está bem devagar, aliás.
00:45:48Você teve, assim, nos últimos dois anos, o que teve de movimento ainda foi muito pequeno
00:45:58há dois anos pra trás, que teve muito movimento de aquisição de grandes fundos.
00:46:02Esse ano até teve alguns movimentos importantes da Reddor.
00:46:05Teve um momento, teve um movimento agora da própria Qualicorp, né, em vender a Gama Saúde.
00:46:11Enfim, você tem alguns movimentos grandes.
00:46:12Mas, assim, essas grandes aquisições, eu acho que ainda está morno no mercado.
00:46:18Já teve muito mais aquecido, mas acho que ainda está morno.
00:46:21Eu acho que pro ano que vem, a gente passando agora a questão de eleição,
00:46:27um ano mais conturbado, continua um pouco morno pra acelerar 2027.
00:46:33Eu acho que 2027 volta a ter aquele cenário que a gente teve de três anos atrás,
00:46:39não de dois, de três anos atrás, de fusões e aquisições desse mercado.
00:46:42Até porque, dois anos atrás, se a gente pegar os movimentos que tiveram de IPO,
00:46:47ou dos próprios, das próprias ações de empresas que já estavam na Bolsa,
00:46:53você teve muita empresa que teve queda na Bolsa.
00:46:55Umas quedas muito importantes, né, Qualicorp, caiu muito.
00:46:58A Cora Saúde do nosso Estado, ela largou bem, a R$ 8,00 a ação.
00:47:06Depois, pela conjuntura própria do mercado, as ações caíram.
00:47:12Você teve algumas desistências de IPO.
00:47:15Por exemplo, a própria Atena Saúde não abriu IPO.
00:47:21Você teve algumas desistências, que era uma opção de abrir.
00:47:23Enfim, eu acho que esse mercado 2026 ainda, por conta da política,
00:47:28ainda vai permanecer um pouco morno, mas eu acho que 2027 aquece de novo.
00:47:32Aí vira também outras grandes fusões, grandes aquisições.
00:47:36Tem muita coisa que pode acontecer.
00:47:38Que já estão sendo trabalhadas desde já, tá?
00:47:40Que a gente já sabe de alguns movimentos.
00:47:42Mas eu acho que 2027 é o ano.
00:47:44Ótimo, vamos ficar de olho.
00:47:46É, muita coisa que vai ser importante aí.
00:47:48Duas curiosidades aqui pessoais.
00:47:50A primeira é sobre a inteligência artificial.
00:47:54Certo.
00:47:54Muita gente ainda se consultando com a inteligência artificial,
00:48:00deixando para procurar o médico e já falando,
00:48:02doutor, eu tenho isso.
00:48:03Eu tenho isso.
00:48:03O Google perdeu a importância agora para fazer isso.
00:48:07Pois é, pois é.
00:48:08E queria saber, assim, como isso mexe com o mercado de plano de saúde?
00:48:12Na sua visão, mexe também com qual oferta,
00:48:15com o tipo de serviço que vai ser ofertado?
00:48:16Mexe com o maior volume de procura ou menos gente precisando?
00:48:20Total.
00:48:21Olha só a análise.
00:48:21Total.
00:48:22Isso é uma coisa que o consultor de plano de saúde tem que ter uma preocupação.
00:48:26Porque é um tipo de serviço que pode ser contratado 100% digital.
00:48:32É um tipo de serviço que se você tiver uma IA bem...
00:48:35A IA, o plano de saúde via uma IA.
00:48:38Se você tiver uma IA bem preparada,
00:48:41com o tutor ensinar, bem ensinado,
00:48:46tem um tutor da IA,
00:48:48você pode ter a venda 100% digital.
00:48:52Eu acho que isso não vai acontecer.
00:48:54Por quê?
00:48:55Eu acho que isso é uma coisa para...
00:48:57Agora eu acho que isso não vai acontecer,
00:48:58porque eu acho que essa compra ainda...
00:49:01A geração que está nascendo hoje
00:49:03é a geração que no futuro deve comprar, sim.
00:49:06Vai comprar esse tipo de serviço.
00:49:07Eu acho.
00:49:08Mas que o corretor não perde espaço ainda
00:49:11se ele buscar entender um pouco mais de IA.
00:49:15Porque ele pode ter uma corretora que venda 100% via IA.
00:49:18Não estou querendo dizer que a gente vai acabar com as corretoras.
00:49:21E se a corretora dele se especializar na venda via IA?
00:49:23O caso, o que você se refere, é a venda.
00:49:27A comercialização, o negócio da transação...
00:49:29Isso.
00:49:30A IA vai mudar o mercado de venda de plano de saúde.
00:49:34A gente ouviu muito no passado,
00:49:36e houve até hoje,
00:49:37as operadoras de saúde 100% digitais.
00:49:40Eu não acho que ainda seja digital nenhuma operadora.
00:49:43Está muito cedo ainda.
00:49:44Muito cedo.
00:49:45Eu acho que isso vai acontecer com o advento da IA.
00:49:48E isso muda o atendimento do usuário.
00:49:52Não muda só o atendimento do usuário.
00:49:54Não muda só a operadora se transformar
00:49:58em uma empresa com mais IA.
00:50:00Muda a venda do plano de saúde.
00:50:02Porque é uma das profissões que pode sumir.
00:50:04É como contador.
00:50:06Saiu uma lista agora.
00:50:08A Microsoft fez uma lista agora das 100...
00:50:11Acho que foram 100...
00:50:12100 profissões que já são afetadas.
00:50:16Então você vê lá.
00:50:17Serviço, eu acho que ela tem o maior número de empregos no mundo.
00:50:20e ela é a décima ou a nona que vai ser mais impactada.
00:50:25A pergunta que eu faço é...
00:50:26Eu acho que a inteligência artificial
00:50:27não vai substituir um profissional por completo.
00:50:33Ela é uma ferramenta de trabalho.
00:50:35Eu acho que para o corretor, a preocupação é assim...
00:50:39Você tem que entender da IA do seu negócio.
00:50:43Como a gente está fazendo até dentro da Qualy.
00:50:46A gente tem uma...
00:50:48Nós não criamos uma área.
00:50:49Mas nós criamos dentro da torre de projetos.
00:50:53Tem uma torre de projetos que um dos itens é a inteligência artificial.
00:50:56Como a gente pode melhorar o nosso atendimento ao usuário.
00:50:59Não é substituir a venda.
00:51:01Porque a gente não faz venda na Qualy.
00:51:03A gente não tem corretora na Qualy.
00:51:04A gente faz tudo para o corretor.
00:51:06Para o corretor vender de melhor forma possível.
00:51:09Mas eu acho que vai ter uma mudança na forma como o usuário...
00:51:12Essa população que está nascendo agora...
00:51:14Como é que ele vai comprar lá na frente?
00:51:16Vai ser muito raro você ter um contato físico com o consultor de plano de saúde.
00:51:20Vai ser muito raro.
00:51:22A venda pode ser uma venda que no final...
00:51:25Ela caia para alguém fechar a venda.
00:51:27Algum humano.
00:51:29Mas eu acho muito raro você daqui a alguns anos...
00:51:32Essa população que está nascendo...
00:51:34Comprar frente a frente com o consultor de plano como é hoje.
00:51:38Hoje já tem uma mudança muito grande.
00:51:40Porque o consultor já...
00:51:41Pelo WhatsApp ele recebe a documentação.
00:51:43Já pega o orçamento.
00:51:44Já manda para o cliente.
00:51:45Já manda o link para o cliente.
00:51:46Ele fala com o cliente.
00:51:48Explica algumas coisas.
00:51:49O cliente demanda essa explicação de um humano hoje.
00:51:52Ainda não tem ainda uma ferramenta hoje que venda...
00:51:55E que seja...
00:51:56Que tem um tutor que realmente entregue tudo que o humano perguntar.
00:51:59Ainda não existe.
00:52:00Mas muito em breve vai existir.
00:52:01E aí o corretor, o consultor de plano de saúde, ele tem que se preparar para isso.
00:52:06Eu acho que ele não vai ser substituído agora.
00:52:09Mas se ele não se preparar, vai ter uma ferramenta que vai fazer 90% do trabalho dele.
00:52:14Entendi.
00:52:15Vamos falar um pouquinho aqui.
00:52:17Pergunta que não quer calar.
00:52:18A gente está na época das tarifas do Donald Trump.
00:52:23Havia até uma possibilidade de retaliação que encareceria alguns dos insumos adquiridos
00:52:29pelas empresas locais.
00:52:31Acha que esse tarifácio, ele de alguma forma afeta o setor de plano de saúde?
00:52:39Olha, para mim essa é uma discussão que ela já não deveria nem ter começado.
00:52:47É tão difícil falar assim, sem tentar politizar o assunto.
00:52:51Que é um assunto que já ganhou tanta ar de polaridade esse negócio.
00:52:56Mas assim, isso é ruim para todo mundo.
00:52:57Porque se a gente for retaliar, algum insumo vai ser tarifado que afeta a área da saúde.
00:53:01O governo já meio que descartou fazer uma retaliação.
00:53:05Graças a Deus.
00:53:06Porque assim, se a gente vai retaliar o quê?
00:53:09Alguma coisa que entre que tem insumo da área da saúde, isso prejudica o usuário,
00:53:13o plano de saúde, que eu falo.
00:53:14Sempre cai para o usuário final.
00:53:16Isso sempre vai cair no reajuste do plano.
00:53:18Ninguém vai segurar ali o abacaxi.
00:53:20Ninguém vai ser repassado na cadeia até onde?
00:53:23Até o consumidor.
00:53:24Então assim, esse negócio de retaliar, dependendo do que fosse retaliado,
00:53:29isso poderia ter um impacto gigantesco na área da saúde.
00:53:32Ainda bem que isso não está sendo retaliado.
00:53:34Que o governo tomou essa decisão.
00:53:37Mas eu acho que independente disso,
00:53:40esse ambiente todo causa estresse no investidor.
00:53:46você não tem novas empresas vindo porque aqui está sendo tarifado,
00:53:49você não tem empresa vindo para comprar outras empresas daqui,
00:53:52não vai fazer aquisição de uma operadora de saúde,
00:53:54porque o Brasil é um ambiente incerto para negócio.
00:53:57Porque você poderia ter um fundo de investimento vindo investir no Brasil,
00:53:59comprando uma série de operadoras de saúde e investindo no Brasil.
00:54:04Mas como é que você faz isso com um ambiente incerto?
00:54:06Porque se a gente tem, infelizmente, uma política que...
00:54:17Estou tentando falar de uma forma sem politizar,
00:54:20tentando ser cuidadoso no que eu vou falar.
00:54:23Mas que tem essa incerteza, essa política de incerteza
00:54:26que toda vez tem um assunto novo, tem a tarifa,
00:54:29tem a tarifa de fora vindo dos Estados Unidos,
00:54:33você tem aumento de tarifa aqui,
00:54:35você tem um aumento de tarifa que é derrubada no Congresso,
00:54:38mas que depois, judicialmente, volta a aprovação de cima do STF.
00:54:44Que ambiente é esse de negócio que eu vou investir num país
00:54:47que tem esse ambiente de negócio
00:54:48se um Congresso derruba um aumento de tarifa do governo
00:54:55e o governo recorre ao STF e o STF aprova?
00:54:59Tirando a parte política, isso é muito ruim para o investidor.
00:55:04E o investidor que podia vir para cá e investir na área da saúde,
00:55:07investir em aquisições e fusões,
00:55:10em fazer projetos de M&A no Brasil, ele não vem.
00:55:12Ele vai direcionar o recurso dele para outro lugar, pode ter certeza.
00:55:16Qual o ambiente de negócio hoje na América do Sul
00:55:17mais propício para fazer investimento?
00:55:19A Argentina.
00:55:21Ele não vai vir para o Brasil,
00:55:22ele vai querer montar um projeto de M&A na Argentina, infelizmente.
00:55:27Então foi uma época que o Paraguai também estava ali
00:55:29bastante visado para o investimento.
00:55:32Assim, isso é um negócio tão ruim quando você tem esse tipo de ambiente tumultuado
00:55:36e eu estou tendo o maior cuidado para falar disso,
00:55:39porque eu tento não polemizar esses assuntos,
00:55:44nem de ter lado nesses assuntos,
00:55:46porque eu acho que o Brasil não teria que ter lado.
00:55:48Eu acho que o Brasil tem que ter um lado que é a população.
00:55:51Tudo que você fizer em prol da população,
00:55:53você está escolhendo o lado certo.
00:55:55Se você tiver políticas sempre voltadas para a população,
00:55:59preocupado com a população,
00:56:00eu não quero saber de guerra da Ucrânia,
00:56:03o que eu tenho a ver com guerra da Ucrânia,
00:56:04eu não quero saber desse tipo de coisa,
00:56:06eu quero saber da população brasileira.
00:56:07O que eu vou fazer para melhorar a população brasileira?
00:56:10O que eu vou fazer para mais pessoas terem plano de saúde,
00:56:12mais pessoas terem cada vez mais segurança?
00:56:15Isso é uma política que eu acho que vale a pena a gente tratar,
00:56:18sempre, em qualquer discussão.
00:56:20Agora, você tem um ambiente desse tão tumultuado,
00:56:23isso é ruim para o mercado,
00:56:24não só para o mercado da área de saúde,
00:56:25de ser o mercado ou qualquer segmento.
00:56:28Qualquer segmento é impactado.
00:56:30Bom, vamos falar um pouquinho sobre o Flávio Cirilo,
00:56:34falar sobre um aspecto pessoal,
00:56:38passatempo, o que gosta de fazer, família.
00:56:41O passatempo meu é meio arriscado.
00:56:42O que curte nas horas vagas e fugir do trabalho.
00:56:46É um passatempo um pouco arriscado.
00:56:49O cara vai ficando velho,
00:56:50começa a inventar esporte arriscado para fazer.
00:56:55Eu, a vida inteira, fiz muito esporte,
00:56:58sempre gostei muito esporte,
00:57:01muito futebol,
00:57:02depois entrei no tênis,
00:57:03joguei tênis, acho que sei lá, uns nove anos,
00:57:05aí por conta de joelho,
00:57:06o cara vai ficando velho,
00:57:07vai perdendo o joelho.
00:57:08O tênis é uma grande força ali que tem que fazer.
00:57:11É, o velho, né?
00:57:12O cara vai ficando velho,
00:57:12vai acabando o joelho,
00:57:13você tem que partir para outro esporte.
00:57:15E aí eu fui para o kart.
00:57:17Tem três anos e pouco que eu faço, né?
00:57:19Eu e meu filho,
00:57:21acabou sendo um momento bem legal pai e filho.
00:57:24Qual a idade dele?
00:57:24O Dudu tem 12, vai fazer 13.
00:57:27E já está fazendo você comer poeira?
00:57:30Há muito tempo, há muito tempo, há muito tempo.
00:57:33Mas é mais leve também, né?
00:57:34Ele é mais leve que eu.
00:57:36Mas a gente faz kart há três anos,
00:57:37três anos e pouco.
00:57:39Foi um momento muito legal pai e filho.
00:57:41Que legal.
00:57:42Porque a gente vai na Serra,
00:57:43no Cartote Internacional da Serra,
00:57:44então você tem uma distância lá,
00:57:46meia horinha para chegar lá,
00:57:47você vai batendo papo,
00:57:48é aquela resenha com o filho,
00:57:49é muito legal isso.
00:57:50E para mim foi um esporte que,
00:57:53além de ser momento pai e filho,
00:57:55quando você está lá é igual pescaria,
00:57:57você não lembra mais de nada,
00:57:58você não lembra do seu cartão de crédito,
00:57:59você não lembra de nada quando você está dentro do carro.
00:58:01Baixou a viseira ali,
00:58:02você esquece de tudo,
00:58:03só concentrado na pista.
00:58:05É muito legal.
00:58:06Isso é um esporte que,
00:58:07para mim, é muito legal.
00:58:08E o tênis só na televisão agora?
00:58:10O tênis é só com a Vivi agora.
00:58:13A Vivi tem sete anos,
00:58:16a Vivi gosta do tênis.
00:58:17Ela joga tênis.
00:58:18Como é que é o nome do menino mesmo?
00:58:20Eduardo.
00:58:20Eduardo.
00:58:21A Vivi é cart,
00:58:23mas faz também uma coisa.
00:58:24A Vivi, o nome dela é?
00:58:25Victoria.
00:58:26Victoria.
00:58:27A Vivi gosta de tênis.
00:58:29Então, pelo menos os dois gostam de esporte.
00:58:31São dois?
00:58:32Dois esportistas.
00:58:34Os dois gostam de esporte.
00:58:35Eduardo gosta muito de esporte.
00:58:37E Eduardo faz escalada,
00:58:38faz um monte de coisa.
00:58:39Ah, que barato.
00:58:40E a Vivi agora pegou a veia do esporte agora,
00:58:42jogando tênis.
00:58:43Gostou do tênis.
00:58:43E o futebol pela TV?
00:58:44Acompanha?
00:58:45Então, eu gostava.
00:58:46Eu tinha um problema com esse negócio de futebol.
00:58:49Eu sou atleticano.
00:58:51E o Eduardo acabou virando atleticano
00:58:53porque eu sempre levei ele no estádio
00:58:55e levava a vitrine também.
00:58:56Lá no Mineirão?
00:58:57Ia lá no...
00:58:57É, na Arena do Galo, no Mineirão.
00:58:59Eu sempre gostei de ir em estádio.
00:59:01Eu sempre levei ele comigo.
00:59:02E ele acabou virando apaixonado pelo Atlético
00:59:04e assiste mais do que eu televisão.
00:59:07E aí, eu assim,
00:59:08eu tô tentando parar de sofrer.
00:59:11Eu tô tentando ser um cara mais, assim,
00:59:14calmo.
00:59:15Assistir ao jogo e, ah, tudo bem.
00:59:17Tô tentando.
00:59:18É mesmo?
00:59:18Tô tentando, assim.
00:59:19Fica nervoso ali vendo o jogo.
00:59:21Eu não sou muito assim.
00:59:22Mas, assim, é um negócio que é paixão, né?
00:59:24Pai pra filho, né?
00:59:25Meu pai passou pra mim.
00:59:26É um negócio que é...
00:59:28Mas eu gosto de ir no estádio.
00:59:30Eu gosto de ir no estádio com as crianças.
00:59:31Eu acho que no jogo...
00:59:33No jogo mais perigoso, eu não vou.
00:59:35Mas eu gosto.
00:59:37É um momento pai e filho muito legal, né?
00:59:38Você vê sua filha ali,
00:59:41comendo pipoca ali, sentado.
00:59:43É muito legal esse momento, assim.
00:59:45Eu gosto de ir no estádio com eles.
00:59:46Mas eu tento sofrer menos, né?
00:59:50Tentando sofrer menos.
00:59:52E formação acadêmica?
00:59:54É, administração.
00:59:55Eu formei administração.
00:59:56Eu demorei pra formar,
00:59:58porque eu tava no meio do curso
00:59:59e fui transferido, né?
01:00:00Da Unimed.
01:00:01Eu comecei na Unimed em 2000.
01:00:03E aí eu fui transferido em 2001 pra Vitória.
01:00:05Tive que recomeçar praticamente
01:00:07um monte de matéria aqui.
01:00:09Na sequência, fui transferido pro Rio.
01:00:11Então, eu fiz três faculdades
01:00:13pra conseguir formar.
01:00:14Aí depois eu fiz o PDD da Dom Cabral.
01:00:20E depois eu comecei o...
01:00:22Fiz o curso na FUCAP de conselheiros.
01:00:25Foi muito legal o curso de conselheiros.
01:00:27Me deu uma base boa pro conselho
01:00:28das empresas que eu tô no conselho hoje.
01:00:31Então, eu tô no conselho da Você Protegido,
01:00:33que é uma empresa de telemedicina.
01:00:36E aí isso me deu uma base fantástica,
01:00:38o curso da FUCAP aqui.
01:00:40Muito legal o curso.
01:00:40Vale a pena, assim.
01:00:41Quem quiser partir pra essa área de conselho,
01:00:44o curso da FUCAP foi muito legal.
01:00:45Doutor Bruno.
01:00:47Agradecer ao doutor Bruno, nosso professor.
01:00:49Foi muito importante esse curso.
01:00:52A formação de conselheiro foi bem legal.
01:00:54Tá certo.
01:00:55Bom, mais uma vez,
01:00:57muito obrigado, Flávio.
01:00:58Eu que agradeço.
01:00:59Aqui pela sua presença.
01:01:00Conversa bacana.
01:01:01Bacana.
01:01:02Comercial fala muito, né?
01:01:03A gente vai falando.
01:01:04Se deixar, vai duas horas de gravação.
01:01:06Tá jóia, então.
01:01:07Obrigado mais uma vez.
01:01:08Obrigado.
01:01:08Esta entrevista está disponível
01:01:11nas edições Impresse Digital
01:01:12do Jornal A Tribuna,
01:01:14no portal Tribuna Online,
01:01:16em nosso canal no YouTube
01:01:17e nos tocadores de podcast.
01:01:19URLs da FUCAP,
01:01:23links to below,
01:01:24e nos vídeos do Jornal A Tribuna Online,
01:01:27no YouTube do Jornal A Tribuna Online,
01:01:30no YouTube do Jornal A Tribuna Online,
01:01:32no YouTube do Jornal A Tribuna inanuego da Anão Al характер,
01:01:33no YouTube do Jornal A Tribuna Online,
01:01:34no Google do Jornal A Tribuna marinara on dibuía a que nická do Jornal A Tribuna
01:01:35in 10 minutos.
01:01:36T
01:01:42dasías em 업as do Jornal A Tribuna online,
01:01:42no YouTube do Jornal A Tribuna Online,
01:01:44em nosso canal no YouTube do Jornal A Tribuna Online.
01:01:44e a cartão de Jornal A Tribuna Benda Intimura.
01:01:45no YouTube do Jornal A Tribuna Online,
01:01:46이후 atual em de hoje,
Comentários