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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai se encontrar com Vladimir Putin, presidente da Rússia, no Alasca, para debater uma proposta de cessar-fogo na guerra do território russo contra a Ucrânia. Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou o encontro afirmando que a reunião ignora os interesses e a soberania ucraniana. Para falar sobre as expectativas desse encontro, a Jovem Pan entrevista o professor de Relações Internacionais, Alexandre Pires.

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Transcrição
00:00As chances de um cessar-fogo e esse plano de Israel para a faixa de Gaza.
00:05A gente recebe aqui agora o especialista e professor de relações internacionais, Alexandre Pires.
00:11É isso mesmo, né professor? Não falei errado não.
00:155 horas e 42 minutos. Que bom receber o senhor aqui na Jovem Pan.
00:20Esta semana, na sexta-feira, tem um encontro entre tanto o governo americano e o governo russo.
00:26Quais são as expectativas do encontro, professor?
00:30É algo interessante, né Bruno?
00:33Porque, primeiro, que é um encontro que seria em território americano.
00:37Isso é um fato importante.
00:39Se o governo Trump conseguiu costurar com o Putin esse encontro em solo americano,
00:45ainda que seja ali no Alasca, vai ser um grande fato.
00:48Nós temos que lembrar que não há detalhes.
00:51Não foi informado ainda como vai ser a participação ali dos países.
00:55Nós não sabemos se a Ucrânia vai ter alguma voz ali.
01:00Se em algum momento o Zelensky vai estar.
01:02Por enquanto é um encontro ali, é uma conversa de cachorro grande, né?
01:06Ou seja, Rússia e Estados Unidos discutindo a Ucrânia.
01:10O que não é muito convencional.
01:11Qualquer acordo de paz ou de cessar-fogo costuma envolver todas as partes.
01:16Lembrando que a União Europeia, ou pelo menos a OTAN,
01:19também deveria ter algum tipo de representação ali.
01:22Ainda é nebuloso, mas se de fato ocorrer, vai ser um fato bastante relevante
01:28para o início da administração Trump.
01:31Agora ainda entre esses avanços, essas reações dos Estados Unidos,
01:36tem um outro ponto importante que envolve uma parte da Colômbia e também da Venezuela.
01:41Esse avanço contra essas organizações do entorpecente, da venda ali de entorpecentes,
01:50do crime de fato organizado nesta região, tanto da Venezuela, tanto da Colômbia.
01:55Existe uma expectativa de avanço também do governo americano em relação a isso, professor?
02:00Durante esses primeiros meses, o governo americano passou a trabalhar mais fortemente
02:07com a ideia de que o narcotráfico, essas grandes organizações de narcotráfico,
02:12são na verdade organizações terroristas estrangeiras.
02:17E essa classificação pode sim permitir que os Estados Unidos comecem a tentar fazer algum tipo de avanço,
02:26especialmente no uso de pessoal militar para combater essas organizações.
02:34Não que isso vai acontecer à revelia dos Estados, mas podem ter parcerias,
02:40como já acontece com a Colômbia, poderiam se intensificar.
02:43No caso da Venezuela, não, porque é um governo opositor.
02:46Os Estados Unidos pressionaram o Brasil também, em maio,
02:49para que retlassificasse o PCC, o Comando Vermelho, como organizações terroristas.
02:57O governo brasileiro falou que isso não se enquadrava dentro do nosso aparato legal.
03:03Mas tem sido feito, sim, esse esforço e isso é muito relevante,
03:07porque podemos assistir a algum tipo de intervenção militar americana
03:13nesses territórios, ainda que com a aceitação do país.
03:17Bom, agora já com esse olhar, logo após essa reunião, esse encontro da próxima sexta-feira,
03:24se não conseguir chegar num acordo, o que se espera de reação dos Estados Unidos?
03:30Eu acho muito difícil costurar um acordo que não seja contra os interesses ucranianos.
03:37Ou seja, então é provável que a Ucrânia resista,
03:40é provável que a OTAN e a União Europeia resistam a um acordo que envolva, por exemplo,
03:47a cessão de terras ucranianas para a Rússia.
03:50Lembrando que a Rússia já anexou, do ponto de vista da legislação russa,
03:56esses territórios.
03:57Já anexou Kersons, Aporígia, Luhank, Donetsk e Akriméia.
04:02Já estão anexados, já são considerados territórios russos.
04:04O que o Putin provavelmente vai colocar à mesa é que a Ucrânia reconheça essa anexação.
04:11E isso, muito provavelmente, não vai acontecer.
04:15E um cessar-fogo só viria como um início de conversa, mas não com um acordo selado.
04:22Eu vejo muita dificuldade a Ucrânia aceitar algo desse tipo.
04:26A gente viu na campanha eleitoral, inclusive, dos Estados Unidos,
04:30que era uma promessa, inclusive, que esse caso eleito iria acabar com as guerras
04:34e agora a expectativa de novas sanções.
04:37A gente já viu nas últimas semanas aplicando sanções comerciais,
04:41com novos impostos, na verdade,
04:44e ainda com essa linha de uma consequência ou de uma reação em relação à Rússia.
04:50E seria com essa linha também, sempre usando o instrumento no quesito comercial,
04:57nessa negociação para atingir aquele que não quer chegar no consenso,
05:02não quer aceitar um cessar-fogo?
05:05A gente pode estar diante ali de uma cúpula bilateral, simplesmente.
05:09Ou seja, o Trump vai chamar e vai falar para o Putin,
05:11olha, caso você não entre aí num cessar-fogo,
05:15ou seja, que não pare de ter morte,
05:18eu vou aplicar sanções secundárias para quem negocia com vocês,
05:24eu vou fazer mais pressão,
05:26vou fazer um pacote maior de ajuda militar para a Ucrânia,
05:29vou fazer um pacote maior de apoio para a OTAN.
05:32Então, tem como entrar num cessar-fogo amanhã?
05:36Senão eu já vou começar isso.
05:38Ou seja, porque do ponto de vista comercial,
05:41a Rússia tem pouca relação com os Estados Unidos.
05:43A Rússia é um país muito fechado comercialmente,
05:47mas ela sentiria muito se os seus principais parceiros
05:50deixassem de comprar o petróleo.
05:52Então, pode ser uma conversa que nós podemos chamar de respeitosa,
05:56ou seja, vai chamar o Putin para falar pessoalmente isso,
05:59discutir isso pessoalmente,
06:01mas com, provavelmente, os termos colocados.
06:04O Trump, desde o início do governo,
06:06tem ditado os termos das suas várias conversas.
06:10Ou seja, a gente tem assistido isso, inclusive, com o mundo todo.
06:14Então, pode ser isso.
06:15Olha, vem aqui, nós vamos conversar e eu vou falar o que eu vou fazer.
06:18E o que eu vou propor para você.
06:20Agora, com essa linha ainda,
06:22a gente viu que ele acabou chamando esta reunião
06:25e não agiu de uma forma radical,
06:29tão acelerada, tão veloz.
06:31Há algum plano para não agir de forma tão radical assim?
06:36Ou seja, para chamar para um diálogo,
06:38para não demonstrar que está tendo um tipo de manipulação?
06:42Olha, com relação àquela proposta de acabar com a guerra da Ucrânia em 24 horas,
06:47isso era um pensamento fantasioso.
06:50Não tinha como, né?
06:51O conflito era muito mais complexo.
06:54E os interesses também são muito complexos nessa situação toda.
06:58Houve aquela primeira encontro com o Zelensky.
07:02Então, nós temos que entender o seguinte,
07:04para aqueles que estão criticando o Zelensky,
07:08não está nessa conversa com o Putin.
07:10É porque houve um encontro só com o Zelensky.
07:14E aí, em diplomacia, haveria a delicadeza de fazer uma devolução
07:19e aí ter um encontro só com o Putin,
07:22que é o que ele costurou provavelmente agora.
07:24E aí, talvez, num terceiro momento, houvesse um encontro com os dois,
07:29junto com o Trump.
07:31Então, ainda que seja demorado,
07:34tudo está correndo muito dentro do que a gente conhece
07:37como mediação diplomática.
07:39Ou seja, nesse aspecto não tem nada de surpreendente.
07:42Agora, o que nós vemos é que é realmente muito demorado
07:44e eu não vejo uma expectativa ali
07:47de uma paz ser selada nas próximas semanas.
07:49Agora, um cessar-fogo, dependendo do tom da conversa do Trump com o Putin,
07:54isso pode acontecer mais rápido do que nós esperamos.
07:57Hoje, a gente já repercutiu aqui ao vivo na Jovem Pan
08:00essa espécie de uma ameaça para aquelas nações
08:03que fazem qualquer tipo de negociação com a Rússia
08:06de também vir uma nova taxação.
08:09Exemplo aqui, nós já recebemos 50%
08:12e haveria o risco de uma nova taxação ser aplicada.
08:17Até que ponto isso deverá ser real,
08:20deverá acontecer ou ficará somente
08:23como uma espécie de uma ameaça a essas nações?
08:27Isso já é real.
08:28Para toda a tarifa que o Trump impõe em algum país,
08:31ele tem que criar uma justificativa
08:34que seria ali um ato de emergência nacional.
08:37Ele já criou um e classificou a Índia nesse ato,
08:41dizendo que a Índia,
08:44apoiando ali a Rússia na guerra da Ucrânia indiretamente,
08:49colocava os interesses americanos em perigo.
08:51Então agora, a partir daquele,
08:53outros países podem ser colocados
08:56naquele mesmo ato de emergência,
08:58que aí significaria que no caso do Brasil,
09:01que é 10%, mais 40% por causa dos problemas
09:05com relação aos direitos humanos,
09:08e aí mais 25%, aí seria 75%.
09:12E ele pode ir aplicando,
09:13falar, olha, Índia, depois pode falar Irã,
09:16o que vai ser irrelevante,
09:17porque o Irã já tem muitas sanções,
09:20pode falar China, mais 25%,
09:22pode falar Brasil, mais 25%,
09:25ou seja, pode...
09:27Mas o ato base ele já criou com a Índia.
09:29A gente segue, então, de olho,
09:32aguardando esse encontro,
09:34que vai acontecer na sexta-feira,
09:36o professor Alexandre Pires,
09:38nos auxiliando,
09:39ajudando a entender esse encontro
09:41que vai acontecer na semana que vem,
09:43e também essas expectativas.
09:45A quem eu agradeço gentilmente
09:46por conversar com a Jovem Pan
09:48nesse final de semana, professor.
09:50Com satisfação, Bruno.
09:51A gente volta a falar logo mais.
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