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  • há 6 meses

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00Começa agora, na Rede 98, Matula 98.
00:05Olá, muito bem-vindos.
00:30Muito bem-vindos ao Matula 98, mais uma manhã de sábado aqui, como diz Maria Clara, com
00:37um prazer inenarrável de estar aqui deste lado até o meio-dia, a gente é a sua companhia
00:43aí, continuando o nosso especial de mês dos pais, amanhã é dia dos pais e hoje a gente
00:49tá com dois convidados pra lá de especiais aqui, que eu prometi o dia que o filho veio
00:54aqui, de chamar o pai dele junto nessa data.
00:57Mas como vocês já sabem, eu nunca tô aqui sozinha, Maria Clara já está sentadinha
01:02ali ao lado deles, bom dia, Musa.
01:04Estou aqui pleníssima, bom dia, bom dia, Carolina, daqui a pouco vou dar bom dia de
01:09novo pros nossos convidados, bom dia pra audiência, sábado, véspera de dia dos pais, agosto que
01:16já começou, né, dedezinha, com os pés direitos, os pés, os pés no corpo, tudo, meu amor.
01:21E nós vamos começar aqui o sábado hoje tomando cerveja e comendo feijão gordo.
01:25Ô Carolina, pelo amor de Deus, eu amo esse emprego, graças a Deus.
01:28Graças a Deus, é trupico mineiro, eu falando que é trupico mineiro, quem tá aí desse
01:32lado, será que já reconhece de onde que tá o pessoal?
01:36Porque quem tá no rádio não viu ainda.
01:38Quem tá no rádio não viu, nós estamos com duas figuras ilustríssimas aqui de Belo Horizonte.
01:42Uma é mais ilustre que a outra, você vai ter que respeitar, né, que uma já é, aí
01:46um ícone de Belo Horizonte, né, vamos deixar a Carolina falar.
01:50Que representa, então, aí a memória, a força de quem empreende, do negócio familiar e de
01:57ter um bar com alma, sabe, aquela coisa assim, tradicionalíssima, do barreiro pro mundo, que
02:06traz aí o melhor torresmo e a tradição, que é o Zezé e o Vitor do bar do Zezé do
02:12Barreiro. Hoje a gente trouxe a figura ilustre, Zezé, que tá aqui com a gente, junto com
02:18o Vitinho, que a gente chama de Vitinho, o povo é tesouro, né, Vitor? Muito obrigada
02:22por vocês estarem aqui, um prazer pra gente.
02:25Eu agradeço vocês pelo convite, eu estou à disposição de vocês que precisar do Zezé,
02:33o Zezé conta com ele.
02:35Eu amo, gente, quem que não precisa do Zezé?
02:38Todo mundo precisa do Zezé, ele já sabe, não sabe, Vitinho?
02:40Zezé, Zezé já sabe. E eu aqui agradecer também, mais uma vez, pela presença, pelo
02:47convite e pode contar comigo também.
02:49Pode contar, conta com o pai, conta com o filho.
02:51O Vitinho, além dele ter vindo aqui já uma vez, né, que deu uma repercussão enorme,
02:56porque tem muita gente do Barreiro aí, né, gente, que tá ouvindo a gente agora, o
03:00Barreiro é forte.
03:01Fortíssimo.
03:02Fortíssimo e, além disso, o Vitinho já participou também, quando a gente fez um ao vivo ano
03:06passado lá em Tiradentes, direto do torresmo que ele tava fazendo lá, o Zezé estava no
03:11Festival de Gastronomia Tiradentes.
03:12Torresmo estralando, Carolina, você lembra?
03:15Nós colocamos, o Rogerinho tava atrás de mim segurando minha taça, eu falei, Rogerinho,
03:18segura a boca aí, senão você vai babar no torresmo, vai pegar mal.
03:21Acho que ele já tá podendo pedir música aqui no programa, é a terceira vez que ele
03:23aparece nas nossas redes.
03:25E a gente prometeu, viu, Zezé, que quando ele veio da última vez, a gente falou, falou,
03:29não, dia dos pais, a gente faz questão, você com o seu pai, e hoje nós estamos aí
03:33tendo o prazer de receber vocês dois.
03:35É isso, e eu convido você que tá aí do outro lado pra continuar com a gente aqui
03:38na rede, a gente vai brindar, como Maria Clara já disse, cerveja e torresmo, então
03:42te convido pra continuar com a gente aí em toda a Rede 98, lembrando que Belo Horizonte
03:48e região metropolitana, a gente tá na TV aberta, no canal 29, na Claro TV 198698, no
03:56YouTube 98 Live, e depois se quiser assistir a gente de novo no 98 Live Show, lá no nosso
04:01canal no YouTube, também nas ondas do 98.3, vamos brindar com a nossa cerveja, então,
04:07pra gente começar esse bate-papo.
04:09Saúde, saúde, saúde, feliz dia dos pais, feliz dia dos pais, um dia muito especial pra
04:16gente comemorar, né, e a gente não poderia receber ninguém melhor aqui, né, que é essa
04:22dupla maravilhosa, né, Maria Clara?
04:24Com certeza, Carol, e aí quem tá aí às vezes escutando a gente também, pô, catar
04:28o pai aí, e lá terminar de escutar o programa lá do Bar do Zezé, né, Vitinho?
04:32Pode que já tamo lá com a casa já aberta, funcionando.
04:37Você acha que a cerveja já tá gelada uma hora dessa?
04:39Geladíssima.
04:40Estupidamente.
04:41Feijoada no ponto.
04:42No ponto, então, meu filho, se você não sabe o que você vai arrumar com seu pai
04:45pra deixar ele feliz, partiu no Bar do Zezé.
04:47Vamos lá no Bar do Zezé agora.
04:49Acho que devia ter um telão pra assistir a gente lá, hein?
04:51Já pensou?
04:52É, o novo desejo destravado, hein?
04:54Você, cuidado, você não brinca com essas coisas, não.
04:57Mas ia ser barça.
04:58Ô, Zezé, conta pra gente aqui, quando que você abriu o Bar do Zezé e como que você
05:03decidiu na sua vida abrir um bar?
05:06É, primeiramente, né, agradecer o programa daqui, mas no início eu nem pensava em trabalhar
05:14com um bar, ou abrir um boteco, nem nada.
05:18Porque o meu ramo era uma mercearia.
05:21E foi longos anos, de 20 anos de mercearia.
05:24Mas como chegou os grandes supermercados, e o Zezé foi perder o espaço, né?
05:31E eu com os meninos na faculdade, eu tinha de arrumar um jeito de ganhar um dinheiro.
05:35Quantos filhos o senhor tem?
05:37Três.
05:37Três?
05:38Aí, que surgiu, eu ia fazer um barzinho, fiz um barzinho no início, com quatro mesas,
05:45e pra ajudar, pra me pagar a faculdade dos meninos.
05:49De repente, surgiu um movimento que eu nem esperava no boteco.
05:55O que aconteceu, aí eles me convidaram pra entrar na comida de boteco.
06:00Aí, eu entrei na comida de boteco, desconfiado, assim, eu pedi, o Eduardo Maia me perguntou,
06:07Zezé, você quer entrar na comida de boteco?
06:09Eu falei assim, ó, querendo, nem sei como que funciona esse tipo.
06:14Quanto que eu vou gastar?
06:16Ele falou assim, não vai gastar nada.
06:18Quando a esmola é muito, o santo desconfia.
06:20Nós somos um mineiro, né, Zezé?
06:21Como um bom mineiro, né, o pé atrás.
06:24Aí, foi uma vez, me convidou, eu não aceitei, foi na segunda, eu não aceitei.
06:28Na terceira, você tá te colocando.
06:31O bom do Eduardo é isso, né?
06:33Vai na marra.
06:34É, não quer não, mas vai.
06:36Ele já fez isso com a gente também, viu?
06:38É.
06:39Mas o presente que eu ganhei foi esse prêmio da comida de boteco,
06:44que o meu bar transformou.
06:46A mercearia acabou em 2005, isso foi em 2004, 2005, o bar acabou.
06:51A mercearia acabou, surgiu o bar.
06:54E não surgiu o bar, e a minha vida transformou, né,
06:57que agora eu comecei a ganhar dinheiro,
06:59que até então eu não ganhava dinheiro.
07:01Graças a Deus.
07:02Tava só tentando pagar a faculdade desse tanto de menino,
07:05e falou, glória a Deus, agora vai até sobrar.
07:07Vocês ganharam o primeiro título em 2006.
07:092004.
07:102004.
07:11É, assim que a gente entrou...
07:12Esse é o campeão de 2006, é isso?
07:13Esse é o campeão de 2006, esse foi o bicampeão.
07:16Ah, tá, entendi.
07:17A gente entrou em 2004 com o encontro marcado,
07:20que é o carne de panela, giló recheado com bacon,
07:23angu mole e queijo canastra, queijo canastra, é isso.
07:28Ah, que delícia.
07:29E 2006, aí que fomos campeões.
07:32Aí que isso que o meu pai tá contando, né,
07:33que foi uma repercussão, aí o bar, aquele movimento...
07:35E vocês só tinham quatro mesas na época ou já tinham crescido um pouco?
07:38Foi um desespero, então, quando você ganhou, hein?
07:40Foi, foi.
07:40Quando eu entrei, a gente só tinha quatro mesas.
07:43Aí o povo até brincava, né, que eu pô, vamos reservar, Zezé.
07:46Você ganhou a comida de boteco, aí reserva uma mesa pra nós aí.
07:50Eu falei assim, ó, eu só tenho quatro.
07:52Nossa senhora.
07:53Aí agora vem uma coisa que pra mim é mais incrível,
07:56porque a comida de boteco é voto popular.
07:59Teoricamente tem que passar muita gente pra poder ganhar.
08:01A comida de boteco é tão boa que com quatro mesas você conseguiu ser campeão.
08:06Eu tô chocada.
08:07Como é que pode?
08:08Muito pouca gente, né?
08:09É muito pouca, mesmo.
08:10Mas será que em 2004 já era esse mesmo critério de...
08:14Era a mesma coisa.
08:16Quantidade, mesma coisa.
08:17Peso dos votos, né?
08:18Você tá doido?
08:19Vocês ficavam o dia inteiro cozinhando, né?
08:21Não tem a menor condição, não.
08:22Pra quatro mesas.
08:23E quem criou o prato, hein?
08:25Quem criou o prato?
08:26Então, o prato surgiu, assim.
08:30A gente trabalha no...
08:32Quando tinha mercearia, esses barzinhos não participavam da comida de boteco, né?
08:36Porque eu tinha abrido o barzinho.
08:38Aí eu fazia o tropeiro todo domingo.
08:39Eu só abri o barzinho de domingo lá, na tarde.
08:44E...
08:44Durante a semana, na tarde.
08:46E domingo eu abri na hora do almoço.
08:48Com a mercearia junto com o barzinho.
08:50Aí eu fazia o tropeiro.
08:52Todo mundo falou, Zé, arruma outro prato pra nós aí, Zé, arruma outra coisa pra nós aí.
08:55Só tropeiro, só tropeiro.
08:56Falei, não, então vou inventar um aqui.
08:59Aí um belo dia eu acordei lá e falei, ah, vou...
09:01Falei com a minha esposa, né?
09:03Já cozinha muito bem.
09:05Você atende isso.
09:06Dona Alfa.
09:08É, dona Alfa.
09:09Aí eu falei assim, então...
09:11Vou sujando na minha cabeça fazer um giló recheado.
09:14Aí todo mundo, mas ninguém come giló?
09:16Ninguém gosta de giló?
09:17Mas se o giló que eu for fazer vai ser diferente.
09:20Aí eu fiz o giló recheado.
09:22Era uma maçã de peito cozida com a polenta.
09:26Nossa.
09:27Dura, né?
09:27É, o angu duro.
09:28Angu duro e o giló recheado.
09:31Recheado com bacon.
09:32Aqui é tirar a gosto de boteca, sabe?
09:34Que você vai na carne ali, um pedacinho do angu e o giló.
09:37E o giló você come...
09:38Você monta na colherada.
09:39É, compartilhando, assim.
09:42Aí quando surgiu que a gente entrou na comida de 2004,
09:45a gente já tinha tirado esse prato do cardápio da gente.
09:51O cardápio era pequenininho.
09:53Aí pra entrar alguma coisa tinha que sair outra, né?
09:55Ia revezando.
09:55Ia revezando.
09:56Aí minha esposa falou assim,
09:58ah, José, se a gente vai entrar na comida de boteca,
10:01eu vou elaborar esse prato melhor.
10:04Mas esse prato é bom, o angu, né?
10:07Não, vou fazer uma polenta.
10:09Aí eu fiz uma carne de panela com a polenta mole,
10:12com queijo minas, o angu, né?
10:14E o angu mole, com queijo minas e o giló recheado.
10:22E aí nós fomos campeão em 2004.
10:24Delícia, gente.
10:24E você já tinha 20 anos de mercearia, né?
10:27Até chegar esse 2004, qual o ano que vocês abriram?
10:30Eu abri a mercearia lá em 1980.
10:32Nossa, muito mais.
10:33E sempre no mesmo lugar?
10:35Sempre funcionou no mesmo lugar?
10:36No mesmo lugar.
10:36E é muito legal isso também, porque até falei no último programa,
10:44recebeu o Nivaldo e os filhos também, né?
10:46Disso, das mercearias, que eram todos mercearias,
10:49e depois, por causa dos supermercados, foram virar o boteco.
10:52Exatamente.
10:53E aí, o sucesso...
10:54E um negócio familiar, né, Vitinho?
10:57Vocês estão lá também acompanhando a saga.
11:01Desde sempre, né?
11:02Desde sempre, né?
11:03Ele estava apertado para pagar a faculdade,
11:05mas ele também tinha a mão de obra lá, baratíssima.
11:09Baratíssima.
11:10Baratíssima.
11:10Tinha três meninos.
11:11Aí tem que ter...
11:12Os meninos dormindo depois da aula, puxa pela orelha,
11:15pega pelo laço, né?
11:16Você fala, não, meu filho, deixa eu te falar.
11:18Vem, você está achando o quê?
11:19Vocês acham que, assim, a percepção que o bar virou essa referência que é hoje
11:22foi depois do Comida de Boteco?
11:23Quanto que vocês perceberam que o bar de vocês virou uma referência
11:27e saiu das fronteiras ali do barreiro?
11:30Foi justamente depois da Comida de Boteco, né?
11:33Que logo em seguida, a gente ganha, em 2006,
11:36a gente ganha o segundo prato.
11:38Com este maravilhoso que está aqui hoje,
11:40eles trouxeram para a gente, que é o Trupico Mineiro.
11:43Nossa, mãe!
11:44Descreve para a gente aí, Vitinho, o que tem aqui dentro.
11:46O Trupico Mineiro é um feijão carioquinha,
11:49cozido com costelinha,
11:52linguiçinha defumada e pezinho de porco.
11:55Ai, meu Deus!
11:55Eu já vou colocar meu prato aqui, vocês estão longe,
11:57vocês servem no meu avalto.
11:58Sim, a gente vai ver aqui.
11:59O Trupico vem com a mostarda refogada acompanhando, né?
12:04E uma farinha de fubá torrado.
12:07Ai, que delícia!
12:08A mostarda é a minha verdura preferida.
12:09E dá um sabor, você vai ver.
12:11Ah, você está doida, é diferente.
12:11Uma combinação, né?
12:13Esse, pode dizer, que foi criação do meu pai, esse aí.
12:16É?
12:17É.
12:17100%?
12:18O Zezé que inventou esse Trupico lá.
12:20Ó, o Zezé, bicampeão, hein?
12:22E, ô Zezé, e aí quando você já estava, já chegou em 2006 para esse bicampeonato aí
12:27do Comida de Boteca, aí você já tinha fechado a mercearia, você não tinha mais só
12:30quatro mesas não, né?
12:32Já tinha mais, né?
12:32Foi seguir.
12:34Aí o público foi chegando, foi aumentando o público, e quando foi 2005, eu já acabei
12:39com a mercearia e coloquei mais mesas, né?
12:42O resultado é bom, né?
12:44É claro.
12:45Aí eu coloquei mais mesas e fomos acabando com a mercearia aos poucos, né?
12:50Porque eu não podia acabar com a mercearia de uma vez.
12:52De uma hora para a outra.
12:53Por quê?
12:53Porque eu tinha lá 150 cadenetas, todo mundo comprava na cadeneta.
12:57Ah, é o fiado.
12:58É duas coisas aqui, ele fala que foi na tranquilidade para desfazer dessa mercearia, mas precisou
13:04dele viajar, fazer uma pescaria que ele gosta muito, para meus irmãos, né, se organizarem
13:10e falarem assim, não gente, essa mercearia já não está dando certo isso aqui.
13:13Quando ele voltar, ele vai ver o que é que vai ter para vender aqui.
13:16Exatamente, aí quando ele voltou, a mercearia já estava assim, 10% do que era, reduziram
13:20tudo, porque assim, era mercearia de bairro, mas lá é grande.
13:23Então tinha prateleiras, tinha carrinho.
13:26Era uma loja grande, que poderia toda ser mesa, mas estava tudo com...
13:30Isso, com gôndolas de...
13:32E quando o senhor voltou, o senhor não xingou eles, não?
13:35Falou, cadê minhas prateleiras?
13:36Mas ainda tem a mercearia, né?
13:38Uma das características, assim, não tem a mercearia, mas se a pessoa chegar lá e
13:42quiser comprar alguma coisa que está lá, leva para casa.
13:44É mais decorativo, o Vitinho contou, né?
13:46Foi, mas continua lá, né, pai?
13:47Mas se alguém quiser comprar, pode comprar, não é isso?
13:50Pode comprar.
13:50Foi o que ele falou da última vez, né?
13:51Não, ainda existe lá uma gôndola, né?
13:53É, algumas coisinhas, né, para acabar.
13:55Para salvar o povo do bairro, pai, você está acostumado de ir lá.
13:59Essas cadernetas que ele falou, e se eu encontrar pelo menos umas 5, eu estou rico, eu acho
14:03que eu preciso trabalhar mais, não.
14:04Você perdeu 150, caderneta, não é possível.
14:07Não, eu não perdi nenhuma, todo mundo me pagou.
14:10Glória a Deus, Eduardo.
14:12Mas como que eu fiz?
14:14Aí que o pessoal todo, da Redondeza, ela comprava, pagava uma compra e comprava outra.
14:19Aí eu visei para ele, ó, esse mês eu não vou vender mais, mas também não vou receber.
14:25É, pode me dar mês que vem.
14:27Aí você guarda um pouco, mês que vem, você dá um tanto até nós zerar a caderneta.
14:31Verdade.
14:31Agora eu vou deixar na confiança, eu vou deixar o intervalo.
14:34Mas isso que eu ia falar, depois ele vai contar como receber do povo, vai ensinar para nós.
14:38Mas aqui, eu vou finalizar, porque eu já estou comendo o meu trupico mineiro, já colocou um pezinho de porco inteiro aqui, né?
14:45Uma costelinha, tá uma delícia, e esse aqui foi a dona Alfa que fez.
14:48Então eu vou chamar o intervalo para a gente dar uma remada, e a gente já volta com mais Matula 98.
14:53Não sai daí não, porque você já viu que tem muita história para a gente ouvir.
14:56Até daqui a pouco.
14:57Daqui a pouco tem mais.
14:59Matula 98.
15:00Quem você escolhe para cuidar do seu Chevrolet?
15:09Tem que ser alguém que conhece cada milímetro do seu carro.
15:13Cada peça pelo nome.
15:15É, para cuidar do seu Chevrolet, ninguém melhor que a Chevrolet.
15:19Agende uma revisão na concessionária mais próxima.
15:22Serviço Chevrolet.
15:24É rápido, é fácil, é Chevrolet.
15:30Chevrolet.
15:36Permenado, irmão.
15:37O melhor herói que existe é brasileiro e eu posso provar.
15:40Então bora comigo no Made in Brasil.
15:42Capitão Astúcia é um filme independente dirigido pelo brasileiro Felipe Gontijo.
15:45Ele conta a história do Sr. Luiz, que trabalhava como letrista de histórias em quadrinhos.
15:50E depois de madura ele decide virar super-herói.
15:52O grande Capitão Astúcia.
15:54E qual a missão do salvador das nossas vidas?
15:57Simplesmente de ter um tal cara chamado Akira Laser.
16:00Um tocador de arpas e lasers lá dos anos 80.
16:03Não contente com essa história melabolante, ele ainda decide levar o neto dele para viver essa aventura.
16:08O filme fala sobre envelhecimento, sobre sonhos.
16:11E é um filme extremamente emocionante, além de super engraçado.
16:14É um filme desse ano e já coleciona mais de 50 prêmios.
16:17E o melhor de tudo é que você consegue assistir pelo YouTube, cara.
16:20De graça.
16:21Então anota essa dica, reserve sua sexta-feira e assista a Capitão Astúcia.
16:26E pode ter certeza que eu voltarei com mais dicas de filme, música, artista...
16:29Aqui, no Meio de Brasil.
16:32Fui!
16:32É de noventa e oito.
16:49De volta, na Rede noventa e oito, Matula noventa e oito.
17:11Por aí, com Dudu Pônzio.
17:14Bom dia, povo!
17:16Vem cá, que hoje você vai me acompanhar em mais um bar cheio de alma aqui de BH.
17:22Eu vim aqui para o Barreiro para visitar um bar que há 40 anos deixa todo mundo com água na boa.
17:27O bar do Zezé.
17:28Se é que você já não conhece, né?
17:30Há 40 anos o ritual se repete.
17:32O Zezé abre a porta do bar, hoje também com a ajuda dos filhos.
17:36Mas tudo começou com a boa e velha mercearia.
17:39A história se repete aqui em BH.
17:41Mas foi com a cozinha primorosa da Dona Alfa que tudo isso aqui se transformou num bar.
17:46Que conta também com preparos do Zezé, claro.
17:49Em 2024, eles ganharam comida de boteco pela primeira vez.
17:53O bar virou ponto de encontro dos botequeiros aqui de BH, de outras cidades e até de outros estados.
17:59O pessoal aqui não brinca em serviço.
18:01Eles ganharam dois outros primeiros lugares no comida de boteco que estão sempre entre os finalistas.
18:06Depois desse currículo todo, não tem a menor possibilidade de tudo aqui não ser maravilhoso, né não?
18:12E foi exatamente por isso que eu corri pra cá.
18:15A feijoada aos sábados aqui é famosíssima.
18:17E se você não chegar cedo, você vai ficar estupando o dedo.
18:20Só que hoje eu não vim por causa da feijoada.
18:22Eu vim pelo clássico de ló recheado.
18:24E o Vitinho que tá aqui do meu lado, falou que eu tenho que provar o bolinho de milho com bacalhau.
18:29Bolinho carnudo, macio e crocante, com um sabor nu.
18:33Fora o giló cozido e recheado com bacon, campeão do comida de boteco 2004.
18:39Cozidinho, derretendo na boca.
18:42E um destaque pro Buiú, garçom que há 30 anos espalha simpatia por aqui.
18:47O bar do Zezé é um dos bares com alma eleito pela Belotour.
18:51Eu acho que tá mais claro que você tem que vir pra cá curtir, provar todas essas maravilhas.
18:56O bar do Zezé fica na rua Pinheiro Chagas, número 406, lá no Barreiro.
19:02Faz parte do circuito Bares com Almas da Belotour.
19:05E funciona de segunda a sexta, das 17h às 23h.
19:08E aos sábados, de meio-dia às 21h.
19:10E o Zezé sempre tá lá pra te dar um joinha.
19:13E pra você curtir mais dicas de bares e restaurantes legais assim,
19:17é só me acompanhar no arroba do Duponjo ou então no arroba DonaTorca BH.
19:21A gente tem um encontro marcado todos os sábados às 11h da manhã.
19:25No Matula 98, com as meninas lá e eu por aí, dando volta pro BH, vem?
19:31Por aí, com Dudu Ponzio.
19:35Estamos de volta com Matula 98.
19:37Agora sim, porque eu fiz isso há dois segundos atrás, mas eu esqueci que eu estava sem o microfone.
19:42Não dá, não dá.
19:43Eu vou parar de tomar cerveja enquanto eu trabalho.
19:46Hoje a gente tá...
19:47Não faz nada, que mentira.
19:49Faz hora a pessoa tá falando isso no sábado.
19:52Volta, desculpa.
19:52Ô, Maria Clara, não faz isso comigo, não, sabe?
19:56Vai, Carolina, segue o serviço. Vai.
19:57É, não tô muito boa das ideias.
19:59Amanhã que a gente comemora o Dia dos Pais aqui no Brasil.
20:03Então a gente tá aí, começamos a gosto com o mês especial dos pais.
20:08Hoje a gente recebe uma dupla maravilhosa,
20:11que tem um dos estabelecimentos mais icônicos dessa cidade.
20:16E é totalmente fora da rota de quem tá acostumado a andar só aqui na região Centro-Sul.
20:21Hoje a gente tá recebendo Zezé, do Bar do Zezé do Barreiro.
20:25E seu filho, agora um estudante da Le Cordon Bleu Paris, vamos fazer...
20:30Que é Belo Horizonte, Paris, não, Belo Horizonte.
20:33Que é o Vitinho...
20:35É isso aí.
20:35Vitor, tá bom, gente?
20:37Vitor Martins.
20:38Vitor Martins.
20:39É...
20:40Eu fiquei curiosa.
20:41Deixa eu voltar no assunto que a gente tava quando encerrou o bloco.
20:44Como que então recebeu a 150 caderneta?
20:47Porque eu também tava querendo assumir essas dívidas pra gente cobrar, Vitinho.
20:49Uai, hoje em dia...
20:51Eu ia ter um inferno na casa desse povo.
20:51Se fosse uma nota promissória, você tava rica hoje.
20:54Tava rica.
20:54A inflação corrigida.
20:55Podia comprar um eco pra chamar de meu.
20:57Dava.
20:58Uai, mas você recebeu tudo, Zezé?
20:59Recebi, recebi todas as cadernetas, mas eu usei essa técnica, né?
21:05De não receber do povo e antes eles me...
21:09Pra me pagar, como é que eles iam comprar em outro lugar?
21:12Eu falei, você faz as suas compras e se o que sobrar, vocês guardam um pouco,
21:17vocês veem que me pagam a cada mês.
21:19De repente, a maioria era mais ou menos controlada, eles faziam, pagou e fez outra, não precisou.
21:26Mas quem precisou, aí pagaram de duas, três vezes, quitaram tudo.
21:32E quitaram.
21:33Que bom, né?
21:34Se o Barreiro tivesse um prefeito, você sabe quem que é o seu prefeito do Barreiro?
21:38Zezé para o prefeito.
21:39Zezé para o prefeito.
21:40E aqui, Vitinho, você tá seguindo os passos aí do seu pai lá?
21:44Você vai...
21:45Porque hoje a gente já sabe, né?
21:47O spoiler, que você já tem também, você já trabalha com o seu chope lá, com as suas
21:52coisas.
21:53Mas você continua, você trabalha no bar, você já trabalhou, você pretende continuar?
21:57Olha, até a pandemia, até o término na pandemia, eu estava lá 100%.
22:04Estava lá o tempo todo, né?
22:06No atendimento, na produção, nas coisas.
22:09E já trabalhava com ele lá desde novo?
22:11Desde criança, né?
22:13Quando não era o Barreiro, era a mercearia, já ficava lá.
22:16Digamos que ajudava, né?
22:17Não era um trabalho em cima.
22:18Anotando nas cadernetas.
22:20Ajudava, é.
22:21Conferindo nas cadernetas.
22:23Mas ficava lá sempre.
22:24Não recebia um real das cadernetas, né, Vitinho?
22:26Era difícil.
22:26Só ficava lá olhando, né?
22:28Difícil o pagamento.
22:29Mas, graças a Deus, deu tudo certo.
22:32Claro.
22:33E aí o Barreiro começou...
22:34Tentava, como eu não tinha um pagamento certo, eu tentava sempre uma maneira de ganhar
22:44um dinheirinho ali, alguma coisa.
22:46Então, eu já vendi rifa, bolão, dias de jogos, eu vendia bolão.
22:50Então, eu sempre fazia alguma coisa pra arrecadar lá o meu.
22:55E aí...
22:56O Zezé ensinou você, meu filho.
22:57Ele gosta de pescar, né?
22:59Que o peixe não chega sozinho, né, Zezé?
23:01Se você não pescar lá, meu filho, ele não vem, não.
23:04Porque a maioria, eles querem dar as pessoas as coisas.
23:07Se a gente nunca ficar dando, dando, dando, você vai acabar o cara ficar preguiçoso, né?
23:12É verdade.
23:12Aí você tem que ensinar o cara como pesca.
23:15Isso.
23:16Aí ele vai pescar o peixe, pesca aquilo ali, pesca aquilo ali, vai caçar o serviço
23:19pra ele fazer, né?
23:21E sempre foi trabalhador, desde pequeno, né?
23:23Exatamente.
23:24Você acha que o que você mais aprendeu, assim, com seu pai nessa convivência de
23:29estar na mercearia e no dia a dia do bar depois?
23:31Olha, são infinitas, né, coisas que até hoje eu aprendo com ele, né?
23:37Assim, é um orgulho, né?
23:38É um exemplo pra mim.
23:40O carisma, a gente pode já falar aqui, que foi herdado.
23:43O herdado não é roubado, né, Zezé?
23:46É, o herdado não é roubado.
23:48É justamente isso que eu ia falar, essa forma de lidar com o público, né?
23:51É porque um comércio, você recebe vários tipos de pessoas, que às vezes a pessoa não
23:57tá num dia tão bom, às vezes a pessoa tá num dia excelente, mas você tá com a porta
24:01aberta, você tá sujeita.
24:02E às vezes é o mal-educado mesmo, né?
24:04O mal-educado, exatamente.
24:07Então, assim, ele me ensinou muito esse jogo de cintura, né?
24:10De lidar com o cliente, independente da forma como ele chega até a gente, receber o cliente.
24:16Então, eu acho que o mais importante disso tudo, eu acho que é uma das coisas.
24:21Eu vou até emendar aqui, como é que, por que, né, que você resolveu agora cursar
24:26a gastronomia lá na UniBH, né, na Le Cordon Bleu?
24:29Sim, foi o seguinte, trabalhando lá no bar, né, em todas as partes, menos, não muito
24:37na cozinha, mas no atendimento, nas compras.
24:41E começou a surgir os convites pra participar de festivais, pra divulgar essa cozinha em
24:47outros lugares, pra levar isso pra outras experiências.
24:52E aí, sempre eu que ia.
24:54Meu irmão, às vezes, não podia, minha irmã já não tá aqui com a gente, porque ela
24:57tá morando fora.
24:58E vocês tinham que dividir a equipe, porque o bar tem que ficar aberto.
25:01Exatamente.
25:02Então, eu fui, peguei um pouco isso.
25:04E nessas andanças, né, nesses eventos, eu senti falta de uma...
25:09De um conhecimento técnico.
25:10De um conhecimento técnico, pra poder ter mais recursos, né, pra poder fazer as coisas
25:14funcionarem.
25:15Pra você ter uma ideia, o primeiro festival de gastronomia Tiradentes que a gente foi,
25:18foi em 2005, né, pai?
25:19Foi em 2005.
25:21A gente não dominava a técnica, assim, de quase nada em relação aos insumos, essas
25:25coisas.
25:26A gente levou, só não levou o pé de milho inteiro, porque não cabia no carro, mas levou
25:31o milho, o milho com o sabuco, com a casca, com a palha, com tudo, pra descascar lá em
25:36Tiradentes, cara.
25:38Nossa, assim, olha.
25:38Isso que eu chamo de passar perto.
25:41Você imagina?
25:42Porque a gente não tinha o domínio de poder cortar o grão, congelar ele, que ele não
25:47ia perder a qualidade.
25:47Não tinha esse tipo de técnica, sabe?
25:50Eu posso congelar o milho, ele vai durar, né?
25:53Exatamente.
25:54Ele perder qualidade, não ficar bom, né?
25:56Minha mãe falou assim, não, esse milho se congelar, ele vai encharcar lá, o bolinho
26:00não vai sair, então a gente pegou o carro e encheu o porta-mala de saco, sabuco de
26:06milho, de espiga, e lá na praça, era na Largo das Forras ali, né?
26:11Lá a gente, eu, meu irmão, minha irmã, descascando, sabuco de milho.
26:15Eu ia falar, vocês estão sentados lá na praça até agora, descascando.
26:19Cara, não tem registro, cara.
26:20Eu senti que ter registro.
26:21E sim, com o convite do Ralf, que era o que eu produziu.
26:25Carol, da Helene era você, Carol, e que sãs, mas presta atenção lá no festival de
26:29Tiradentes, colocar ele pra fazer isso no Farturo hoje.
26:31Só um pouco de bolhar, descascar e debulhar tudo.
26:36Descascar.
26:36E o que o senhor viu ele fazendo, dando esse passo, o que o senhor achou?
26:40De ele estudar gastronomia agora, se profissionalizar nisso, porque é muito legal, né?
26:44E é uma escola mundialmente reconhecida, né?
26:47É muito bacana.
26:49Mas é bom só ele estar fazendo esse curso, porque ele vai depender do curso.
26:58Porque ele é um menino muito inteligente, todos são muito inteligentes, meus filhos, né?
27:04Pode deixar os meninos com ciúmes, né?
27:06É, tem que elogiar todo mundo igual.
27:08Mas é igual, participa dos festivais.
27:11Se você não tem um conhecimento, como que pode participar de uma coisa que não tem conhecimento?
27:17E não é sobre mudar a comida e a cozinha que vocês fazem.
27:20É mais sobre esses processos, porque realmente é muito trabalhoso.
27:24A gente também já fez festival de Tiradentes.
27:26A gente tem que levar tudo daqui, gente.
27:27Lá tem equipamento de cozinha, né, Vitinho?
27:29Sim.
27:30Tem a fritadeira, tem a geladeira, tem o fogão.
27:33Mas nos nossos insumos, nos nossos pré-preparos, a gente tem que saber o que é melhor de congelar pra lá.
27:38Só finalizar e tudo isso, é esse tipo de conhecimento.
27:41A gente, eu brinco que a gente ir pra festival de gastronomia...
27:44Tem um telefone tocando aqui, ó, acho que é do Zezé.
27:47Do Zezé, quem tá ligando?
27:47Fala assim, eu tô dando entrevista agora.
27:49Não sei, não...
27:50Pelo menos não é.
27:50Pior que deve ser São Paulo.
27:51Liga aí.
27:52Pior aí.
27:53Pior aí.
27:53Pior aí.
27:53Não é as cadernetas, porque as cadernetas ele já recebeu, né?
27:56É o contrário, é o contrário.
27:57Mas aí ele que ia ligar, não era o povo que ia ligar, né?
27:59É, não era o povo que ia ligar.
28:00Agora é o telemarketing aí, eu aposto que é telemarketing, fala que o senhor tá ocupadíssimo.
28:05Não, tá dando entrevista hoje.
28:06Mas eu brinco que esse negócio de festival, Vitinha, é a gente literalmente ir pra guerra
28:11pra praticamente atirar com o dedo.
28:14É verdade.
28:14Porque é uma loucura, gente, aquele tanto de gente na frente da barraca, naquele espaço
28:19reduzido, um calor que Deus dá.
28:21Então, assim, a gente não reclama, não.
28:22E a gente conheceu o Vitinha, um desses aí, um desses.
28:25Isso foi lá no Boulevard, né?
28:27Foi.
28:27No lançamento da Spaten.
28:28Da Spaten.
28:29Foi que a gente teve que fazer um negócio, um cardápio alemão.
28:33Alemão.
28:33Nós numa arroia também, que você lembra que o espaço lá...
28:36É, e a gente tá assim, ó, aqui.
28:38Com chapa, dentro de uma barraca minúscula.
28:39Você não quer ir lá comprar um torresmo no Vitinha, não?
28:41A gente tem um pouco de sossego.
28:43De sossego, cara.
28:44Mas é, né, assim...
28:45A gente era vizinho de barraca lá, seu César.
28:48Assim que a gente conheceu o seu fim.
28:49A gente conheceu, sim, exatamente.
28:51Chegou uma blazer lá cheia de...
28:53Eu acho que eu tava de Kombi, ou seja, de blazer, né?
28:55Você tava de Kombi.
28:56Eu tava com o meu blazer, meu caminhão.
28:58Caminhão cheio de botijão de gás.
29:01Cheio, gente.
29:01Quem vê close não vê corre.
29:03E eu adoro falar isso, falar isso, que o povo olha pra cara da gente, né, Carolina?
29:06Eu e Carolina especialmente, né?
29:08Aposto que o Vitinha também deve ser um desses.
29:09O povo olha pra nossa cara, Dedé.
29:11Acho que a gente não trabalha.
29:12Com a Patricinha.
29:12O meu amor, vocês nunca viram a gente pegando um chifre pelo boi, não, amor.
29:16É difícil a pessoa que tá com a conta de acompanhar.
29:17Até hoje em dia, o povo, quando vai, trabalha, vê, a gente trabalha e não fala?
29:21Não, vocês trabalham, falam, meu filho, a gente trabalha, a gente carrega até botijão
29:24de gás.
29:25E outra coisa também, desse negócio do botijão de gás, vocês falam, gente, eu vou até
29:28falar aqui, olha, você que vai em festival, você vai nessas feiras de comida de rua,
29:32vocês frequentam essas coisas e reclamam, às vezes, do preço.
29:35Vocês não têm noção do que é o rolê.
29:37E além disso tudo, a gente ainda paga uma porcentagem pra quem tá oferecendo, porque
29:41tem a estrutura.
29:42Justamente.
29:42Então, não é?
29:43É o valor do negócio, não é?
29:45Tem gente que, às vezes, chia com o valor de uma porção nesses eventos, gente, mas não
29:49dá, é uma trabalheira.
29:50Vocês não estão entendendo.
29:52Você tá sujeita, sim, porque você acredita num evento, você vai num evento, lógico
29:55que são sempre eventos prestigiados, são sempre eventos engajados, mas se você não
29:59escolhe uma coisa ali, bem justinha...
30:01Que vende bem.
30:02Que vende, você tá sujeita a ter prejuízo, até.
30:05Prejuízo, exatamente.
30:06Porque o evento não te garante venda, né?
30:08Não garante.
30:08Você chega lá, você tem que fazer o seu.
30:09É, o mais importante, né, dos eventos é a divulgação.
30:12Você tá levando ali, você tá abrindo o leque pra outras pessoas poderem conhecer
30:17o seu bar, a sua cozinha, a sua culinária.
30:20E levar seu nome, né?
30:21É uma responsabilidade, né, Vitinho?
30:22Vocês repararam, vocês repararam, assim, depois de participar desses festivais, teve
30:28esse aumento, assim, das pessoas reconhecerem mais fora também ali do Barreiro, além da
30:32comida de boteco, esses festivais, sabe?
30:35Tem muitas pessoas, né, que...
30:38Eu comi o torreno lá no Tiradentes, cheguei lá no bar procurando, aí eu conheci seu bar
30:44lá em Tiradentes, vim aqui conhecer aqui.
30:45Esse é várias pessoas que acontecem.
30:48É, esse intercâmbio, né?
30:49Porque aí sai até de Belo Horizonte, rompe até essa bolha.
30:52E aí também, hoje em dia, a gente vê também o pessoal que vem de fora produzir conteúdo
30:57aqui, que sempre vai lá, né, no bar e mostra, né?
31:01Já foram várias pessoas, assim, né, do segmento que...
31:04Virou um ponto turístico hoje, né?
31:06É.
31:06Além de um bar.
31:07Na pandemia foi ótimo, que foi um programa do Canal Fechado, acho que é Tempero na Mochila.
31:12Ah, com Pedro.
31:13É, Pedro.
31:13Foi super legal, porque ele já tinha sido gravado antes da pandemia, e aí chegou
31:19a pandemia, acho que o take ficou lá guardado, tava dando reprise, todo dia tinha reprise
31:23lá, então, tipo assim, não deixou de ficar aparecendo.
31:25Viu, Pedro?
31:26Quando você vier aqui, o Vitinho está te devendo um torresmo, um gelo recheado e um bolinho
31:32de milho, nós vamos lá.
31:32Tá garantido.
31:33E uma cachaçinha, a gente paga a cachaçinha, porque é cabelo.
31:38Mas eu vou chamar o nosso intervalo agora, e a gente vai continuar falando mais da história,
31:43do Zezé, do Vitinho, dos outros irmãos, da Dona Alfa e de tudo que representa o bar
31:49do Zezé, não só para o Barreiro, como para Belo Horizonte, mas eu acho que a gente
31:53podia falar do Barreiro, porque eu sei que o povo lá é barrista, defende o Barreiro e
31:59tem o maior orgulho de um dos melhores bares dessa cidade estar lá.
32:02A gente volta daqui a pouquinho com mais Matula 98.
32:06Do trânsito à política, da economia ao futebol, tudo que é notícia em Minas passa pela
32:2298 News.
32:24Jornalismo multiplataforma, bem humorado e direto ao ponto.
32:29Ligue o rádio, entre no site e siga a gente.
32:32A 98 News tá em todo lugar.
32:3498 News.
32:36103.3.
32:54103.3.
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33:19Legenda Adriana Zanotto
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