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No Direto ao Ponto, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) defende a atuação das frentes parlamentares no Congresso Nacional e comenta a regulamentação do lobby no Brasil. Segundo ele, a representação de interesses organizada é legítima e importante para o equilíbrio democrático entre os poderes.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/Nohk-3QiUTI

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Transcrição
00:00Vamos lá, Zé Maria Trindade.
00:03O deputado Arnaldo Jardim, ele tem uma participação muito forte em matérias importantes votadas ali.
00:10É combustível do futuro, vários projetos importantes que foram elaborados exatamente com a ajuda de frentes parlamentares.
00:18Além de vice-presidente da FPA, toda poderosa FPA, ele é presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo
00:26e também vice-presidente da Livre Iniciativa, do Livre Empreendedorismo, que é Joaquim Passarinho, um deputado muito eficiente também.
00:35As frentes parlamentares, elas se transformaram num grande poder novo do Congresso.
00:41É o lobby. E o lobby da melhor maneira possível.
00:44Não é aquele lobby da mala preta que chega comprando o deputado, mas é um lobby.
00:48E um lobby positivo, de convencimento.
00:50As frentes hoje ocupam lugares ali que deveriam estar sendo exercidos por partidos políticos?
00:58Não há dúvidas, Zé.
01:00As frentes parlamentares, que são temáticas, dão dando um passo, inclusive, além disso.
01:07Nós temos da FPA, em diálogo com a Frente do Empreendedorismo, que você mencionou.
01:12Eu fui até recentemente o presidente também da Frente do Brasil Competitivo,
01:17que hoje faz esse trabalho lá, o deputado Júlio Lopes.
01:19Nós temos a Frente do Comércio e Serviço, que é coordenada pelo deputado Domingo Sávio.
01:26Nós temos, enfim, uma série de frentes que atuam tematicamente.
01:31E nós temos feito algumas atividades conjuntas naquilo que nós chamamos das frentes do setor produtivo.
01:38Ou seja, dos setores empresariais, dos setores de economia mais dinâmica.
01:46Então, nós temos feito isso.
01:48Isso nos mobilizou numa ação integrada à época do IOF.
01:54Isso nos mobilizou numa ação proativa durante o debate da reforma tributária,
02:00em que uma série de temas nós conseguimos colocar.
02:04Então, as frentes atuam ali no seu assunto e, unidas as frentes, têm definido alguns valores.
02:11Desde que nós tivemos a aprovação da PEC da Liberdade Econômica,
02:15desde que nós tivemos algumas reformas estruturantes no Brasil,
02:19eu vou mencionar a questão da BR do Mar, que reviu a questão de cabotagem.
02:27Eu vou mencionar o marco regulatório do saneamento,
02:30o regime de autorização para ferrovias.
02:33Está certo?
02:35Isso tudo fez com que nós pudéssemos aí ter iniciativas que foram dando dinamismo à economia.
02:43A nossa intenção é que isso se preserve.
02:46Nós aprovamos, no período anterior, a lei cambial.
02:50Nós determinamos a autonomia do Banco Central também.
02:54Ou seja, essa temática, que aí eu citei algumas que transcende,
02:58acabaram unindo as frentes.
03:00Mas a tua pergunta teve um outro sentido.
03:02Eu também quero ser direto a ele.
03:05Realmente, eu acho que elas crescem,
03:07porque há hoje uma fragilidade muito grande do quadro partidário no Brasil.
03:13Nós temos partidos que são um conjunto de pessoas que atuam em sintonia,
03:19mas nós não temos a caracterização política ideológica do partido.
03:25Eu não estou dizendo que isso seja só para fazer a retória política eleitoral,
03:30a retórica ideológica.
03:32Mas o partido que tem um conjunto de valores,
03:35qual a sua visão sobre a economia?
03:37Está certo?
03:38As políticas sociais, que sentido tem?
03:41Políticas sociais, ok.
03:42Combatem a miséria, combatem uma situação de dificuldade muito grande,
03:48mas tem porta de saída.
03:50Como é que nós avaliamos o fato de que hoje,
03:54eu acho que todos nós devemos estar concentrados em discutir isso,
03:57Zé, e todos que estão participando desse momento nosso aqui de conversa,
04:01hoje nós temos uma contradição fantástica.
04:04Eu ando pelo meu interior do estado de São Paulo,
04:06eu vejo gente dizendo, precisamos gerar mais emprego.
04:10Eu vejo um conjunto de empresas que dizem,
04:12não temos gente para trabalhar.
04:14Está certo?
04:15Por que que isso acontece?
04:17Como é que as políticas sociais estão preparando as pessoas
04:22para poder se emancipar,
04:24ou estão gerando uma situação de dependência
04:28que nós temos uma dificuldade para repor,
04:32uma dificuldade para ter pessoas para trabalhar.
04:34Então, acho que esse debate não está sendo feito pelos partidos,
04:39as frentes pontualmente fazem isso,
04:42mas uma mudança seria realmente você ter partidos
04:46melhor constituídos do ponto de vista de pensamento.
04:50Deputado, vamos com a pergunta do Alangani agora.
04:53Deputado, voltando ao tarifaço,
04:56caso haja um impasse nas negociações
04:59e o Trump mantenha a tarifa de 50% contra o Brasil.
05:04O senhor acredita que a lei da reciprocidade aí seria adequado?
05:09Não seria dar um tiro no pé?
05:11Não seria uma arma que se voltaria contra nós
05:14à medida que as importações de tecnologia,
05:18insumos, matérias-primas para indústrias aqui
05:20ficariam mais caras?
05:22E também a gente importaria uma inflação lá de fora
05:26inclusive esse raciocínio vale para o próprio Donald Trump,
05:30que tem taxado aí todo mundo.
05:32No final das contas, o protecionismo
05:34não é um remédio ruim para a gente mesmo?
05:37Bem, aí são questões de avaliação, Alá.
05:43Eu quero lhe agradecer a pergunta.
05:45Eu vou ser um pouco ousado aí.
05:47Eu vou dar um próprio palpite sobre aquilo que o Trump está fazendo.
05:51O Trump, com suas atitudes, está redesenhando o mapa geopolítico internacional.
05:58O Trump está buscando aí uma retomada da atividade econômica dos Estados Unidos.
06:04E eu acho que isso, a médio prazo, vai sair o tiro pela culatra.
06:09Porque, ao invés de ter políticas no sentido de dinamizar aqueles setores
06:15que estão tendo dificuldades de competir com o exterior,
06:20ele está estabelecendo normas de proteção.
06:23Nós já fizemos isso aqui na economia, não deu bem.
06:26Então, eu acho que há um equívoco do Trump com relação a isso.
06:30Ele, hoje, tem dados que dizem que a arrecadação dele tributária com as importações,
06:38as tarifas que estabeleceu, deu um crescimento até,
06:42buscou facilitar, porque ele tem um déficit crônico.
06:46O governo americano diminuiu esse déficit, não superou, longe disso,
06:51porque é muito maior, mas que diminuiu o déficit.
06:53Mas eu acho que ele está errando.
06:55Agora, como nós lidamos com isso?
06:59Eu também tento ser objetivo naquilo que acredito,
07:03sem abrir mão de entender melhor e, eventualmente, corrigir.
07:07Mas acho que não devemos usar a reciprocidade,
07:12mesmo que dia 6 se mantenham os percentuais de 50%.
07:16Por quê, Alan?
07:18Porque a reciprocidade seria igual taxar produtos americanos que aqui vêm.
07:23E eu acho que isso, ao invés de nos proteger,
07:27daria consequências para a nossa economia.
07:31Nós temos importado setor de equipamentos, bens de capital,
07:36máquinas que são necessárias para a nossa produtividade.
07:40Eu mencionei o caso de fertilizantes e defensivos,
07:44que são necessários para a agricultura.
07:46Então, acho que essa taxação,
07:48e por isso que eu fiz a crítica anterior ao Trump,
07:51seria reeditarmos isso aqui e numa desigualdade,
07:55uma queda de braço que não nos levaria a nada.
07:57Então, não sou a favor da aplicação da reciprocidade.
08:02Acho que nós teremos, como alguns governadores estão vendo,
08:06medidas de socorro aos setores que serão atendidos.
08:10Acho que nós temos que buscar aqui também,
08:13ao nível do governo federal,
08:15o governo anunciou que prepara medidas,
08:17quero que sejam apresentadas para discutir e salvar, guardar.
08:22Mas a resposta à sua pergunta é não.
08:25Acho que não deveríamos aplicar a reciprocidade,
08:28porque seria uma escala sem previsão
08:31e que poderia ir não crescendo
08:34e nós seríamos os principais prejudicados com isso,
08:37no meu entender.
08:39Mariana, vai lá.
08:40Deputado, o senhor citou algumas vezes aí o setor de fertilizantes
08:45e na semana passada, um pequeno contexto ali,
08:48na comitiva de senadores que foram aos Estados Unidos
08:51dialogar com respectivos setores produtivos,
08:55a coletiva de imprensa, ao final dessa viagem,
08:58a própria senadora e também vice-presidente
09:01da Frente Parlamentar da Agropecuária,
09:03Tereza Cristina,
09:04mencionou que durante a viagem,
09:06eles, entre aspas, descobriram um outro setor
09:09que pode ser tarifado por outras vias,
09:12que é a questão da lei anti-Rússia,
09:15que Donald Trump pretende assinar dentro de 90 dias,
09:18acho que até menos, os dias estão correndo,
09:21e que pode prejudicar então essa relação das importações,
09:26isso pode refletir em preços,
09:29e para quem acompanha o setor sabe que
09:31o preço dos fertilizantes já está em uma alta recente,
09:36eu gostaria de saber como que foi
09:38essa conversa com a senadora Tereza Cristina
09:40depois que ela voltou dos Estados Unidos,
09:43o que vocês conversaram em relação
09:45a esse segmento de fertilizantes,
09:47que é como o senhor mesmo já colocou,
09:49importante, essencial para o agronegócio brasileiro,
09:53a gente depende, 80% é tudo importado,
09:57quando se fala da ureia, 35% o Brasil importa,
10:00e a gente está falando de um prazo relativamente curto,
10:04em três meses pode-se haver alguma alteração
10:07e fazer com que ou o abastecimento tenha algum tipo de prejuízo,
10:12ou os preços fiquem ainda mais elevados,
10:16como que foi essa conversa com a senadora Tereza Cristina
10:18na volta dessa viagem,
10:20e o que pretende-se fazer,
10:22qual que é a articulação da FPA
10:24nas próximas semanas,
10:26também para esse segmento importantíssimo,
10:29sobretudo agora que a gente está falando
10:31de início de safra, 25, 26,
10:34muito produtor ainda não comprou fertilizante,
10:37e aí a gente começa a falar de questões logísticas,
10:39mas eu vou me ater a essa pergunta
10:41do diálogo com a Tereza Cristina
10:43e a expectativa para esse segmento específico
10:47dos fertilizantes.
10:48Olha, você colocou de uma forma muito apropriada,
10:53eu conversei com a ministra Tereza Cristina,
10:56a senadora Tereza Cristina,
10:58amanhã nós teremos uma reunião da FPA,
11:02que isso vai estar no centro dos nossos debates lá,
11:05e ela realmente,
11:06ela e os senadores que o acompanharam,
11:09voltaram com uma percepção,
11:11a partir de diálogos que lá tiveram,
11:14de que vem um outro momento,
11:16não é só para o Brasil,
11:17de tensionamento das relações internacionais.
11:21O Trump perfilou ao lado ali da Ucrânia,
11:26tem cobrado uma ação do Putin,
11:29da Rússia,
11:30efetiva para por fim,
11:33as escaladas ali,
11:35que estão,
11:36a escalada do conflito da Ucrânia e da Rússia.
11:39Como é que isso nos afeta,
11:42em primeiro lugar,
11:43está certo?
11:44Nos afeta pelo vertente que você disse fertilizantes.
11:47Logo que eclodiu esse conflito,
11:50houve uma paralisação.
11:52Depois eles entraram em acordo,
11:55e tanto ali do fluxo que vem da Rússia,
11:58e da Ucrânia,
11:59e da Bielorrússia,
12:01que são países ali fronteiriços,
12:03nós temos aí um abastecimento de fertilizantes.
12:07O nosso fósforo vem do Marrocos,
12:09nós aumentamos a vinda de próprios Estados Unidos
12:15e do Canadá,
12:17está certo?
12:17De potássio,
12:18que vieram para suprir necessidades
12:21que nós temos estruturais aqui,
12:23mas nós temos uma importação,
12:25tanto da Ucrânia,
12:26como principalmente da Rússia,
12:28de fertilizantes.
12:29O que está sendo enunciado,
12:31o prazo é agora até dia 8,
12:34que é na próxima segunda-feira,
12:36para que,
12:37o Trump colocou isso,
12:39a Rússia faça algum gesto
12:41no sentido de construção
12:43de uma saída ali de paz,
12:46de acordo,
12:47de negociação efetiva.
12:49Não sendo isso,
12:51anunciou,
12:52e esses interlocutores
12:53confirmaram isso
12:54aos nossos senadores,
12:56de que virá uma escala grande
12:58aí dos Estados Unidos,
13:01com relação a restrições comerciais
13:03à Rússia
13:04e a parceiros,
13:07países que compram da Rússia.
13:08Hoje nós temos essa compra
13:09que você bem descreveu,
13:11de fertilizantes,
13:12e nós temos um outro item
13:14que nós compramos.
13:15O Brasil tem,
13:17hoje,
13:18tem vezes que é a soja,
13:20dependendo do trimestre,
13:21tem momentos que é o petróleo,
13:24o principal item de exportação.
13:26Nós temos vendido o petróleo.
13:28Temos vendido petróleo
13:30porque não temos capacidade de refino.
13:33E hoje estamos chegando
13:34a um percentual
13:35de importação do diesel
13:37que é de 25%.
13:40Varia de 25% a 26%
13:43do diesel consumido.
13:45Diesel, todos sabem,
13:47são caminhões,
13:48são ônibus,
13:49são máquinas agrícolas
13:51e uma série de outros equipamentos
13:53que funcionam à base do diesel.
13:55Ele é fundamental.
13:56O diesel,
13:58nós temos suprido
13:59uma parte pela mistura
14:01do biodiesel.
14:02Agora, desde 1º de agosto,
14:04foi de 14% para 15% a mistura.
14:06Se não fosse isso,
14:07a dependência seria maior.
14:09E temos comprado
14:11diesel da Rússia.
14:13Houve um crescimento
14:14de compras do diesel da Rússia
14:16porque no mercado internacional
14:18ele está mais barato,
14:19o diesel da Rússia.
14:21Está certo?
14:21Então, com isso,
14:23nós estamos aí
14:25sujeitos
14:26a uma série
14:27de constrangimentos
14:28que poderão vir
14:29para nós
14:30e para todos os países
14:31que têm relações
14:32de comércio
14:34com a Rússia.
14:35Você tem razão, Mariana.
14:36Não tem um desdobramento
14:38no nosso entender
14:39agora
14:40para o próximo
14:41safra.
14:42As compras
14:43de safra,
14:44está certo?
14:45Estão já feitas
14:46na sua esmagadora maioria,
14:48embarques já realizados,
14:50mas isso será sim
14:52um problema
14:52nosso a médio prazo
14:54se se confirmar
14:55este caminho.
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