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A cidade fictícia de Urânia, onde o mundo teria começado e pode acabar, é o centro de “Boca do Mundo”, romance de estreia da cearense Dia Bárbara Nobre.

Narrado por uma serpente que vive na torre de uma igreja, o livro explora temas como espiritualidade, memória e o poder simbólico dos lugares. “Urânia nasceu de uma encruzilhada”, revelou a autora ao podcast Pensar, do Estado de Minas, apresentado por Carlos Marcelo.

O espaço, inspirado em um povoado do Vale do São Francisco, carrega forte carga religiosa e cultural: “A encruzilhada é um símbolo fortíssimo dentro da mítica religiosa. É um lugar de encontros”.

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#BocaDoMundo #DiaBárbaraNobre #Romance #Literatura
Transcrição
00:00O sino da igreja tocou a cesta badalada.
00:03Lá no alto da roda gigante, Bamila agarrou a mão de Tereza e fixou o olhar em seu arco do cupido,
00:09o espaço curvo entre o nariz e a boca.
00:12As luzes do parque incendiavam o céu,
00:15mas ainda era possível ver andares brilhando na constelação de escorpião através do beijo das duas.
00:21O corpo de Tereza descamava por inteiro,
00:24os olhos ainda opacos se renovavam, feito cobra em tempo de equidize.
00:28Era possível vislumbrar uma pele nova cobrindo a extensão do seu corpo,
00:33erigindo-se como um monumento.
00:36De pouquinho em pouquinho, feito um bebê aprendendo a andar,
00:39feito a semente plantada por ela, germinando no estômago do mundo,
00:43feito uma cidade construída tijolo a tijolo,
00:47feito a terra que se renova, milênio após milênio.
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