00:00E gente, o forte terreboto que aconteceu na costa da Rússia desencadeou um alerta de tsunami em grande parte do Oceano Pacífico.
00:08Autoridades de Rússia, Japão, Estados Unidos, Colômbia, México, Equador, Peru, Chile emitiram ordens de evacuação.
00:16Camila Iuni está aqui conosco. Bem-vinda, boa noite pra você, Camila. Que bom conversar contigo.
00:20E esse alerta precoce, ele é fundamental pra que menos vidas sejam atingidas por qualquer consequência, né?
00:28Exatamente, Evandro, porque a gente tá falando, né, do maior terremoto desde 2011, aquele terremoto que acabou atingindo o Japão.
00:37Muito boa noite pra você, boa noite a todos que estão com a gente aqui no Jornal Jovem Pan.
00:41Esse terremoto, ele foi de escala 8.8, né, de grau 8.8 na escala Richter e foi um dos maiores dos últimos anos e deixou em alerta os países ali do Pacífico.
00:53Ele atingiu especialmente a costa da Rússia e acabou provocando também um tsunami com ondas que chegaram a 5 metros de altura.
01:04Inclusive, a água, ela acabou atingindo ali cerca de 200 metros na costa leste do país russo.
01:11E aí, portos foram inundados, embarcações foram destruídas e cerca de 2 mil moradores tiveram de ser evacuados.
01:18O governo russo diz que, felizmente, não houve nenhuma morte, mas tiveram registros de pessoas que ficaram feridas.
01:25E aí, vários outros países do Pacífico emitiram alerta.
01:29A Colômbia e o Equador também determinaram evacuação das costas e interrupção dos serviços marítimos.
01:36Inclusive, a gente tem um mapinha aqui pra mostrar exatamente onde foi esse terremoto, né, onde ele aconteceu.
01:44E olha só, Evandro, pra gente ter uma ideia, ele aconteceu a cerca de 125 quilômetros da costa da Rússia, bem ali no sul da Rússia.
01:53E ali é uma região que não é muito povoada.
01:56Então, isso é algo considerado até positivo e, por isso, não teve um impacto tão significativo com relação às vítimas, né, não é um local que tem grandes edificações.
02:05Mais impactos ambientais do que, de fato, em habitantes, né?
02:08Exatamente, exatamente. Mas olha aí, ele acabou atingindo especialmente também, ó, essas áreas aqui da Rússia.
02:14Mas, pessoal aqui nos Estados Unidos também sentiram esses tremores.
02:19Então, foi algo realmente muito significativo, de uma força muito grande.
02:24A gente, inclusive, falou com um sismólogo do Centro de Sismologia da USP, o Bruno Colasso,
02:30que, inclusive, deu algumas explicações sobre a dificuldade de realizar, né, esses alertas e também de conseguir prever esses terremotos.
02:40Vamos ouvir o que ele disse.
02:41A gente tá falando de profundidades imensas também, né?
02:46Então, por exemplo, os blocos de litosfera têm, em média, 150, 200 quilômetros de extensão, né, os blocos de litosfera.
02:53Então, a gente tá falando de blocos imensos, com 200 quilômetros de profundidade.
02:58O máximo que o ser humano já chegou foi 13 quilômetros, né, conseguindo fazer uma perfuração.
03:04Depois disso, aumenta muito a pressão e a temperatura.
03:07Então, os materiais começam a fundir, né?
03:09Então, é muito difícil essa penetração.
03:15Então, muitos cientistas acreditam, por exemplo, que nunca será possível prever os terremotos,
03:19porque a gente não consegue medir esses esforços.
03:21Pois é, Evandro, e aí ele ainda explicou que é feito todo um trabalho ali de olhar de forma pra trás, né,
03:28de onde há uma maior incidência de terremotos, né, dos que aconteceram anteriormente.
03:34Que é feito dessa forma a avaliação dos terremotos que podem acontecer.
03:39E aí, claro, quando os alertas são emitidos, pra que as pessoas consigam, né, correr pra locais onde não tenham edificações, né,
03:48pra locais abertos, porque o perigo do terremoto é justamente esse, né, das edificações,
03:54elas acabarem caindo e aí sim ficarem os escombros, né, e as pessoas soterradas.
03:59Mas, felizmente, esse terremoto, apesar de forte, não teve um desfecho trágico, né, Evandro?
04:04Camila, obrigado pelas informações. Daqui a pouco a gente conversa mais.
04:07Até já, já.
04:07Boa noite pra você.
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