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00:00Bom, de volta aqui com o nosso 98 Talks pela Rede Mais, pela 98 News.
00:10Estamos falando sobre o que foi decidido hoje.
00:15Primeiro falamos sobre a lei Magnitsky, aplicada, sancionada,
00:18contra Alexandre de Moraes, ministro da Suprema Corte, e do tarifácio.
00:24O tarifácio, que foi muito mais leve do que aquilo que se esperava,
00:29teve reações no mercado no Brasil.
00:31Primeiro, falar sobre a decisão do Fed e do Copom,
00:35que foram tomadas hoje, nessa super quarta-feira.
00:38Lá nos Estados Unidos, a manutenção da taxa de juros em 4,5%, sem unanimidade.
00:44Aqui, por unanimidade, o Copom mantém a taxa de juros da Selic em 15%.
00:50A gente aguarda agora o comunicado do Copom para saber essa intensidade.
00:54O dólar fechou hoje em alta, 5,58 reais, depois dos juros mantidos pelo Fed e pelas sanções a Moraes.
01:08E a Bolsa também em alta.
01:10Eu estou tentando acompanhar aqui, mas também há um movimento positivo no mercado de ações.
01:15A XP Investimentos fez uma análise dizendo que as isenções atingem 35% das exportações aos Estados Unidos
01:26e limitam o impacto para o PIB.
01:29Segundo os analistas da XP, estima-se um efeito negativo de 15 pontos base,
01:40abaixo dos aproximadamente 30 pontos que tinham sido estimados em julho desse ano,
01:46quando foi divulgada a primeira carta de Donald Trump.
01:51Mas nós falávamos, Claré, sobre a inação do governo brasileiro.
01:56O governo brasileiro recebeu uma carta de Donald Trump no dia 9 de julho.
02:02Ficou muito mais preocupado com a primeira parte da carta,
02:06que era uma manifestação política de Donald Trump impedido de anistia
02:13aos que estavam sendo julgados pelos atos de 8 de janeiro
02:15e pedidos de anistia a Jair Bolsonaro.
02:19O governo brasileiro tomou aquilo para si como uma decisão, uma espetada ideológica sobre o governo Lula
02:29e começou a devolver as espetadas ideológicas da maneira mais absurda possível.
02:37Chegando ao ponto de que Lula hoje pela manhã, antes ainda da divulgação da carta de Trump,
02:43dizer que se os Estados Unidos não quisessem o Brasil, quem gostaria do Brasil seria a China.
02:48Que é um absurdo a fala de Lula.
02:53Mas essa dificuldade de ação fez com que grupos específicos de empresários brasileiros
03:01ligados aos setores compradores nos Estados Unidos,
03:05porque, por exemplo, a indústria de suco americana,
03:07o setor hoteleiro de bares e restaurantes americanos deram a grita
03:15com relação aos 50% de tarifa sobre o suco de laranja.
03:20E outros setores americanos também,
03:23os que utilizam os aços acabados e semi-acabados brasileiros
03:26e semi-acabados brasileiros também deram a grita.
03:30O governo não fez nada não, Claré.
03:31O governo ficou de braço cruzado rebatendo questões ideológicas.
03:35Eu não sei por que você ainda chama de governo Lula,
03:40porque, na verdade, é um desgoverno.
03:42Paulo, tem que ser pragmático.
03:46Obviamente, a gente queria, a gente, eu falo eu,
03:50queria a anistia daqueles que se manifestaram pacificamente.
03:56Ou mesmo que foram vândalos, que pagassem por vandalismo e jamais por golpe de Estado.
04:02A gente queria isso.
04:02A gente queria também o impeachment do Alexandre Moraes.
04:06A gente queria também a limitação do STF, por exemplo, com o fim das decisões monocráticas.
04:11Tudo isso é muito importante.
04:14Mas a gente tem que ver o que é possível.
04:17O que o desgoverno Lula fez?
04:19Já que ele não queria isso, exatamente,
04:22e não quis trabalhar por isso, colocando os brasileiros em segundo plano,
04:26já que eram as condições dos Estados Unidos,
04:29deveria ter negociado, sentado, conversado, apoiado, coisa que ele não fez.
04:35Olha o governador, o meu Zema aqui, o vice-governador Matheus Simões.
04:40Minas Gerais anunciou hoje, né?
04:41Vários tipos de apoio, 200 milhões em crédito subsidiado, 100 milhões de crédito ICMS.
04:50Está fazendo o que pode, mesmo sem ter a máquina de impressão de dinheiro.
04:55Isso é ser pragmático.
04:57É apoiar aqueles que precisam.
04:59O desgoverno Lula não fez nada disso.
05:01Ficou sentadinho, falando borracha.
05:04Se alinhando a países autoritários, a ditaduras.
05:10O que ele fez?
05:11E você, há pouco, Paulo, trouxe uma informação importante.
05:14O vice-presidente do desgoverno Lula, Geraldo Alckmin,
05:17disse que seria impossível algumas isenções por setor.
05:21Está aí.
05:23Várias exceções que não têm nada a ver com a negociação de Lula.
05:26Tem a ver com a negociação do privado, diretamente com os Estados Unidos.
05:30Paulo, está difícil, porque a gente tem um desgoverno altamente ideológico e burro, além de tudo.
05:37A questão central de tudo isso, além dessa falta de ação, é a expectativa.
05:45E isso a gente tem que falar muito claramente.
05:49Eu ontem falei, ontem e anteontem, falei a respeito, para mim, de um processo quase criminoso cometido por Lula,
05:58quando transforma a prosperidade no Brasil em crime, dizendo que os ricos eram ricos porque roubavam?
06:04Isso é transformar a prosperidade natural e necessária para uma nação em crime?
06:10Isso é um crime para mim.
06:12Você falar que só é bem-sucedido, isso é rico no Brasil.
06:15Quem roubou?
06:18Podíamos ver como é que é a vida de Lula para saber se não foi esse o caminho que ele adotou.
06:21Mas eu não quero falar sobre isso, quero falar sobre outra coisa.
06:25Quero falar sobre o fato de que esse desgoverno, e é um desgoverno mesmo, eu tenho que concordar com você,
06:33não conseguiu sequer formular uma atitude ou uma ação.
06:37Por quê?
06:38Porque ele esperava que os 50% fossem aplicados em toda a economia.
06:43porque ele se faria valer disso para justificar a forma pouco eficaz que gere a economia do país.
06:51Porque ele iria julgar ou jogar no colo, ele iria jogar no colo do tarifaço a irresponsabilidade como ele administra esse país.
07:01Por isso que não fez nada, Claré.
07:02Tem que se falar claramente sobre isso.
07:04Paulo, eu vou, se me permite, acender uma vela dentro da sua cabeça libertária.
07:12Eu sei que você tem se tornado um libertário cada dia mais, ou pelo menos um estudioso do libertarianismo.
07:19No libertarianismo, eles estão bem representados por Javier Miley,
07:22porque tem uns infelizes ignorantes que me falam
07:26mas o libertário tem que ficar longe do Estado, como é que você está perto do Estado?
07:30Não, não, não, não, não, não, tem que ficar perto para fazer o bom trabalho,
07:33de reduzir o Estado, torná-lo mais eficiente, como o Javier Miley tem feito, só com sucesso.
07:39Os críticos sumiram, mas dentro disso, Paulo, eu quero te fazer uma...
07:43acender essa vela aí e deixar você comentar.
07:46Quer dizer que no final das contas, o tarifaço 50%,
07:50apesar do desgoverno do Lula,
07:52apesar do apoio que alguns governadores deram,
07:55aqui em Minas Gerais, o governador Melzema tentando apoiar também,
07:59através de crédito subsidiado, através de crédito semense.
08:01No final, quem conseguiu essas isenções
08:06foram o setor privado.
08:11Então, será que precisa de governo federal?
08:13Será que precisa de Estado para alguma coisa, Paulo?
08:16Mas isso só fortalece a tese do que eu sempre pensei.
08:20A diminuição do Estado.
08:21Eu não chego a ser um libertário
08:26a ponto de pregar o fim total do Estado,
08:29mas acho que
08:30a diminuição do Estado
08:33é mais do que urgente.
08:36Essa atitude que nós vimos agora
08:38de conseguir aos Estados Unidos
08:40e conseguir negociação,
08:41que nenhum setor do governo conseguiu,
08:46nem os senadores que lá estavam,
08:48nem setores do governo,
08:49conseguiram fazer com que
08:51o comunicado estabelecido pela Casa Branca
08:55fosse menos rigoroso
08:57do que ele tinha sido até então.
08:59Isso tudo foi ação do setor privado,
09:02junto com o setor privado americano.
09:04O setor privado conversando com o setor privado
09:07para manter as necessidades da economia
09:10vivas e dentro da realidade.
09:12Porque se isso depende
09:14das negociações oficiais,
09:17ora, o ministro Haddad me disse,
09:19me disse, não disse,
09:21numa entrevista ontem,
09:23que o governo não fazia nada
09:25porque esperava a resposta de uma carta
09:27ou duas cartas
09:29que foram enviadas por Lula a Trump.
09:31Quer dizer,
09:31o Trump me manda uma carta,
09:33eu mando uma carta para ele,
09:33eu fico de braços cruzados?
09:37Eu fico olhando para o maior
09:39potencial econômico do mundo,
09:41para o centro financeiro do planeta,
09:44para quem tem a maior moeda,
09:45a moeda mais forte.
09:47E hoje, provando isso,
09:48o dólar mais do que nunca valorizado
09:49como âncora cambial,
09:51como aquilo que é o objeto mesmo
09:54de segurança nas negociações,
09:57que era tudo que Donald Trump sempre desenhou.
10:01É só você entender
10:03qual é o projeto do American First
10:05para entender como é que isso
10:07mexe muito com a Ford,
10:11uma forma de entender dos Estados Unidos.
10:13Ora,
10:15o governo brasileiro fez o quê?
10:19Só atrapalhou.
10:21Não fosse...
10:21Só trouxe embate,
10:24só fez ameaça,
10:26falou em reciprocidade.
10:28Gente, a gente tem que ficar livre do Lula.
10:31A gente tem que ficar livre também
10:32do Alexandre Moraes.
10:33Vocês, senadores,
10:36que ainda não se decidiram,
10:37estou falando aqui para os senadores
10:39que estão decididos,
10:40que estão do lado da democracia,
10:41e nem para aqueles que têm outros interesses
10:43ou são ideologicamente afetados.
10:46Olha,
10:47vocês,
10:48que podem fazer a diferença,
10:50acordem.
10:51Está exposto.
10:53A maior nação democrática do mundo
10:55expôs o que está acontecendo no STF.
10:58Vamos agir, gente.
10:59Ninguém está pedindo golpe.
11:01Ninguém está pedindo nada.
11:02As pessoas estão pedindo
11:03o cumprimento da Constituição.
11:06Eu não gosto dessa Constituição.
11:08Acho ela ruim.
11:09Das oito Constituições,
11:10é a pior.
11:10É uma Constituição socialista.
11:12Mas eu respeito.
11:13Eu vivo sob a égide dela
11:15e entendo
11:16que a gente tem que segui-la,
11:19pelo menos enquanto ela for a nossa Constituição.
11:21Então,
11:21siga a Constituição.
11:22Está previsto lá.
11:24O impeachment está previsto.
11:26O fim das decisões monocráticas
11:27está previsto.
11:29Não é normal um homem destruir
11:30a decisão de quase 600 outros
11:32eleitos democraticamente.
11:33Vamos acordar, senadores.
11:36E olha,
11:36para ressaltar e colocar
11:38a discussão no campo da economia mesmo,
11:42aqueles que estão defendendo
11:44esse desgoverno,
11:46aqueles que ainda nos ouvem
11:47e ficam defendendo o desgoverno
11:49de forma destemperada,
11:51entendam o seguinte.
11:53Se alguns brasileiros
11:55conseguirão manter o seu emprego,
11:58foi porque setores da economia brasileira,
12:01setores privados da economia brasileira,
12:03a economia privada brasileira
12:05e não a economia pública
12:06e não os processos econômicos governamentais,
12:09porque setores privados da economia
12:11se movimentaram
12:12e conseguiram reduzir o impacto
12:15do tarifácio sobre a economia brasileira,
12:17sobre o desemprego,
12:18sobre a diminuição de renda de família.
12:22Comemorem o fato
12:23de o setor privado
12:24sobrepujar o desgoverno.
12:27Esse monstro
12:29montado por Brasília
12:30que não consegue ser desmontado
12:32por governo nenhum.
12:35Até agora não apareceu
12:36nenhum governante
12:37e vou fazer uma rara exceção aqui,
12:40eu vou falar de Michel Temer,
12:42o governante que mais se aproximou
12:45da ideia da diminuição verdadeira.
12:50Diminuir o tamanho do governo
12:52não é só diminuir o número de ministérios, não.
12:54é diminuir a interferência
12:56da noza do governo
12:59nos processos econômicos.
13:01É diminuir o tamanho
13:03da máquina administrativa.
13:05É reduzir a carga
13:07que é jogada
13:08nas costas
13:08de quem produz.
13:10Esses são os governos
13:11que podem ser interessantes
13:13no sentido de
13:14desmantelar
13:15esse paquiderme
13:16que é o Estado brasileiro.
13:18E vou mais além, Paulo.
13:19O Michel Temer
13:20foi um grande presidente,
13:22gostem ou não,
13:24em termos proporcionais,
13:25em dois anos
13:26ele fez mais do que
13:27todos os outros
13:27que ficaram quatro anos
13:29ou oito anos
13:29ou doze anos.
13:32Mas fato é, Paulo,
13:34ele não tem voto.
13:36Se ele se candidata,
13:37ele não ganha.
13:38Sabe por quê?
13:39Porque ele não estava preocupado
13:40com voto,
13:42com popularidade,
13:43assim como Campos Salles,
13:44que saiu debaixo
13:45de ovos e tomates.
13:47Tem que fazer
13:48o que deve ser feito.
13:49sem se preocupar
13:51com eleição,
13:52reeleição
13:53ou populismo,
13:56popularidade.
13:57Preocupem-se
13:58em fazer o que deve ser feito.
14:00E como disse Claré,
14:01nós podemos até
14:01ter notícias
14:02um pouco mais otimistas
14:05com relação
14:05a esse tarifácio
14:06até 6 de agosto,
14:08porque outros setores
14:09da economia
14:09de maneira privada
14:11se mexem
14:12para conversas
14:13com os mesmos setores
14:14nos Estados Unidos
14:15para que se pressione
14:16o governo americano
14:17a mudar
14:18essa carga tributária
14:19que foi colocada
14:20sobre os produtos brasileiros.
14:22Minas Gerais
14:23ainda sofrerá impactos,
14:24o setor calçadista
14:25mineiro
14:26sofre impacto,
14:28o café
14:28sofre impacto direto.
14:30E nós sabemos,
14:31o café tem hoje
14:32uma presença
14:33muito grande,
14:34muito importante
14:35na economia mineira.
14:38Lembre-se que,
14:39pela primeira vez
14:40na história
14:41de Minas Gerais,
14:43o setor do agronegócio
14:44superou
14:45superou
14:46a participação
14:47no PIB,
14:47superou a participação
14:48da indústria
14:49extrativista,
14:50da mineração.
14:52Pela primeira vez
14:53isso aconteceu
14:53e o café
14:54é um dos itens
14:55que tem muita importância
14:56nessa relação.
14:58É preciso que se mobilizem
14:59também
15:00no sentido
15:01de termos
15:02também revertida
15:03o volume
15:05de tarifa
15:06para esses setores
15:07que estarão ainda
15:08penalizados
15:09na economia
15:09de Minas
15:10e do Brasil.
15:11Antônio Clareira Júnior,
15:12que prazer fazer
15:13esse programa com você.
15:13muito obrigado
15:14por debater
15:15com tanta elegância
15:15e sabedoria
15:17porque é assim
15:18que a gente toca a vida.
15:19Grande abraço,
15:19boa noite.
15:20Boa noite,
15:21até amanhã.
15:22Pra você ligado
15:23na Rede Mais,
15:24fique agora
15:25com o Jornal
15:27da Record.
15:28Pra quem está
15:28no 98 News,
15:29vem a programação normal.
15:31Ótima noite,
15:31até amanhã,
15:327 da noite,
15:33com mais uma edição
15:33do 98 Talks.
15:36Termina aqui
15:37na Rede 98,
15:3998 Talks.
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