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  • há 5 meses
Uma síndrome que acomete mulheres entre 30 e 50 anos, a fibromialgia, passou a ser considerada deficiência e para explicar com mais detalhes, a Jovem Pan News entrevista o reumatologista. Dr. José Eduardo Martinez.

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Transcrição
00:00Mas acomete mulheres entre 30 e 50 anos, a fibromialgia agora passou a ser considerada deficiência.
00:06Sobre isso, a gente conversa agora com o Dr. José Eduardo Martinez,
00:10reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
00:15Doutor, bem-vindo ao Fast News aqui na Jovem Pão. Prazer te receber.
00:21Boa tarde, é uma grande honra estar aqui. Agradeço muito esse espaço.
00:24Doutor, eu gostaria, antes da gente entrar nessa novidade, que é justamente a fibromialgia como deficiência,
00:32eu gostaria de entender primeiro os detalhes do que se trata a fibromialgia e quais são os seus principais sintomas,
00:37quais são os sinais de alerta que quem esteja na nossa audiência possa se preocupar, se ater, caso venham a identificar.
00:48A fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por uma alteração da percepção de dor.
00:53Todos nós temos mecanismos que fazem a gente sentir dor, sentir dor é importante pra gente saber que tem alguma lesão,
01:00e outros mecanismos que inibem a dor.
01:02Então, o equilíbrio desses mecanismos faz com que a gente sinta a dor no momento certo.
01:08O paciente com fibromialgia tem um desequilíbrio nesses sistemas,
01:12e ele passa a ter dor generalizada mesmo em locais em que não haja lesão.
01:17Acredita-se que tudo isso seja decorrente de estresse crônico.
01:24Estresse crônico.
01:25Os mecanismos de lutar também estão alterados.
01:29Então, são pacientes que passaram por muitos stressores, por situações de estresse,
01:34ou que encaram problemas do dia a dia como estresse.
01:37Isso acaba alterando na nossa biologia, fazendo com que a gente sinta mais dor do que deveria sentir.
01:43Bem, sucintamente, seria isso.
01:45Agora são 13 horas e 3 minutos.
01:47Pra quem tá na rádio, a gente vai pra um rápido intervalo.
01:50Por aqui, seguimos na TV Jovem Pan News, nas demais plataformas.
01:54Doutor, a minha pergunta agora diz respeito a quem mais recebe esse tipo de diagnóstico.
01:59A gente trouxe aqui já na chamada da nossa notícia uma relação envolvendo as mulheres de determinada idade, né?
02:07Explica isso pra gente.
02:09Normalmente, é uma síndrome que acomete predominantemente as mulheres,
02:13mas existem homens, sim, e quando acometem homens, ele pode ser muito impactante.
02:19A faixa é em torno de 20 a 60 anos, mas, na verdade, em qualquer idade pode se desenvolver fibromialgia.
02:26Existe descrição de fibromialgia juvenil e na infância, né?
02:29Agora, a faixa é predominante é de 20 aos 60 anos e, realmente, predominantemente mulheres.
02:37Perfeito.
02:38Agora, a novidade.
02:39A fibromialgia sendo considerada uma deficiência.
02:43O que isso significa na prática, a partir de agora?
02:46Então, veja bem, a Sociedade Brasileira de Rheumatologia tem se debruçado sobre isso há vários anos.
02:54Então, a gente acredita que no âmbito de todos os pacientes de enfermialgia,
02:58que são muitos, eu estou falando de 2,5% a 5% da população geral,
03:02existem vários graus de impacto.
03:05Pessoas com maior intensidade de sintomas, que têm outras doenças associadas,
03:11muitas vezes associadas a depressão e ansiedade,
03:14devem ter muito mais dificuldade do que alguns que têm os sintomas mais leves e moderados.
03:20A questão toda dessa nova lei é definir quais são os pacientes
03:26que vão ser considerados como deficientes e quais não são.
03:30Isso é válido para qualquer doença crônica.
03:33A lei estabelece no seu artigo 1C, que os pacientes com fibromialgia
03:39deverão ser submetidos a uma avaliação de uma equipe multiprofissional e interdisciplinar
03:47que avaliará quais aqueles poderão ser considerados eficientes.
03:52Isso está estabelecido em lei.
03:54E o que eu acho muito justo, porque na verdade o grande objetivo da medicina,
04:00e também está descrito na lei, no seu artigo 1A,
04:04é manter as pessoas socialmente ativas,
04:06de uma forma ocupacional adequada.
04:10Porque a gente também não entende que estar fora da sociedade
04:14possa ser bom para os pacientes.
04:17A questão é, pensando em Brasil,
04:20quantos locais terão essas equipes multiprofissionais e interdisciplinares disponível?
04:28Qual vai ser o acesso dos pacientes a essas equipes?
04:32Então, eu vejo a lei como alguns pontos positivos,
04:36o fato de tentar determinar um parâmetro de quem é deficiente ou não,
04:41mas vejo uma dificuldade no implantar,
04:44pensando em termos de Brasil como um todo.
04:48Perfeito.
04:50Dr. José Eduardo Martinez,
04:53uma última e rápida pergunta agora
04:55sobre causa e tratamento para esse tipo de doença,
05:00fibromialgia, que é uma síndrome,
05:02que agora passou a ser considerada deficiência também.
05:05No momento em que são 13 horas e 6 minutos,
05:07e nós estamos recebendo de volta aquele que estava no intervalo da rádio,
05:11falando conosco aqui, Dr. José Eduardo Martinez,
05:13reumatologista, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia,
05:16vai nos explicar agora sobre causa e tratamento, doutor,
05:20para a gente fechar.
05:21Quais são as principais causas e os tratamentos
05:24destinados a quem tem fibromialgia?
05:27Vou tentar ser bem rápido.
05:28Sim.
05:29Não existe uma causa definida.
05:31Como eu falei, o estresse crônico
05:33parece estar na base de tudo isso, né?
05:37Então, estressores crônicos e agudos mesmo podem desencadear.
05:42Existem, sim, estudos falando de predisposição genética,
05:46de, eventualmente, gatilhos até infecciosos e ambientais.
05:50Mas nos parece que é o estresse que está por trás de tudo isso.
05:54Quanto a tratamento, está comprovado que os tratamentos não farmacológicos
06:00são mais eficientes do que os medicamentos.
06:04O que eu chamo de não farmacológico?
06:07Educação e saúde, que é o que nós estamos fazendo aqui.
06:10Exercício físico.
06:11Eu sou obrigado a abrir o parênteses.
06:12O paciente com dor fala assim,
06:14ah, eu não posso fazer exercício.
06:15Nós não estamos falando em exercícios intensos.
06:18Nós estamos falando em alguma movimentação
06:20que cada paciente vai poder fazer de acordo com a sua condição.
06:24De uma forma leve e progressiva, se possível orientada.
06:28Acupuntura e técnicas mais modernas,
06:31como eletro-simulação, também são envolvidas.
06:33Quando eu vou para remédio, eu falo de remédio que é modulador.
06:39Aqueles que fazem com que o estímulo loroso não chegue tanto ao cérebro
06:43e outros que provocam que o próprio sistema inibitório funcione melhor.
06:48Nós temos alguns aprovados em bula no Brasil,
06:51que o médico vai individualizar.
06:54Infelizmente, os aprovados em bula não estão disponíveis no sistema público.
06:58Agora, para fechar mesmo, quem estiver sentindo aí os sintomas
07:02que o senhor está nos descrevendo, desde o início da nossa entrevista,
07:04deve procurar um reumatologista, é isso?
07:06Ou um neurologista, ou alguma outra especialidade médica?
07:11O conhecimento da fibromialgia foi desenvolvido na literatura do reumatologista.
07:15Mesmo porque a gente tem que também examinar para ver se não tem sua tendinite,
07:20sua bursita e sua dor lombar associado.
07:23Não é um diagnóstico tão fácil.
07:25Mas como tem muito fibromialgia, o ideal é que a gente capacite...
07:28Senador Marcos Duval, do Podemos...
07:30É isso que eu acho importante.
07:33Perfeito. Quero agradecer demais a participação conosco aqui
07:36do Dr. José Eduardo Martins,
07:38José Eduardo Marcones,
07:39reumatologista brasileira de reumatologia.
07:42Muito obrigado, Dr. José.
07:44Sempre um prazer te receber aqui na Jovem Pan.
07:47Muito obrigado a vocês.
07:48A gente segue agora...
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