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O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, propõe a criação de uma organização global para a cooperação em inteligência artificial. Segundo ele, se os países se envolverem em monopólios e bloqueios tecnológicos, a IA será um privilégio de poucos países, indo na contramão de Trump, que defende a dominação da tecnologia pelos EUA.
Reportagem: Camila Yunes

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Transcrição
00:00Informações ao vivo porque o primeiro-ministro chinês propõe a criação de uma organização global
00:05para a cooperação em inteligência artificial.
00:08A Camila Yunes, então, chega com todas as informações sobre essa proposta
00:13que visa o envolvimento da tecnologia e a segurança do país asiático, né Camila?
00:20Pois é, David, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang,
00:25e ele deu essas declarações durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial lá em Xangai.
00:31E ele deu várias declarações sobre essa tecnologia.
00:35E essas declarações, né, falando em um equilíbrio entre desenvolvimento e segurança,
00:41não foram à toa, viu, David?
00:42Porque a gente lembra que recentemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:47ele deu algumas declarações falando sobre a necessidade de flexibilizar as normas
00:51e as regulamentações sobre inteligência artificial.
00:55Num sentido aí que os Estados Unidos vêm de tentar dominar e ter um desenvolvimento maior
01:01com relação à inteligência artificial.
01:04Então agora, né, o primeiro-ministro chinês vem aí dando essas declarações num sentido oposto, né,
01:10de equilíbrio e falando em uma cooperação internacional.
01:13Ele disse, inclusive, o seguinte, eu vou ler um trechinho pra vocês, abre aspas.
01:17Se nós nos envolvermos em monopólios, controles e bloqueios tecnológicos,
01:22a IA vai ser privilégio de poucos países e empresas, fecha aspas.
01:27Então ele falou sobre essa necessidade também de governância e desenvolvimento de código aberto
01:32e também dessa criação de um órgão internacional, IA, liderado pela China,
01:38pra compartilhar esses conhecimentos com outros países.
01:41E disse que Pequim está muito aberta aí a compartilhar esses ensinamentos tecnológicos,
01:47especialmente com relação à inteligência artificial, principalmente com países em desenvolvimento.
01:53E disse também que isso é um passo muito importante e que é necessário ter esse equilíbrio.
02:00Não só esse equilíbrio entre desenvolvimento e segurança, mas também um apoio internacional, né,
02:06um consenso de toda a sociedade.
02:09Então, esse acaba sendo, né, mais um desdobramento, mais um passo aí desses embates
02:15entre China e Estados Unidos, os dois países, dois grandes países, potências,
02:21liderando aí o mercado tecnológico.
02:23Ainda nesses embates, a gente até lembra que os Estados Unidos têm diminuído,
02:28nos últimos anos, o fornecimento, né, as exportações de chips de última geração pra China,
02:35até com o receio de que Pequim se desenvolva militarmente.
02:38E Pequim realmente tem tido um desenvolvimento tecnológico muito avançado nesses últimos anos.
02:45Então, esse acaba sendo mais um desdobramento e mais uma nuance desses embates
02:50entre esses dois gigantes da economia.
02:53David.
02:54Tá certo, Camiliones.
02:55Muito obrigado pelas suas informações ao vivo aqui com a gente.
02:58Já vou passando pra Mônica Rosenberg, porque recentemente também, Mônica,
03:02uma inteligência artificial chinesa provocou queda na Bolsa de Valores nos Estados Unidos.
03:10E agora, então, a China também estreitando laços com o Brasil.
03:14De que forma que a gente pode interpretar tudo isso?
03:16Pois é, nós estamos vendo uma evolução do poderio que antigamente era bélico, né,
03:22o exercício de poder e de autoridade que se fazia através de navios militares.
03:28Você, quando não estava feliz com outro país, mandava os seus navios,
03:31mandava a sua frota pra ameaçar.
03:34Hoje, evoluiu agora para a ameaça da tarifa, né,
03:39Trump usando as tarifas no mundo inteiro pra forçar negociações.
03:43E os chineses indo mais além, utilizando o poder, a força da informação e da inteligência artificial,
03:51da qual os americanos já estão com medo.
03:54A grande questão aí dos americanos estarem falando em terras raras
03:58é pra poder sair justamente dos chips e desses componentes magnéticos e eletrônicos
04:05que eles compram da China e que estão no seu material bélico.
04:09E isso é um grande problema, uma dor de cabeça para o Trump e para os americanos.
04:14Em relação ao que está sendo discutido, essa proposta da China,
04:17eu acho muito saudável uma coordenação internacional,
04:21uma cooperação internacional.
04:23Não adianta achar que vai dar pra limitar o alcance da inteligência artificial,
04:28porque ela já nasce difusa pela internet e acessível a todos.
04:33O que me preocupa é que seja uma agência chinesa liderando isso,
04:39porque nós sabemos que a China não é exemplo nem de transparência,
04:44nem de descentralização, nem de acesso democrático à informação,
04:48que é o que precisa ser a base de qualquer cooperação que possa vir a ser construída.
04:53Então, a cooperação sim, os chineses à frente não.
04:57A Cássio Miranda, essa aproximação Brasil-China não é de hoje, né?
05:02O presidente Lula tem estreitado o laço já há algum tempo,
05:06o que prejudica também a negociação com os Estados Unidos,
05:10que não vê isso com bons olhos, né?
05:13Sem dúvida alguma, Márcia.
05:15Estados Unidos e China são os dois principais parceiros econômicos do Brasil,
05:21verdade seja dita, eles vêm se revezando ao longo do tempo.
05:25Contudo, em relação aos Estados Unidos, há uma vantagem por parte dos norte-americanos.
05:32Mas é importante nós ressaltarmos que a gente vive num mundo globalizado,
05:37pelo menos, por enquanto, ainda é um mundo globalizado.
05:43E é natural que os países tenham relações comerciais,
05:47tenham relações empresariais,
05:49Façam trocas de tecnologia, façam trocas de commodities,
05:55exatamente para que esse fluxo entre todos continue acontecendo.
06:03Acontece que, com a tecnologia especificamente,
06:07os Estados Unidos foram líderes mundiais durante muito tempo.
06:12Mas a China, nos últimos anos, vem abocanhando uma fatia desse mercado.
06:18E isso impõe dois pontos de atenção.
06:22Primeiro, diferentemente dos Estados Unidos,
06:25os chineses têm a sua própria forma de negociar
06:29e a sua própria forma de enxergar o mundo.
06:33Em segundo lugar, como a Mônica bem disse,
06:37os Estados Unidos são um país mais transparente.
06:41Há mais transparência no trato com os Estados Unidos
06:45e há mais transparência nas relações dos norte-americanos
06:49com outros países.
06:51Porém, nos últimos anos, o governo brasileiro
06:54vem se aproximando da China por uma questão ideológica.
06:59E isso atrapalha o nosso julgamento empresarial
07:03e tem atrapalhado, nos últimos dias,
07:06as nossas relações com os Estados Unidos.
07:09Trump elencou três razões para o tarifácio.
07:13Primeiro, a questão dos BRICS.
07:16Em segundo lugar, a questão das redes sociais.
07:18Em terceiro lugar, a questão da família Bolsonaro.
07:21Fato é que a primeira, elencada por ele,
07:26tem 80% de importância nessa equação.
07:30É o aspecto mais importante.
07:31Trump quer um Brasil mais próximo aos Estados Unidos
07:35do que a China.
07:36E para nós, talvez, economicamente,
07:40fosse mais importante a manutenção desta relação.
07:43Mas, infelizmente, nós não temos este poder.
07:47Este poder está na mão das autoridades constituídas.
07:52A nós resta torcer para que eles abram os olhos
07:56e enxerguem a importância das relações multilaterais
08:00e não concentradas num único parceiro ideológico.
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