Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Junior Bornelli, CEO da StartSe, explica no Money Times o plano do governo de São Paulo para impulsionar a indústria de games com R$ 8,2 milhões em investimentos. O foco é inovação, capacitação e suporte a startups do setor.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasil

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Música
00:00Money Times de volta ao vivo com vocês e a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo
00:11lançou nesta segunda-feira o Plano de Desenvolvimento da Indústria de Games.
00:15É uma política pública que tem como objetivo trazer destaque para o Estado em relação à indústria de jogos eletrônicos e tecnologias imersivas.
00:24O investimento disponibilizado será de 8,2 milhões de reais.
00:28E a gente vai saber mais sobre essa nova política pública conversando com o Júnior Bornelli, que é CEO da Startse.
00:35Oi Júnior, tudo bem? Boa tarde, bem-vindo ao Money Times.
00:39Olá Natália, Felipe, boa tarde, prazer aqui com vocês.
00:42Prazer o nosso. Conta pra gente o que está por trás, qual é a motivação e o que se espera de um investimento desse porte,
00:51especificamente nesse setor aqui no Estado de São Paulo.
00:54Bom, Natália, é bem interessante isso, porque a gente começa a ver investimentos em áreas onde, de fato, a gente tem crescimento de consumo.
01:03Os jovens estão cada vez mais consumindo games.
01:06Os games viraram, de fato, uma máquina de atenção.
01:10Tem muito mais gente jogando hoje do que jogava antes, deixando de assistir séries, filmes, pra focar nos jogos.
01:16Então, olhar pra essa indústria, que nesse ano deve movimentar 15 bilhões de reais só no Brasil, é fundamental.
01:23O Estado de São Paulo, ele lidera essa indústria já, mas com pequenas empresas, com empresas não tão grande porte.
01:30E esse investimento é fundamental pra incentivar a criação desses novos jogos, do desenvolvimento dessas novas empresas.
01:39Legal. Felipe, só perguntar pro Júnior.
01:42Boa tarde, Júnior. Tudo bem? Legal falar com você.
01:46Tudo ótimo, Felipe.
01:46Legal. Júnior, não, eu acho que essa área é uma área muito subestimada mesmo.
01:51Outro dia eu fiz uma cobertura da CCXP e estava conversando com alguns players desse mercado de games.
01:58E é um mercado gigantesco.
02:00Inclusive, é um mercado que nos Estados Unidos ele já é maior que o mercado do cinema.
02:03O mercado de videogames, quanto ele movimenta e tudo mais.
02:06Minha pergunta é essa pra você.
02:08Oito milhões, eu achei um número até um pouco modesto.
02:11Esse investimento vai ser feito em quê?
02:13Na montagem de equipes, por exemplo, pra disputar campeonatos?
02:17Na tecnologia de empresas pra desenvolver games?
02:20Em que vai ser investido esse dinheiro?
02:24Legal a tua pergunta, Felipe, porque realmente é pouco dinheiro versus o tamanho da oportunidade de mercado que se tem.
02:30Mas é sempre um bom começo, é sempre um bom incentivo oferecer condições pra que as empresas, os empreendedores possam evoluir.
02:37Esse dinheiro, ele vai ser destinado pra criação de tecnologias, pra aceleração de negócios, de estúdios pequenos que hoje não tem acesso a algum tipo de desenvolvimento de software
02:47ou tem acesso restrito a algumas das tecnologias mais avançadas e também pra formação de mão de obra.
02:54Vale a pena lembrar que pra criação de games é preciso uma mão de obra especializada.
03:00E a Secretaria do Estado de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo, olhou pra essas duas frentes.
03:05Desenvolvimento de tecnologia, mas também capacitação de mão de obra.
03:09Vale lembrar que aqui no Estado de São Paulo nasceu a Wild Life, que é o maior estúdio de games do Brasil, um dos maiores do mundo, inclusive,
03:18que tá avaliado em 3 bilhões de dólares.
03:21Então o Estado de São Paulo, ele já tem um grande case global, como eu disse, um dos maiores estúdios do mundo, nasceu aqui em 2011.
03:27E a gente vê agora o incentivo pra que mais e mais empresas, empresários, empreendedores possam olhar pra este mercado.
03:36Esse mercado de games aqui no Brasil, ele já é maior que o mercado americano em número de jogadores.
03:42Não em número de volume financeiro, mas em número de jogadores, ele já é maior do que o mercado americano.
03:48E a gente tá vendo uma tendência clara das grandes plataformas de streaming, por exemplo, entrar neste mercado de games, justamente porque os jogos roubam, entre aspas, a atenção das pessoas.
04:00Então virou uma grande vitrine pra um monte de coisa entrar nesse segmento de jogos, de games digitais.
04:07E, ô Júnior, quando a gente fala, então, de games e de tecnologias imersivas, a gente tá falando só, porque logo vem à mente, ah, videogame, né?
04:16Mas o que mais isso envolve?
04:18Porque a gente sabe que a gamificação tá presente em muitos segmentos, experiência do cliente, em vários setores, né?
04:25Então, você pode dar alguns exemplos práticos do que a gente tá falando nesse caso?
04:29Claro, a gente tá falando dos joguinhos, por exemplo, pra smartphone, a gente tá falando de jogos pra educação, as plataformas educacionais, elas estão usando muito gamificação pra ensinar matemática, pra ensinar ciências, pra ensinar outros idiomas.
04:45A gente tá falando de jogos também instrutivos pra crianças, pra que aprendam sobre segurança, pra que aprendam sobre proteção, pra que aprendam sobre comportamento social.
04:55A gente tá vendo uma amplitude de visão de jogos, não apenas pra entretenimento, que talvez seja o maior consumo hoje, mas pra gamificação de experiências, como você disse.
05:06A gente tá vendo, por exemplo, claramente, uma mudança no e-commerce, que tá mais ou menos correlacionado com jogos, mas a gente vê isso nos e-commerces chineses.
05:15Eles vêm pro Brasil com uma experiência de gamificação muito poderosa, que faz com que o consumidor seja levado a ficar naquele aplicativo por mais tempo.
05:24Isso, obviamente, gera mais venda. Então, jogos digitais, games digitais, não significam apenas aqueles joguinhos que roubam a nossa atenção por horas, que a gente fica ali no telefone o tempo todo olhando pra eles,
05:36mas também como uma experiência de compra, como uma experiência de uso e uma melhora do nosso envolvimento dentro daquelas empresas ou daqueles serviços que utilizam os jogos.
05:48Esses jogos, eles vêm muito potencializados com inteligência artificial, com experiências 3D, eles vêm muito potencializados com criação de tecnologias que são pouco utilizadas hoje para esta finalidade.
06:03Então, este investimento, este processo do governo de São Paulo deve acelerar muitas outras frentes.
06:09Espero que seja só a pontinha do iceberg que, em breve, venha mais dinheiro disponível para isso.
06:13Tomara. E é de fato, né? É muito além de passar tempo, né? É um mecanismo mesmo de fidelização.
06:20Exatamente. E eu queria aproveitar, então, Júnior, porque eu acho que, assim, a gente tá... É uma bela iniciativa da Secretaria de Cultura.
06:25Até um abraço para a secretária Marília Marton, que eu conheço.
06:30Mas eu acho que ela poderia ser muito mais ampla, né?
06:32A gente tem a questão dos esportes, por exemplo, que poderia envolver a Secretaria de Esportes.
06:37Tem até uma questão social aí, né? Os videogames podem ser um instrumento de ascensão social interessante também para jovens de baixa renda e tudo mais.
06:46Então, você vê uma possibilidade desse programa escalar e envolver outras secretarias também?
06:52Ou você acha que vai ficar mais focado na área da cultura e da economia criativa?
06:57Eu acho, Felipe, que ele deveria escalar para mais frentes, porque, como você citou bem, os esportes, os esportes digitais, né?
07:06Os campeonatos de game, né? Toda essa movimentação que existe dentro dos jogos,
07:11que, aliás, existe quase que um mercado financeiro paralelo ali dentro dos jogos, né?
07:16Com as moedas digitais, com a circulação de compra e venda de coisas ali dentro, a contratação de serviços através dos jogos.
07:24Então, esse mercado de games, como eu disse, no Brasil esse ano deve movimentar algo próximo de 15 bilhões de reais,
07:31sendo que São Paulo é o maior mercado, deveria ter um pouco mais de atenção.
07:36Claro, é sempre muito bom ver iniciativas acontecendo como essas e que elas sejam o primeiro passo.
07:42Mas existe um mercado enorme por trás que poderia também ser beneficiado disso.
07:47Vocês sabem bem o quanto que os esportes hoje chamam a atenção de patrocinadores, de investidores, de mídia,
07:55o quanto que eles têm visibilidade.
07:57Então, quanto mais a gente incentiva segmentos da economia não tradicionais,
08:02que possam nos trazer mais competitividade global, que possam trazer, talvez, investimentos externos para cá
08:09e nos dar acesso a mercados globais.
08:13Então, imagina, Wild Life, como eu já falei, estúdio brasileiro que é um dos maiores do mundo,
08:16vende jogos no mundo todo.
08:18Isso destravaria, talvez, oportunidades que hoje acabam se esbarrando no mercado tradicional,
08:24como vocês viram falando antes, aí nas tarifas e tudo mais.
08:27Então, olhar sobre essa perspectiva seria, de fato, muito bom e tornaria o nosso país mais competitivo.
08:31É muito estratégico mesmo, Júnior.
08:33Então, a gente sabe que tem eixos estruturantes ali, que girem em torno de formação profissional e empregabilidade,
08:40mas também tem uma linha de crédito para estúdios independentes.
08:43Me parece uma coisa bem interessante.
08:45Como é que você vê o impacto de uma linha de crédito desse tipo para pequenos desenvolvedores, para startups?
08:51É importante, Natália, porque a criação de jogos ou criação de negócios digitais,
08:59empreender, de modo geral, ele exige esforço, investimento na frente e o retorno ele vem ao longo do tempo.
09:07Então, ter acesso a crédito, principalmente que não leve em troca equity, ações,
09:13é um crédito que deixa o empreendedor dono do negócio, ele continua sendo dono do negócio, facilita bastante.
09:21Hoje, a gente tem as taxas de juros muito altas e crédito com juros mais acessível.
09:26Para sustentar essas companhias ou fazer com que elas investam mais, acelerem mais rápido,
09:31na direção de conseguirem encontrar o ponto de equilíbrio, começarem a gerar lucro, gerar rentabilidade,
09:37é algo fundamental e necessário.
09:39A gente vê muitas linhas de fomento, assim como essas, nos países lá fora,
09:43onde as empresas têm mais tempo para ganhar maturidade antes de terem que sobreviver só com as próprias pernas.
09:50Como eu disse, é um mercado muito competitivo, é um mercado global,
09:53vem jogos do mundo inteiro para cá, então as empresas precisam de mais tempo
09:57e, por consequência, um pouco mais de fôlego financeiro para conseguirem encontrar a sua rentabilidade
10:03e poderem desenvolver melhor os seus negócios, aí sim, gerando resultados, gerando lucros,
10:09e trazendo mais competitividade aqui para o Estado de São Paulo e para todo o país.
10:14Boa, Júnior. Felipe, mais uma sua para fechar.
10:17Júnior, a gente está falando de investimentos aí do governo, do Estado, nesse segmento,
10:21mas você vê algum espaço, alguma, para uma parceria público-privada?
10:24Quer dizer, trazer as empresas para que esse investimento acabe sendo amplificado
10:30com a participação de outras, do setor privado, por exemplo?
10:34Ah, Felipe, eu não tenho dúvida.
10:37Como eu disse, os jogos, eles são grandes máquinas de atenção.
10:42Eles prendem a atenção das pessoas por muito tempo.
10:46E nesse mundo de hiperinformação, de muito conteúdo,
10:49quem mais prende a atenção de um consumidor, de um jogador, de um leitor,
10:55tem uma vantagem competitiva.
10:57Então, é possível que a gente veja, e até é desejável que a gente veja,
11:01as grandes plataformas de varejo, de e-commerce, as big techs,
11:05cada vez mais olhando para isso, para manter as pessoas,
11:09manter a atenção dos usuários dentro dos seus ecossistemas.
11:12Se você perceber bem, as big techs, todas elas, são estúdios de games.
11:18Porque, de fato, quem tem a atenção do cliente tem uma vantagem competitiva.
11:22Então, aqui no Brasil, seria muito bom a gente começar a enxergar
11:26as empresas de tecnologia do país fazendo essas parcerias com o governo do Estado de São Paulo,
11:31com outros governos, para fazer com que o dinheiro privado também chegue a estes programas
11:36e incentive mais a criação destes jogos ou o crescimento deste segmento, deste mercado por aqui.
11:42De novo, o mercado brasileiro em número de jogadores é maior do que o mercado americano,
11:48mas em volume financeiro a gente é uma fração.
11:50Então, existe muita oportunidade pela frente.
11:53Legal demais.
11:53Quero agradecer ao Júnior Bornelli, CEO da Stats, pela participação e o papo ao vivo com a gente aqui no Money Times.
12:00Muito obrigada, viu, Júnior?
12:01Até a próxima.
12:02Tchau, tchau.
12:03Obrigado.
12:03Tchau.
12:04Tchau.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado